{"id":67103,"date":"2026-08-31T11:09:06","date_gmt":"2026-08-31T14:09:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67103"},"modified":"2026-08-31T11:09:06","modified_gmt":"2026-08-31T14:09:06","slug":"setor-naval-supera-decada-perdida-engrena-carteira-de-obras-e-torce-por-visao-de-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-naval-supera-decada-perdida-engrena-carteira-de-obras-e-torce-por-visao-de-longo-prazo\/","title":{"rendered":"Setor naval supera \u2018d\u00e9cada perdida\u2019, engrena carteira de obras e torce por vis\u00e3o de longo prazo"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval no Brasil come\u00e7a a colher os primeiros frutos dos esfor\u00e7os de retomada das atividades ap\u00f3s o per\u00edodo de crise e escassez de projetos que afetou grande parcela dos estaleiros e da cadeia de fornecedores locais. Os desafios passam por superar a \u2018d\u00e9cada perdida\u2019 e comprovar, na pr\u00e1tica, que o setor pode entregar, como em outros momentos, ativos de qualidade, no prazo e com custos competitivos. A avalia\u00e7\u00e3o dos agentes \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 margem para falhas no planejamento e na execu\u00e7\u00e3o. O principal impulso segue associado \u00e0 carteira de projetos ligados \u00e0s atividades do Sistema Petrobras.<\/p>\n<p>At\u00e9 o final de junho, a Petrobras j\u00e1 contabilizava 82 embarca\u00e7\u00f5es contratadas, al\u00e9m de duas em contrata\u00e7\u00e3o e mais 12 a serem contratadas nos pr\u00f3ximos anos. As unidades integram o \u2018Mar Aberto\u2019, programa de renova\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o da frota do Sistema Petrobras, que prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o de 96 embarca\u00e7\u00f5es at\u00e9 2032, com investimentos estimados em R$ 32 bilh\u00f5es (US$ 6 bilh\u00f5es) na ind\u00fastria naval brasileira.<\/p>\n<p>A iniciativa abrange a constru\u00e7\u00e3o e o afretamento de 40 novas embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de 20 navios de cabotagem, 18 barca\u00e7as e 18 empurradores destinados \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da frota da Transpetro. A exig\u00eancia m\u00ednima nessas contrata\u00e7\u00f5es \u00e9 de 40% de nacionaliza\u00e7\u00e3o na etapa de constru\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es, que contam com prioridade de financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM).<\/p>\n<p>Em agenda em Itaja\u00ed (SC), acompanhada do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a meta inicial, estabelecida em janeiro de 2025, era alcan\u00e7ar a marca de 48 embarca\u00e7\u00f5es contratadas ou com edital lan\u00e7ado at\u00e9 dezembro de 2026. Segundo Magda, o n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o atingiu 22 unidades em maio de 2025, com investimento estimado em R$ 9,5 bilh\u00f5es \u00e0 \u00e9poca. Ela acrescentou que, posteriormente, foram contratadas 18 barca\u00e7as e 18 empurradores em estaleiros nacionais.<\/p>\n<p>Para a presidente da Petrobras, o programa \u00e9 fact\u00edvel, ancorado nas necessidades da maior empresa do Brasil, cujo atual plano de neg\u00f3cios (2026-2030) prev\u00ea um total de\u00a0\u00a0investimentos de US$ 109 bilh\u00f5es nesses cinco anos. \u201cQuem tem a maior frota de apoio mar\u00edtimo do mundo e transporta [produtos] claros e derivados para uma pot\u00eancia que \u00e9 das 10 maiores economias do mundo n\u00e3o pode se furtar a ter navios contratados no exterior e operados com m\u00e3o de obra estrangeira. Temos 220 milh\u00f5es de habitantes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que n\u00e3o encontremos apoio para operar nossas pr\u00f3prias embarca\u00e7\u00f5es e construir esses navios aqui\u201d, afirma Magda.