{"id":66201,"date":"2026-07-09T14:38:36","date_gmt":"2026-07-09T17:38:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=66201"},"modified":"2026-07-09T14:38:36","modified_gmt":"2026-07-09T17:38:36","slug":"escala-6x1-68-dos-brasileiros-nao-conseguem-descansar-nas-folgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/escala-6x1-68-dos-brasileiros-nao-conseguem-descansar-nas-folgas\/","title":{"rendered":"Escala 6\u00d71: 68% dos brasileiros n\u00e3o conseguem descansar nas folgas"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos dados de uma pesquisa do site de empregos Indeed mostram que muitos brasileiros t\u00eam dificuldade de desconectar do trabalho e manter equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional. Quase sete em cada dez entrevistados (68%) dizem n\u00e3o conseguir descansar plenamente nas folgas, j\u00e1 que usam esse tempo para tarefas pessoais. Outros 64% relatam impactos negativos na sa\u00fade mental, como estresse, ansiedade ou depress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><span class=\"td_text_columns_two_cols\"><strong><em>A jornada de trabalho tamb\u00e9m influencia diretamente a forma como os profissionais enxergam qualidade de vida. Quando questionados sobre o uso de tempo livre adicional, os entrevistados citaram principalmente passar mais tempo com familiares e amigos (49%), praticar exerc\u00edcios f\u00edsicos (39%) e descansar ou dormir (37%).<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As percep\u00e7\u00f5es sobre jornada de trabalho variam entre gera\u00e7\u00f5es, embora o tema do equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional esteja presente em todas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre a Gera\u00e7\u00e3o Z, 61% discordam que o fim da escala 6\u00d71 teria impacto negativo na economia brasileira. Entre Baby Boomers, esse \u00edndice \u00e9 de 36%. J\u00e1 46% dos Baby Boomers acreditam em impactos negativos, percep\u00e7\u00e3o compartilhada por 25% da Gera\u00e7\u00e3o Z.<\/p>\n<div class=\"td-a-rec td-a-rec-id-content_inline  tdi_2 td_block_template_1\">\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><span class=\"td_text_columns_two_cols\"><strong><em>As diferen\u00e7as tamb\u00e9m aparecem no uso do tempo livre. Se tivessem jornada reduzida, 38% da Gera\u00e7\u00e3o Z priorizariam a sa\u00fade mental, o maior \u00edndice entre as gera\u00e7\u00f5es. Entre Baby Boomers, 27% usariam o tempo para buscar uma segunda fonte de renda. Entre Gera\u00e7\u00e3o X, Millennials e Z, os \u00edndices s\u00e3o de 18%, 17% e 16%, respectivamente.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados indicam uma mudan\u00e7a na forma como diferentes gera\u00e7\u00f5es definem sucesso profissional. Mais do que uma diferen\u00e7a et\u00e1ria, h\u00e1 expectativas distintas convivendo no mesmo mercado de trabalho e tensionando modelos tradicionais de jornada, remunera\u00e7\u00e3o e carreira.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><em><strong>As mudan\u00e7as nas expectativas dos trabalhadores tamb\u00e9m pressionam empresas e recrutadores a revisarem a forma como atraem e comunicam vagas. Em um cen\u00e1rio em que diferentes gera\u00e7\u00f5es valorizam fatores distintos, a proposta de valor de uma posi\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m da remunera\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descri\u00e7\u00f5es de vagas ganham relev\u00e2ncia quando deixam claros pontos como jornada, flexibilidade e benef\u00edcios ligados ao bem-estar. A forma como o trabalho \u00e9 apresentado passa a influenciar diretamente a decis\u00e3o dos candidatos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para recrutadores, isso refor\u00e7a a import\u00e2ncia de alinhar expectativas desde o in\u00edcio do processo seletivo, em um mercado em que fatores n\u00e3o financeiros t\u00eam peso crescente na escolha de oportunidades.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><span class=\"td_text_columns_two_cols\"><strong><em>No conjunto, os resultados indicam que o debate sobre trabalho no Brasil vem se deslocando de uma l\u00f3gica centrada apenas em produtividade e impacto econ\u00f4mico para uma discuss\u00e3o mais ampla sobre qualidade de vida e prioridades cotidianas. Assim, a escala de trabalho deixa de ser apenas um modelo operacional e passa a funcionar como ponto de partida para refletir sobre como o trabalho se organiza no pa\u00eds.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo foi realizado com 1.014 trabalhadores brasileiros, atrav\u00e9s de question\u00e1rio aplicado por meio de formul\u00e1rio virtual em 27 de maio e ouviu 52% de mulheres e 48% de homens.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os participantes da amostra, 25% tinham entre 18 e 27 anos (Gera\u00e7\u00e3o Z), 35% entre 28 e 45 anos (Millennials), 27% entre 46 e 61 anos (Gera\u00e7\u00e3o X) e 13% tinham 62 anos ou mais (Baby Boomers).<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FUP pressiona Senado a votar PEC de redu\u00e7\u00e3o de jornada antes do recesso<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Federa\u00e7\u00e3o \u00danica dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos pressionam o Senado federal para que vote a Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) de redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho e fim da escala 6\u00d71, antes do recesso parlamentar que ter\u00e1 in\u00edcio no pr\u00f3ximo dia 18.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><span class=\"td_text_columns_two_cols\"><strong><em>\u201cO avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e o aumento da produtividade t\u00eam que se transformar em menos horas de trabalho, sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, e melhor distribui\u00e7\u00e3o da riqueza\u201d, destaca a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira. Para ela, \u00e9 urgente a vota\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. \u201c\u00c9 essencial que todos tenham mais tempo para dedicar a suas vidas\u201d, diz.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A PEC 221\/19 foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados em maio passado, estabelecendo jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6\u00d71 (um dia de descanso e 44 horas semanais).<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Petrobras, a jornada j\u00e1 \u00e9 de 40 horas semanais para os trabalhadores pr\u00f3prios. E as despesas com o trabalho, considerando apenas trabalhadores da ativa, representam apenas 6% das despesas totais do sistema Petrobras.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\"><span class=\"td_text_columns_two_cols\"><strong><em>Nota t\u00e9cnica do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) j\u00e1 havia mostrado que reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais teria impacto baixo na economia. Na ind\u00fastria e no com\u00e9rcio, que somam mais de 13 milh\u00f5es de empregos formais, o aumento no custo operacional seria inferior a 1%. Para o instituto, o efeito seria parecido com o de reajustes hist\u00f3ricos do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, ou seja, sem \u201cchoque\u201d para o mercado.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo usou dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais) 2023 e rebate o discurso alarmista sobre os impactos da mudan\u00e7a, que afeta principalmente quem est\u00e1 na escala 6\u00d71.<\/p>\n<p>Fonte: Monitor Mercantil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos dados de uma pesquisa do site de empregos Indeed mostram que muitos brasileiros t\u00eam dificuldade de desconectar do trabalho e manter equil\u00edbrio entre vida&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":66202,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-66201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66201"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66201\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66203,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66201\/revisions\/66203"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66202"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}