{"id":6970,"date":"2014-08-01T08:31:27","date_gmt":"2014-08-01T11:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6970"},"modified":"2014-07-31T22:35:02","modified_gmt":"2014-08-01T01:35:02","slug":"petrobras-possibilita-retomada-do-estaleiro-inhauma-apos-10-anos-inativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/petrobras-possibilita-retomada-do-estaleiro-inhauma-apos-10-anos-inativo\/","title":{"rendered":"Petrobras possibilita retomada do estaleiro Inha\u00fama ap\u00f3s 10 anos inativo"},"content":{"rendered":"<p>Retomado em agosto de 2012, ap\u00f3s dez anos sem projetos, o estaleiro Inha\u00fama est\u00e1 terminando a convers\u00e3o do FPSO P-74 (unidades flutuantes de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e transfer\u00eancia de petr\u00f3leo e g\u00e1s) e j\u00e1 tem programada tamb\u00e9m a convers\u00e3o de outros tr\u00eas navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) em tr\u00eas cascos de modelos FPSOs que v\u00e3o operar no campo de B\u00fazios, na \u00e1rea do pr\u00e9-sal da Cess\u00e3o Onerosa: P-75, P-76 e P-77.<\/p>\n<p>O antigo estaleiro Ishibr\u00e1s, que na d\u00e9cada de 1980 chegou a ser o estaleiro com a segunda maior carteira de encomendas do mundo na constru\u00e7\u00e3o de navios, retomou as atividades quando o navio Titan Seema entrou no dique seco para ser convertido no FPSO P-74. A partir da\u00ed a convers\u00e3o da P-74 ficou marcada como a primeira grande obra realizada no Inha\u00fama ap\u00f3s a sua retomada, representando um marco na ind\u00fastria naval brasileira, j\u00e1 que foi a primeira convers\u00e3o de um casco dessa natureza feita no pa\u00eds. Atualmente, a P-74 est\u00e1 no dique seco finalizando os servi\u00e7os de convers\u00e3o do casco. Ap\u00f3s esta fase, ficar\u00e1 atracada no cais 1 para que sejam executadas as atividades de acabamento.<\/p>\n<p>O Titan Seena era um cargueiro do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), termo que designa os navios petroleiros com capacidade de carga ente 200 e 320 mil toneladas de porte bruto. A convers\u00e3o inclui o refor\u00e7o estrutural do casco; a constru\u00e7\u00e3o de novos m\u00f3dulos de acomoda\u00e7\u00e3o com capacidade para 110 pessoas; a substitui\u00e7\u00e3o integral dos equipamentos originais, al\u00e9m da fabrica\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de 13 mil toneladas de estruturas novas necess\u00e1rias para suporte dos m\u00f3dulos, das linhas de produ\u00e7\u00e3o e do novo sistema de ancoragem, entre outros.<\/p>\n<p>A P-74 ser\u00e1 tamb\u00e9m o primeiro FPSO com destino aos campos da Cess\u00e3o Onerosa, no pr\u00e9-sal na Bacia de Santos. Na Cess\u00e3o Onerosa, implantada em 2010 com a assinatura do Novo Marco Regulat\u00f3rio do Petr\u00f3leo, foram cedidas onerosamente \u00e0 Petrobras o direito de explorar e produzir petr\u00f3leo e g\u00e1s natural em \u00e1reas n\u00e3o licitadas do pr\u00e9-sal, at\u00e9 o limite de cinco bilh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente. Em junho deste ano, o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) aprovou a contrata\u00e7\u00e3o direta da Petrobras para produ\u00e7\u00e3o do volume excedente aos 5 bilh\u00f5es de barris, sob o regime de partilha, em quatro \u00e1reas do pr\u00e9-sal \u2013 B\u00fazios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi.<\/p>\n<p>Cada uma das quatro plataformas encomendadas no estaleiro Inha\u00fama tem capacidade para produzir 150 mil barris de petr\u00f3leo por dia. O conte\u00fado local previsto em contrato para cada um dos quatro cascos \u00e9 de 70%. Conte\u00fado local \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) de que os bens e servi\u00e7os usados na constru\u00e7\u00e3o de uma unidade dessas sejam, em grande parte, de origem nacional e n\u00e3o importados.<\/p>\n<p><strong>Inha\u00fama<\/strong><\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 80, o estaleiro Inha\u00fama, que possui uma \u00e1rea total de 320 mil m2, construiu os maiores navios feitos no Brasil \u2013 Docefjord e Tijuca, com 313 mil toneladas.<\/p>\n<p>No entanto, no final dos anos 80 e nos anos 90, com a decad\u00eancia da ind\u00fastria naval, o estaleiro acabou sendo abandonado e deteriorou-se durante mais de uma d\u00e9cada sem atividades.<\/p>\n<p>Para atender \u00e0s crescentes demandas provenientes da descoberta do pr\u00e9-sal, a Petrobras arrendou o estaleiro da Companhia Brasileira de Diques em junho de 2010 e assumiu a sua gest\u00e3o por um per\u00edodo de 20 anos.<\/p>\n<p>Assim, teve in\u00edcio a reforma e a reconstru\u00e7\u00e3o de importantes instala\u00e7\u00f5es como, por exemplo, o dique seco, que, ap\u00f3s um conjunto de obras de recupera\u00e7\u00e3o, encontra-se novamente em condi\u00e7\u00f5es de uso.<\/p>\n<p>As empresas contratadas para executar as obras fizeram a revitaliza\u00e7\u00e3o nos dois cais, a recupera\u00e7\u00e3o das oficinas de tubula\u00e7\u00e3o, estruturas e pintura, pr\u00e9dios de administra\u00e7\u00e3o, refeit\u00f3rio, vesti\u00e1rio e redes de utilidades (eletricidade, gases, \u00e1gua e esgoto). O estaleiro Inha\u00fama fica no bairro do Caju, Zona Portu\u00e1ria do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Petrobras<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retomado em agosto de 2012, ap\u00f3s dez anos sem projetos, o estaleiro Inha\u00fama est\u00e1 terminando a convers\u00e3o do FPSO P-74 (unidades flutuantes de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":6971,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-6970","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6970"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6970\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6972,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6970\/revisions\/6972"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}