{"id":65748,"date":"2026-06-12T14:22:24","date_gmt":"2026-06-12T17:22:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=65748"},"modified":"2026-06-12T15:08:53","modified_gmt":"2026-06-12T18:08:53","slug":"modernizacao-da-sinalizacao-nautica-e-essencial-para-acompanhar-o-aumento-da-movimentacao-portuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/modernizacao-da-sinalizacao-nautica-e-essencial-para-acompanhar-o-aumento-da-movimentacao-portuaria\/","title":{"rendered":"Moderniza\u00e7\u00e3o da sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica \u00e9 essencial para acompanhar o aumento da movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">O Brasil tem registrado aumentos anuais de transfer\u00eancias portu\u00e1rias. Em 2025, a entrega geral de cargas em todos os portos brasileiros chegou a 1,403 bilh\u00f5es de toneladas, com crescimento de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 1,32 bilh\u00f5es de toneladas movimentadas em 2024. De acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), foi a maior marca alcan\u00e7ada na s\u00e9rie hist\u00f3rica registrada no Estat\u00edstico Aquavi\u00e1rio da entidade, que compila os n\u00fameros de embarques e desembarques em terminais brasileiros, iniciados em destinos brasileiros 2010.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Foi registrado crescimento em todas as regi\u00f5es, com os portos e terminais da regi\u00e3o Norte apresentando um percentual maior, de 10,33% em compara\u00e7\u00e3o a 2024, acima da m\u00e9dia nacional, e 163,3 milh\u00f5es de toneladas. No Sudeste, as 699,8 milh\u00f5es de toneladas movimentadas em 2025 garantiram uma degrada\u00e7\u00e3o de 7,52%, tamb\u00e9m superior ao percentual geral do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na Regi\u00e3o Sul, foi registrado no ano passado alta de 5,4%, com quase 200 milh\u00f5es de toneladas, o maior volume em cinco anos e alta de 5,4%. Os n\u00fameros s\u00e3o a soma dos registrados em portos p\u00fablicos, que movimentaram 129 milh\u00f5es de toneladas, e dos terminais de uso privado, que chegaram a 69,9 milh\u00f5es de toneladas.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">J\u00e1 no Nordeste, a movimenta\u00e7\u00e3o total no ano foi de 329,7 milh\u00f5es de toneladas de cargas em 2025. No segmento de cont\u00eaineres, a regi\u00e3o registrou alta de 9,4%, com 21,2 milh\u00f5es de toneladas, o maior volume que passou pelos terminais nordestinos desde 2021.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Um aumento crescente no volume de movimenta\u00e7\u00f5es carregadas por terminais brasileiros, com o consequente aumento do n\u00famero de atraca\u00e7\u00f5es e de chegadas de navios cada vez maiores, dobraram de tamanho em 50 anos. O que exige, cada vez mais, a\u00e7\u00f5es e investimentos para manter em dia a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica nos canais de acesso aos portos. A medida \u00e9 essencial para garantir a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o, ao delimitar a \u00e1rea naveg\u00e1vel e orientar o trajeto das embarca\u00e7\u00f5es at\u00e9 os atracadouros.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Mas, se o crescimento da entrega \u00e9 registado em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, o mesmo n\u00e3o se pode dizer das condi\u00e7\u00f5es de sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica, agora chamada t\u00e9cnica de Aux\u00edlio Mar\u00edtimo \u00e0 Navega\u00e7\u00e3o (AtoN, sigla derivada da l\u00edngua inglesa Aids to Navigation), como preconiza a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Sinaliza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima, a Iala, da qual o Brasil faz parte. De acordo com a Marinha do Brasil, o Manual dos Aux\u00edlios \u00e0 Navega\u00e7\u00e3o da Iala define um Aux\u00edlio Mar\u00edtimo \u00e0 Navega\u00e7\u00e3o como um dispositivo, sistema ou servi\u00e7o externo \u00e0s embarca\u00e7\u00f5es, projetado e operado para aprimorar a navega\u00e7\u00e3o segura e eficiente de embarca\u00e7\u00f5es individuais e\/ou de tr\u00e1fego mar\u00edtimo e explica que n\u00e3o deve ser confundido com um