{"id":67677,"date":"2026-09-30T11:19:47","date_gmt":"2026-09-30T14:19:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67677"},"modified":"2026-09-30T11:19:47","modified_gmt":"2026-09-30T14:19:47","slug":"novo-terminal-redesenha-logistica-da-celulose-no-sul-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/novo-terminal-redesenha-logistica-da-celulose-no-sul-do-pais\/","title":{"rendered":"Novo terminal redesenha log\u00edstica da celulose no Sul do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>A cess\u00e3o de uma \u00e1rea de 412,5 mil metros quadrados no Porto do Rio Grande abre caminho para a implanta\u00e7\u00e3o de uma nova estrutura de exporta\u00e7\u00e3o de celulose no Sul do pa\u00eds. Projetado para receber dois navios simultaneamente, o terminal poder\u00e1 atingir capacidade de 9 milh\u00f5es de toneladas por ano e ser\u00e1 conectado por hidrovia \u00e0 futura f\u00e1brica da CMPC em Barra do Ribeiro.<\/p>\n<p>O contrato foi assinado na sexta-feira (11) e ter\u00e1 validade de 25 anos, com possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o por igual per\u00edodo. A \u00e1rea, anteriormente ocupada pela Queiroz Galv\u00e3o, dever\u00e1 receber investimento estimado em R$ 1,5 bilh\u00e3o, segundo a Prefeitura do Rio Grande.<\/p>\n<p>A CMPC \u00e9 um grupo chileno de base florestal que produz celulose, pap\u00e9is, embalagens e produtos de higiene. No Brasil desde 2009, a companhia j\u00e1 mant\u00e9m uma f\u00e1brica de celulose em Gua\u00edba (RS), com capacidade pr\u00f3xima de 2,4 milh\u00f5es de toneladas anuais.<\/p>\n<p>O novo terminal ser\u00e1 desenvolvido pela CMPC e pela operadora portu\u00e1ria Neltume Ports, por meio da Terminal Rio Grande do Sul S.A. O empreendimento integra o Projeto Natureza, programa de aproximadamente R$ 27 bilh\u00f5es que prev\u00ea uma f\u00e1brica de celulose, amplia\u00e7\u00e3o da base florestal e implanta\u00e7\u00e3o da infraestrutura necess\u00e1ria ao escoamento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dois terminais formar\u00e3o corredor hidrovi\u00e1rio<\/h2>\n<p>O desenho log\u00edstico prev\u00ea dois Terminais de Uso Privado (TUPs). O primeiro ficar\u00e1 junto \u00e0 f\u00e1brica de Barra do Ribeiro e ser\u00e1 utilizado para embarcar a celulose em barca\u00e7as. A carga seguir\u00e1 pelos lagos Gua\u00edba e dos Patos at\u00e9 o segundo terminal, no Porto do Rio Grande, onde ser\u00e1 armazenada e transferida para navios de longo curso.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 reduzir a necessidade de transporte rodovi\u00e1rio entre a f\u00e1brica e o porto mar\u00edtimo. Segundo o Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos, a expans\u00e3o da CMPC dever\u00e1 gerar um fluxo superior a 4,3 milh\u00f5es de toneladas de celulose por ano pelos dois terminais. Os investimentos nas estruturas de Barra do Ribeiro e Rio Grande foram estimados anteriormente em R$ 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A nova f\u00e1brica ter\u00e1 capacidade para produzir 2,5 milh\u00f5es de toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. Somada \u00e0 unidade de Gua\u00edba, a capacidade instalada da CMPC no Rio Grande do Sul poder\u00e1 chegar a aproximadamente 4,9 milh\u00f5es de toneladas por ano.<\/p>\n<p>A companhia j\u00e1 utiliza a hidrovia para transportar celulose entre Gua\u00edba e Rio Grande. De acordo com a pr\u00f3pria CMPC, suas opera\u00e7\u00f5es respondiam por aproximadamente 44% do volume movimentado por esse modal no estado quando o Projeto Natureza foi apresentado, em 2024.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">9 milh\u00f5es de toneladas<\/h2>\n<p>O terminal de Rio Grande ter\u00e1 dois ber\u00e7os, poder\u00e1 operar dois navios simultaneamente e contar\u00e1 com capacidade de armazenagem de aproximadamente 194 mil toneladas.<\/p>\n<p>Na divulga\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a pr\u00e9via, a CMPC informou que a estrutura poderia movimentar at\u00e9 5 milh\u00f5es de toneladas por ano. O Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos, por sua vez, projetou capacidade de at\u00e9 9 milh\u00f5es de toneladas anuais a partir do 11\u00ba ano de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a indica uma expans\u00e3o gradual da instala\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o tenham sido detalhados o cronograma intermedi\u00e1rio nem os investimentos necess\u00e1rios para alcan\u00e7ar a capacidade m\u00e1xima. Tamb\u00e9m n\u00e3o foi informado se o terminal poder\u00e1 atender terceiros ou movimentar cargas provenientes de outras unidades da companhia.