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, os estaleiros Detroit e Navship somam 22 embarca\u00e7\u00f5es em suas respectivas carteiras, que v\u00e3o operar para a Petrobras, com entregas previstas at\u00e9 2031. No primeiro, em Itaja\u00ed, s\u00e3o 10 projetos, dos quais seis PSVs (transporte de suprimentos) e quatro OSRVs (combate ao derramamento de \u00f3leo) da Starnav. Outros seis PSVs da Bram Offshore, da Edison Chouest, foram contratados pela petroleira e ser\u00e3o constru\u00eddos no estaleiro do grupo (Navship), em Navegantes. O Navship ainda dever\u00e1 construir outros seis OSRVs para o grupo DOF.<\/p>\n<p>O estado tamb\u00e9m ter\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de 18 empurradores, no estaleiro INC (Ind\u00fastria Naval Catarinense), contratados para atividades da Transpetro. A expectativa \u00e9 de gera\u00e7\u00e3o de 15 mil empregos em Santa Catarina, entre diretos e indiretos. Os investimentos na constru\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es somam R$ 12,4 bilh\u00f5es. \u201cSanta Catarina est\u00e1 despontando como foco importante de constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo com qualidade de classe mundial\u201d, declarou Magda.<\/p>\n<p>A presidente da Petrobras ressalta que o conte\u00fado local m\u00ednimo de 40%, estabelecido nos contratos do Mar Aberto, vem sendo superado com folga nos projetos em curso, com a ajuda do FMM e de outros incentivos, como o mecanismo da deprecia\u00e7\u00e3o acelerada dos ativos. No evento em Itaja\u00ed, Magda lembrou que o segmento de apoio mar\u00edtimo ficou cerca de 10 anos sem encomendas para novas constru\u00e7\u00f5es. \u201cA partir de 2031, precisamos ter continuidade porque o Brasil merece e precisa. J\u00e1 demonstrou capacidade e compromisso com a ind\u00fastria naval\u201d, defendeu Magda.<\/p>\n<p>A carteira de constru\u00e7\u00e3o da Ecovix soma cerca de US$ 1,1 bilh\u00e3o, considerando as 13 embarca\u00e7\u00f5es do \u2018Mar Aberto\u2019. Desse total, foram contratados quatro petroleiros da classe Handymax \u2014 em parceria com o grupo Mac Laren (Cons\u00f3rcio Marenova), que ser\u00e3o constru\u00eddos em Rio Grande (RS) e conclu\u00eddos em Niter\u00f3i (RJ). As demais encomendas incluem cinco gaseiros \u2014 navios-tanque do tipo pressurizado para transporte de g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo (GLP)\u00a0\u00a0e derivados \u2014 e quatro navios de m\u00e9dio porte da classe MR1 (Medium Range 1).<\/p>\n<p>A Ecovix avalia que a estrutura f\u00edsica e a capacidade de processamento do Estaleiro Rio Grande (ERG) comportam o cronograma de constru\u00e7\u00e3o e as caracter\u00edsticas das 13 embarca\u00e7\u00f5es encomendadas. O CEO da Ecovix, Robson Passos, diz que o ERG foi projetado para constru\u00e7\u00e3o de at\u00e9 dois cascos de plataformas do tipo FPSO, o que corresponderia a uma m\u00e9dia de 80 mil toneladas de a\u00e7o por ano. Acrescenta que o dique e os p\u00f3rticos t\u00eam capacidade para a execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, assim como as f\u00e1bricas de pain\u00e9is e de blocos.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, a capacidade de processamento de a\u00e7o e de docagem s\u00e3o suficientes para atender os contratos dos quatro Handymax \u2014 em cons\u00f3rcio com o grupo Mac Laren, al\u00e9m de cinco gaseiros e quatro navios MR1. \u201cAnalisando os tr\u00eas contratos, a soma \u00e9 menor do que as 80 mil toneladas e o prazo de fabrica\u00e7\u00e3o \u00e9 de cinco anos. Existe uma \u2018folga\u2019\u201d, afirma Passos.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m era aguardada a chegada da antiga plataforma P-33 para servi\u00e7os de desmantelamento e reciclagem em Rio Grande, a exemplo do que ocorreu com a P-32, cujo desmantelamento foi conclu\u00eddo em junho de 2026. Passos explica que o tamanho do dique comporta esse servi\u00e7o, que deve durar em torno de oito meses, considerando a similaridade das duas plataformas e a curva de aprendizado adquirida pelas equipes do ERG no desmonte da P-32.