{"id":67106,"date":"2026-08-31T11:10:06","date_gmt":"2026-08-31T14:10:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67106"},"modified":"2026-08-31T11:10:06","modified_gmt":"2026-08-31T14:10:06","slug":"retomada-de-discussao-pode-destravar-medidas-globais-de-descarbonizacao-do-transporte-maritimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/retomada-de-discussao-pode-destravar-medidas-globais-de-descarbonizacao-do-transporte-maritimo\/","title":{"rendered":"Retomada de discuss\u00e3o pode destravar medidas globais de descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">Os estados-membros da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO) dever\u00e3o deliberar, no pr\u00f3ximo dia 4 de dezembro, sobre a ado\u00e7\u00e3o \u2014 ou n\u00e3o \u2014 das medidas previstas para a mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE) provenientes de embarca\u00e7\u00f5es. \u00c9 um momento decisivo para o setor mar\u00edtimo mundial. O tema ser\u00e1 retomado ap\u00f3s um per\u00edodo de um ano que ser\u00e1 cumprido antes do rein\u00edcio dos debates sobre mudan\u00e7as \u00e0 acessibilidade da cesta de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es pelo transporte mar\u00edtimo em todo o mundo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A decis\u00e3o sobre as emendas para a implementa\u00e7\u00e3o da estrutura Net Zero Framework, que incluem um padr\u00e3o de combust\u00edvel e um mecanismo de precifica\u00e7\u00e3o global sobre emiss\u00e3o de carbono no transporte mar\u00edtimo, foi adiada na 2\u00aa sess\u00e3o extraordin\u00e1ria do Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente Marinho da IMO (MEPC\/ES.2), realizada em outubro de 2025.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A data da nova sess\u00e3o extraordin\u00e1ria ser\u00e1 no \u00faltimo dia da 85\u00aa sess\u00e3o ordin\u00e1ria do MEPC, que ter\u00e1 in\u00edcio no dia 30 de novembro. Para os trabalhos do dia 4 de dezembro, est\u00e1 prevista a retomada dos temas postergados durante o MEPC 84. Antes do MEPC 85 haver\u00e1 duas sess\u00f5es interseccionais do grupo de trabalho sobre emiss\u00f5es de navios, uma de 1\u00ba a 4 de setembro, e a outra de 23 a 27 de novembro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O adiamento em um ano se deu porque os pa\u00edses-membros n\u00e3o chegaram a consenso sobre a ado\u00e7\u00e3o das emendas aprovadas em abril de 2025, na 83\u00aa sess\u00e3o do MEPC. Os Estados Unidos se empenharam pelo aux\u00edlio e apoio de pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo, como a Ar\u00e1bia Saudita. Entre os que votaram junto com os EUA est\u00e3o duas bandeiras de maior relev\u00e2ncia, Ilhas Marshall e Lib\u00e9ria, cujas administra\u00e7\u00f5es t\u00eam sede em solo norte-americano. A Lib\u00e9ria, que tem a maior frota do mundo, desde o in\u00edcio foi outro estado-membro que se posicionou pelo adiamento. Na ocasi\u00e3o, o Brasil se envolveu na vota\u00e7\u00e3o pela ado\u00e7\u00e3o das medidas.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para atingir as metas da estrat\u00e9gia de descarboniza\u00e7\u00e3o da IMO foi propor uma cesta de medidas composta por dois elementos. O primeiro \u00e9 t\u00e9cnico, denominado GHG Fuel Intensity (GFI), que estabelece limites para a intensidade de emiss\u00f5es dos combust\u00edveis. O segundo \u00e9 econ\u00f4mico e prev\u00ea a cobran\u00e7a das embarca\u00e7\u00f5es que n\u00e3o cumpram as metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, bem como recompensas para aqueles que superarem os objetivos propostos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">As medidas passaram a constituir o Cap\u00edtulo 5 do Anexo VI da Conven\u00e7\u00e3o Marpol e foram aprovadas pela IMO em abril de 2025. Entretanto, as negocia\u00e7\u00f5es para sua entrada em vigor foram interrompidas em outubro de 2025 e dever\u00e3o ser retomadas em novembro deste ano.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O coordenador dos assuntos do Comit\u00ea MEPC da Secretaria Executiva da Comiss\u00e3o Coordenadora para os assuntos da IMO (CCA-IMO), comandante Fernando Alberto Gomes da Costa, explica que, at\u00e9 a retomada das negocia\u00e7\u00f5es, segue em andamento entendimentos formais, com participa\u00e7\u00e3o do Brasil, para flexibilizar alguns aspectos da cesta de medidas e viabilizar a constru\u00e7\u00e3o de consenso no plen\u00e1rio do Marine Environment Protection Committee (MEPC).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para a delega\u00e7\u00e3o brasileira, uma simples tributa\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es \u00e9 a \u00fanica alternativa considerada inaceit\u00e1vel, por gerar impactos desproporcionais sobre a economia nacional quando comparada a de diversos outros pa\u00edses. &#8220;As medidas de mitiga\u00e7\u00e3o destinam-se \u00e0 navega\u00e7\u00e3o comercial mar\u00edtima internacional. Assim, os navios de bandeira brasileira que operam exclusivamente em \u00e1guas jurisdicionais nacionais permanecem fora do alcance dessas exig\u00eancias, sujeitando-se apenas \u00e0s medidas nacionais que vierem a ser determinadas&#8221;, afirma Costa<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No que se refere aos combust\u00edveis mar\u00edtimos empregados em viagens internacionais, a IMO aprovou a Resolu\u00e7\u00e3o MEPC.391(81). Essa norma estabelece crit\u00e9rios ambientais baseados na an\u00e1lise do ciclo de vida dos combust\u00edveis e define fatores padronizados de emiss\u00e3o. Segundo Costa, a ind\u00fastria brasileira de biocombust\u00edveis busca integrar esse mercado, uma vez que o pa\u00eds possui tecnologia avan\u00e7ada e comercial para estes produtos e um potencial de escalabilidade para a produ\u00e7\u00e3o de etanol de cana e milho e biodiesel de soja.