{"id":66999,"date":"2026-08-25T12:16:38","date_gmt":"2026-08-25T15:16:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66999"},"modified":"2026-08-25T12:16:49","modified_gmt":"2026-08-25T15:16:49","slug":"producao-de-gas-natural-ultrapassa-a-de-petroleo-no-onshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/producao-de-gas-natural-ultrapassa-a-de-petroleo-no-onshore\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural ultrapassa a de petr\u00f3leo no onshore"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural ultrapassou a de petr\u00f3leo no ambiente onshore do Brasil na \u00faltima d\u00e9cada, refletindo a supera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o terrestre da Petrobras pela produ\u00e7\u00e3o das demais concession\u00e1rias. A mudan\u00e7a estrutural da produ\u00e7\u00e3o do onshore brasileiro foi destacada na 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Boletim de Explora\u00e7\u00e3o e Produ\u00e7\u00e3o de Petr\u00f3leo e G\u00e1s divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Ineep.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto, o volume de g\u00e1s natural produzido em terra aumentou de 47,5% em 2015 para 65,7% em 2026 na produ\u00e7\u00e3o total onshore do pa\u00eds. Em 2015, a\u00a0produ\u00e7\u00e3o nacional onshore foi de 304,5 mil boe\/d, dos quais 144,5 mil boe\/d correspondiam ao g\u00e1s natural. J\u00e1 em 2026, a produ\u00e7\u00e3o em terra recuou para 236,4 mil boe\/d, mas os volumes de g\u00e1s alcan\u00e7aram 155,3 mil boe\/d.<\/p>\n<p>\u201cAo mesmo tempo em que a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia total diminuiu desde 2004, ocorreu uma mudan\u00e7a estrutural em sua composi\u00e7\u00e3o, com o aumento da participa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural na oferta terrestre, sobretudo na \u00faltima d\u00e9cada. Esse movimento refor\u00e7a a import\u00e2ncia do onshore n\u00e3o apenas como fonte de petr\u00f3leo, mas tamb\u00e9m como componente relevante da oferta nacional de g\u00e1s natural\u201d, destacou o boletim do Ineep, com coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do pesquisador Francismar Ferreira.<\/p>\n<p>O Ineep tamb\u00e9m demonstrou como a atividade onshore possui capacidade de articula\u00e7\u00e3o com as economias locais e regionais, devido \u00e0 sua distribui\u00e7\u00e3o em diferentes estados e bacias. \u201cA recupera\u00e7\u00e3o do setor desde 2023 demonstra que se houver a amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos destinados \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas maduras e \u00e0 expans\u00e3o das atividades explorat\u00f3rias, podemos ampliar o aproveitamento dos recursos onshore existentes e contribuir para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social das regi\u00f5es produtoras\u201d, declarou o Ineep.<\/p>\n<p>O boletim destacou ainda o movimento de substitui\u00e7\u00e3o da Petrobras na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s onshore tamb\u00e9m na \u00faltima d\u00e9cada. A produ\u00e7\u00e3o\u00a0onshore da Petrobras recuou de 273,6 mil boe\/d em 2015 para 107,4 mil boe\/d em 2026, uma redu\u00e7\u00e3o de 60,7%. Como consequ\u00eancia, sua participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o onshore recuou de 89,8% para 45,4% entre 2015 e 2026.<\/p>\n<p>Em sentido oposto, segundo o Boletim do Ineep, a participa\u00e7\u00e3o das demais concession\u00e1rias, no mesmo per\u00edodo, aumentou de 10,2% para 54,6% e 2015 a 2026.\u00a0\u201cEsse movimento decorreu principalmente da aliena\u00e7\u00e3o de ativos em diferentes bacias terrestres, sobretudo entre 2016 e 2022, levando inclusive ao encerramento das opera\u00e7\u00f5es da estatal em diversas \u00e1reas\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>De acordo com o Ineep, \u201cesse processo alterou a pr\u00f3pria estrutura empresarial do segmento, com implica\u00e7\u00f5es sobre os investimentos, a explora\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e a organiza\u00e7\u00e3o das cadeias de fornecedores\u201d.<\/p>\n<h2 id=\"h-producao-no-segundo-trimestre\" class=\"wp-block-heading\">Produ\u00e7\u00e3o no segundo trimestre<\/h2>\n<p>Segundo o Boletim do Ineep, com base nos dados da ANP, a\u00a0produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de petr\u00f3leo e g\u00e1s do pa\u00eds atingiu 5,69 milh\u00f5es de boe\/d no segundo trimestre deste ano, sendo 4,67 milh\u00f5es de boe\/d para o pr\u00e9-sal, 790 mil boe\/d para o p\u00f3s-sal e 240 mil boe\/d para o onshore.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o 2T25, a produ\u00e7\u00e3o nacional apresentou crescimento de 19%. Em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00e9-sal, houve alta de 22,8%, enquanto o p\u00f3s-sal e o onshore apresentaram, no mesmo per\u00edodo, um aumento de 6,1% e 1,1% respectivamente.<\/p>\n<p>Os volumes de petr\u00f3leo foram de 4,37 milh\u00f5es boe\/d, alta de 18,5% em compara\u00e7\u00e3o com o 2T25 e 7% maior que o verificado no 1T26. No mesmo per\u00edodo, a produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de g\u00e1s natural atingiu 1,32 milh\u00e3o boe\/d, volume 20,5% maior que o registrado no 2T25 e 5,7% maior que o observado no 1T26.<\/p>\n<p>A bacia que registrou a maior produ\u00e7\u00e3o no 2T26 foi a de Santos (78,6% da produ\u00e7\u00e3o nacional com 4,47 milh\u00f5es de boe\/d), seguida da produ\u00e7\u00e3o das bacias de Campos (953,4 mil boe\/d), Solim\u00f5es (95 mil boe\/d), Rec\u00f4ncavo (36,6 mil boe\/d), Potiguar (33,5 mil boe\/d), Parna\u00edba (29,2 mil boe\/d), Esp\u00edrito Santo (19,1 mil boe\/d), Alagoas (17 mil boe\/d), Sergipe (13 mil boe\/d) e Amazonas, Tucano Sul, Paran\u00e1 e Barreirinhas (juntas produziram a m\u00e9dia de 5,9 mil boe\/d).<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Brasil Energia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural ultrapassou a de petr\u00f3leo no ambiente onshore do Brasil na \u00faltima d\u00e9cada, refletindo a supera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o terrestre da Petrobras&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":67000,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-66999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66999"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66999\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67001,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66999\/revisions\/67001"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}