<\/p>\n<p>Para a constru\u00e7\u00e3o dos Handymax, o cons\u00f3rcio \u2018Marenova\u2019 (Ecovix e Mac Laren) iniciou o processamento de a\u00e7o dos navios no Estaleiro Rio Grande em abril, com um volume inicial, e est\u00e1 na fase de desenvolvimento de engenharia, em parceria com a norueguesa Kongsberg. Em julho, chegaram ao estaleiro em Rio Grande 11 mil toneladas de chapas de a\u00e7o importadas para o projeto dos quatro petroleiros, o que permitir\u00e1 ampliar o processamento j\u00e1 em curso.<\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o Jappin Arrow, proveniente da Indon\u00e9sia, atracou no Estaleiro Rio Grande trazendo o a\u00e7o destinado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dos Handymax da Transpetro na instala\u00e7\u00e3o da Ecovix. Esse volume representa 60% das chapas de a\u00e7o necess\u00e1rias para constru\u00e7\u00e3o dos cascos desses quatro petroleiros. \u201cDevemos receber daqui a dois meses mais uma carga, dando continuidade \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dos quatro Handymax\u201d, adianta o CEO da Ecovix.<\/p>\n<p>Ele explica que essas 11 mil toneladas asseguram uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua por cinco meses. O cronograma prev\u00ea o come\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o dos cascos com intervalos de dois a tr\u00eas meses. \u201cA cada tr\u00eas meses, come\u00e7amos a fabrica\u00e7\u00e3o de cada um dos cascos\u201d, detalha Passos.<\/p>\n<p>Os Handymax ter\u00e3o entre 15 mil e 18 mil toneladas de porte bruto (TPB). As embarca\u00e7\u00f5es ser\u00e3o aptas ao transporte de produtos claros derivados de petr\u00f3leo, como diesel mar\u00edtimo, diesel S10, diesel S500 e gasolina de avia\u00e7\u00e3o. De acordo com a Ecovix, mais de 50% dos equipamentos necess\u00e1rios para os Handymax foram adquiridos e chegar\u00e3o a Rio Grande conforme cronograma de trabalho alinhado com a Transpetro.<\/p>\n<p>Atualmente, cerca de 500 profissionais est\u00e3o mobilizados nas atividades e, gradualmente, esse volume ser\u00e1 ampliado. At\u00e9 o final de 2026, a Ecovix projeta o incremento de mais 500 postos de trabalho, alcan\u00e7ando mil colaboradores neste contrato. A expectativa \u00e9 que esse efetivo atinja 1,7 mil colaboradores no pico das atividades, esperado para ocorrer ao longo de 2027.<\/p>\n<p>O desembarque do a\u00e7o foi acompanhado por representantes da Transpetro, que estiveram em Rio Grande para uma visita t\u00e9cnica ao estaleiro. Jones Soares, diretor de transporte mar\u00edtimo, e Fl\u00e1vio Gabina, gerente-executivo de engenharia e manuten\u00e7\u00e3o de navios, inspecionaram o parque industrial da Ecovix e discutiram com a empresa os pr\u00f3ximos passos dos trabalhos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um marco importante para a constru\u00e7\u00e3o, que segue avan\u00e7ando de maneira consistente para estes primeiros quatro navios. Somado aos outros contratos com a Transpetro, o Estaleiro da Ecovix ter\u00e1 cada vez mais movimento e um maior volume de contrata\u00e7\u00f5es\u201d, destaca Passos.<\/p>\n<p>Ele conta que os equipamentos intermedi\u00e1rios j\u00e1 foram comprados. \u201cEstamos adquirindo equipamentos e materiais com a engenharia que a Kongsberg j\u00e1 nos passou. A engenharia est\u00e1 avan\u00e7ada para suprimentos e estamos iniciando a engenharia de detalhamento. Os primeiros desenhos de detalhamento foram recebidos. Com o a\u00e7o, vamos acelerar essa constru\u00e7\u00e3o\u201d, projeta Passos.<\/p>\n<p>Para os cinco gaseiros, a Ecovix vem avan\u00e7ando com a engenharia junto \u00e0 Ghenova, em paralelo \u00e0 espera da efic\u00e1cia do contrato. At\u00e9 o fechamento, a expectativa da Ecovix era de que a efic\u00e1cia sa\u00edsse dentro de algumas semanas. \u201cJ\u00e1 recebemos o MTO (Material Take Off), lista de materiais para comprar o a\u00e7o desse navio. Mesmo ainda sem a efic\u00e1cia, avan\u00e7amos e vamos conseguir acelerar a constru\u00e7\u00e3o dos gaseiros\u201d, acredita Passos.