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Costa acrescenta que o Brasil vem submetendo suas rotas de produ\u00e7\u00e3o ao Grupo de Trabalho GESAMP LCA (GESAMP LCA WG), colegiado t\u00e9cnico da IMO respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es e da qualidade do pa\u00eds participar. A aprova\u00e7\u00e3o permitir\u00e1 o emprego desses combust\u00edveis a bordo das embarca\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O coordenador de assuntos do comit\u00ea MEPC na SEC-IMO chama a aten\u00e7\u00e3o de que, caso n\u00e3o haja consenso na IMO quanto \u00e0 entrada em vigor das medidas de descarboniza\u00e7\u00e3o, existe a possibilidade de que pa\u00edses ou blocos econ\u00f4micos adotem, de forma unilateral, crit\u00e9rio pr\u00f3prio de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e mecanismos de cobran\u00e7a para navios que utilizam seus portos. \u201cEsse cen\u00e1rio aumentaria a complexidade regulat\u00f3ria do transporte mar\u00edtimo internacional e poderia comprometer a uniformidade das normas ambientais aplic\u00e1veis \u200b\u200bao setor\u201d, pondera Costa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE) projeta que, em 10 anos, o mundo dever\u00e1 aumentar em quatro vezes a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis sustent\u00e1veis, que incluem biocombust\u00edveis l\u00edquidos, hidrog\u00eanio, biogases e am\u00f4nia. O professor titular da Coppe\/UFRJ e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Hidrog\u00eanio (ABH2), Paulo Em\u00edlio de Miranda, destaca que o Brasil j\u00e1 conta com uma produ\u00e7\u00e3o de CO\u2082 de alt\u00edssima qualidade a partir da ind\u00fastria do etanol e de combust\u00edveis sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse CO\u2082 pode ser usado para algo que vai al\u00e9m da am\u00f4nia \u2014 outros combust\u00edveis que o pa\u00eds pode produzir utilizando o hidrog\u00eanio. Miranda observa que existem solu\u00e7\u00f5es sendo buscadas para transporte pesado, a fim de complementar a oportunidade para a am\u00f4nia e combust\u00edveis sustent\u00e1veis. Ele cita que, em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil, j\u00e1 existem diferentes projetos em curso para caminh\u00f5es, \u00f4nibus e trens movidos a hidrog\u00eanio.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para o professor, o mercado do hidrog\u00eanio (H\u2082), que hoje \u00e9 basicamente consumido nos locais onde o insumo \u00e9 produzido, est\u00e1 em franca expans\u00e3o global, caminhando para uma etapa de comercializa\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses e transporte de longas dist\u00e2ncias. Miranda que ressalta, h\u00e1 mais de 20 anos, o Brasil participa de iniciativas ligadas a essa ind\u00fastria. Ele destaca que esse \u00e9 um movimento relativamente novo e cita dois casos recentes no mundo envolvendo os produtos ligados a essa cadeia.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A empresa CF Industries, da Louisiana, nos EUA, exportou 28,5 quilotons de am\u00f4nia para a Europa produzidos a partir do g\u00e1s natural com sequestro de carbono. A log\u00edstica, feita no final de 2025, foi considerada o primeiro com\u00e9rcio internacional desse tipo j\u00e1 realizado at\u00e9 ent\u00e3o e equivale a 5 quilotons de hidrog\u00eanio. No in\u00edcio de 2026, a Envision Energy, da China, exportou pela primeira vez am\u00f4nia eletrol\u00edtica para Ulsan, na Coreia do Sul.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Partimos agora para a \u00e9poca do oxig\u00eanio mercantil, que ser\u00e3o comercializados entre pa\u00edses. (\u2026) precisamos da am\u00f4nia para processos industriais, para o setor agroindustrial, mas temos muitas outras op\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Miranda, em julho, no evento Orange Dialogues, no Rio de Janeiro (RJ), promovido pelo Consulado Geral dos Pa\u00edses Baixos no Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O presidente da ABH2 acredita que a chave da quest\u00e3o \u00e9 a neutralidade tecnol\u00f3gica, diversificando os caminhos para produ\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio. Ele percebe que a Europa est\u00e1 entendendo e caminhando nesse sentido, o que j\u00e1 vem sendo desenvolvido no Brasil h\u00e1 mais tempo. \u201cProduzir hidrog\u00eanio no Brasil tem que ser por rotas variadas, buscando materiais-primas e fontes locais de energia mais adequadas e que tragam condi\u00e7\u00e3o melhor de custo, que \u00e9 fator preponderante para o mercado\u201d, analisa Miranda.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Brasil tem projetos vinculados \u00e0 cadeia do hidrog\u00eanio que consideram as normas das leis nacionais e internacionais para destravar um alto potencial de investimentos privados e quase R$ 20 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos fiscais para empresas que produzem metanol, am\u00f4nia e hidrog\u00eanio avan\u00e7ado. Esse montante ser\u00e1 distribu\u00eddo, entre 2030 e 2035, aos primeiros participantes dessa ind\u00fastria, tanto produtores quanto compradores, a fim de reduzir os pre\u00e7os das solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Com a descarboniza\u00e7\u00e3o de setores da ind\u00fastria global e a corrida pela seguran\u00e7a energ\u00e9tica, parceiros europeus, como a Noruega e os Pa\u00edses Baixos, buscam coopera\u00e7\u00e3o com o Brasil, o que passa pelo desenvolvimento de corredores mar\u00edtimos e pela possibilidade de financiamento de projetos. O GroenvermogenNL, programa dos Pa\u00edses Baixos para o desenvolvimento da capacidade verde da economia e da sociedade holandesa, mapeou aspectos positivos no Brasil, em especial a matriz energ\u00e9tica renov\u00e1vel, que representa um alto potencial para fornecer insumos aos europeus.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O gerente de projetos internacionais do programa, Steef Kalsbeek, destaca que os dois pa\u00edses possuem complementaridades para desenvolver um corredor de descarboniza\u00e7\u00e3o eficiente. Ele explica que os Pa\u00edses Baixos possuem uma disponibilidade insuficiente de energias renov\u00e1veis \u200b\u200be limita\u00e7\u00f5es estruturais para a captura do CO\u2082 dom\u00e9stico. Os neerlandeses, no entanto, t\u00eam ambi\u00e7\u00e3o de ampliar os sistemas industriais de forma sustent\u00e1vel. Nesse cen\u00e1rio, o desenvolvimento desse mercado no Brasil pode representar um acesso de produtos brasileiros com baixa emiss\u00e3o aos mercados da Uni\u00e3o Europeia.