{"id":66955,"date":"2026-08-21T11:29:07","date_gmt":"2026-08-21T14:29:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66955"},"modified":"2026-08-21T11:29:07","modified_gmt":"2026-08-21T14:29:07","slug":"ingresso-das-mulheres-na-marinha-completa-45-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ingresso-das-mulheres-na-marinha-completa-45-anos\/","title":{"rendered":"Ingresso das mulheres na Marinha completa 45 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">A incorpora\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e0 Marinha do Brasil (MB) teve in\u00edcio em 1980, com a cria\u00e7\u00e3o do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM), por meio da Lei n\u00ba 6.807. O ingresso das primeiras militares ocorreu por concurso p\u00fablico de \u00e2mbito nacional. No ano seguinte, as Oficiais conclu\u00edram o curso de forma\u00e7\u00e3o e iniciaram uma trajet\u00f3ria que, ao longo das d\u00e9cadas seguintes, ampliaria a presen\u00e7a feminina em diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o da For\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Na sexta-feira (14), ex-integrantes da primeira turma retornaram ao CEFAN, no Rio de Janeiro (RJ), 45 anos ap\u00f3s a formatura. O encontro reuniu 98 pioneiras e contou com o descerramento de uma placa comemorativa em homenagem \u00e0 Turma \u201cPrincesa Isabel\u201d, que concluiu o curso de forma\u00e7\u00e3o na mesma data, em 1981.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">As primeiras Oficiais de n\u00edvel superior integraram o Quadro Auxiliar Feminino de Oficiais (QAFO) e realizaram o curso de forma\u00e7\u00e3o no CEFAN. Em 1981, conclu\u00edram o curso e iniciaram a carreira na Marinha. No mesmo per\u00edodo, as militares de n\u00edvel t\u00e9cnico ingressaram no Quadro Auxiliar Feminino de Pra\u00e7as (QAFP) e integraram a Turma \u201cMaria Quit\u00e9ria\u201d, no Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia, atual Centro de Avalia\u00e7\u00e3o da Ilha da Marambaia (CADIM).<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Inicialmente, as mulheres atuaram em \u00e1reas de apoio, como sa\u00fade, engenharia, administra\u00e7\u00e3o e atividades t\u00e9cnicas em terra. Ao longo das d\u00e9cadas, a participa\u00e7\u00e3o feminina foi ampliada para outras \u00e1reas, acompanhando mudan\u00e7as na estrutura da For\u00e7a.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m integrante da primeira turma de Oficiais mulheres, a Capit\u00e3o de Mar e Guerra (Enfermeira) K\u00e1tia Garcia Lopes recorda uma situa\u00e7\u00e3o vivenciada no per\u00edodo em que era obrigat\u00f3rio usar o uniforme branco para retornar a casa. \u201cEra um acontecimento todas as vezes que sa\u00edamos fardadas do centro de forma\u00e7\u00e3o para irmos para casa, era a primeira vez que a sociedade brasileira via mulheres fardadas circulando nas ruas, e chegando em suas casas e pr\u00e9dios\u201d, relembra.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Amplia\u00e7\u00e3o das \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">As possibilidades de carreira para as mulheres foram ampliadas ao longo das d\u00e9cadas. Em 1997, a Lei n\u00ba 9.519 reestruturou os Corpos e Quadros de Oficiais e de Pra\u00e7as da Marinha e extinguiu o CAFRM. Com a mudan\u00e7a, as militares passaram a integrar os Corpos de Engenheiros, de Sa\u00fade e do Corpo Auxiliar de Oficiais.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Naquele per\u00edodo, instala\u00e7\u00f5es de quart\u00e9is, escolas de forma\u00e7\u00e3o e bases militares precisaram ser adaptadas para receber as mulheres. Al\u00e9m disso, havia limita\u00e7\u00f5es \u00e0 atua\u00e7\u00e3o feminina previstas na legisla\u00e7\u00e3o. Em 2012, Dalva Maria Carvalho Mendes se tornou a primeira mulher das For\u00e7as Armadas brasileiras a alcan\u00e7ar o posto de Oficial-General, ao ser promovida a Contra-Almirante.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ao recordar os primeiros anos da presen\u00e7a feminina na For\u00e7a, a Contra-Almirante Dalva destacou os desafios enfrentados.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Em 2014, a Escola Naval recebeu as primeiras aspirantes femininas no Corpo de Intendentes da Marinha. Em 2017, a Lei n\u00ba 13.541 ampliou as possibilidades de ingresso de mulheres na Marinha, incluindo o Corpo da Armada e o Corpo de Fuzileiros Navais. Em 2023, mulheres passaram a ser admitidas no Col\u00e9gio Naval e nas Escolas de Aprendizes-Marinheiros. J\u00e1 em 2024, 114 mulheres foram formadas como Soldados Fuzileiros Navais.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Mais recentemente, a Portaria n\u00ba 270\/MB, de 2025, ampliou as possibilidades de atua\u00e7\u00e3o feminina para \u00e1reas como opera\u00e7\u00f5es especiais, submarinos e mergulho. Mulheres passaram a participar de capacita\u00e7\u00f5es em outras \u00e1reas, como o Curso de Aperfei\u00e7oamento de Avia\u00e7\u00e3o para Oficiais (CAAvO), o Est\u00e1gio de Qualifica\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Especial de Opera\u00e7\u00e3o da Viatura Blindada Leve sobre Rodas (JLTV), o Est\u00e1gio de Qualifica\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica Especial de Auxiliares de Carro Lagarta Anf\u00edbio e o Curso Expedito de Opera\u00e7\u00f5es no Pantanal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A incorpora\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e0 Marinha do Brasil (MB) teve in\u00edcio em 1980, com a cria\u00e7\u00e3o do Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM),&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":66956,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-66955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66955"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66957,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66955\/revisions\/66957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}