<\/p>\n<p>Ele frisa que a constru\u00e7\u00e3o conjunta dentro do estaleiro n\u00e3o traz preocupa\u00e7\u00e3o, tendo em vista a capacidade fabril da planta, que \u00e9 superior ao previsto nos contratos para esses 13 navios. Na avalia\u00e7\u00e3o da Ecovix, esse aspecto \u00e9 favor\u00e1vel, na medida em que contribui para uma consolida\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel das atividades, aproveitamento de processos, manuten\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, al\u00e9m de fortalecer o poder de compra. \u201cO cronograma n\u00e3o traz dificuldade operacional para n\u00f3s\u201d, garante Passos.<\/p>\n<p>Nesse novo ciclo da constru\u00e7\u00e3o naval, Passos ressalta que a Ecovix tem grande expectativa pela retomada, uma importante responsabilidade para as equipes. Ele destaca o trabalho integrado com os times de engenharia para avan\u00e7ar com os projetos. \u201cFomos vencedores dos primeiros contratos, carregamos o peso de sermos protagonistas dessa retomada. Tem que dar certo, n\u00e3o tem espa\u00e7o para erro\u201d, afirma Passos.<\/p>\n<p>A Transpetro destacou que, em pouco mais de tr\u00eas anos, conseguiu estruturar e colocar em pr\u00e1tica um dos maiores programas de renova\u00e7\u00e3o da frota de sua hist\u00f3ria, com a contrata\u00e7\u00e3o de quatro navios Handy, oito gaseiros, 18 barca\u00e7as, 18 empurradores e quatro navios da classe MR1. A avalia\u00e7\u00e3o da subsidi\u00e1ria da Petrobras \u00e9 que o principal desafio foi construir um modelo de contrata\u00e7\u00e3o que reunisse seguran\u00e7a jur\u00eddica, governan\u00e7a, competitividade e capacidade de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cIsso exigiu o aperfei\u00e7oamento dos processos internos, di\u00e1logo permanente com os \u00f3rg\u00e3os de controle, coordena\u00e7\u00e3o entre diferentes \u00e1reas da companhia e articula\u00e7\u00e3o com diversos atores envolvidos na viabiliza\u00e7\u00e3o dos projetos\u201d, analisa o presidente da Transpetro, S\u00e9rgio Bacci.<\/p>\n<p>Outro ponto importante, segundo Bacci, foi estruturar licita\u00e7\u00f5es capazes de atrair a concorr\u00eancia e garantir as melhores condi\u00e7\u00f5es para a companhia, preservando a transpar\u00eancia e o rigor t\u00e9cnico em todas as etapas das contrata\u00e7\u00f5es. \u201cNesse processo, tamb\u00e9m foi necess\u00e1rio considerar o contexto da ind\u00fastria naval brasileira, que vinha de um longo per\u00edodo de baixa demanda. Os estaleiros precisaram recompor gradualmente equipes, capacidades produtivas e cadeias de fornecimento para atender ao novo ciclo de encomendas\u201d, ressalta Bacci.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m destaca o apoio da Petrobras, que contribuiu para a estrutura\u00e7\u00e3o do programa Mar Aberto, a fim de atender \u00e0s necessidades operacionais da companhia e da Transpetro, ampliando a capacidade log\u00edstica da holding, reduzindo a exposi\u00e7\u00e3o ao mercado de afretamento e incorporando embarca\u00e7\u00f5es mais modernas, eficientes e alinhadas aos desafios da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Parte da renova\u00e7\u00e3o da frota para a Transpetro foi contratada no exterior. \u00c9 o caso de um dos lotes de navios gaseiros e de navios aliviadores que foram contratados na \u00c1sia. Em abril, a empresa formalizou a contrata\u00e7\u00e3o do Zhoushan Dashenzhou Shipbuilding para a constru\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas navios gaseiros semirrefrigerados, cada um com capacidade para transportar 10 mil metros c\u00fabicos (m\u00b3) de GLP e derivados. A assinatura do contrato com o estaleiro chin\u00eas j\u00e1 havia sido anunciada em fevereiro de 2026, quando foi conclu\u00edda a etapa de negocia\u00e7\u00e3o entre as partes.