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os Pa\u00edses Baixos possuem clusters industriais avan\u00e7ados e com especifica\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es: 12 empresas juntas causam 75% das emiss\u00f5es industriais de CO\u2082. H\u00e1 um potencial importante para o desenvolvimento de hidrog\u00eanio para uma demanda por a\u00e7o e produtos qu\u00edmicos de baixo carbono, por exemplo, assim como combust\u00edveis sint\u00e9ticos. Kalsbeek destaca que o Porto de Roterd\u00e3 \u00e9 porta de entrada para a Europa, movimenta 5% do combust\u00edvel mar\u00edtimo global, e 13% da energia da Uni\u00e3o Europeia passam pelo complexo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A CEO da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Hidrog\u00eanio Verde (ABIHV), Fernanda Delgado, considera que o Brasil tem fundamentos mercadol\u00f3gicos para ser um grande hub de hidrog\u00eanio, mas ainda falta a seguran\u00e7a da regulamenta\u00e7\u00e3o do marco regulat\u00f3rio, aprovado h\u00e1 dois anos (leis 14.748\/2024 e 14.990\/2024). \u201cPrecisamos avan\u00e7ar em algumas frentes para sentarmos com os protagonistas para essa discuss\u00e3o\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Pela nova legisla\u00e7\u00e3o, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) vai incorporar a regula\u00e7\u00e3o do setor de hidrog\u00eanio em suas atribui\u00e7\u00f5es. &#8220;S\u00f3 falta essa pequena atua\u00e7\u00e3o para que a gente tenha o arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio. Depois, vem o trabalho da ANP, que j\u00e1 come\u00e7ou. J\u00e1 h\u00e1 uma s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es, grupos de trabalho e pessoas dedicadas para formar o marco regulat\u00f3rio dessa ind\u00fastria&#8221;, acrescenta Fernanda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ela cita que existem projetos de larga escala no complexo do Pec\u00e9m (CE). Os mais avan\u00e7ados s\u00e3o das empresas Fortescue e da Casa dos Ventos, voltadas para a produ\u00e7\u00e3o de am\u00f4nia verde, mudando o mercado de combust\u00edveis mar\u00edtimos do futuro. A primeira, que atua na \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o, trouxe ao Brasil um embarque movida a am\u00f4nia, durante a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP-30), em novembro de 2025. Na ocasi\u00e3o, a empresa levou o navio Green Pioneer, com 75 metros, a Bel\u00e9m (PA) para mostrar que j\u00e1 existem tecnologias capazes de garantir a navega\u00e7\u00e3o segura e com baixa emiss\u00e3o de GEE e a transi\u00e7\u00e3o para zero emiss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor do Brasil da Fortescue, Luis Viga, ressalta a possibilidade de alavancar e gerar valor aos produtos a partir do selo verde, al\u00e9m de gerar independ\u00eancia do uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis, aumentando a seguran\u00e7a energ\u00e9tica. Ele explica que a associa\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias ao H2V representa uma esp\u00e9cie de \u2018selo premium\u2019, que facilita o acesso a mercados que desativam a comprova\u00e7\u00e3o da origem da mat\u00e9ria-prima.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele observa que Pa\u00edses Baixos, Alemanha e Fran\u00e7a s\u00e3o exemplos de consumidores de hidrog\u00eanio verde e de seus derivados, para os quais o Brasil vem se apresentando como potencial parceiro. &#8220;Existe uma necessidade na Europa que precisa ser suprida e o Brasil est\u00e1 bem posicionado pela qualidade (\u2026). O Brasil re\u00fane uma s\u00e9rie de predicados para ser esse hub de H2V mundial&#8221;, diz Viga.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O executivo conta que o projeto de larga escala em Pec\u00e9m est\u00e1 e avan\u00e7ado ter\u00e1 1,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Ele v\u00ea a demora na regulamenta\u00e7\u00e3o brasileira como parte do problema, mas entende que a Europa tamb\u00e9m est\u00e1 &#8216;patinando&#8217; na implementa\u00e7\u00e3o de mandatos para que as ind\u00fastrias utilizem um percentual gradativo de material de baixo carbono, o que vai ancorar os contratos no Brasil. \u201cO principal problema \u00e9 ter essa certeza do mandato para come\u00e7ar a ind\u00fastria e para que depois ela possa andar com seus pr\u00f3prios p\u00e9s\u201d, analisa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Viga acredita que a parceria de Roterd\u00e3 com Pec\u00e9m, al\u00e9m da efici\u00eancia e das quest\u00f5es operacionais, foi importante para a cria\u00e7\u00e3o do corredor verde mar\u00edtimo entre os Pa\u00edses Baixos e o Brasil. Fernanda lembra que a regula\u00e7\u00e3o da IMO vai obrigar as empresas de navega\u00e7\u00e3o a reduzir as emiss\u00f5es. \u201cJ\u00e1 existem navios, j\u00e1 existem motores e os combust\u00edveis estar\u00e3o prontos no Brasil a partir de 2030-2032, com a FID (tomada de decis\u00e3o de investimentos) daqueles que aguardamos empresas ansiosamente\u201d, projeta o CEO da ABIHV.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ela acrescenta que a tecnologia \u00e9 sempre mais r\u00e1pida que o desenvolvimento regulat\u00f3rio. Fernanda menciona que, em recente reuni\u00e3o da IMO, foi dito que j\u00e1 existem navios e motores preparados para os novos combust\u00edveis. \u201cJ\u00e1 existem combust\u00edveis, j\u00e1 existem motores duplos que queimam etanol e metanol, ou GNL (g\u00e1s natural liquefeito) e am\u00f4nia, por exemplo, mas ainda precisamos do impositivo da lei\u201d, refor\u00e7a a executiva.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O argumento dos EUA para adiar a defini\u00e7\u00e3o, no ano passado, foi que os combust\u00edveis n\u00e3o est\u00e3o prontos. &#8220;Esses combust\u00edveis alternativos ainda n\u00e3o t\u00eam escala, ainda n\u00e3o est\u00e3o prontos para serem oferecidos no mundo, ainda que os motores est\u00e3o inclu\u00eddos e ainda que os navios est\u00e3o inclu\u00eddos. Ent\u00e3o, a gente aguarda essas reuni\u00f5es este ano para discutir o Net Zero Framework&#8221;, analisa Fernanda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A CEO da ABIHV diz que existe grande expectativa no Brasil, que possui projetos de am\u00f4nia e metanol que precisam dos mandatos. \u201cA European Energy, por exemplo, que vai fazer metanol em Suape (PE), j\u00e1 tem um comprometimento com a Maersk Line para a venda desse metanol. \u00c9 poss\u00edvel ver movimentos volunt\u00e1rios extremamente importantes, mas a gente precisa da for\u00e7a do imperativo da lei, atrav\u00e9s da IMO. Oxal\u00e1, em dezembro, a gente tem uma boa discuss\u00e3o\u201d, espera o executivo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para acelerar os projetos de tr\u00e2nsito e corredores mar\u00edtimos entre Brasil e Europa. &#8220;Tendo os mandatos, certamente as empresas ser\u00e3o obrigadas a cumprir aquelas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o a partir da compra de metanol, am\u00f4nia, hidrog\u00eanio verde. Cada uma de acordo com o seu processo produtivo. E os corredores verdes mais prontos saem na frente&#8221;, projeta Fernanda.