{"id":66228,"date":"2026-07-13T11:11:24","date_gmt":"2026-07-13T14:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66228"},"modified":"2026-07-13T11:12:10","modified_gmt":"2026-07-13T14:12:10","slug":"66228","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/66228\/","title":{"rendered":"Mundo caminha para era do \u2018hidrog\u00eanio mercantil\u2019, aponta professor"},"content":{"rendered":"<h3><\/h3>\n<div class=\"content\">\n<p>O mercado do hidrog\u00eanio (H2), que hoje basicamente \u00e9 consumido nos locais onde o insumo \u00e9 produzido, est\u00e1 em franca expans\u00e3o global, caminhando para uma etapa de comercializa\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses e transporte de longas dist\u00e2ncias. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do professor titular da Coppe\/UFRJ e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Hidrog\u00eanio (ABH2), Paulo Em\u00edlio de Miranda, que ressalta que, h\u00e1 mais de 20 anos, o Brasil participa de iniciativas ligadas a essa ind\u00fastria. Durante um debate na \u00faltima semana, ele destacou que esse \u00e9 um movimento relativamente novo e citou dois casos recentes no mundo envolvendo os produtos ligados a essa cadeia.<\/p>\n<p>A empresa CF Industries, da Louisiana, nos Estados Unidos, exportou 28,5 quilotons de am\u00f4nia para a Europa produzida a partir do g\u00e1s natural com sequestro de carbono. A log\u00edstica, feita no final de 2025, foi considerada o primeiro com\u00e9rcio internacional desse tipo j\u00e1 realizado at\u00e9 ent\u00e3o e equivale a 5 quilotons de hidrog\u00eanio. No in\u00edcio de 2026, a Envision Energy, da China, exportou pela primeira vez am\u00f4nia eletrol\u00edtica para Ulsan, na Coreia do Sul.<\/p>\n<p>\u201cPartimos agora para a \u00e9poca do hidrog\u00eanio mercantil, que ser\u00e1 comercializado entre pa\u00edses. (\u2026) Precisamos da am\u00f4nia para processos industriais, para o setor agroindustrial, mas temos muitas outras op\u00e7\u00f5es\u201d, disse Miranda, na \u00faltima semana, no evento Orange Dialogues, no Rio de Janeiro (RJ), promovido pelo Consulado Geral dos Pa\u00edses Baixos no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><strong>Combust\u00edveis sustent\u00e1veis<\/strong><br \/>\nMiranda destacou que o Brasil j\u00e1 conta com uma produ\u00e7\u00e3o de CO2 de alt\u00edssima qualidade a partir da ind\u00fastria do etanol e de combust\u00edveis sustent\u00e1veis. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse CO2 pode ser usado para algo que vai al\u00e9m da am\u00f4nia, que s\u00e3o outros combust\u00edveis que o pa\u00eds pode produzir utilizando o hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o feita pela Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE) \u00e9 que, em 10 anos, o mundo deve aumentar em quatro vezes a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis sustent\u00e1veis, que incluem biocombust\u00edveis l\u00edquidos, hidrog\u00eanio, biogases, am\u00f4nia e os combust\u00edveis sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p>Miranda observa que existem solu\u00e7\u00f5es sendo buscadas para transporte pesado, a fim de complementar a oportunidade para a am\u00f4nia e combust\u00edveis sustent\u00e1veis. Ele citou que em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil, existem diferentes projetos em curso para caminh\u00f5es, \u00f4nibus e trens movidos a hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p>O presidente da ABH2 acredita que a chave da quest\u00e3o \u00e9 a neutralidade tecnol\u00f3gica, diversificando os caminhos para produ\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio. Ele percebe que a Europa est\u00e1 entendendo e caminhando nesse sentido, o que j\u00e1 vem sendo desenvolvido no Brasil h\u00e1 mais tempo. \u201cProduzir hidrog\u00eanio no Brasil tem que ser por rotas variadas, buscando mat\u00e9rias-primas e fontes de energias locais melhores e que tragam condi\u00e7\u00e3o melhor de custo, que \u00e9 fator preponderante para o mercado\u201d, analisou Miranda.<\/p>\n<p>O professor considera que o protagonismo brasileiro nesse setor vem de algum tempo atr\u00e1s, considerando as primeiras parcerias e estrat\u00e9gias lan\u00e7adas no come\u00e7o dos anos 2000, ao passo que o \u2018boom\u2019 de lan\u00e7amento de estrat\u00e9gias nacionais para o hidrog\u00eanio no mundo ocorreu por volta de 2020.<\/p>\n<p>Ele mencionou que, em 2003, o Brasil foi cofundador da IPHE (<em>Partnership for Hydrogen and Fuel Cells in the Economy<\/em>), parceria internacional que atualmente re\u00fane 27 pa\u00edses e a Uni\u00e3o Europeia. Em 2005, o Brasil lan\u00e7ou sua primeira estrat\u00e9gia para o hidrog\u00eanio, que foi complementada recentemente com o programa nacional do hidrog\u00eanio e com as leis promulgadas em 2024.<\/p>\n<p>Criada h\u00e1 10 anos, a ABH2 tem mais de 100 empresas associadas de v\u00e1rios setores do Brasil, que j\u00e1 est\u00e3o na \u00e1rea do hidrog\u00eanio ou que est\u00e3o se direcionando para ela. H\u00e1 cerca de dois anos, a associa\u00e7\u00e3o realizou trabalho com o governo dos Pa\u00edses Baixos de mapeamento desse setor no Brasil.<\/p>\n<p>Atualmente, finaliza um projeto de dois anos de dura\u00e7\u00e3o para o governo do Reino Unido que come\u00e7ou no in\u00edcio de 2025. Segundo Miranda, os resultados est\u00e3o chegando a resultados concretos. \u201cEsses trabalhos t\u00eam trazido um aumento do conhecimento desse setor da ind\u00fastria brasileira, n\u00e3o s\u00f3 tecnol\u00f3gico, mas da regula\u00e7\u00e3o dessa \u00e1rea\u201d, ressaltou o presidente da ABH2.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Portos e Navios.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado do hidrog\u00eanio (H2), que hoje basicamente \u00e9 consumido nos locais onde o insumo \u00e9 produzido, est\u00e1 em franca expans\u00e3o global, caminhando para uma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":66229,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-66228","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66228"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66232,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66228\/revisions\/66232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}