{"id":6888,"date":"2014-07-29T08:48:49","date_gmt":"2014-07-29T11:48:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6888"},"modified":"2014-07-28T22:52:18","modified_gmt":"2014-07-29T01:52:18","slug":"area-do-estaleiro-caneco-vai-ser-desapropriada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/area-do-estaleiro-caneco-vai-ser-desapropriada\/","title":{"rendered":"\u00c1rea do estaleiro Caneco vai ser desapropriada"},"content":{"rendered":"<p>Mais uma tentativa de colocar ponto final no processo de fal\u00eancia do estaleiro Caneco, no Caju, ocorrer\u00e1 na pr\u00f3xima quinta-feira. O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio (TJ-RJ) marcou para o dia 31 deste m\u00eas a data do leil\u00e3o da \u00e1rea que fica na Zona Portu\u00e1ria. A fal\u00eancia ocorrida em outubro de 2006 prejudicou centenas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>No entanto, dois decretos publicados no Di\u00e1rio Oficial do Munic\u00edpio do Rio no dia 18 podem, novamente, inviabilizar a batida do martelo.Assinados pelo prefeito Eduardo Paes, o primeiro, 338.955, declara de utilidade p\u00fablica, para fins de desapropria\u00e7\u00e3o, e em favor da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin), a \u00e1rea de 141 mil metros quadrados, na Rua Carlos Seidl, no Caju.<\/p>\n<p>O local pertencente ao antigo Caneco, onde hoje funcionam as empresas Intercam e Grupo Rio Nave, ambas voltadas para a Ind\u00fastria Naval. J\u00e1 o segundo decreto (38.956), cria na mesma \u00e1rea o Distrito Industrial Naval do Munic\u00edpio do Rio. Pelo artigo primeiro, o local fica destinado a empresas do segmento, sob forma onerosa (mediante pagamento), que ali desejarem se instalar. Cabe \u00e0 Codin promover o processo de ocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea \u00e9 vocacionada para essa atividade. Transformar o Caneco em um distrito naval, onde j\u00e1 h\u00e1 outras empresas do setor em atividade, \u00e9 garantir o desenvolvimento da Ind\u00fastria Naval fluminense e brasileira\u201d, destaca o secret\u00e1rio estadual de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Julio Bueno.<\/p>\n<p>Segundo ele, a desapropria\u00e7\u00e3o do terreno do antigo estaleiro e a transforma\u00e7\u00e3o em distrito naval s\u00e3o vit\u00f3rias que v\u00e3o garantir a seguran\u00e7a de que \u00e1rea continuar\u00e1 voltada para o seu segmento. Segundo Bueno, o leil\u00e3o poderia n\u00e3o preservar empregos ou at\u00e9 mesmo manter baixo o investimento na \u00e1rea, caso n\u00e3o houvesse interessados em adquirir o espa\u00e7o ou comprado por grupos de outras atividades econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>O receio de Julio Bueno se justifica, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que a 5\u00aa Vara Empresarial da Capital, inst\u00e2ncia em que o processo de fal\u00eancia tramita, busca promover o leil\u00e3o do terreno. A \u00faltima tentativa ocorreu em 2012. Tamb\u00e9m o valor estipulado para o leil\u00e3o, de R$ 371 milh\u00f5es, pode afastar interessados. Al\u00e9m do terreno, fazem parte dos bens alienados os maquin\u00e1rios e os equipamentos como guindastes e pontes rolantes, entre outros.<\/p>\n<p>O Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval) apoia a desapropria\u00e7\u00e3o da \u00e1rea do antigo Caneco. Por meio de nota, o presidente da entidade, Ariovaldo Rocha, informou \u201cconsiderar essencial para a Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Naval fluminense a manuten\u00e7\u00e3o integral das instala\u00e7\u00f5es produtivas do estaleiro, que h\u00e1 mais de dez anos integram o arranjo produtivo da Constru\u00e7\u00e3o Naval no entorno da Ba\u00eda da Guanabara\u201d. Ariovaldo lembra que a Ind\u00fastria Naval do Estado do Rio representa cerca de 37% do total de emprego direto gerado no setor, hoje de 80 mil no pa\u00eds. Atualmente, em todo o estado, h\u00e1 18 estaleiros ativos.