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Comiss\u00e3o Europeia apresentou, em julho, um plano de a\u00e7\u00e3o para a eletrifica\u00e7\u00e3o com objetivo de tornar a Europa o primeiro continente movido a eletricidade e um mercado de carbono mais robusto para apoiar a ind\u00fastria dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. A depend\u00eancia europeia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis tem exposto repetidamente os pa\u00edses a choques geopol\u00edticos, o que elevou os pre\u00e7os da energia para empresas e consumidores e reduziu a competitividade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A comiss\u00e3o tamb\u00e9m aprovou a revis\u00e3o de sua principal pol\u00edtica de descarboniza\u00e7\u00e3o, o EU-ETS, fortalecendo-o para os setores mar\u00edtimos e de avia\u00e7\u00e3o, estendendo-se \u00e0 incinera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. A comiss\u00e3o avalia que, nesses setores, a revis\u00e3o est\u00e1 criando novas oportunidades de neg\u00f3cios, abordando os riscos de evas\u00e3o e promovendo condi\u00e7\u00f5es equitativas, em conformidade com os desenvolvimentos internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Conselho Mundial do Transporte Mar\u00edtimo (WSC \u2013 World Shipping Council) considera positivas as revis\u00f5es pr\u00e1ticas do EU-ETS (sistema de negocia\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia) propostas pela Comiss\u00e3o Europeia para aumentar a ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis mar\u00edtimos alternativos e reinvestir as receitas na descarboniza\u00e7\u00e3o do setor. A associa\u00e7\u00e3o, que representa a ind\u00fastria global do transporte mar\u00edtimo de contentores e ve\u00edculos, aponta, no entanto, que existem riscos de desvio de foco nas regras sugeridas para os portos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A WSC avalia que a proposta do mecanismo de combust\u00edveis anunciada para o setor mar\u00edtimo, em meados de julho, segue a l\u00f3gica pol\u00edtica j\u00e1 utilizada no setor de avia\u00e7\u00e3o. Para a associa\u00e7\u00e3o, contribuir para reduzir a diferen\u00e7a dos pre\u00e7os entre combust\u00edveis convencionais e alternativos pode incentivar a sua ado\u00e7\u00e3o, apoiar investimentos na produ\u00e7\u00e3o e posicionar-se na Europa como um dos principais centros de abastecimento de combust\u00edveis alternativos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cO setor de navega\u00e7\u00e3o de linha j\u00e1 investiu mais de 160 bilh\u00f5es de euros em navios que operam com combust\u00edveis alternativos, mas esses navios mais limpos precisam de combust\u00edveis mais limpos\u201d, disse o vice-presidente de meio ambiente e clima da WSC, Simon Bergulf. \u201cReduzir a diferen\u00e7a de pre\u00e7os \u00e9 uma das maneiras mais pr\u00e1ticas para levar esses combust\u00edveis aos tanques dos navios\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Combust\u00edveis mar\u00edtimos sustent\u00e1veis \u200b\u200bainda podem custar de 100% a 400% mais do que os insumos convencionais, o que torna essa diferen\u00e7a de pre\u00e7o uma das principais barreiras de ado\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o do conselho, reinvestir uma parcela significativa das receitas do ETS na descarboniza\u00e7\u00e3o do setor mar\u00edtimo \u00e9 uma medida &#8216;sensata&#8217; e &#8216;necess\u00e1ria&#8217; para alcan\u00e7ar as metas clim\u00e1ticas da Uni\u00e3o Europeia.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A WSC acredita que as receitas do ETS tamb\u00e9m puderam ser usadas para o fortalecimento dos portos europeus, inclusive por meio da eletrifica\u00e7\u00e3o e da infraestrutura de combust\u00edveis alternativos, beneficiando todos aqueles que escalam os portos europeus e estrat\u00e9gicos com o sistema de com\u00e9rcio de emiss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O conselho tamb\u00e9m admite que o atual modelo do ETS pode fazer com que os portos europeus sejam mais caros e menos competitivos para o transporte de cargas transportadas entre dois mercados fora da Uni\u00e3o Europeia e transportados no velho continente. No entanto, o conselho est\u00e1 preocupado com a proposta da Comiss\u00e3o de expandir a lista de portos vizinhos n\u00e3o pertencentes \u00e0 UE para transbordo, com base apenas na infraestrutura.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Portos situados a at\u00e9 150 milhas n\u00e1uticas do territ\u00f3rio da UE podem ser penalizados simplesmente porque t\u00eam \u00e1guas profundas, ber\u00e7os extensos e pontes de cais \u2014 STS (ship-to-shore), independentes de ocorr\u00eancia ou n\u00e3o transbordo. \u201cO ETS deveria ter como foco a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, e n\u00e3o reduzir a competitividade dos portos vizinhos n\u00e3o integrantes da UE\u201d, prop\u00f5e Bergulf.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A WSC manifestou que gostaria de ver um compromisso mais firme nas revis\u00f5es finais do ETS contra a dupla cobran\u00e7a, uma vez que uma medida global seja imposta na IMO. \u201cEssa certeza fortaleceria a posi\u00e7\u00e3o da Europa nas negocia\u00e7\u00f5es globais e apoiaria o progresso da IMO\u201d, afirma Bergulf.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Com o com\u00e9rcio da Uni\u00e3o Europeia transportado por linhas mar\u00edtimas regulares estimado em 2,5 trilh\u00f5es de euros por ano, o tr\u00e1fego de produtos pelo mar \u00e9 essencial para os pa\u00edses do bloco. De acordo com a WSC, 90% dos produtos entram e saem da UE pelo mar. Por ano, a navega\u00e7\u00e3o de linha representa mais de 65 mil escalas em cerca de 130 portos da Uni\u00e3o Europeia. A entidade destacou que os navios conectados \u00e0 Europa a mais de 900 portos ao redor do mundo, alcan\u00e7ando mercados chave e construindo importantes rela\u00e7\u00f5es internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">As discuss\u00f5es sobre os chamados combust\u00edveis do futuro influenciaram diretamente o desenvolvimento dos novos navios da Transpetro. As novas embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o projetadas para atender \u00e0s exig\u00eancias de descarboniza\u00e7\u00e3o, com maior efici\u00eancia e potencial de redu\u00e7\u00e3o em at\u00e9 30% das emiss\u00f5es de GEE. Os novos gaseiros da companhia ser\u00e3o at\u00e9 20% mais eficientes no consumo de energia, reduzir\u00e3o as emiss\u00f5es de GEE em 30% e poder\u00e3o operar em portos eletrificados. As embarca\u00e7\u00f5es, importantes para a log\u00edstica nacional de GLP no pa\u00eds, ampliam a frota da subsidi\u00e1ria de log\u00edstica e transporte da Petrobras.