{"id":7147,"date":"2014-08-12T09:13:45","date_gmt":"2014-08-12T12:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7147"},"modified":"2014-08-11T21:15:05","modified_gmt":"2014-08-12T00:15:05","slug":"pre-sal-ja-ajuda-a-compensar-producao-menor-de-velhos-campos-da-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pre-sal-ja-ajuda-a-compensar-producao-menor-de-velhos-campos-da-petrobras\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9-sal j\u00e1 ajuda a compensar produ\u00e7\u00e3o menor de velhos campos da Petrobras"},"content":{"rendered":"<p>Quando a Petrobras SA revelou a maior descoberta de reservas de petr\u00f3leo da sua hist\u00f3ria, em 2007, o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus \u00e9 brasileiro.<\/p>\n<p>Novos dados de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o levando muitos na ind\u00fastria a compartilhar esse otimismo. Segundo a Petrobras, os campos do pr\u00e9-sal est\u00e3o produzindo mais de 500.000 barris de petr\u00f3leo por dia, cerca de tr\u00eas vezes mais que em 2012, e j\u00e1 representam perto de 25% da produ\u00e7\u00e3o total da empresa, de dois milh\u00f5es de barris por dia.<\/p>\n<p>\u00c9 um crescimento r\u00e1pido para a Petrobras em uma das regi\u00f5es petrol\u00edferas mais desafiadoras do mundo. Os dep\u00f3sitos se encontram a cerca de 320 quil\u00f4metros longe da costa sudeste do Brasil, enterrados no solo oce\u00e2nico sob uma grossa camada de sal, o que d\u00e1 nome aos campos.<\/p>\n<p>&#8220;Em termos de produtividade e da velocidade com que a Petrobras saiu de uma produ\u00e7\u00e3o zero para 500.000 barris por dia \u00e9 [algo] meio sem precedentes&#8221;, diz Ruaraidh Montgomery, analista da firma de pesquisa Wood Mackenzie.<\/p>\n<p>Os ganhos de produ\u00e7\u00e3o nos campos do pr\u00e9-sal s\u00e3o extremamente necess\u00e1rios para compensar a queda de desempenho dos campos mais antigos da Petrobras. A produ\u00e7\u00e3o total da empresa caiu de 1,98 milh\u00e3o de barris equivalentes de petr\u00f3leo por dia em 2012 para 1,93 milh\u00e3o no ano passado. Em 2014, com o pr\u00e9-sal, a produ\u00e7\u00e3o total aumentou. Em junho, foi de 2,008 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios.<\/p>\n<p>A empresa divulga hoje seus resultados do segundo trimestre.<\/p>\n<p>Com o pr\u00e9-sal, o Brasil pretende ser um dos cinco principais produtores de petr\u00f3leo do mundo at\u00e9 2020, quando a produ\u00e7\u00e3o deve chegar a quatro milh\u00f5es de barris por dia. Mas, para atingir essa meta ambiciosa, a Petrobras ter\u00e1 que superar desafios financeiros, t\u00e9cnicos e pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A lucratividade da empresa foi esmagada pelo governo brasileiro, que for\u00e7ou a Petrobras a vender gasolina importada a um pre\u00e7o abaixo do custo para combater a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m fez muitos empr\u00e9stimos para financiar a explora\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento dessas reservas, transformando-se na petrol\u00edfera mais endividada do mundo. A Petrobras estima gastar US$ 102 bilh\u00f5es na regi\u00e3o do pr\u00e9-sal at\u00e9 2018. E outras dezenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares ser\u00e3o necess\u00e1rios para sua explora\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p>O desafio \u00e9 maior porque a Petrobras est\u00e1 praticamente sozinha nessa empreitada.<\/p>\n<p>As duras regras de partilha de produ\u00e7\u00e3o do governo brasileiro exigem que a Petrobras seja o \u00fanico operador de todos os projetos do pr\u00e9-sal, com uma participa\u00e7\u00e3o m\u00ednima de 30%. Esses termos afastaram a maioria das grandes petrol\u00edferas globais. No primeiro &#8211; e at\u00e9 agora \u00fanico &#8211; leil\u00e3o de campos do pr\u00e9-sal, houve apenas uma oferta, de um cons\u00f3rcio liderado pela pr\u00f3pria Petrobras.