<\/p>\n<p>A abertura dos envelopes do edital dos gaseiros (lote A) ocorreu em setembro de 2025, com o recebimento de cinco propostas, de acordo com a plataforma Petronect. O lan\u00e7amento da primeira unidade est\u00e1 previsto at\u00e9 33 meses ap\u00f3s o in\u00edcio das obras, com as entregas seguintes com intervalo de seis meses.<\/p>\n<p>Os novos navios gaseiros foram contratados, por meio de licita\u00e7\u00e3o aberta e internacional, em dois lotes com oito embarca\u00e7\u00f5es no total. O lote B foi vencido pelo Estaleiro Rio Grande, contratado em janeiro de 2026 para constru\u00e7\u00e3o de cinco navios pressurizados, destinados ao transporte de GLP, sendo tr\u00eas com capacidade de sete mil m\u00b3 e dois com 14 mil m\u00b3. O investimento previsto para a constru\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas gaseiros \u00e9 de US$ 165 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com as contrata\u00e7\u00f5es, a frota de gaseiros da Transpetro subir\u00e1 de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de GLP e derivados. A subsidi\u00e1ria de log\u00edstica e transporte da Petrobras avalia que, com as novas embarca\u00e7\u00f5es para a frota pr\u00f3pria, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia de afretamentos, proporcionando mais flexibilidade e efici\u00eancia \u00e0s opera\u00e7\u00f5es log\u00edsticas de movimenta\u00e7\u00e3o de gases liquefeitos e de outros produtos. As encomendas consideram o aumento da produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural no pa\u00eds e atendem \u00e0s necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navega\u00e7\u00e3o fluvial, como j\u00e1 ocorre na regi\u00e3o Norte e na Lagoa dos Patos (RS).<\/p>\n<p>Para a Transpetro, o Mar Aberto reafirma o compromisso do Sistema Petrobras com a renova\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da frota nacional e desempenha papel fundamental na log\u00edstica das opera\u00e7\u00f5es e no fortalecimento da ind\u00fastria naval brasileira. Com aportes estimados em US$ 6 bilh\u00f5es no per\u00edodo de 2026 a 2030, o programa abrange a constru\u00e7\u00e3o de 20 navios de cabotagem, al\u00e9m de 18 barca\u00e7as e 18 empurradores, bem como a previs\u00e3o de afretamento de 40 novas embarca\u00e7\u00f5es de apoio destinadas \u00e0 renova\u00e7\u00e3o da frota de suporte \u00e0s atividades de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o (E&amp;P).<\/p>\n<p>Em junho, representantes da Transpetro visitaram o estaleiro da Samsung Heavy Industries, na Coreia do Sul, onde ser\u00e3o constru\u00eddos os nove aliviadores de posicionamento din\u00e2mico (DP) contratados pela empresa em mar\u00e7o de 2025. Na ocasi\u00e3o, eles acompanharam as obras dos primeiros blocos das futuras embarca\u00e7\u00f5es, classe Suezmax DP2, contratadas para atender o aumento de produ\u00e7\u00e3o da Petrobras nos pr\u00f3ximos anos. Hoje, a frota da empresa conta com sete unidades com essa finalidade de al\u00edvio.<\/p>\n<p>A Transpetro prev\u00ea aumentar em mais de 25%, at\u00e9 2028, sua capacidade de al\u00edvio dos campos operados pela Petrobras. O primeiro dos nove navios ter\u00e1 o nome de Ariano Suassuna. Na visita, o presidente da subsidi\u00e1ria, S\u00e9rgio Bacci, gravou o nome do autor e intelectual brasileiro no primeiro bloco do navio produzido no estaleiro coreano. Al\u00e9m de Bacci, participaram da visita pela Transpetro os diretores, Jones Soares (transporte mar\u00edtimo), e Tom\u00e1s Braga Arantes (corporativo e jur\u00eddico).<\/p>\n<p>As embarca\u00e7\u00f5es dobrar\u00e3o a capacidade atual de al\u00edvio das plataformas do Sistema Petrobras, de 700 mil toneladas de porte bruto para 1,35 milh\u00e3o de TPB, at\u00e9 2028. De acordo com a Transpetro, esses novos aliviadores contar\u00e3o com inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e melhor efici\u00eancia energ\u00e9tica, adequadas ao aumento de produ\u00e7\u00e3o de sua holding. Cada uma ter\u00e1 150 mil TPB, com 274 metros de comprimento, 48 metros de boca e 17 metros de calado.