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Como a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no transporte mar\u00edtimo ainda est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o e depende de defini\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias, tecnol\u00f3gicas e de mercado em escala global, a companhia optou por uma estrat\u00e9gia baseada na flexibilidade. \u201cEm vez de apostar em um \u00fanico combust\u00edvel, os projetos foram concebidos para que a frota possa acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das diferentes solu\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas ao longo de sua vida \u00fatil\u201d, disse o presidente da Transpetro, S\u00e9rgio Bacci.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele destaca que as encomendas do Programa Mar Aberto, do Sistema Petrobras, est\u00e3o em sintonia com a estrat\u00e9gia da IMO para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa no transporte mar\u00edtimo e com a meta de neutralidade das emiss\u00f5es l\u00edquidas at\u00e9 2050. Bacci ressalta que todas as novas embarca\u00e7\u00f5es incorporam tecnologias inovadoras \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo de combust\u00edvel e \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da pegada de carbono.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cMais do que escolher um combust\u00edvel espec\u00edfico, a estrat\u00e9gia da Transpetro foi desenvolver uma frota preparada para diferentes alternativas tecnol\u00f3gicas, preservando flexibilidade operacional, efici\u00eancia e precis\u00e3o \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das regulamenta\u00e7\u00f5es internacionais para a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo\u201d, afirma Bacci.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No in\u00edcio de julho, o navio Olavo Bilac recebeu, no Porto de Roterd\u00e3, aproximadamente 400 toneladas do biobunker B30, tornando-se o primeiro navio da Transpetro a utilizar esse combust\u00edvel mar\u00edtimo com 30% de conte\u00fado renov\u00e1vel, produzido a partir de materiais-primas sustent\u00e1veis. De acordo com a Transpetro, o B30 proporciona uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 22% das emiss\u00f5es de GEE em compara\u00e7\u00e3o ao combust\u00edvel convencional.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A nova gera\u00e7\u00e3o de navios aliviadores da Transpetro, encomendados \u00e0 Coreia do Sul, tamb\u00e9m \u00e9 projetada para maior efici\u00eancia energ\u00e9tica e menor emiss\u00e3o de gases que provocam o efeito estufa. Al\u00e9m de considera\u00e7\u00f5es mais econ\u00f4micas, as embarca\u00e7\u00f5es possuem estabilidade adicional para a sa\u00edda de \u00e1guas ultraprofundas. Essas novas embarca\u00e7\u00f5es possuem itens adicionais de efici\u00eancia energ\u00e9tica, como motores de baixa emiss\u00e3o de NOx (Tier III), sistema de carregamento pela proa (BLS), prepara\u00e7\u00e3o para combust\u00edveis alternativos, como metanol e etanol, e conex\u00e3o com energia em terra (shore power) em terminais eletrificados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O pacote tecnol\u00f3gico permitir\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o em at\u00e9 30% nas emiss\u00f5es de gases poluentes, atendendo \u00e0s determina\u00e7\u00f5es da IMO. As embarca\u00e7\u00f5es dobraram a capacidade atual de ruptura das plataformas do Sistema Petrobras, de 700 mil toneladas de porte bruto para 1,35 milh\u00e3o de TPB, at\u00e9 2028. De acordo com a Transpetro, essas novas embarca\u00e7\u00f5es contar\u00e3o com inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e melhor efici\u00eancia energ\u00e9tica, adequadas ao aumento de produ\u00e7\u00e3o de sua holding. Cada uma ter\u00e1 274 metros de comprimento por 48m de boca e 17m de calado.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A W\u00e4rtsil\u00e4 avaliar que a flexibilidade no uso de combust\u00edveis \u00e9 um diferencial para o transporte mar\u00edtimo buscar atender aos desafios da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, efici\u00eancia de emiss\u00f5es e, ao mesmo tempo, manter a competitividade das empresas do setor. O gerente geral de vendas para a Am\u00e9rica Latina da W\u00e4rtsil\u00e4 Marine, Mario Barbosa, considera que entender e criar um modelo de neg\u00f3cio, conforme o modelo de opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 o caminho para o per\u00edodo de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele diz que esse processo foi adotado para os motores que ser\u00e3o fornecidos aos quatro petroleiros classe Handymax da Transpetro, que j\u00e1 iniciaram a constru\u00e7\u00e3o no estaleiro da Ecovix em Rio Grande (RS) e ser\u00e3o comissionados no estaleiro do grupo Mac Laren, em Niter\u00f3i (RJ). Barbosa destaca que os equipamentos W32, desenvolvidos entre 2022 e 2023 na vers\u00e3o metanol, est\u00e3o certificados e preparados para a operar com etanol e metanol, por exemplo, conforme a decis\u00e3o do armador.