<\/p>\n<p>Os ganhos com o petr\u00f3leo do pr\u00e9-sal brasileiro est\u00e3o indo de certa forma no caminho oposto ao dos gerados pelo boom do petr\u00f3leo de xisto dos Estados Unidos. Nos EUA, a porta est\u00e1 aberta para todos. Os propriet\u00e1rios de terras aceitam receber royalties baixos, mas o resultado tem sido um aumento massivo na produ\u00e7\u00e3o e na seguran\u00e7a energ\u00e9tica americana.<\/p>\n<p>Ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a descoberta do pr\u00e9-sal remodelou a ind\u00fastria de petr\u00f3leo do Brasil. Agora, mais plataformas de explora\u00e7\u00e3o em \u00e1guas profundas, navios de abastecimento e unidades de armazenamento flutuantes est\u00e3o operando no pa\u00eds que em qualquer outro lugar no mundo, de acordo com a firma IHS.<\/p>\n<p>As duas principais bacias t\u00eam cerca de 50 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo recuper\u00e1vel. O maior campo atualmente em produ\u00e7\u00e3o, o Lula, possui estimados oito bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo &#8211; quase oito vezes mais que o maior campo do Golfo do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Para chegar ao petr\u00f3leo, a Petrobras investiu bilh\u00f5es de d\u00f3lares em pesquisa, novas tecnologias de imagem em 3-D, uma frota mar\u00edtima potente e helic\u00f3pteros maiores para levar funcion\u00e1rios e equipamentos at\u00e9 os campos. Novas t\u00e9cnicas de perfura\u00e7\u00e3o foram necess\u00e1rias para atingir as reservas, que podem estar a at\u00e9 6.000 metros abaixo da superf\u00edcie do oceano. S\u00f3 a camada de sal, que muda constantemente, pode ter 2.000 metros de espessura.<\/p>\n<p>Os buracos perfurados na camada de sal podem se fechar sozinhos, ent\u00e3o um tipo especial de lama tem que ser usado para conserv\u00e1-los abertos. O g\u00e1s nos campos do pr\u00e9-sal \u00e9 muito corrosivo, o que torna necess\u00e1rio o uso de canos de a\u00e7o especiais. &#8220;Ningu\u00e9m no mundo produziu nessas condi\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Edmundo Marques, um ex-executivo da Petrobras que hoje \u00e9 chefe de explora\u00e7\u00e3o da petrol\u00edfera Ouro Preto Ol\u00e9o e G\u00e1s.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo desafio da Petrobras est\u00e1 em seus antigos po\u00e7os de petr\u00f3leo, onde a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 caindo rapidamente. No campo de Roncador, o maior produtor do pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o passou de 395.000 barris di\u00e1rios em 2010 para atuais 256.200 barris. Isso tem gerado mais press\u00e3o para a Petrobras continuar suas atividades nos campos do pr\u00e9-sal para que a empresa atinja suas metas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma corrida, j\u00e1 que os antigos gigantes est\u00e3o em decl\u00ednio&#8221;, diz Bob Fryklund, diretor de estrat\u00e9gias de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da IHS.<\/p>\n<p>&#8220;A Petrobras trabalha constantemente para compensar o decl\u00ednio natural na produ\u00e7\u00e3o de seus campos antigos&#8221;, disse uma porta-voz da Petrobras em uma nota. &#8220;A companhia est\u00e1 investindo muito em novos projetos e iniciando a opera\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de sistemas de produ\u00e7\u00e3o nas [\u00e1reas] do pr\u00e9-sal e do p\u00f3s-sal.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4micoWill Connors e Luciana Magalh\u00e3es | The Wall Street Journal, do Rio de Janeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a Petrobras SA revelou a maior descoberta de reservas de petr\u00f3leo da sua hist\u00f3ria, em 2007, o ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-7147","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7147"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7148,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7147\/revisions\/7148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}