{"id":67519,"date":"2026-09-21T13:19:16","date_gmt":"2026-09-21T16:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67519"},"modified":"2026-09-21T13:19:16","modified_gmt":"2026-09-21T16:19:16","slug":"exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-chegam-a-22-milhoes-de-toneladas-ate-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exportacoes-brasileiras-de-carne-bovina-chegam-a-22-milhoes-de-toneladas-ate-agosto\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina chegam a 2,2 milh\u00f5es de toneladas at\u00e9 agosto"},"content":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina somaram 233,5 mil toneladas em agosto de 2026, segundo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), com base nos dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). O volume ficou 22,2% abaixo do registrado em agosto de 2025, enquanto a receita alcan\u00e7ou US$ 1,36 bilh\u00e3o, retra\u00e7\u00e3o de 15,2%.<\/p>\n<p>O resultado do m\u00eas foi impactado principalmente pela redu\u00e7\u00e3o dos embarques para a China e marcou o menor volume mensal exportado pelo Brasil em 2026. Em agosto, o pa\u00eds asi\u00e1tico recebeu 18,9 mil toneladas de carne bovina brasileira, queda de 88,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. Em receita, foram US$ 101,9 milh\u00f5es, recuo de 88,6%.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de ritmo est\u00e1 diretamente ligada ao esgotamento da cota estabelecida pela salvaguarda chinesa. A ind\u00fastria considera que o limite j\u00e1 foi integralmente atingido desde o in\u00edcio de julho, levando em conta os volumes embarcados e as cargas em tr\u00e2nsito. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos cerca de 92% apontados pelas autoridades chinesas ocorre porque a utiliza\u00e7\u00e3o da cota \u00e9 contabilizada no desembarque. Como o tr\u00e2nsito entre Brasil e China pode levar cerca de 40 a 45 dias, parte relevante do volume j\u00e1 exportado ainda n\u00e3o aparece nas estat\u00edsticas chinesas.<\/p>\n<p>\u201cEsse movimento j\u00e1 era esperado pelo setor. Houve uma antecipa\u00e7\u00e3o importante dos embarques para a China no primeiro semestre e, com o esgotamento da cota, o fluxo naturalmente diminuiu. O desafio agora \u00e9 continuar ampliando a presen\u00e7a brasileira em outros mercados\u201d, afirma o presidente da ABIEC, Roberto Perosa.<\/p>\n<p><strong>Outros mercados ganham espa\u00e7o em agosto<\/strong><\/p>\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o das compras chinesas, outros destinos passaram a ocupar posi\u00e7\u00f5es de maior destaque no m\u00eas. Os Estados Unidos lideraram os embarques em agosto, com 35,3 mil toneladas, alta de 276% sobre agosto de 2025. A Uni\u00e3o Europeia recebeu 23,4 mil toneladas, crescimento de 108,6%. A R\u00fassia alcan\u00e7ou 22 mil toneladas, avan\u00e7o de 54,5%, e o Chile, 17,4 mil toneladas, alta de 44,4%. Em receita, esses mercados movimentaram, respectivamente, US$ 226,5 milh\u00f5es, US$ 201,9 milh\u00f5es, US$ 116,8 milh\u00f5es e US$ 108,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O movimento refor\u00e7a uma redistribui\u00e7\u00e3o dos embarques brasileiros no segundo semestre, com maior participa\u00e7\u00e3o de diferentes destinos diante da retra\u00e7\u00e3o das compras chinesas.<\/p>\n<p><strong>Acumulado segue positivo<\/strong><\/p>\n<p>Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou 2,202 milh\u00f5es de toneladas de carne bovina, crescimento de 5,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 12,79 bilh\u00f5es, avan\u00e7o de 21,7%. A China permanece como principal destino no acumulado, com 899,2 mil toneladas e US$ 5,51 bilh\u00f5es, volume 6,6% abaixo do mesmo per\u00edodo do ano passado. Mesmo com a retra\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds segue respondendo por 40,8% de toda a carne bovina brasileira exportada em 2026.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia aparecem os Estados Unidos, com 269,1 mil toneladas (+28,7%) e US$ 1,74 bilh\u00e3o; Chile, com 107,3 mil toneladas (+32%) e US$ 649,7 milh\u00f5es; R\u00fassia, com 96,3 mil toneladas (+29,7%) e US$ 453,5 milh\u00f5es; e Uni\u00e3o Europeia, com 87,1 mil toneladas (+26,4%) e US$ 762,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Diversifica\u00e7\u00e3o avan\u00e7a no acumulado<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos principais destinos, mercados com menor participa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica v\u00eam registrando crescimento relevante em 2026. A Indon\u00e9sia alcan\u00e7ou 55,2 mil toneladas entre janeiro e agosto, avan\u00e7o de 259,6% sobre o mesmo per\u00edodo de 2025. O Vietn\u00e3 chegou a 10 mil toneladas, alta de 408,3%, enquanto a Argentina alcan\u00e7ou 19 mil toneladas, crescimento de 140,1%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m cresceram os embarques para Canad\u00e1, que somou 10,8 mil toneladas (+191,1%); Peru, com 7 mil toneladas (+84,2%); Jord\u00e2nia, com 15,1 mil toneladas (+51,6%); Ar\u00e1bia Saudita, com 50 mil toneladas (+24,9%); e Turquia, com 14,7 mil toneladas (+12,9%). \u201cOs n\u00fameros mostram que a carne bovina brasileira vem ampliando sua presen\u00e7a em diferentes mercados. A China continua sendo fundamental, mas o crescimento em outros destinos ajuda a reduzir a concentra\u00e7\u00e3o e abre novas possibilidades para o setor\u201d, destaca Perosa.<\/p>\n<p>Os dados consideram as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina in natura, industrializada e salgada, al\u00e9m de mi\u00fados, gorduras e tripas. Em agosto, a carne in natura respondeu por 195,7 mil toneladas, equivalente a 84% do total exportado, seguida por mi\u00fados, com 18,6 mil toneladas (8%); produtos industrializados, com 9,6 mil toneladas (4,1%); gorduras, com 6,4 mil toneladas (2,7%); tripas, com 2,5 mil toneladas (1,1%); e carnes salgadas, com 647 toneladas (0,3%).<\/p>\n<p>Fonte: Informativo dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de carne bovina somaram 233,5 mil toneladas em agosto de 2026, segundo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (ABIEC),&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67520,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-67519","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67519","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67519"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67519\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67521,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67519\/revisions\/67521"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67519"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67519"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67519"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}