aux\u00edlio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, instrumento, dispositivo, carta n\u00e1utica, etc., transportado a bordo de uma embarca\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Segundo a For\u00e7a, h\u00e1 diferen\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es de sinaliza\u00e7\u00e3o e necessidades, algumas situa\u00e7\u00f5es como urgentes, de uma regi\u00e3o para fora do pa\u00eds. Na regi\u00e3o Norte, por exemplo, segundo a Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o (DHN) da Marinha do Brasil, h\u00e1 demandas por boias oce\u00e2nicas e far\u00f3is, enquanto no Pantanal h\u00e1 demandas por balizas e pequenos faroletes. \u00c0 For\u00e7a cabe a regula\u00e7\u00e3o e a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos aux\u00edlios \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, dos chamados visuais, como boias, far\u00f3is e faroletes, aos eletr\u00f4nicos, como os radiofar\u00f3is, radares, sistemas de monitoramento por sat\u00e9lite ou Servi\u00e7o de Tr\u00e1fego de Embarca\u00e7\u00f5es, os VTS, sigla para Vessel Traffic Services, em ingl\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A DHN explica que as necessidades mais urgentes est\u00e3o relacionadas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da confiabilidade e disponibilidade dos aux\u00edlios \u00e0 navega\u00e7\u00e3o e est\u00e3o associadas \u00e0s regi\u00f5es em que o \u00cdndice de Efic\u00e1cia, usado como par\u00e2metro para a avalia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o dos balizamentos, est\u00e1 abaixo de 95%. Para garantir a qualidade dos servi\u00e7os, a Diretoria desenvolve um planejamento que visa a moderniza\u00e7\u00e3o, a efici\u00eancia e a sustentabilidade dos aux\u00edlios \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para 2026, informa, est\u00e1 prevista a implementa\u00e7\u00e3o do Sistema Global de Navega\u00e7\u00e3o por Sat\u00e9lite Diferencial (DGNSS) nas esta\u00e7\u00f5es de Ara\u00e7agi, no Maranh\u00e3o, e no Amap\u00e1. O passo seguinte ser\u00e1 a instala\u00e7\u00e3o de mais sete esta\u00e7\u00f5es ao longo do litoral brasileiro, para permitir cobertura abrangente e certificada \u00e0s melhores pr\u00e1ticas internacionais de seguran\u00e7a e confiabilidade dos servi\u00e7os oferecidos aos navegantes.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Mas, h\u00e1 perspectivas de avan\u00e7os no uso de novas tecnologias para melhorar balizamentos e a seguran\u00e7a na chegada e sa\u00edda de embarques aos terminais brasileiros, ainda h\u00e1 problemas rotineiros relacionados a equipamentos antigos e faltas pontuais de manuten\u00e7\u00e3o dos instalados, como informa\u00e7\u00e3o o pr\u00e1tica Bruno Fonseca, diretor-presidente da Praticagem do Brasil. Segundo ele, de forma geral, o balizamento em acessos a terminais brasileiros \u00e9 eficiente, mas h\u00e1 falta de reposi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as a roubos de material de seguran\u00e7a que impactam eventualmente as exporta\u00e7\u00f5es e podem impedir a atraca\u00e7\u00e3o ou desatraca\u00e7\u00e3o de navios.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 demora de encomendas de pe\u00e7as, como informa\u00e7\u00f5es e amarras de boias, embora n\u00e3o frequentes, s\u00e3o registradas mais em portos p\u00fablicos, cujas autoridades portu\u00e1rias podem ter dificuldades de substitui\u00e7\u00f5es por causa da burocracia e das normas legais para a compra de material. Al\u00e9m disso, alguns terminais em \u00e1reas p\u00fablicas t\u00eam sistemas menos eficientes em termos de tecnologia. \u201cOs privados t\u00eam sistemas de balizamentos mais robustos e neles a resolu\u00e7\u00e3o de problemas \u00e9 quase imediata porque t\u00eam autonomia para compras e contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, enquanto os p\u00fablicos t\u00eam de cumprir normas burocr\u00e1ticas\u201d, explica Bruno Fonseca.