{"id":67049,"date":"2026-08-27T11:52:21","date_gmt":"2026-08-27T14:52:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=67049"},"modified":"2026-08-27T11:52:21","modified_gmt":"2026-08-27T14:52:21","slug":"lacuna-entre-demanda-e-oferta-pressionada-pela-renovacao-da-frota-de-apoio-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/lacuna-entre-demanda-e-oferta-pressionada-pela-renovacao-da-frota-de-apoio-mundial\/","title":{"rendered":"Lacuna entre demanda e oferta pressionada pela renova\u00e7\u00e3o da frota de apoio mundial"},"content":{"rendered":"<h3><\/h3>\n<div class=\"content\">\n<p><span dir=\"auto\">Uma an\u00e1lise mercadol\u00f3gica apresentada pela Clarksons na Navalshore 2026, com base em cen\u00e1rios de mercado nacional e internacional, apontou um desequil\u00edbrio entre demanda e oferta que aumenta a urg\u00eancia da renova\u00e7\u00e3o da frota de apoio offshore. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o per\u00edodo sem constru\u00e7\u00f5es e as novas encomendas da Petrobras ao segmentos aumentaram a necessidade de barcos de apoio nos pr\u00f3ximos anos. O levantamento tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o para as altas taxas de utiliza\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es, que se desenvolvem para o aumento da idade m\u00e9dia da frota.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Esse \u00e9 um cen\u00e1rio que se replica para todos os tipos de embarque e at\u00e9 para o pr\u00f3prio PSV\u00a0\u00a0<\/span><em><span dir=\"auto\">[transporte de suprimentos]<\/span><\/em><span dir=\"auto\">\u00a0, que a gente inicialmente descobriu que n\u00e3o era o caso. \u00c9 justamente um cen\u00e1rio que tamb\u00e9m preocupa em fun\u00e7\u00e3o da demanda global&#8221;, analisou o diretor da divis\u00e3o offshore da Clarksons, Raphael Branco, durante o painel &#8216;Renova\u00e7\u00e3o da frota offshore \u2013 riscos e oportunidades&#8217;, realizado na \u00faltima quarta-feira (19), segundo dia do evento.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Clarksons observa maior flexibilidade por parte dos contratantes na idade m\u00e9dia das embarca\u00e7\u00f5es. A leitura \u00e9 que, cada vez mais, elas est\u00e3o aceitando mais embarca\u00e7\u00f5es com idade m\u00e9dia mais alta. Outro aspecto apontado \u00e9 que a demanda global impacta na rela\u00e7\u00e3o demanda oferta do Brasil. \u201cAcho que esse \u00e9 o ponto principal que a gente n\u00e3o vinha enxergando: essa demanda global vai sim impactar no mercado brasileiro\u201d, alertou Branco. &#8220;A gente nunca viu o Brasil como um mercado exportador. E acho que a gente vai come\u00e7ar a enxergar isso nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, projetou.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Entre os fatores identificados que foram desenvolvidos para a defici\u00eancia de investimentos em renova\u00e7\u00e3o da frota est\u00e3o na baixa do mercado a partir de 2014 e nas indefini\u00e7\u00f5es sobre a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. &#8220;A gente passou quase uma d\u00e9cada com pouqu\u00edssimo investimento em renova\u00e7\u00e3o, que hoje a gente tem um cen\u00e1rio de geopol\u00edtica totalmente inst\u00e1vel. Est\u00e1 gerando uma expectativa de longevidade cada vez maior para a ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s e a frota cada vez mais envelhecida&#8221;, comentou Branco.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Genil Mazza, shipbroker da Clarksons, ressaltou que em praticamente todos os segmentos foi o envelhecimento da frota, enquanto a demanda segue crescendo no Brasil e em mercados concorrentes como Guiana, Suriname e \u00c1frica Ocidental. \u201cH\u00e1 um desafio claro de renova\u00e7\u00e3o da frota brasileira e essa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma discuss\u00e3o de longo prazo\u201d, disse Mazza, que moderou o painel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele lembrou que os investimentos que est\u00e3o acontecendo n\u00e3o s\u00e3o especulativos, pois contam com contratos de longo prazo que oferecem previsibilidade de receita e