{"id":6588,"date":"2014-07-14T08:50:46","date_gmt":"2014-07-14T11:50:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6588"},"modified":"2014-07-11T15:03:22","modified_gmt":"2014-07-11T18:03:22","slug":"parado-ha-mais-de-cinco-anos-navio-da-usp-deve-ser-doado-ao-uruguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/parado-ha-mais-de-cinco-anos-navio-da-usp-deve-ser-doado-ao-uruguai\/","title":{"rendered":"Parado h\u00e1 mais de cinco anos, navio da USP deve ser doado ao Uruguai"},"content":{"rendered":"<p>Primeiro navio brasileiro a participar de uma opera\u00e7\u00e3o na Ant\u00e1rtida e uma das embarca\u00e7\u00f5es com mais hist\u00f3ria na oceanografia nacional, o Professor W. Besnard deve virar, em breve, propriedade do Uruguai. A reitoria da USP j\u00e1 est\u00e1 analisando a doa\u00e7\u00e3o para o governo do pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>Sem condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e de seguran\u00e7a para navegar ap\u00f3s ser atingido por um inc\u00eandio no fim de 2008, a embarca\u00e7\u00e3o, constru\u00edda em 1966, est\u00e1 parada h\u00e1 mais de cinco anos no porto de Santos.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, estuda-se o que fazer com o navio que, mesmo parado, gera custos com manuten\u00e7\u00e3o e com sua tripula\u00e7\u00e3o, que permanece recebendo sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 2009, a ent\u00e3o reitora da USP, Suely Vilela, liberou R$ 2 milh\u00f5es para o conserto da embarca\u00e7\u00e3o. Segundo o pedido de verba feito pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico, o dinheiro serviria para reparos e aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos.<\/p>\n<p>O montante, por\u00e9m, nunca chegou a ser usado no Besnard. Segundo a assessoria de imprensa da USP, o dinheiro serviu para reformas na embarca\u00e7\u00e3o mais nova da USP, o Alpha Crucis, e em equipamentos para um barco menor, o Alpha Delphini.<\/p>\n<p>Apesar de ter usado a verba do Prof. Besnard, o pr\u00f3prio Alpha Crucis tamb\u00e9m enfrenta problemas.<\/p>\n<p>Em maio, a Folha revelou que o novo navio, que recebeu um investimento de cerca de R$ 23 milh\u00f5es, com verbas da USP e da Fapesp (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo), estava parado havia mais de seis meses tamb\u00e9m no porto de Santos, com problemas para voltar a realizar atividades de pesquisa.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento oficial da USP prev\u00ea gastos de mais de R$ 800 mil com as embarca\u00e7\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>Devido ao alto custo da manuten\u00e7\u00e3o e do pre\u00e7o que uma eventual obra de reparo (que incluiria refazer todo o quadro el\u00e9trico e repor diversos componentes do motor principal), tem ganhado for\u00e7a o movimento para dar uma destina\u00e7\u00e3o ao velho navio.<\/p>\n<p>CONTROV\u00c9RSIA<\/p>\n<p>Entre as op\u00e7\u00f5es de destino do navio estava sua convers\u00e3o em museu, uma doa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo um afundamento controlado, para fazer dele um recife artificial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, o que prevaleceu foi a vontade de alguns setores, que preferiam a doa\u00e7\u00e3o para o Uruguai. Fontes ligadas ao Instituto Oceanogr\u00e1fico disseram que a transfer\u00eancia para o Uruguai foi discutida em reuni\u00e3o da congrega\u00e7\u00e3o do instituto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A raz\u00e3o da escolha do pa\u00eds vizinho e outros pormenores t\u00e9cnicos n\u00e3o foram explicados pela USP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reportagem entrou em contato com o vice-diretor do Instituto Oceanogr\u00e1fico, Michel Mahiques, em busca de esclarecimentos. Ap\u00f3s reportagem sobre o estado do Alpha Crucis, ele disse que n\u00e3o falaria com a Folha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em maio, no entanto, Mahiques j\u00e1 havia mencionado a predile\u00e7\u00e3o pela doa\u00e7\u00e3o. \u201cDesde 2010, t\u00eam sido feitas gest\u00f5es para um fim nobre para o Besnard e estamos tentando conseguir viabilizar, juridicamente, uma doa\u00e7\u00e3o\u201d, disse em um e-mail.<\/p>\n<p>A assessoria da USP confirma que a universidade est\u00e1 analisando a doa\u00e7\u00e3o para o governo do Uruguai.<\/p>\n<p>\u201cProcessos desse g\u00eanero precisam passar pela aprova\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es do Conselho Universit\u00e1rio e, posteriormente, do pr\u00f3prio Conselho Universit\u00e1rio. No momento, a doa\u00e7\u00e3o do navio est\u00e1 sendo analisada na Comiss\u00e3o de Or\u00e7amento e Patrim\u00f4nio e n\u00e3o h\u00e1 prazo para conclus\u00e3o do processo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Apesar da concentra\u00e7\u00e3o aparente de muita ferrugem e de outros pequenos danos no casco, a USP nega que o navio esteja abandonado.<\/p>\n<p>Professores da USP que preferiram n\u00e3o se identificar criticaram a maneira \u201csigilosa\u201d como o processo tem sido conduzido. Eles afirmam que, diante da situa\u00e7\u00e3o de endividamento da universidade, seria dif\u00edcil viabilizar dinheiro para a reforma do Professor W. Besnard.<\/p>\n<p>A Prefeitura de Santos, que j\u00e1 disse querer ficar com o navio para transform\u00e1-lo em museu, afirmou que ainda tem interesse na embarca\u00e7\u00e3o e busca recursos e parcerias para viabilizar o projeto.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo \/ FOTOS: Davi Ribeiro-Folhapress<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeiro navio brasileiro a participar de uma opera\u00e7\u00e3o na Ant\u00e1rtida e uma das embarca\u00e7\u00f5es com mais hist\u00f3ria na oceanografia nacional, o Professor W. 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