{"id":68065,"date":"2026-10-28T11:51:57","date_gmt":"2026-10-28T14:51:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=68065"},"modified":"2026-10-28T12:07:36","modified_gmt":"2026-10-28T15:07:36","slug":"cabotagem-cresce-3-no-terceiro-trimestre-puxada-por-cargas-feeder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cabotagem-cresce-3-no-terceiro-trimestre-puxada-por-cargas-feeder\/","title":{"rendered":"Cabotagem cresce 3% no terceiro trimestre, puxada por cargas feeder"},"content":{"rendered":"<p>A MSC, maior armadora de cont\u00eaineres do mundo, amplia sua aposta em navios de grande capacidade apesar do um momento ser de alerta sobre o crescimento da oferta no transporte mar\u00edtimo internacional. A companhia \u00e9 apontada pela consultoria Linerlytica como respons\u00e1vel por uma nova encomenda de 20 porta-cont\u00eaineres de 24 mil TEUs ao estaleiro chin\u00eas Hengli Heavy Industries, opera\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 acrescentar 480 mil TEUs \u00e0 sua capacidade futura.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pela imprensa mar\u00edtima especializada, incluindo Seatrade Maritime e Ship2Shore. Embora as publica\u00e7\u00f5es tratem a opera\u00e7\u00e3o como contratada, a MSC n\u00e3o anunciou diretamente os detalhes comerciais da encomenda.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (26), o Hengli informou ter fechado contratos com diferentes armadores para a constru\u00e7\u00e3o de 52 porta-cont\u00eaineres de grande porte. O pacote compreende 20 embarca\u00e7\u00f5es de 24 mil TEUs, 12 de 22 mil TEUs e outras 20 de 19 mil TEUs, todas previstas com propuls\u00e3o dual fuel a g\u00e1s natural liquefeito (GNL).<\/p>\n<p>O estaleiro n\u00e3o identificou individualmente os compradores de cada grupo de navios. Segundo a Seatrade Maritime, as 20 unidades de 24 mil TEUs correspondem \u00e0 encomenda atribu\u00edda \u00e0 MSC.<\/p>\n<p>A nova opera\u00e7\u00e3o refor\u00e7aria o programa de expans\u00e3o da armadora no Hengli, que j\u00e1 possui contratos anteriores para a constru\u00e7\u00e3o de megacont\u00eaineres. De acordo com a Linerlytica, a carteira da MSC no estaleiro alcan\u00e7aria 62 embarca\u00e7\u00f5es com capacidade superior a 20 mil TEUs.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">21,5% da capacidade mundial<\/h2>\n<p>A dimens\u00e3o da encomenda ganha relev\u00e2ncia diante da posi\u00e7\u00e3o da MSC no transporte mar\u00edtimo internacional. Segundo o ranking da Alphaliner atualizado em outubro, a armadora opera 1.018 navios, com capacidade conjunta de aproximadamente 7,46 milh\u00f5es de TEUs, o equivalente a 21,5% do mercado mundial.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s concorrentes \u00e9 expressiva. A Maersk ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o, com 4,72 milh\u00f5es de TEUs e participa\u00e7\u00e3o de 13,6%, seguida pela CMA CGM, com 4,49 milh\u00f5es de TEUs e 12,9% do mercado.<\/p>\n<p>A MSC tamb\u00e9m possui uma das maiores carteiras de encomendas do setor. O levantamento da Alphaliner registra 183 embarca\u00e7\u00f5es contratadas, com capacidade conjunta de 3,38 milh\u00f5es de TEUs, volume equivalente a 45,3% da frota atualmente operada pela companhia.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Encomendas mundiais atingem maior propor\u00e7\u00e3o desde 2009<\/h2>\n<p>O avan\u00e7o da MSC acompanha uma nova onda de investimentos em constru\u00e7\u00e3o naval, apesar das incertezas sobre o comportamento da demanda por transporte de cont\u00eaineres.<\/p>\n<p>Segundo dados da Linerlytica divulgados pela Seatrade Maritime, a carteira mundial de encomendas alcan\u00e7ou 16,2 milh\u00f5es de TEUs, o equivalente a 46,5% da capacidade da frota em opera\u00e7\u00e3o. Trata-se da maior propor\u00e7\u00e3o registrada desde 2009.<\/p>\n<p>O indicador mostra que quase metade da capacidade atualmente dispon\u00edvel no transporte mar\u00edtimo de cont\u00eaineres corresponde ao volume adicional previsto nos contratos de constru\u00e7\u00e3o de novos navios.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o n\u00e3o ocorrer\u00e1 de uma s\u00f3 vez, j\u00e1 que as entregas est\u00e3o distribu\u00eddas ao longo dos pr\u00f3ximos anos. Ainda assim, o volume contratado aumenta a preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de crescimento da oferta acima da demanda.<\/p>\n<p>A baixa retirada de embarca\u00e7\u00f5es antigas de opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribui para esse cen\u00e1rio. Quando as entregas de novos navios superam significativamente a capacidade desativada, a frota mundial continua crescendo, mesmo que parte das embarca\u00e7\u00f5es substitu\u00eddas seja deslocada para outras rotas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Capacidade dever\u00e1 crescer 9% em 2027<\/h2>\n<p>As perspectivas para o pr\u00f3ximo ano refor\u00e7am o contraste entre os investimentos das armadoras e o comportamento esperado do mercado. A BIMCO, associa\u00e7\u00e3o internacional do setor mar\u00edtimo, estima que a capacidade mundial de transporte de cont\u00eaineres crescer\u00e1 4,6% em 2026 e 9% em 2027.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, a expans\u00e3o da frota poder\u00e1 superar o crescimento da demanda, enfraquecendo o equil\u00edbrio entre oferta e procura por transporte mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Um dos fatores decisivos ser\u00e1 a normaliza\u00e7\u00e3o das rotas afetadas pelos conflitos no Oriente M\u00e9dio. Os desvios pelo Cabo da Boa Esperan\u00e7a aumentaram as dist\u00e2ncias percorridas e, consequentemente, a quantidade de embarca\u00e7\u00f5es necess\u00e1ria para transportar o mesmo volume de cargas. Essa situa\u00e7\u00e3o ajudou a absorver parte da capacidade adicional incorporada \u00e0 frota mundial.