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Segundo a fabricante finlandesa, os testes com etanol nesse modelo de motor foram obtidos em 2024 e foram bem sucedidos. Num primeiro momento, os novos petroleiros n\u00e3o poder\u00e3o operar eficazmente no biocombust\u00edvel (etanol ou metanol), mas j\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel queimar o biobunker da Petrobras (B24), que tem sido utilizado em testes nas atuais embarca\u00e7\u00f5es da Transpetro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele explica que o motor pode sofrer uma convers\u00e3o para metanol\/etanol assim que a Transpetro precisar e achar interessante para seu neg\u00f3cio. Uma das garantias da Transpetro foi que as embarca\u00e7\u00f5es poderiam transitar para combust\u00edveis de baixo carbono no futuro sem a necessidade de uma substitui\u00e7\u00e3o completa do motor. \u201cNo momento em que a Transpetro e a Petrobras acharem adequada fazer a transi\u00e7\u00e3o para etanol ou metanol etc, j\u00e1 estamos prontos com tecnologia para modifica\u00e7\u00e3o que por necessidade no motor\u201d, conta Barbosa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O gerente-geral de vendas da W\u00e4rtsil\u00e4 na AL diz que com flexibilidade contribui para a decis\u00e3o do melhor combust\u00edvel pelo operador de embarque, conforme seu modelo de neg\u00f3cios. &#8220;Falamos de metanol, etanol, biodiesel, biobunker (\u2026), de am\u00f4nia para outros pa\u00edses (\u2026). Essa \u00e9 uma quest\u00e3o de tentar adequar a solu\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o de sustentabilidade ambiental e econ\u00f4mica do neg\u00f3cio&#8221;, comenta Barbosa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele observa que, nos \u00faltimos seis anos, aumentaram as discuss\u00f5es sobre o etanol no Brasil e no exterior, onde elas v\u00eam ganhando forma. Barbosa cita que, recentemente, um navio da Maersk projetado para metanol fez testes abastecido com etanol. \u201cO mundo est\u00e1 acordado para essa possibilidade, o que \u00e9 muito bom para a ind\u00fastria da bioenergia no Brasil\u201d, defende Barbosa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em julho, o porta-cont\u00eainer CMA CGM Iron, de 13 mil TEUs, foi abastecido com etanol no Porto de Santos (SP). A opera\u00e7\u00e3o ocorreu no Tecon Santos, operada pela Santos Brasil, adquirida pela CMA CGM em 2025. O navio destaca que o navio \u00e9 equipado com motor &#8216;tricocombust\u00edvel&#8217; certificado e que a opera\u00e7\u00e3o representa um marco para a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo, posicionando o Brasil entre os pa\u00edses capazes de realizar este tipo de abastecimento e refor\u00e7ando o etanol como solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 dispon\u00edvel para reduzir as emiss\u00f5es do setor.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O abastecimento exigiu coopera\u00e7\u00e3o log\u00edstica e operacional entre diversos agentes da cadeia, envolvendo o transporte do etanol at\u00e9 o Porto de Santos, seu armazenamento em infraestrutura dedicada e o transporte at\u00e9 o navio por meio de uma barca\u00e7a especializada. O etanol foi fornecido pela Copersucar. Os produtores do insumo ressaltam que a expans\u00e3o da cultura da cana ocorre predominantemente sobre \u00e1reas de pastagens degradadas, enquanto o programa RenovaBio estabelece crit\u00e9rios rigorosos de sustentabilidade e de desmatamento zero.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">As empresas conclu\u00edram que esse abastecimento declarou, na pr\u00e1tica, que o etanol re\u00fane atributos capazes de acelerar a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo. Al\u00e9m de proporcionar redu\u00e7\u00e3o significativa das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, oferece disponibilidade imediata em escala comercial, infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada no Brasil e competitividade econ\u00f4mica. Essas s\u00e3o caracter\u00edsticas relevantes diante da crescente demanda global por combust\u00edveis sustent\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A CMA CGM tem o compromisso de alcan\u00e7ar a neutralidade de carbono at\u00e9 2050. At\u00e9 2031, o grupo prev\u00ea operar cerca de 200 navios porta-cont\u00eaineres capazes de utilizar energias de baixo carbono. O CMA CGM Iron, entregue em 2025, \u00e9 o primeiro navio do grupo em uma s\u00e9rie de 12 porta-cont\u00eaineres de 13 mil TEUs, equipado com motor tricombust\u00edvel, do fabricante Everllence, e certificado para operar com etanol.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cA certifica\u00e7\u00e3o do nosso primeiro navio com motor tricombust\u00edvel abre caminho para o uso mais amplo de combust\u00edveis de menor intensidade de carbono e nos oferece novas alternativas para acelerar a descarboniza\u00e7\u00e3o de nossas opera\u00e7\u00f5es de transporte mar\u00edtimo\u201d, afirma a vice-presidente executiva de ativos e opera\u00e7\u00f5es da CMA CGM, Christine Cabau Woehrel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Copersucar destaca que a opera\u00e7\u00e3o demonstra a capacidade da empresa de conectar produ\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e mercado para viabilizar solu\u00e7\u00f5es bioenerg\u00e9ticas em escala. \u201cEstamos construindo as condi\u00e7\u00f5es para que o etanol passe a integrar, de forma competitiva, a matriz energ\u00e9tica de navega\u00e7\u00e3o, ampliando o protagonismo do Brasil na transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono\u201d, afirma o presidente da Copersucar, Tom\u00e1s Manzano.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para a Bunker One, subsidi\u00e1ria do grupo dinamarqu\u00eas Bunker Holding, a opera\u00e7\u00e3o pode ser considerada um marco na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na ind\u00fastria mar\u00edtima em escala mundial, que come\u00e7a a se adaptar para este modelo. &#8220;Atualmente, aproximadamente 70 navios da frota global podem ser abastecidos com metanol e, consequentemente, com etanol. Mas a previs\u00e3o \u00e9 que, nos pr\u00f3ximos anos, outras 400 embarca\u00e7\u00f5es saiam dos estaleiros aptas a navegar com um combust\u00edvel n\u00e3o f\u00f3ssil&#8221;, comenta o CEO da Bunker One, Flavio Ribeiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Economia do Mar (Abeemar), Jo\u00e3o Azeredo, observa que o mundo todo que estuda novos combust\u00edveis e o Brasil tem algumas vantagens com o etanol, levando em conta sua experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o e a disponibilidade do insumo. O desafio \u00e9 o etanol ingressar no contexto junto a outros pa\u00edses. &#8220;No mundo todo, quem est\u00e1 comprando navio agora est\u00e1 buscando novos combust\u00edveis. Am\u00f4nia, metanol e hidrog\u00eanio s\u00e3o algumas possibilidades&#8221;, cita Azeredo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Outro destaque entre os novos projetos da ind\u00fastria naval brasileira \u00e9 o primeiro PSV (transporte de suprimentos) h\u00edbrido constru\u00eddo no estaleiro Detroit em Itaja\u00ed (SC). O Starnav Elektra foi apresentado ao presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e \u00e0 presidente da Petrobras Magda Chambriard, que visitaram a construtora, cuja carteira inclui 6 PSVs e 4 OSRVs (combate ao derramamento de \u00f3leo).