sustenta\u00e7\u00e3o dos projetos. A quest\u00e3o, segundo Mazza, \u00e9 se esse modelo ser\u00e1 suficiente para garantir a moderniza\u00e7\u00e3o da frota que o Brasil vai precisar na pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A diretora de rela\u00e7\u00f5es institucionais do grupo Edison Chouest, Lilian Schaefer, avaliou que os percentuais baixos de novas constru\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos 10 anos foram muito motivados pela volatilidade do mercado que, de 2014 a 2020, atravessou uma crise sem precedentes. Ele lembrou que o pre\u00e7o do barril do petr\u00f3leo, que era de US$ 130, chegou a menos de US$ 30 em determinado momento. &#8220;\u00c9 um mercado que tem uma volatilidade, houve uma retra\u00e7\u00e3o no mercado mundial. No Brasil, associado \u00e0 crise institucional da Petrobras, houve retra\u00e7\u00e3o de frota, n\u00e3o se construiu nos \u00faltimos 10 anos e a frota tende a envelhecer&#8221;, comentou Lilian.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor de novos neg\u00f3cios do grupo Bravante, Thiago Lemgruber, refor\u00e7a que o segmento de apoio offshore est\u00e1 sujeito a essas varia\u00e7\u00f5es. Ele afirma que o Sinaval possui um grupo de trabalho que discute a constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo e discute as demandas desse setor. Lemgruber comparou que o mercado de navios petroleiros, cujas taxas de afretamento eram cerca de US$ 40.000\/dia, h\u00e1 um ano e meio, saltaram abruptamente para mais de US$ 200.000\/dia depois da guerra no Oriente M\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A chefe do Departamento de G\u00e1s, Petr\u00f3leo e Navega\u00e7\u00e3o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), Elisa Salom\u00e3o Lage, considera que, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, houve uma mudan\u00e7a de pol\u00edticas de governo e de vis\u00e3o da Petrobras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s novas licita\u00e7\u00f5es que desenvolvem para novas contrata\u00e7\u00f5es de financiamentos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Al\u00e9m disso, com as instabilidades geopol\u00edticas, o pre\u00e7o do petr\u00f3leo subiu.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cEm 2024 e 2025, j\u00e1 se tem novamente a contrata\u00e7\u00e3o de embarques de apoio, justamente para atender a essa demanda da Petrobras. Agora, a gente est\u00e1 num momento muito bom de novas an\u00e1lises. Estamos acompanhando o mercado, mas de fato as constru\u00e7\u00f5es foram feitas para atender a essa demanda da Petrobras\u201d, comentou Elisa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O CEO do Estaleiro Mau\u00e1 (RJ), Miro Arantes, afirmou que mais de 200 embarca\u00e7\u00f5es de apoio constru\u00eddas no Brasil no ciclo anterior s\u00f3 foram viabilizadas pela tomada de decis\u00e3o, h\u00e1 cerca de 20 anos, assumindo os riscos e apostando na renova\u00e7\u00e3o da frota. &#8220;Tem um risco sim, porque todo estudo \u00e9 pass\u00edvel disso. Mas voc\u00ea v\u00ea que esse estudo se mostrou eficiente, se mostrou capaz. E como estar\u00edamos hoje essas mais de 200 embarca\u00e7\u00f5es que foram constru\u00eddas no Brasil n\u00e3o foram constru\u00eddas foram constru\u00eddas? Elas foram constru\u00eddas por conta de um programa chamado &#8216;Prorefam&#8217;, que foi saindo paulatinamente. Isso \u00e9 uma coisa que precisa ficar na nossa cabe\u00e7a&#8221;, frisou Arantes.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Portos e Navios<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise mercadol\u00f3gica apresentada pela Clarksons na Navalshore 2026, com base em cen\u00e1rios de mercado nacional e internacional, apontou um desequil\u00edbrio entre demanda e oferta&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67050,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-67049","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67049"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67051,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67049\/revisions\/67051"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}