{"id":67293,"date":"2026-09-09T11:19:40","date_gmt":"2026-09-09T14:19:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67293"},"modified":"2026-09-09T11:19:40","modified_gmt":"2026-09-09T14:19:40","slug":"novo-abastecimento-de-etanol-em-santos-chegara-a-6-mil-toneladas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/novo-abastecimento-de-etanol-em-santos-chegara-a-6-mil-toneladas\/","title":{"rendered":"Novo abastecimento de etanol em Santos chegar\u00e1 a 6 mil toneladas"},"content":{"rendered":"<p>O Porto de Santos (SP) dever\u00e1 fazer, em breve, um novo e mais desafiador abastecimento de navio com etanol. Em julho, CMA CGM, Copersucar e Bunker One realizam o primeiro abastecimento com etanol de porta-cont\u00eaineres transoce\u00e2nico no Brasil, nos terminais da Ageo, maior armazenador de gran\u00e9is l\u00edquidos do complexo santista e da Santos Brasil (Tecon Santos), adquirida pela CMA CGM em 2025. O\u00a0<em>CMA CGM Iron<\/em>\u00a0\u00e9 apontado como o primeiro porta-cont\u00eaineres de 13.000 TEUs equipado com motor tri-combust\u00edvel certificado.<\/p>\n<p>O teste demonstrou o potencial do etanol como combust\u00edvel mar\u00edtimo renov\u00e1vel e refor\u00e7ou o potencial do Porto de Santos e do terminal de cont\u00eaineres da Santos Brasil como um futuro hub de combust\u00edveis mar\u00edtimos de baixo carbono para a Am\u00e9rica do Sul. Como o maior porto do continente e uma das principais portas de entrada e sa\u00edda do com\u00e9rcio global, Santos tem potencial para conectar os recursos brasileiros de energia renov\u00e1vel \u00e0 demanda da navega\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro teste envolveu 500 toneladas, o equivalente a 635 mil litros, para abastecer o navio, que partiu de Santos para Cingapura. Recebemos ontem a visita de diretor da Copersucar, que nos informou que o novo abastecimento ser\u00e1 de 6 mil toneladas, ou seja, 12 vezes o volume do primeiro teste. Ainda n\u00e3o temos data definida, mas envolver\u00e1 novamente a CMA CGM, a Copersucar e a Bunker One. O etanol permite reduzir em 80% as emiss\u00f5es de carbono com custos equivalentes. Os novos navios est\u00e3o sendo fabricados multiflex\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Portos e Navios<\/strong>\u00a0o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Autoridade Portu\u00e1ria de Santos (APS), Beto Mendes (foto).<\/p>\n<p>Ele contou que o Porto de Santos est\u00e1 se preparando para ser um hub de exporta\u00e7\u00e3o e abastecimento de etanol, combust\u00edvel que tem grande potencial para promover a descarboniza\u00e7\u00e3o do setor mar\u00edtimo. Com 16 terminais de gran\u00e9is s\u00f3lidos, o complexo portu\u00e1rio deve chegar a 50 milh\u00f5es de toneladas de cargas do agroneg\u00f3cio. Entre as cargas com redu\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 o a\u00e7\u00facar, devido \u00e0 maior demanda pelo \u00e1lcool \u2014 o que leva as usinas privilegiarem sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTemos recebido sucessivas visitas da Mitsubishi, que est\u00e1 prospectando para o governo japon\u00eas fornecedores de etanol no mundo. Hoje, o Jap\u00e3o mistura na gasolina 1% de metanol e, por for\u00e7a de regula\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o final de 2030, o pa\u00eds ter\u00e1 de misturar 10% de etanol e at\u00e9 2035 o percentual vai a 20%. A Mitsubishi j\u00e1 identificou dois produtores: os EUA, que produz \u00e1lcool de milho, de uma \u00fanica safra e o Brasil, que produz tanto \u00e1lcool de cana-de-a\u00e7\u00facar quanto de milho em duas safras e at\u00e9 duas safras e meio nas regi\u00f5es de alta tecnologia e irriga\u00e7\u00e3o. A pegada de carbono da produ\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e9 menor. J\u00e1 misturamos 30% de etanol \u00e0 gasolina, percentual que, em breve, ser\u00e1 ampliado para 32%\u201d, destacou o diretor de opera\u00e7\u00f5es da APS.