<\/p>\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o dos novos aliviadores de DP foi realizada por meio de consulta internacional ao mercado conduzida pela TIBV, subsidi\u00e1ria holandesa da Transpetro. Segundo a empresa, o processo foi disputado por 22 competidores e o vencedor foi o grupo Tsakos. O contrato tem valor de US$ 2 bilh\u00f5es para os nove navios durante os pr\u00f3ximos 15 anos e segue modelo de afretamento a casco nu.<\/p>\n<p>O termo prev\u00ea que dois desses navios aliviadores ser\u00e3o entregues em 2027 e os outros sete, em 2028, recompondo a frota da TIBV e acompanhando o crescimento da produ\u00e7\u00e3o nacional de petr\u00f3leo prevista pela Petrobras. A Transpetro iniciou os afretamentos de navios de DP para al\u00edvio das plataformas da companhia em 2010. Eles ser\u00e3o utilizados\u00a0\u00a0para al\u00edvio de plataformas que produzem petr\u00f3leo em \u00e1guas profundas e ultraprofundas.<\/p>\n<p>O presidente da Transpetro explica que, no caso dos tr\u00eas navios gaseiros (lote A) que ser\u00e3o constru\u00eddos na China, n\u00e3o houve uma decis\u00e3o pr\u00e9via pela constru\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es no exterior. Segundo Bacci, essa contrata\u00e7\u00e3o ocorreu por meio de licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica internacional, aberta \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de estaleiros brasileiros e estrangeiros que atendessem aos requisitos t\u00e9cnicos, econ\u00f4micos e jur\u00eddicos estabelecidos no edital.<\/p>\n<p>O processo foi dividido em dois lotes, dos quais um foi vencido pelo Estaleiro Rio Grande, no Brasil, e outro pelo estaleiro Zhoushan Dashenzhou Shipbuilding Co., na China.<\/p>\n<p>\u201cO resultado refletiu os crit\u00e9rios previstos na licita\u00e7\u00e3o, com o objetivo de assegurar as melhores condi\u00e7\u00f5es para atender \u00e0s necessidades operacionais da Transpetro e do Sistema Petrobras\u201d, salienta Bacci.<\/p>\n<p>No caso dos navios aliviadores Suezmax DP2, que est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o na Coreia do Sul, a contrata\u00e7\u00e3o considerou aspectos como disponibilidade de mercado, especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, competitividade e cronograma de atendimento da demanda log\u00edstica. A Transpetro levou em conta que s\u00e3o embarca\u00e7\u00f5es altamente especializadas, cuja constru\u00e7\u00e3o demanda tecnologia avan\u00e7ada, requisitos espec\u00edficos de engenharia e infraestrutura naval dedicada. \u201cNesse contexto, a contrata\u00e7\u00e3o internacional mostrou-se a alternativa mais adequada para assegurar o atendimento aos requisitos t\u00e9cnicos e aos prazos necess\u00e1rios ao suporte das opera\u00e7\u00f5es do Sistema Petrobras\u201d, acrescenta Bacci.<\/p>\n<p>O presidente da Transpetro destaca que o programa Mar Aberto foi estruturado para renovar e ampliar a frota do Sistema Petrobras, atendendo \u00e0s necessidades operacionais e log\u00edsticas da companhia. E que a defini\u00e7\u00e3o dos equipamentos e componentes utilizados em cada projeto faz parte do processo de constru\u00e7\u00e3o conduzido pelos estaleiros, observados os requisitos t\u00e9cnicos e contratuais estabelecidos pela Transpetro.<\/p>\n<p>\u201cAs embarca\u00e7\u00f5es contratadas em estaleiros brasileiros podem gerar oportunidades para fornecedores instalados no pa\u00eds, \u00e0 medida que os projetos avan\u00e7am. No entanto, a contrata\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as e equipamentos \u00e9 de responsabilidade dos estaleiros, que definem suas cadeias de suprimentos de acordo com as especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e as condi\u00e7\u00f5es de mercado\u201d, afirma Bacci.