<\/p>\n<p><strong>Caxias abrigar\u00e1 polo de navipe\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Para incentivar a atra\u00e7\u00e3o de empresas fornecedoras de equipamentos para estaleiros, o governo do estado criou o Polo Industrial, Log\u00edstico, Naval e Offshore (Polinavi), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A \u00e1rea total tem quatro milh\u00f5es de metros quadrados, sendo dois milh\u00f5es s\u00f3 de \u00e1rea \u00fatil.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea investimentos na ordem de R$ 250 milh\u00f5es, recursos estaduais para adequar a \u00e1rea destinada a novas empresas. A expectativa \u00e9 de que o polo atraia investimentos de R$ 1,5 bilh\u00e3o e gere cerca de cinco mil empregos diretos assim que come\u00e7ar a ser implementado, a partir do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>Com o polo de navipe\u00e7as, empresas fornecedoras ter\u00e3o acesso mar\u00edtimo aos 18 estaleiros instalados na Baia da Guanabara, para levar at\u00e9 eles carga e equipamentos, o que contribuir\u00e1 para aliviar o tr\u00e1fego na Regi\u00e3o<\/p>\n<p>Metropolitana do Rio de Janeiro. O polo vai atuar como se fosse um condom\u00ednio industrial, tendo como caracter\u00edstica principal sua \u00eanfase no modal hidrovi\u00e1rio. Trata-se de iniciativa pioneira na Am\u00e9rica Latina no segmento naval.<\/p>\n<p><strong>Incentivo \u00e0 ind\u00fastria naval<\/strong><\/p>\n<p>Desde o ano 2000, a \u00e1rea do Caneco \u00e9 ocupada sob regime de loca\u00e7\u00e3o pelo Rio Nave, estaleiro de porte m\u00e9dio, com capacidade de processamento de 48 mil toneladas\/ano. Uma parte menor do terreno \u00e9 arrendada pela Intercam, fornecedora de pe\u00e7as para o segmento naval.<\/p>\n<p>Presidente do Rio Nave, Mauro Campos tamb\u00e9m apoia a instala\u00e7\u00e3o de um distrito naval no local, para poder expandir ainda mais as opera\u00e7\u00f5es do grupo que, segundo o empres\u00e1rio, est\u00e3o represadas. Se no auge, nos anos 1990, o Caneco chegou a ter cinco mil trabalhadores, o Rio Nave funciona hoje com 1.500.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, o grupo investiu no local R$ 15 milh\u00f5es, al\u00e9m de capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e instala\u00e7\u00e3o de uma escola de solda. Hoje, a empresa tem em ciclo de produ\u00e7\u00e3o US$300 milh\u00f5es (R$660 milh\u00f5es) em encomendas para constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es para armadores brasileiros. Entre os anos de 2009 e 2013, promoveu a constru\u00e7\u00e3o de 13 embarca\u00e7\u00f5es (como empurradores, rebocadores e balsas) para clientes como Norsul, Alian\u00e7a, Promar STX e a Transpetro.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio Julio Bueno, al\u00e9m do Rio Nave, o distrito pode abrigar mais duas ou tr\u00eas empresas complementares da ind\u00fastria naval. Bueno aposta no desenvolvimento do setor, de fabricantes e subfornecedores de equipamentos submarinos para o estado, que \u00e9 respons\u00e1vel por mais 80% da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural brasileiro.<\/p>\n<p>Fonte: O Dia\/Aur\u00e9lio Gimenez<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma tentativa de colocar ponto final no processo de fal\u00eancia do estaleiro Caneco, no Caju, ocorrer\u00e1 na pr\u00f3xima quinta-feira. 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