{"id":66906,"date":"2026-08-19T11:28:56","date_gmt":"2026-08-19T14:28:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66906"},"modified":"2026-08-19T11:28:56","modified_gmt":"2026-08-19T14:28:56","slug":"suape-inicia-estudos-para-fornecer-energia-renovavel-a-navios-atracados-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/suape-inicia-estudos-para-fornecer-energia-renovavel-a-navios-atracados-2\/","title":{"rendered":"Suape inicia estudos para fornecer energia renov\u00e1vel a navios atracados"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">O Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape (PE) iniciou uma nova etapa de estudos para avaliar a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema de fornecimento de energia renov\u00e1vel para navios atracados. A tecnologia OPS (Onshore Power Supply) permite que embarca\u00e7\u00f5es compat\u00edveis se conectem \u00e0 infraestrutura el\u00e9trica em terra e desliguem seus motores auxiliares durante a perman\u00eancia no porto. O fornecimento dever\u00e1 utilizar energia proveniente de fontes renov\u00e1veis, com mecanismos de comprova\u00e7\u00e3o e rastreabilidade de origem a serem definidos na estrutura\u00e7\u00e3o do projeto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Mesmo atra\u00eddos, os navios precisam gerar energia para manter ilumina\u00e7\u00e3o, refrigera\u00e7\u00e3o, ventila\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e outros sistemas essenciais. Atualmente, essa demanda \u00e9 normalmente atendida por geradores de bordo movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis. Com o OPS, a eletricidade fornecida em terra poder\u00e1 substituir essa gera\u00e7\u00e3o, contribuindo para reduzir emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e outras emiss\u00f5es, al\u00e9m de diminuir ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas operacionais.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Estamos elaborando Suape para acompanhar as mudan\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo na navega\u00e7\u00e3o mundial. O estudo vai nos permitir avaliar as previs\u00f5es do projeto e planejar a infraestrutura necess\u00e1ria para oferecer esse servi\u00e7o no futuro, conciliando efici\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es&#8221;, afirmou o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os estudos avaliar\u00e3o a demanda energ\u00e9tica dos navios que operam em Suape, o tempo m\u00e9dio de perman\u00eancia para opera\u00e7\u00e3o de carga e descarga, a compatibilidade das embarca\u00e7\u00f5es e as adapta\u00e7\u00f5es adequadas nos ber\u00e7os e na rede el\u00e9trica. Tamb\u00e9m ser\u00e3o realizados investimentos, modelo econ\u00f4mico, possibilidades de parceria e uma eventual implanta\u00e7\u00e3o por etapas, acompanhando a demanda das linhas de navega\u00e7\u00e3o. Entre as estruturas que poder\u00e3o ser permitidas est\u00e3o subesta\u00e7\u00f5es, sistemas de transforma\u00e7\u00e3o e controle, pontos de conex\u00e3o e cabos de alta capacidade.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;O OPS permite substituir, durante a atra\u00e7\u00e3o, a gera\u00e7\u00e3o de energia a bordo por eletricidade fornecida pelo porto. Estamos aprofundando os estudos para identificar a solu\u00e7\u00e3o mais adequada \u00e0s caracter\u00edsticas de Suape e dimensionar sua implanta\u00e7\u00e3o, considerando aspectos t\u00e9cnicos, ambientais e econ\u00f4micos&#8221;, acrescentou o diretor de sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o, S\u00f3stenes Alcoforado.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Diagn\u00f3stico sobre Descarboniza\u00e7\u00e3o no Setor Portu\u00e1rio, que aborda a adequa\u00e7\u00e3o dos portos brasileiros para a recep\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es com combust\u00edvel verde, produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica, eletrifica\u00e7\u00e3o de equipamentos e sistemas OPS, aponta desafios para a expans\u00e3o dessa tecnologia no pa\u00eds. Entre eles h\u00e1 uma necessidade de infraestrutura el\u00e9trica capaz de atender diferentes pot\u00eancias e frequ\u00eancias, os custos de implanta\u00e7\u00e3o, a adapta\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos pilares e a demanda ainda reduzida por parte das embarca\u00e7\u00f5es de grande porte.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O documento, elaborado pela Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) em 2025, indica que a prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da infraestrutura pode ser uma oportunidade estrat\u00e9gica para os portos brasileiros, especialmente diante do potencial nacional de gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na Europa, a tecnologia j\u00e1 faz parte da infraestrutura de grandes portos. Hamburgo, na Alemanha, fornece energia de fontes renov\u00e1veis \u200b\u200ba navios atracados e mant\u00e9m sistemas destinados a embarques de cruzeiros e porta-cont\u00eaineres; A primeira instala\u00e7\u00e3o entrou em opera\u00e7\u00e3o em 2016. J\u00e1 em Roterd\u00e3, nos Pa\u00edses Baixos, o OPS tamb\u00e9m est\u00e1 em expans\u00e3o, com um projeto para equipar tr\u00eas terminais de cont\u00eaineres de longo curso, abrangendo oito milhas de cais e 35 pontos de conex\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A tecnologia ainda \u00e9 incipiente para navios de grande porte no Brasil. Em Suape, a conclus\u00e3o dos estudos permitir\u00e1 definir a configura\u00e7\u00e3o mais adequada, os ber\u00e7os priorit\u00e1rios, os investimentos necess\u00e1rios, as propostas de parceria e o cronograma para implanta\u00e7\u00e3o. A iniciativa integra as a\u00e7\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e descarboniza\u00e7\u00e3o do complexo e busca preparar uma infraestrutura portu\u00e1ria para novas exig\u00eancias ambientais e operacionais da navega\u00e7\u00e3o internacional.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Complexo Industrial Portu\u00e1rio de Suape (PE) iniciou uma nova etapa de estudos para avaliar a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema de fornecimento de energia renov\u00e1vel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":66907,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-66906","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66906"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66908,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66906\/revisions\/66908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}