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Essas 10 novas embarca\u00e7\u00f5es ser\u00e3o incorporadas \u00e0 frota da Starnav e ir\u00e3o operar para a petroleira. O grupo prev\u00ea finalizar a Elektra com dois anos de anteced\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao prazo contratual. A expectativa \u00e9 que o primeiro batismo dessa s\u00e9rie ocorra no final de agosto, no Rio de Janeiro (RJ).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Starnav Elektra \u00e9 a primeira unidade dessa s\u00e9rie de 10 embarca\u00e7\u00f5es em Detroit, que ser\u00e1 equipada com sistemas de propuls\u00e3o h\u00edbridos com banco de baterias capazes de reduzir o consumo de combust\u00edvel e de emiss\u00f5es. Os navios ser\u00e3o preparados para operar com combust\u00edveis mais limpos, como HVO (\u00d3leo Vegetal Hidrotratado), conhecido como &#8216;diesel verde&#8217;. \u201cDo ponto de vista tecnol\u00f3gico, o futuro j\u00e1 est\u00e1 aqui e agora precisaremos essencialmente da disponibilidade desse combust\u00edvel e da infraestrutura portu\u00e1ria, para avan\u00e7armos mais na descarboniza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es\u201d, disse o diretor executivo da Starnav, Carlos Eduardo Pereira.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele destaca o elevado \u00edndice de conte\u00fado nacional e considera o navio o primeiro de apoio mar\u00edtimo com projeto completo, incluindo o projeto b\u00e1sico, que foi integralmente desenvolvido pela engenharia do estaleiro Detroit Brasil nessas instala\u00e7\u00f5es. O executivo afirma que houve forte participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional e de parceiros estrat\u00e9gicos, como o fabricante Weg, que tamb\u00e9m est\u00e1 instalado em Santa Catarina.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;At\u00e9 pouco tempo, as refer\u00eancias mundiais eram apenas projetos noruegueses, asi\u00e1ticos e americanos. Hoje, temos orgulho de afirmar que o Brasil tamb\u00e9m se posiciona como refer\u00eancia internacional com engenharias e solu\u00e7\u00f5es desenvolvidas aqui. (\u2026) Esse \u00e9 um exemplo de que \u00e9 poss\u00edvel aliar competitividade, inova\u00e7\u00e3o e responsabilidade ambiental&#8221;, enfatizou Pereira.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para o diretor da Starnav, a carteira de encomendas \u00e9 um indicador claro de organiza\u00e7\u00e3o, compet\u00eancia e previsibilidade do setor naval. \u201cEsse projeto traz impacto direto e relevante para a economia local: gera\u00e7\u00e3o de empregos diretos e indiretos que movimentam toda a cadeia, desde a ind\u00fastria metalmec\u00e2nica at\u00e9 servi\u00e7os de tecnologia altamente especializados\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O PSV Starnav Elektra, contratado em 2025, receber\u00e1 investimentos da ordem de R$ 450 milh\u00f5es de investimento \u2014 cerca de US$ 70 milh\u00f5es. &#8220;Essa entrega mostra antecipa\u00e7\u00e3o de uma encomenda em dois anos. O &#8216;melhor estaleiro do mundo&#8217; que trabalha para a gente se gaba numa antecipa\u00e7\u00e3o de sete meses. Estamos tendo aqui em Itaja\u00ed uma antecipa\u00e7\u00e3o de dois anos, mostrando a pujan\u00e7a da ind\u00fastria naval brasileira&#8221;, destacou Magda Chambriard, que ser\u00e1 madrinha da embarca\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor da Starnav defende que esse tipo de projeto s\u00f3 \u00e9 vi\u00e1vel, dentro de um modelo em que a iniciativa privada investe em ativos de alto valor, ampliada por contrata\u00e7\u00f5es de longo prazo. Segundo Pereira, esse formato tem sido mostrado robusto ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, desde os primeiros programas de renova\u00e7\u00e3o da frota de apoio mar\u00edtimo da Petrobras (Prorefam). Nessa s\u00e9rie de 10 barras de apoio, o grupo Detroit est\u00e1 fazendo investimentos de mais de US$ 700 milh\u00f5es, contando com financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM), tendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) como agente financeiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Norsul tem o compromisso de zerar as emiss\u00f5es l\u00edquidas de carbono de suas opera\u00e7\u00f5es at\u00e9 2050, em alinhamento com as diretrizes da IMO. As metas incluem a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo, a amplia\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio de GEE e a implementa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de a\u00e7\u00f5es de efici\u00eancia energ\u00e9tica em suas embarca\u00e7\u00f5es. A empresa vem investindo continuamente em pr\u00e1ticas e projetos voltados para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es operacionais e para a evolu\u00e7\u00e3o do desempenho ambiental de sua frota.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A cabotagem, ressalta a Norsul, j\u00e1 desempenha um papel importante na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa ao oferecer uma alternativa log\u00edstica mais eficiente em carbono em compara\u00e7\u00e3o com outros modais de transporte. A empresa v\u00ea os principais desafios relacionados ao alto custo das novas tecnologias e dos combust\u00edveis de baixo carbono, \u00e0 disponibilidade dessas alternativas em escala comercial e \u00e0 necessidade de adapta\u00e7\u00e3o da infraestrutura de abastecimento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;A transi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m exige investimentos cont\u00ednuos na moderniza\u00e7\u00e3o da frota e na capacita\u00e7\u00e3o das equipes. Nesse cen\u00e1rio, a Norsul acompanha a evolu\u00e7\u00e3o do mercado e das regulamenta\u00e7\u00f5es para incorporar solu\u00e7\u00f5es que sejam t\u00e9cnicas, operacionais e economicamente vi\u00e1veis&#8221;, destaca a empresa. A Norsul avalia que, nos \u00faltimos anos, tem avan\u00e7ado na implementa\u00e7\u00e3o de iniciativas compat\u00edveis com os requisitos do \u00cdndice de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica e do Indicador de Intensidade de Carbono (EEXI) e do Indicador de Intensidade de Carbono (CII), estabelecidos pela IMO.