{"id":66225,"date":"2026-07-13T11:08:49","date_gmt":"2026-07-13T14:08:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66225"},"modified":"2026-07-13T11:08:49","modified_gmt":"2026-07-13T14:08:49","slug":"subsea7-e-petroleiras-apresentam-prototipo-em-escala-real-de-nova-tecnologia-offshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/subsea7-e-petroleiras-apresentam-prototipo-em-escala-real-de-nova-tecnologia-offshore\/","title":{"rendered":"Subsea7 e petroleiras apresentam prot\u00f3tipo em escala real de nova tecnologia offshore"},"content":{"rendered":"<p>As empresas Subsea7, Repsol Sinopec Brasil, ExxonMobil Brasil e Petrobras anunciaram a segunda fase de desenvolvimento do projeto \u2018Gimbal Joint Riser\u2019 (GJR). Financiada pela cl\u00e1usula de obriga\u00e7\u00e3o de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (P&amp;DI) da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), a tecnologia est\u00e1 na etapa de valida\u00e7\u00e3o experimental em escala real com a apresenta\u00e7\u00e3o do seu prot\u00f3tipo ao mercado.<\/p>\n<p>O GJR introduz uma junta multiarticulada em risers (tubula\u00e7\u00f5es) r\u00edgidos para absorver os movimentos din\u00e2micos gerados pela plataforma nos projetos de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em alto mar. Na pr\u00e1tica, a tecnologia permite utilizar as tubula\u00e7\u00f5es em formato de caten\u00e1ria livre (suspensa diretamente) em \u00e1guas ultraprofundas, eliminando a necessidade de grandes estruturas de flutua\u00e7\u00e3o, como as exigidas pelos modelos convencionais, conhecidos como \u201cSteel Lazy Wave Risers\u201d (SLWRs).<\/p>\n<p>A Subsea7 destacou que o avan\u00e7o do projeto GJR para a fase corrente de testes do prot\u00f3tipo em escala real valida a tese t\u00e9cnica de maneira objetiva. Segundo a empresa, os dados provam que simplificar a estrutura submarina elimina a necessidade de centenas de metros de tubula\u00e7\u00f5es adicionais, reduzindo os custos de instala\u00e7\u00e3o e a pegada de carbono, sempre tendo a seguran\u00e7a operacional como prioridade.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho executado at\u00e9 aqui, lado a lado com a Repsol Sinopec Brasil, a ExxonMobil Brasil e a Petrobras, nos tem garantido a consist\u00eancia de engenharia necess\u00e1ria para atingir a maturidade tecnol\u00f3gica que o mercado offshore exige\u201d, afirmou Yann Cottart, vice-presidente s\u00eanior Brazil GPC West da Subsea7.<\/p>\n<p>Os estudos t\u00e9cnicos indicaram que a solu\u00e7\u00e3o tem potencial para gerar ganhos relevantes de efici\u00eancia operacional e redu\u00e7\u00e3o de custos, em fun\u00e7\u00e3o da simplifica\u00e7\u00e3o do sistema em caten\u00e1ria livre e da menor necessidade de materiais e equipamentos. Essa abordagem tamb\u00e9m favorece a sustentabilidade das opera\u00e7\u00f5es, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es associadas \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e instala\u00e7\u00e3o dos sistemas submarinos.<\/p>\n<p>A tecnologia GJR apresenta-se como uma solu\u00e7\u00e3o alternativa tamb\u00e9m ao sistema de tubos flex\u00edveis, em configura\u00e7\u00e3o \u2018lazy wave\u2019, onde um dos principais desafios operacionais \u00e9 a corros\u00e3o sob tens\u00e3o (SCC). Mesmo tendo um componente flex\u00edvel, podendo ser este um tubo flex\u00edvel ou comp\u00f3sito, o design da armadura externa opera absorvendo as cargas de tra\u00e7\u00e3o, protegendo o componente flex\u00edvel, eliminando um fator importante para a ocorr\u00eancia do fen\u00f4meno SCC.<\/p>\n<p>\u201cO GJR evidencia o valor da colabora\u00e7\u00e3o entre parceiros de excel\u00eancia para o avan\u00e7o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas voltadas aos desafios da produ\u00e7\u00e3o em \u00e1guas ultra profundas. Ao mesmo tempo em que contribui para opera\u00e7\u00f5es cada vez mais seguras e eficientes, a iniciativa projeta o Brasil como refer\u00eancia internacional no desenvolvimento de tecnologias offshore\u201d, acrescentou Jos\u00e9 Salinero, gerente s\u00eanior de P&amp;D da Repsol Sinopec Brasil.<\/p>\n<p>Para o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico rumo ao n\u00edvel TRL6, conforme maturidade estabelecida pela ABNT (TRL-4, segundo as normas API 17N\/17Q), o projeto j\u00e1 contabiliza mais de 15 mil horas de engenharia aplicadas, somente nesta fase, por uma equipe multidisciplinar de mais de 100 profissionais, considerando apenas a empresa executora, al\u00e9m dos envolvidos na cadeia de suprimentos do projeto. Nesta nova fase, o prot\u00f3tipo em escala real passa por testes de laborat\u00f3rio que simulam os limites de carregamento e as condi\u00e7\u00f5es reais de um ambiente offshore extremo.<\/p>\n<p>Entre os parceiros nacionais est\u00e3o o Laborat\u00f3rio de Tecnologia Oce\u00e2nica (LabOceano &#8211; Coppe\/UFRJ), no Rio de Janeiro, e a Simeros Technologies (RS), que conduzem atividades de experimenta\u00e7\u00e3o e testes. A A\u00e7oforja Ind\u00fastria de Forjados S.A. (MG), \u00e9 a respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as estruturais. A classificadora Bureau Veritas acompanha o projeto desde a sua fase inicial, a fim de garantir a qualidade da tecnologia. O projeto conta, ainda, com a participa\u00e7\u00e3o de outras empresas respons\u00e1veis pelo fornecimento de elementos que comp\u00f5em o equipamento.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As empresas Subsea7, Repsol Sinopec Brasil, ExxonMobil Brasil e Petrobras anunciaram a segunda fase de desenvolvimento do projeto \u2018Gimbal Joint Riser\u2019 (GJR). 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