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O presidente da Praticagem do Brasil informa que, apesar de existirem tecnologias para baliza\u00e7\u00e3o mais eficientes, incluindo monitoramento por GPS, predomina o baliza\u00e7\u00e3o convencional, com terminais em que s\u00e3o usados \u200b\u200bsistemas antigos e que podem ter que suspender opera\u00e7\u00f5es por causa de deslocamento de boias ou queima ou roubo de armas e amarras. &#8220;O baliza\u00e7\u00e3o indica o caminho que o navio deve seguir. Quando as boias saem dos lugares, a marca\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria pode se perder e inviabilizar a opera\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es&#8221;, informa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonseca conta que h\u00e1 casos de navios que estavam impedidos de seguir at\u00e9 ber\u00e7os de atra\u00e7\u00e3o porque boias, amarras que as prendem ou l\u00e2mpadas foram roubadas. Ele cita, por exemplo, que se os equipamentos ficarem sem ilumina\u00e7\u00e3o, os pr\u00e1ticos podem ficar impedidos de dirigir as embarca\u00e7\u00f5es para atra\u00e7\u00e3o em seguran\u00e7a e ter que suspender a opera\u00e7\u00e3o, criando gargalos na janela de chegada e sa\u00edda dos barcos e das cargas. &#8220;As boias iluminadas s\u00e3o como olhos de gato em estradas. Sem a ilumina\u00e7\u00e3o, seria como dirigir numa via escura sem acostamento, placas ou indica\u00e7\u00e3o para que lado s\u00e3o as curvas&#8221;, compara.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele aponta como uma das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para o uso do baliza\u00e7\u00e3o virtual em que em vez de boias f\u00edsicas h\u00e1 como virtuais, que podem ser visualizadas no painel do radar do navio ou na carta n\u00e1utica. Al\u00e9m de mais seguro, o modelo tem manuten\u00e7\u00e3o mais simples j\u00e1 que funciona com sistema de identifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, que emite sinais indicativos. \u201cA boia f\u00edsica n\u00e3o existe, mas o sistema permite identificar com precis\u00e3o o caminho que o embarque deve seguir\u201d, explica Fonseca.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A moderniza\u00e7\u00e3o dos sistemas de baliza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das preocupa\u00e7\u00f5es mencionadas tamb\u00e9m pela Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o (DHN) da Marinha. O \u00f3rg\u00e3o informa que, por isso, ser\u00e1 iniciado um projeto-piloto para a implanta\u00e7\u00e3o de aux\u00edlios \u00e0 navega\u00e7\u00e3o com tecnologia AIS AtoN (Sistema de Identifica\u00e7\u00e3o Autom\u00e1tica \u2013 Aux\u00edlios \u00e0 Navega\u00e7\u00e3o), que possibilita a transmiss\u00e3o de dados em tempo real. A expectativa \u00e9 que eles aumentem a efici\u00eancia operacional, com a amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de monitoramento e controle dos dispositivos em servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Al\u00e9m disso, o \u00f3rg\u00e3o cita como avan\u00e7o importante para garantir a seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es a transi\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica dos iluminados e demais aux\u00edlios luminosos para fontes renov\u00e1veis, especialmente a energia solar. A mudan\u00e7a, explica a DHN, al\u00e9m de promover a sustentabilidade ambiental vai reduzir custos operacionais e aumentar a autonomia dos equipamentos. Faz parte de um conjunto de a\u00e7\u00f5es da Marinha com objetivo de refor\u00e7ar a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o a partir da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A moderniza\u00e7\u00e3o dos sistemas de baliza\u00e7\u00e3o em terminais brasileiros j\u00e1 foi impulsionada por projetos de amplia\u00e7\u00e3o de capacidade portu\u00e1ria, novos terminais, concess\u00f5es de canais de acesso e desenvolvimento hidrovi\u00e1rio, que independentemente diretamente de uma sinaliza\u00e7\u00e3o moderna, confi\u00e1vel e integrada aos dados hidrogr\u00e1ficos e operacionais, avalia Priscila Moreira Farias, COO e s\u00f3cia da Umi San, empresa especializada em equipamentos para o segmento. Segundo ela, a companhia tem oferecido a retomada de investimentos em infraestrutura aquavi\u00e1ria no Brasil, o que gera demanda por sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica mais moderna e eficiente.