{"id":65802,"date":"2026-06-16T12:25:31","date_gmt":"2026-06-16T15:25:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=65802"},"modified":"2026-06-16T12:25:31","modified_gmt":"2026-06-16T15:25:31","slug":"brasil-injeta-r-15-bilhoes-em-hidrovias-e-construcao-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-injeta-r-15-bilhoes-em-hidrovias-e-construcao-naval\/","title":{"rendered":"Brasil injeta R$ 15 bilh\u00f5es em hidrovias e constru\u00e7\u00e3o naval"},"content":{"rendered":"<p>O Fundo da Marinha Mercante (FMM), principal mecanismo de financiamento da ind\u00fastria naval brasileira, apoiando projetos de constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, moderniza\u00e7\u00e3o de estaleiros e expans\u00e3o da infraestrutura aquavi\u00e1ria, comprometeu aproximadamente US$ 2,8 bilh\u00f5es \u2014 cerca de R$ 15 bilh\u00f5es pelo c\u00e2mbio atual \u2014 para financiar 849 projetos entre 2023 e 2026, refor\u00e7ando a retomada da ind\u00fastria naval brasileira e a expans\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o interior no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os financiamentos s\u00e3o operados por institui\u00e7\u00f5es como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, com recursos provenientes principalmente do Adicional ao Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante (AFRMM), tributo incidente sobre o transporte aquavi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os recursos est\u00e3o sendo direcionados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, amplia\u00e7\u00e3o da infraestrutura hidrovi\u00e1ria e fortalecimento da log\u00edstica aquavi\u00e1ria, considerada estrat\u00e9gica para reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Os projetos financiados pelo fundo est\u00e3o distribu\u00eddos por diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. O Amazonas concentra o maior n\u00famero de iniciativas apoiadas, com 233 projetos e investimentos de aproximadamente US$ 324 milh\u00f5es. Na sequ\u00eancia aparecem Par\u00e1, com 173 projetos e US$ 313 milh\u00f5es, e Rio de Janeiro, com 135 empreendimentos e cerca de US$ 315 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando o crit\u00e9rio \u00e9 o volume de recursos, Santa Catarina lidera o ranking nacional. O estado re\u00fane 91 projetos que somam aproximadamente US$ 1,1 bilh\u00e3o em investimentos. Bahia, S\u00e3o Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul tamb\u00e9m figuram entre os principais benefici\u00e1rios da carteira.<\/p>\n<p>O protagonismo dos estados da Regi\u00e3o Norte traduz a crescente relev\u00e2ncia da navega\u00e7\u00e3o interior para o escoamento de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0e insumos industriais. Corredores hidrovi\u00e1rios como os rios Amazonas, Madeira e Tapaj\u00f3s v\u00eam ganhando import\u00e2ncia na expans\u00e3o do Arco Norte, respons\u00e1vel por uma parcela cada vez maior das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de gr\u00e3os e min\u00e9rios.<\/p>\n<p>Embora o Brasil possua uma das maiores redes hidrogr\u00e1ficas do mundo, a participa\u00e7\u00e3o das hidrovias na matriz de transportes ainda \u00e9 considerada modesta quando comparada ao potencial dispon\u00edvel. Nos \u00faltimos anos, governos e operadores log\u00edsticos t\u00eam ampliado investimentos em embarca\u00e7\u00f5es, terminais e infraestrutura fluvial com o objetivo de aumentar a efici\u00eancia dos corredores de exporta\u00e7\u00e3o e reduzir a depend\u00eancia do transporte rodovi\u00e1rio em longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Constru\u00e7\u00e3o naval ganha impulso<\/h2>\n<p>Entre os empreendimentos apoiados pelo fundo est\u00e1 a Juru\u00e1 Estaleiro e Navega\u00e7\u00e3o, localizada em Iranduba (AM), na regi\u00e3o metropolitana de Manaus. A empresa atua na constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es e estruturas voltadas \u00e0 navega\u00e7\u00e3o interior, incluindo barca\u00e7as, rebocadores, empurradores e sistemas de transbordo de cargas.<\/p>\n<p>Atualmente, o estaleiro executa a constru\u00e7\u00e3o de 108 barca\u00e7as destinadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o da LHG Mining, projeto avaliado em cerca de US$ 148 milh\u00f5es. Tamb\u00e9m est\u00e1 em andamento a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas empurradores fluviais, iniciativa estimada em aproximadamente US$ 63 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os recursos se somam a outros movimentos que impulsionam a retomada da ind\u00fastria naval brasileira, entre eles as novas encomendas da Transpetro, a expans\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o interior na Regi\u00e3o Norte e a demanda crescente por embarca\u00e7\u00f5es para o transporte de gran\u00e9is, combust\u00edveis e cargas do agroneg\u00f3cio e da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de empregos diretos nos estaleiros, os investimentos movimentam uma extensa cadeia de fornecedores de a\u00e7o, motores, sistemas de propuls\u00e3o, equipamentos eletr\u00f4nicos e servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transpetro lidera investimentos<\/h2>\n<p>Al\u00e9m da carteira j\u00e1 contratada, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante aprovou, nos primeiros meses de 2026, cerca de US$ 2,25 bilh\u00f5es para novos projetos voltados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, estruturas de transbordo e infraestrutura de apoio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o interior.<\/p>\n<p>Entre as iniciativas aprovadas est\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de 36 embarca\u00e7\u00f5es para a Transpetro, subsidi\u00e1ria log\u00edstica da Petrobras respons\u00e1vel pelo transporte e armazenamento de combust\u00edveis. O programa prev\u00ea a fabrica\u00e7\u00e3o de 18 barca\u00e7as em Manaus e 18 empurradores em estaleiros de Santa Catarina.<\/p>\n<p>A encomenda integra o plano de renova\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da frota da companhia e \u00e9 considerada um dos principais vetores da retomada da constru\u00e7\u00e3o naval brasileira. Al\u00e9m de ampliar a capacidade operacional da navega\u00e7\u00e3o interior, o projeto dever\u00e1 gerar demanda para estaleiros nacionais e fortalecer a cadeia produtiva do setor.<\/p>\n<p>Apesar da retomada dos investimentos, a ind\u00fastria naval ainda enfrenta desafios relacionados \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra especializada, amplia\u00e7\u00e3o da capacidade produtiva dos estaleiros e manuten\u00e7\u00e3o de uma carteira cont\u00ednua de encomendas capaz de sustentar novos ciclos de expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Para o governo e para os operadores log\u00edsticos, a amplia\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o interior \u00e9 vista como uma alternativa para reduzir a press\u00e3o sobre corredores rodovi\u00e1rios estrat\u00e9gicos, especialmente nas rotas de exporta\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio que ligam o Centro-Oeste aos portos do Arco Norte.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Transporte Moderno<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo da Marinha Mercante (FMM), principal mecanismo de financiamento da ind\u00fastria naval brasileira, apoiando projetos de constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, moderniza\u00e7\u00e3o de estaleiros e expans\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":65803,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-65802","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65802","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65802"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65802\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65804,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65802\/revisions\/65804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65802"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65802"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65802"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}