<\/p>\n<p>Ele afirmou que o Porto de Santos tem acompanhado as discuss\u00f5es sobre o combust\u00edvel verde no mundo e j\u00e1 ficou claro que n\u00e3o haver\u00e1 um \u00fanico combust\u00edvel verde, mas solu\u00e7\u00f5es condizentes com cada pa\u00eds. A leitura \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 \u2018bala de prata\u2019, e nem h\u00e1 disponibilidade no mundo para usar um \u00fanico combust\u00edvel como hidrog\u00eanio verde ou mesmo etanol.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, temos a tecnologia mais avan\u00e7ada do mundo para motores a \u00e1lcool e cada pa\u00eds tem suas peculiaridades. Os navios multiflex poder\u00e3o sair de Cingapura com hidrog\u00eanio verde, ou GNL \u2014 ou mesmo o bunker \u2014 e abastecer com etanol em Santos. O presidente da Copersucar estimou que, se 10% dos navios do mundo usarem etanol seria necess\u00e1rio uma vez e meia toda a produ\u00e7\u00e3o do Brasil. Fomos pesquisar e identificamos que s\u00f3 os navios que v\u00eam para o Brasil consumirem 10% de seu abastecimento de etanol precisaria de 4% da produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool brasileira\u201d, pontuou Mendes.<\/p>\n<p>O diretor da APS destacou que a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool a partir do milho est\u00e1 crescendo no Centro-Oeste e na regi\u00e3o de Rio Verde, em Goi\u00e1s, onde j\u00e1 passa a linha da ferrovia da Rumo, que tamb\u00e9m chegar\u00e1, em quatro anos, at\u00e9 Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. \u201cHoje, em Rio Verde, j\u00e1 temos um terminal e o \u00e1lcool de milho produzido no Centro-Oeste pode chegar aos terminais de Santos por linha ferrovi\u00e1ria. Estamos trabalhando pela descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta e impulsionando o agroneg\u00f3cio brasileiro no Centro-Oeste. Hoje, 90% do que ser produz em Goi\u00e1s j\u00e1 vem para Santos por linha f\u00e9rrea\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O Porto de Santos fez um conv\u00eanio internacional com a Funda\u00e7\u00e3o Valencia Port para elaborar o plano energ\u00e9tico e de descarboniza\u00e7\u00e3o do porto. Com o Porto de Val\u00eancia um acordo internacional foi assinado para a cria\u00e7\u00e3o da primeira linha de conteineiros verdes entre os dois portos. \u201cNo terminal da Louis Dreyfus foi assinado um acordo com o North Sea Port, da B\u00e9lgica. E estamos bastante avan\u00e7ados para implantarmos um corredor verde com o Porto de Roterd\u00e3 para navios que transportam suco de laranja e tamb\u00e9m estamos em tratativas avan\u00e7adas com a Fran\u00e7a e a Noruega. Em breve, teremos cinco corredores verdes\u201d, celebrou Mendes.<\/p>\n<p>Paralelamente, o porto j\u00e1 implantou mais da metade do cais do porto com eletrifica\u00e7\u00e3o para atender os rebocadores que conduzem os navios na atraca\u00e7\u00e3o e desatraca\u00e7\u00e3o que precisam de energia 24 horas. Quase a metade j\u00e1 \u00e9 abastecida com energia el\u00e9trica. A usina hidrel\u00e9trica pr\u00f3pria de Itatinga, em Bertioga (SP), j\u00e1 produz 8 megawatts (MW) de energia e vai ser ampliada, por meio de uma parceria p\u00fablico-privada (PPP), para 25 MW.<\/p>\n<p>\u201cTeremos um refor\u00e7o gigante na gera\u00e7\u00e3o de energia e de abastecimento de etanol. E a Petrobras e a Transpetro v\u00e3o iniciar o abastecimento do B24, combust\u00edvel mar\u00edtimo com 24% de biodiesel, que permite reduzir 20% das emiss\u00f5es. \u00c9 um conjunto de a\u00e7\u00f5es para que possamos estar cada vez mais aparelhados com as melhores tecnologias do mundo, tanto a APS quanto todos os terminais do porto\u201d, projetou Mendes.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Porto de Santos (SP) dever\u00e1 fazer, em breve, um novo e mais desafiador abastecimento de navio com etanol. 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