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Priscila informa que h\u00e1 demanda crescente relacionada \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o de canais de acesso, revis\u00e3o de balizamentos, implanta\u00e7\u00e3o de sinaliza\u00e7\u00e3o em \u00e1reas com aumento de calado operacional e adequa\u00e7\u00f5es para opera\u00e7\u00f5es noturnas e em condi\u00e7\u00f5es adversas mais restritivas. \u201cH\u00e1 tamb\u00e9m um movimento importante de atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, atualizando sistemas convencionais por solu\u00e7\u00f5es mais inteligentes, mais sustent\u00e1veis \u200b\u200be eficientes energeticamente\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor de obras e servi\u00e7os subaqu\u00e1ticos da Belov, Juracy Gesteira Vilas B\u00f4as, \u00e9 outro que identifica o aumento da procura por servi\u00e7os de batimetria, monitoramento, sinaliza\u00e7\u00e3o e baliza\u00e7\u00e3o. Ele dispon\u00edvel que esse movimento est\u00e1 ligado \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o dos projetos de concess\u00e3o hidrovi\u00e1ria e ao novo modelo de concess\u00e3o de canais de acesso portu\u00e1rios. Ele cita como caso que classifica de emblem\u00e1tico o canal de acesso ao Porto de Paranagu\u00e1, que receber\u00e1 investimentos de R$ 1,23 bilh\u00e3o ao longo de 25 anos, com a gest\u00e3o continuada da infraestrutura, incluindo dragagem, manuten\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da infraestrutura aquavi\u00e1ria que conecta o porto ao mar aberto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No caso de Paranagu\u00e1, Jo\u00e3o Jardim, gerente de Engenharia Mar\u00edtima dos Portos do Paran\u00e1, empresa estadual que administra os terminais paranaenses, explica que, como consequ\u00eancia da concess\u00e3o do canal de acesso, a companhia que assumir\u00e1 a opera\u00e7\u00e3o a partir do segundo semestre de 2026 ter\u00e1 entre as obriga\u00e7\u00f5es contratuais, al\u00e9m do aprofundamento e prolongamento do canal e do aumento do calado operacional, a melhoria da sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica. A autoridade portu\u00e1ria informa que, para os pr\u00f3ximos anos, est\u00e3o previstos investimentos estruturantes, como o alongamento e o alargamento do canal de acesso, e que, na fun\u00e7\u00e3o dessas melhorias, est\u00e1 prevista a revis\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o do sistema de baliza\u00e7\u00e3o, adequando-o \u00e0s novas dimens\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">De acordo Jardim, o sistema de sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica em Paranagu\u00e1 j\u00e1 \u00e9 considerado seguro e conta com aproximadamente 80 boias, incluindo modelos flutuantes e articulados, esses usados \u200b\u200bespecialmente em regi\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0s forma\u00e7\u00f5es rochosas. Os equipamentos s\u00e3o dotados de lanternas alimentadas por pain\u00e9is solares e baterias, al\u00e9m do sistema AIS (Automatic Identification System), para monitoramento remoto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A expectativa de investimentos em melhorias dos aux\u00edlios mar\u00edtimos abrange tamb\u00e9m os avan\u00e7os em concess\u00f5es hidrovi\u00e1rias, em eixos como os do Paraguai, do Madeira, do Tocantins, do Tapaj\u00f3s e da Barra Norte\/Amazonas, citados por Juracy Gesteira Vilas B\u00f4as. Ele lembra que o Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (Mpor) destacou que o novo modelo de concess\u00f5es hidrovi\u00e1rias ser\u00e1 mais do que arrastar os rios, mas estruturar servi\u00e7os permanentes, com opera\u00e7\u00e3o 24 horas, controle de tr\u00e1fego, sistemas de sinaliza\u00e7\u00e3o e baliza\u00e7\u00e3o, monitoramento ambiental, a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a e manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura. \u201cO ambiente aponta para aumento de investimento e maior prioridade para sinaliza\u00e7\u00e3o nas hidrovias, em programas e concess\u00f5es mais amplos de navegabilidade, dragagem, monitoramento e