<\/p>\n<p>Caso as opera\u00e7\u00f5es pelo Canal de Suez retornem aos padr\u00f5es anteriores \u00e0s interrup\u00e7\u00f5es no Mar Vermelho, a demanda por navios poder\u00e1 diminuir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>Em um dos cen\u00e1rios analisados, a BIMCO estima que a oferta de capacidade poder\u00e1 superar a demanda por embarca\u00e7\u00f5es em at\u00e9 10%. A proje\u00e7\u00e3o, entretanto, depende da normaliza\u00e7\u00e3o das rotas e das condi\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a continuidade das encomendas de megacont\u00eaineres indica que as grandes armadoras seguem investindo em escala, mesmo diante do risco de maior press\u00e3o competitiva nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Navios maiores exigem adapta\u00e7\u00e3o dos portos<\/h2>\n<p>A expans\u00e3o da frota de megacont\u00eaineres tamb\u00e9m amplia os desafios para a infraestrutura portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Embarca\u00e7\u00f5es com capacidade pr\u00f3xima de 24 mil TEUs exigem canais de acesso e ber\u00e7os com profundidade e dimens\u00f5es adequadas, al\u00e9m de port\u00eaineres capazes de alcan\u00e7ar as fileiras de cont\u00eaineres distribu\u00eddas ao longo de grandes larguras.<\/p>\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o de volumes elevados em uma \u00fanica escala tamb\u00e9m exige capacidade de armazenagem, equipamentos de p\u00e1tio e conex\u00f5es eficientes com os modais terrestres.<\/p>\n<p>O crescimento dessa categoria de navios tende, portanto, a concentrar opera\u00e7\u00f5es em terminais preparados para receb\u00ea-los, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia dos investimentos em dragagem, moderniza\u00e7\u00e3o de equipamentos e acessos portu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Para os portos brasileiros, a tend\u00eancia representa um desafio de competitividade no longo prazo. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o de que as embarca\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas \u00e0 nova encomenda da MSC ser\u00e3o destinadas \u00e0s rotas que atendem o pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Propuls\u00e3o a GNL integra programa de expans\u00e3o<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da capacidade de transporte, a tecnologia de propuls\u00e3o \u00e9 outro componente da expans\u00e3o anunciada pelo Hengli. O estaleiro chin\u00eas informou ter fechado contratos com diferentes armadores para a constru\u00e7\u00e3o de 52 porta-cont\u00eaineres equipados com sistemas dual fuel, capazes de utilizar g\u00e1s natural liquefeito (GNL) ou combust\u00edveis mar\u00edtimos convencionais.<\/p>\n<p>Desse total, 20 embarca\u00e7\u00f5es de 24 mil TEUs s\u00e3o atribu\u00eddas \u00e0 MSC pela consultoria Linerlytica. O estaleiro, entretanto, n\u00e3o identificou oficialmente os compradores de cada lote, nem esclareceu se os contratos incluem altera\u00e7\u00f5es em encomendas anteriores.<\/p>\n<p>A tecnologia pode reduzir determinadas emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas e, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o e abastecimento, diminuir a intensidade de carbono em compara\u00e7\u00e3o com sistemas convencionais.<\/p>\n<p>O uso de GNL, por\u00e9m, n\u00e3o elimina as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. Seu desempenho ambiental depende de fatores como a emiss\u00e3o de metano ao longo da cadeia de abastecimento e durante a opera\u00e7\u00e3o dos motores.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o por embarca\u00e7\u00f5es de grande porte com propuls\u00e3o dual fuel combina, assim, dois movimentos observados no transporte mar\u00edtimo internacional: a busca por maior escala operacional e a diversifica\u00e7\u00e3o das tecnologias de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Para os embarcadores, a amplia\u00e7\u00e3o da frota mundial poder\u00e1 representar maior disponibilidade de espa\u00e7o nos pr\u00f3ximos anos. Isso, entretanto, n\u00e3o significa redu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos fretes.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os continuar\u00e3o condicionados ao crescimento do com\u00e9rcio internacional, \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o dos navios entre as rotas, aos custos operacionais e \u00e0s decis\u00f5es das armadoras sobre a capacidade efetivamente oferecida ao mercado.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da MSC ocorre justamente nesse ponto de inflex\u00e3o: enquanto as maiores companhias continuam contratando embarca\u00e7\u00f5es de grande porte, o setor se prepara para um per\u00edodo em que administrar a oferta poder\u00e1 ser t\u00e3o importante quanto ampliar a frota.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Transporte Moderno<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A MSC, maior armadora de cont\u00eaineres do mundo, amplia sua aposta em navios de grande capacidade apesar do um momento ser de alerta sobre o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67855,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-68065","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68065"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68065\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68072,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68065\/revisions\/68072"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}