{"id":7065,"date":"2014-08-07T08:11:13","date_gmt":"2014-08-07T11:11:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=7065"},"modified":"2014-08-06T17:18:48","modified_gmt":"2014-08-06T20:18:48","slug":"eisa-busca-emprestimo-na-caixa-e-com-fundo-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/eisa-busca-emprestimo-na-caixa-e-com-fundo-nos-eua\/","title":{"rendered":"EISA busca empr\u00e9stimo na Caixa e com fundo nos EUA"},"content":{"rendered":"<p>Prestes a completar dois meses com as atividades paralisadas, o Estaleiro Ilha S.A. (EISA), do Rio, ainda busca solu\u00e7\u00f5es para a crise na qual se encontra. O retorno ao trabalho dos 3,2 mil empregados do EISA, colocados em licen\u00e7a, depende de o empres\u00e1rio German Efromovich, controlador do estaleiro, conseguir financiamento de cerca de R$ 200 milh\u00f5es. O dinheiro ser\u00e1 usado como capital de giro, para pagar sal\u00e1rios atrasados e outras obriga\u00e7\u00f5es. O armador Log-In, que encomendou sete navios ao EISA por R$ 1 bilh\u00e3o, espera o desfecho do caso e se movimenta estudando a estrat\u00e9gia a seguir com a ajuda de advogados e consultores.<\/p>\n<p>&#8220;Efromovich tem responsabilidade n\u00e3o s\u00f3 com o estaleiro, mas com o mercado que acredita na constru\u00e7\u00e3o naval&#8221;, disse o presidente da Log-In, Vital Lopes. Ele acredita que o estaleiro vai voltar a operar, mas n\u00e3o explicou como. O estaleiro tem dificuldades de liquidez. O EISA pertence ao Synergy Group, de Efromovich, grupo que, embora tenha ativos de US$ 3,5 bilh\u00f5es no Brasil e no exterior, sobretudo na Col\u00f4mbia, n\u00e3o est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es hoje de capitalizar o estaleiro. Para faz\u00ea-lo, precisa vender alguns ativos, o que requer tempo.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Omar Peres, que conduz as discuss\u00f5es representando o Synergy, disse que o grupo tomou a decis\u00e3o de sair da \u00e1rea naval, vendendo os ativos de estaleiros. Nesse segmento, o grupo \u00e9 dono, al\u00e9m do EISA, das instala\u00e7\u00f5es industriais da Ponta D&#8217;Areia, em Niter\u00f3i, onde hoje operam tr\u00eas estaleiros: Brasa, Mau\u00e1 e Eisa Petro 1.<\/p>\n<p>O grupo de Efromovich vem tentando vender outros ativos, como a Petro Synergy, prestadora de servi\u00e7os para a ind\u00fastria de petr\u00f3leo, mas enquanto isso n\u00e3o ocorre o objetivo \u00e9 contratar empr\u00e9stimo de curto prazo para permitir ao EISA voltar a operar. Peres disse que o estaleiro re\u00fane tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es que lhe asseguram a continuidade: tem parque industrial, m\u00e3o de obra e demanda. A carteira do EISA \u00e9 de mais de US$ 1 bilh\u00e3o. Mas apesar das encomendas, que chegam a 24 embarca\u00e7\u00f5es, o estaleiro n\u00e3o investiu para trabalhar com melhores \u00edndices de produtividade. Enfrentou bloqueio de contas por processo trabalhista relacionado ao Mau\u00e1, do mesmo grupo econ\u00f4mico, n\u00e3o pagamento de alguns clientes, como PDVSA, e greves.<\/p>\n<p>Efromovich estava ontem em Nova York negociando empr\u00e9stimo de US$ 100 milh\u00f5es com um fundo de investimentos que poderia emprestar os recursos ao estaleiro. Parte desses recursos poderia ser transformada em a\u00e7\u00f5es do EISA em um segundo momento. Outra alternativa na qual o grupo trabalha \u00e9 conseguir financiamento de R$ 200 milh\u00f5es da Caixa Econ\u00f4mica Federal, com garantias reais e prazo de pagamento de seis anos, para permitir que o estaleiro volte a funcionar. Procurada, a Caixa disse que n\u00e3o iria falar por quest\u00f5es de sigilo banc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Com o empr\u00e9stimo, seja do fundo ou da Caixa, o EISA teria condi\u00e7\u00f5es de voltar a operar e dar lucro a partir de 2015, disse Peres. Ele afirmou que o aporte \u00e9 importante para que o EISA possa definir a data de volta dos empregados ao trabalho. Alex Santos, presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos do Rio, disse que o estaleiro divulgou comunicado indicando a volta ao trabalho na quinta, quando vence mais uma folha de pagamento, que seria a segunda em atraso. Santos n\u00e3o afastou, por\u00e9m, a possibilidade de que os empregados sejam colocados em aviso pr\u00e9vio se o dinheiro do empr\u00e9stimo n\u00e3o entrar. &#8220;Apesar da carteira robusta, ningu\u00e9m bota dinheiro da noite para o dia&#8221;, disse Santos.<\/p>\n<p>Marcelo Gomes, diretor da Alvarez &amp; Marsal, que representa a Log-In no caso, disse esperar uma resposta do Synergy Group em 48 horas. &#8221; A solu\u00e7\u00e3o para o problema n\u00e3o passa mais pela Log-In. A empresa aguarda posi\u00e7\u00e3o de Efromovich e de sua equipe para ver como eles v\u00e3o capitalizar o EISA e honrar os contratos&#8221;, disse Gomes. Vital Lopes, o presidente da Log-In, afirmou que dos sete navios contratados ao EISA, tr\u00eas foram entregues. &#8220;S\u00e3o navios de boa qualidade, com engenharia equivalente a de refer\u00eancia internacional, o que prova que o estaleiro tem condi\u00e7\u00f5es de entregar [encomendas], mas precisa de investimentos&#8221;, disse Vital. Os outros quatro navios da Log-In ainda em constru\u00e7\u00e3o no EISA t\u00eam atraso m\u00e9dio de 30 meses considerando a data contratual prevista para a entrega, disse Vital.<\/p>\n<p>Ele afirmou que o atraso prejudica o objetivo da Log-In de ter uma frota uniforme, com custos adequados, o que se relaciona com a idade dos navios. Hoje dos oito navios da frota da Log-In, quatro s\u00e3o pr\u00f3prios e quatro alugados. &#8220;O atraso posterga nosso sonho de empresa&#8221;, disse Vital. A Log-In financiou os sete navios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), com quem o armador est\u00e1 em dia nos pagamentos. At\u00e9 junho, a Log-In pagou R$ 67 milh\u00f5es ao BNDES pelos barcos em constru\u00e7\u00e3o e em atraso no EISA. O Valor apurou que o armador quer que o BNDES alongue os prazos da d\u00edvida, mas o pedido ainda n\u00e3o foi atendido.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4micoFrancisco G\u00f3es | Do Rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prestes a completar dois meses com as atividades paralisadas, o Estaleiro Ilha S.A. 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