<\/p>\n<p>Ele ressalta que, desde o in\u00edcio, a estrat\u00e9gia foi realizar licita\u00e7\u00f5es internacionais abertas, permitindo a participa\u00e7\u00e3o de estaleiros brasileiros e estrangeiros que atendessem aos requisitos t\u00e9cnicos, econ\u00f4micos e jur\u00eddicos estabelecidos nos editais. \u201cO objetivo sempre foi garantir ampla concorr\u00eancia e contratar as melhores solu\u00e7\u00f5es para a companhia\u201d, afirma Bacci.<\/p>\n<p>O presidente da Transpetro destaca que, para assegurar condi\u00e7\u00f5es competitivas, os editais incorporaram mecanismos de equaliza\u00e7\u00e3o que consideram diferen\u00e7as tribut\u00e1rias, deprecia\u00e7\u00e3o acelerada e as condi\u00e7\u00f5es de financiamento dispon\u00edveis no momento da apresenta\u00e7\u00e3o das propostas. Entre esses instrumentos, est\u00e1 a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de recursos do FMM, pol\u00edtica p\u00fablica de fomento \u00e0 ind\u00fastria naval brasileira, a qual a empresa considera com condi\u00e7\u00f5es compat\u00edveis \u00e0s praticadas por outros pa\u00edses que tamb\u00e9m apoiam o setor naval.<\/p>\n<p>\u201cEsse modelo permitiu que estaleiros nacionais competissem em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com estaleiros internacionais. Como resultado, a maior parte das embarca\u00e7\u00f5es do programa ser\u00e1 constru\u00edda no Brasil, combinando competitividade, efici\u00eancia e atendimento \u00e0s necessidades operacionais da Transpetro\u201d, diz Bacci.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas da Economia do Mar (Abeemar) v\u00ea na retomada da constru\u00e7\u00e3o naval um processo que est\u00e1 sendo feito de maneira sustent\u00e1vel, mais consciente e com a\u00e7\u00f5es mais concretas e perenes do que em ciclos anteriores. O presidente da Abeemar, Jo\u00e3o Azeredo, compara a uma obra sendo montada \u2018tijolo a tijolo\u2019 ap\u00f3s praticamente uma d\u00e9cada de desconstru\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria naval no pa\u00eds. Ele acredita que ainda \u00e9 preciso dar mais previsibilidade para a ind\u00fastria ter uma vis\u00e3o de longo prazo.<\/p>\n<p>A leitura \u00e9 que, apesar do n\u00famero relevante de encomendas de embarca\u00e7\u00f5es em constru\u00e7\u00e3o, sobretudo do programa Mar Aberto, falta um horizonte maior sobre a const\u00e2ncia das encomendas. Em rela\u00e7\u00e3o ao segmento de apoio mar\u00edtimo, a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que as encomendas s\u00e3o importantes para gerar emprego e renda, mas existe uma frota em opera\u00e7\u00e3o em \u00e1guas jurisdicionais brasileiras (AJB) dos primeiros programas de renova\u00e7\u00e3o da frota da Petrobras (Prorefam) que precisa ser renovada nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos ter essa vis\u00e3o de longo prazo, at\u00e9 para os estaleiros poderem fazer investimentos e para que possamos desenvolver novos fornecedores. Para que possamos otimizar pol\u00edticas e fazer os ajustes necess\u00e1rios para nos tornarmos cada vez mais competitivos\u201d, analisa Azeredo, que tamb\u00e9m \u00e9 vice-presidente do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o e Repara\u00e7\u00e3o Naval e Offshore (Sinaval).<\/p>\n<p>Al\u00e9m das embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 contratadas, a Transpetro mant\u00e9m estudos relacionados \u00e0 poss\u00edvel aquisi\u00e7\u00e3o de navios da classe Medium Range (MR2), prevista no Plano de Neg\u00f3cios da Petrobras para o per\u00edodo de 2026 a 2030. \u201cComo o projeto ainda est\u00e1 em fase de estudo, eventuais contrata\u00e7\u00f5es depender\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, das necessidades operacionais, da estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio e das condi\u00e7\u00f5es de mercado\u201d, pondera Bacci.