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em 2025, a Norsul firmou uma parceria com a PPG para aplicar um produto na parte submersa do casco de uma de suas embarca\u00e7\u00f5es. O revestimento antiaderente de alto desempenho, livre de biocidas (sem produtos t\u00f3xicos para o meio marinho) evita o ac\u00famulo de organismos marinhos, como cracas e mexilh\u00f5es. O Babitonga Bay recebeu esse tipo de revestimento com aplica\u00e7\u00e3o eletrost\u00e1tica, que reduz a perda de tinta para atmosfera em at\u00e9 40%, as emiss\u00f5es de CO\u2082 em at\u00e9 35%, al\u00e9m de at\u00e9 20% a menos da pot\u00eancia necess\u00e1ria para navega\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com revestimentos tradicionais.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Norsul utiliza tintas anti-incrustantes de alta performance em combina\u00e7\u00e3o com a tecnologia da Bioren que emite corrente rand\u00f4mica no casco, que, assim como a tinta, n\u00e3o \u00e9 nociva ao meio marinho e evita a incrusta\u00e7\u00e3o do casco e seus ap\u00eandices. &#8220;Somos pioneiras no investimento do PBCF, que consiste na adi\u00e7\u00e3o de um pequeno hub com h\u00e9lices para reduzir ou eliminar o v\u00f3rtice causado na extremidade posterior da h\u00e9lice original do navio. Isso faz com que o desempenho melhore e otimize a energia aplicada ao eixo de propuls\u00e3o, gerando economia de at\u00e9 5% no consumo de combust\u00edvel e redu\u00e7\u00e3o equivalente das emiss\u00f5es de CO\u2082&#8221;, afirma a empresa de navega\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Outra solu\u00e7\u00e3o adotada pela Norsul consiste no uso de placas solares nas barca\u00e7as do trem, o que reduz o consumo de combust\u00edvel quando essas embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundadas, gerando mais efici\u00eancia e conforto operacional, al\u00e9m de diminuir o uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis para o uso de energia rotineira. J\u00e1 as ferramentas de intelig\u00eancia artificial (IA), por sua vez, permitem a an\u00e1lise integrada de dados operacionais para otimiza\u00e7\u00e3o do planejamento das viagens e o uso da frota, arrecadando aproximadamente 40 toneladas mensais no consumo de combust\u00edvel da frota pr\u00f3pria, al\u00e9m de ganhos na gest\u00e3o de abastecimento e efici\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Norsul acrescenta que acompanha de perto a evolu\u00e7\u00e3o das novas alternativas de combust\u00edveis para o transporte mar\u00edtimo e entende que a descarboniza\u00e7\u00e3o do setor passa por uma combina\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o por uma \u00fanica tecnologia. A expectativa \u00e9 que o mercado avance de forma gradual, apoiado pela inova\u00e7\u00e3o, por um ambiente regulat\u00f3rio claro e pela colabora\u00e7\u00e3o entre os agentes da cadeia mar\u00edtima. \u201cEnquanto esse cen\u00e1rio evolui, a companhia segue investindo em medidas que j\u00e1 geram ganhos concretos de efici\u00eancia energ\u00e9tica e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es em suas opera\u00e7\u00f5es, mantendo o compromisso com uma transi\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel e sustent\u00e1vel\u201d, afirma a empresa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) verifica que a agenda do setor de navega\u00e7\u00e3o entra agora em implementa\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, estruturada em pilares como mandatos, financiamento, certifica\u00e7\u00e3o e infraestrutura, al\u00e9m do alinhamento do Brasil \u00e0s metas da IMO. No caso dos combust\u00edveis, a associa\u00e7\u00e3o observa que Ra\u00edzen, Copersucar e outras empresas do setor de biodiesel j\u00e1 lideram a oferta de combust\u00edveis alternativos no Brasil, desenvolvendo rotas tecnol\u00f3gicas para garantir escala e pre\u00e7o competitivo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Abac avalia que biocombust\u00edveis e biodiesel s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es \u2018drop-in\u2019, que desativam pouca adapta\u00e7\u00e3o nos motores atuais. J\u00e1 o metanol se destaca pela densidade energ\u00e9tica e facilidade de armazenamento. A am\u00f4nia verde, segundo a associa\u00e7\u00e3o, \u00e9 ideal para longas dist\u00e2ncias, embora exija protocolos rigorosos de seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cAtualmente, o bunker tradicional ainda \u00e9 mais barato, o que torna a transi\u00e7\u00e3o um desafio de custos operacionais que exige subs\u00eddios ou mecanismos de precifica\u00e7\u00e3o de carbono\u201d, comenta o diretor-executivo da Abac, Luis Fernando Resano. Ele explica que para as empresas a ado\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel \u00e9 a forma mais eficaz de atingir indicadores ambientais firmados com investidores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em rela\u00e7\u00e3o ao escopo 3 porque a maior parte das emiss\u00f5es industriais est\u00e1 na log\u00edstica e migra para a cabotagem representa uma &#8216;rota mais r\u00e1pida&#8217; para o Net Zero. Al\u00e9m da atratividade de capital, j\u00e1 que os fundos de investimento global t\u00eam prioridade com resili\u00eancia clim\u00e1tica. Dessa forma, ele entende que uma log\u00edstica limpa torna o ativo mais valioso no mercado financeiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">At\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o, a Abacva discutiu em n\u00edvel de governo sobre a portaria dos navios sustent\u00e1veis, que faz parte da regulamenta\u00e7\u00e3o do programa BR do Mar e tem como objetivo definir crit\u00e9rios para as embarca\u00e7\u00f5es que operam na costa brasileira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os estados-membros da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO) dever\u00e3o deliberar, no pr\u00f3ximo dia 4 de dezembro, sobre a ado\u00e7\u00e3o \u2014 ou n\u00e3o \u2014 das medidas previstas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67107,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-67106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67108,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67106\/revisions\/67108"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}