<\/p>\n<p>Mesmo na configura\u00e7\u00e3o de 5 milh\u00f5es de toneladas, a capacidade ser\u00e1 o dobro da produ\u00e7\u00e3o projetada para a f\u00e1brica de Barra do Ribeiro. O dimensionamento permite acomodar o fluxo conjunto das opera\u00e7\u00f5es ga\u00fachas da CMPC e oferece margem para futuros aumentos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A celulose j\u00e1 ocupa espa\u00e7o relevante na pauta do Porto do Rio Grande. De acordo com informa\u00e7\u00f5es do porto, at\u00e9 setembro de 2024, o complexo havia movimentado aproximadamente 2,8 milh\u00f5es de toneladas do produto, crescimento de 6,3% na compara\u00e7\u00e3o anual. No mesmo per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es pelo porto tiveram a China como principal destino.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dragagem permitir\u00e1 receber navios maiores<\/h2>\n<p>O projeto prev\u00ea o aprofundamento do calado nas proximidades do terminal, de 9,5 para 12,5 metros. O investimento na dragagem do canal de acesso foi estimado em R$ 140 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ampliar o porte dos navios atendidos e produzir efeitos al\u00e9m da opera\u00e7\u00e3o de celulose. Com maior profundidade, o Porto do Rio Grande poder\u00e1 ganhar capacidade para receber embarca\u00e7\u00f5es maiores empregadas tamb\u00e9m no transporte de gr\u00e3os, fertilizantes e outras cargas.<\/p>\n<p>Ainda segundo dados de Rio Grande, o complexo portu\u00e1rio concentra a maior parte da movimenta\u00e7\u00e3o aquavi\u00e1ria do Rio Grande do Sul. Entre janeiro e maio de 2025, Rio Grande movimentou 16,1 milh\u00f5es de toneladas, alta de 9,9% sobre o mesmo per\u00edodo do ano anterior. Os gran\u00e9is s\u00f3lidos responderam por 57,4% do total.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Projeto depende de novas licen\u00e7as<\/h2>\n<p>O Terminal Rio Grande do Sul recebeu a licen\u00e7a pr\u00e9via da Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam) em junho de 2026. Essa autoriza\u00e7\u00e3o reconhece a viabilidade ambiental e permite o avan\u00e7o do projeto, mas ainda n\u00e3o libera o in\u00edcio das obras. A pr\u00f3xima etapa \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a de instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A cess\u00e3o formalizada em setembro tamb\u00e9m \u00e9 diferente do contrato de ades\u00e3o do TUP anunciado pelo governo federal em janeiro. O primeiro ato assegurou a autoriza\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o do terminal privado; o mais recente garantiu a utiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea pertencente \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o divulgada anteriormente era concluir o terminal em meados de 2029, cerca de dois meses antes do in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es da f\u00e1brica de Barra do Ribeiro. O cronograma depender\u00e1 do avan\u00e7o do licenciamento ambiental e da execu\u00e7\u00e3o das obras portu\u00e1rias e industriais.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o terminal gere mais de 1,2 mil empregos durante sua implanta\u00e7\u00e3o. Para o Projeto Natureza como um todo, o governo federal estima aproximadamente 12 mil postos de trabalho na fase de obras e 1,5 mil ap\u00f3s a conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Informativos dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cess\u00e3o de uma \u00e1rea de 412,5 mil metros quadrados no Porto do Rio Grande abre caminho para a implanta\u00e7\u00e3o de uma nova estrutura de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67678,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-67677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67677"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67677\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67681,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67677\/revisions\/67681"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}