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore (CSENO) celebra o atual ciclo da constru\u00e7\u00e3o naval no Brasil e espera uma maior procura por equipamentos para a carteira atual e para futuros projetos no Brasil. A percep\u00e7\u00e3o do grupo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq) \u00e9 que a parceria entre estaleiros e projetistas favorece que muitos dos equipamentos de alto valor agregado e outros itens sejam encomendados em \u2018pacotes fechados\u2019 do exterior, afastando as chances de contrata\u00e7\u00e3o dos fornecedores locais e desestimulando investimentos em tecnologia local e infraestrutura.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente esperava e ainda espera para os pr\u00f3ximos navios \u00e9 ter esse di\u00e1logo mais estreito entre os estaleiros e a base da ind\u00fastria como um todo. Da gente poder sentar e trabalhar a \u2018quatro m\u00e3os\u2019 \u2014 Estaleiros, o pessoal de procura dele e a engenharia \u2014 para entendermos quais s\u00e3o as necessidade e especific\u00e1-las junto \u00e0 ind\u00fastria local para poder atender esse tipo de solicita\u00e7\u00e3o\u201d, diz o presidente da CSENO, Leandro Pinto.<\/p>\n<p>O presidente da CSENO fala que a c\u00e2mara setorial busca algumas iniciativas de visitas aos principais estaleiros nacionais e aproxima\u00e7\u00e3o com armadores, a fim de reunir os principais atores \u00e0 mesa para discutir o que pode ser fornecido como pacote local. \u201cSen\u00e3o, eles fecham o navio como um todo: fica na m\u00e3o do projetista e o estaleiro compra esse projeto para ter performance. A\u00ed o projetista acaba manobrando para o que interessa a ele. Acho que foram por esse caminho que diminui um pouco dessa participa\u00e7\u00e3o local \u201d, analisa Pinto, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor geral da Ansch\u00fctz.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da CSENO, a previsibilidade de demandas na ind\u00fastria naval brasileira, seja de Marinha, seja da \u00e1rea offshore, hoje \u00e9 muito pequena a ponto de viabilizar um horizonte para mais investimentos e aumento das estruturas locais. Pinto explica que, tanto na \u00e1rea offshore, quanto na \u00e1rea de defesa \u00e9 preciso perenidade de projetos, como na \u00e9poca do Promef e do Prorefam, quando havia diversos estaleiros e armadores trabalhando em paralelo.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente tem hoje s\u00e3o dois grandes operadores que est\u00e3o vindo com essas novas demandas (Petrobras\/Transpetro e Marinha), com essas embarca\u00e7\u00f5es e n\u00e3o tem mais nada de novo acontecendo, nem por eles e nem em paralelo. Ent\u00e3o, essa perenidade dos projetos, voc\u00ea n\u00e3o tem como justificar um investimento maior local\u201d, afirma Pinto.<\/p>\n<p>O presidente da CSENO defende que somente uma pol\u00edtica de Estado que garanta essa continuidade justificar\u00e1 o aumento dos investimentos locais e que a cadeia funcione como um organismo, ampliando as vendas e as contrata\u00e7\u00f5es. Ele exemplifica com o sucesso da Coreia do Sul, que apostou num crescimento planejado da competitividade de sua ind\u00fastria naval. \u201cA pol\u00edtica l\u00e1 teve que desenhar. Passou por v\u00e1rios partidos, passou por v\u00e1rios per\u00edodos, mas aquele business case foi \u2018escrito em pedra\u2019 para eles serem o que s\u00e3o hoje. S\u00f3 que todo mundo tinha que estar alinhado. Isso acho que \u00e9 o maior desafio, porque a\u00ed vira pol\u00edtica de Estado, e n\u00e3o pol\u00edtica de governo\u201d, ressalta Pinto.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval no Brasil come\u00e7a a colher os primeiros frutos dos esfor\u00e7os de retomada das atividades ap\u00f3s o per\u00edodo de crise e escassez de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67104,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-67103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67103"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67103\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67105,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67103\/revisions\/67105"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}