manuten\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Marcel Tetu, diretor da Arbo Pl\u00e1sticos, outra empresa do segmento de equipamentos de aux\u00edlio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, ao comentar projetos de concess\u00f5es hidrovi\u00e1rias diz que identifica aumento de investimentos e demanda por sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica. \u201cExistem v\u00e1rios projetos em diferentes fases: estudos, projetos, aprova\u00e7\u00e3o pela Marinha e em in\u00edcio de implanta\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Segundo Tetu, h\u00e1 expectativa de investimentos em moderniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dos sistemas atuais de sinaliza\u00e7\u00e3o porque s\u00e3o poucos os portos e terminais aparelhados com tecnologias mais avan\u00e7adas. A maioria tem o b\u00e1sico e muitos ainda t\u00eam dificuldades em manter o equil\u00edbrio com os \u00edndices de efic\u00e1cia eficazes. Para isso, a mudan\u00e7a de status da Iala para organiza\u00e7\u00e3o intergovernamental deve elevar o n\u00edvel de fiscaliza\u00e7\u00e3o e contribuir t\u00e9cnicos para que a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica seja cada vez mais eficiente. \u201cAs novidades tecnol\u00f3gicas v\u00eam surgindo e a aplica\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial deve trazer novos produtos e servi\u00e7os para esse avan\u00e7o\u201d, prev\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor da Arbo Pl\u00e1sticos tamb\u00e9m acredita que os investimentos ser\u00e3o impulsionados pelo projeto de concess\u00e3o em curso, que, segundo ele, j\u00e1 s\u00e3o realidade e devem trazer benef\u00edcios tanto para a seguran\u00e7a da opera\u00e7\u00e3o quanto para a redu\u00e7\u00e3o de custos. Ele explica que as autoridades sempre tiveram a preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a na navega\u00e7\u00e3o em qualquer \u00e1rea portu\u00e1ria, mas lembra que muitas vezes faltaram recursos para investimentos em novas tecnologias para elevar o n\u00edvel de seguran\u00e7a pessoal, patrimonial e ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Priscila Farias Moreira, COO da Umi San, ressalta que o aumento de aten\u00e7\u00e3o e de investimentos ainda \u00e9 desigual e que o Brasil tem seu potencial hidrovi\u00e1rio log\u00edstico pouco explorado, destaca a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica como condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para transformar esse fator em opera\u00e7\u00e3o segura, previs\u00edvel e economicamente vi\u00e1vel e manifesta a expectativa de melhorias. \u201c\u00c0 medida que avan\u00e7amos discutindo sobre concess\u00f5es, parcerias privadas e novos corredores log\u00edsticos, a sinaliza\u00e7\u00e3o deixa de ser item acess\u00f3rio e passa a ser infraestrutura cr\u00edtica\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Segundo ela, a sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9, cada vez mais, detalhada como parte da intelig\u00eancia operacional do porto e que, associada a batimetrias confi\u00e1veis, monitoramento ambiental, dados meteoceanogr\u00e1ficos e tecnologia embarcada, aumenta a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o, reduz o risco operacional e aumenta a efici\u00eancia no uso dos canais de acesso.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A executiva avalia que nos pr\u00f3ximos anos o desafio ser\u00e1 modernizar a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica com vis\u00e3o sist\u00eamica e que n\u00e3o basta trocar boias ou instalar equipamentos isolados. Para ela, ser\u00e1 necess\u00e1rio integrar sinaliza\u00e7\u00e3o f\u00edsica, dados digitais, monitoramento remoto, cartografia S-100, energia solar, sistemas AIS AtoN, telemetria, sensores e manuten\u00e7\u00e3o baseada em desempenho. \u201cA sinaliza\u00e7\u00e3o do futuro ser\u00e1 cada vez mais conectada, inteligente e orientada por dados\u201d, prev\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor de obras e servi\u00e7os subaqu\u00e1ticos da Belov, Juracy Gesteira Vilas B\u00f4as, concorda que a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica tende a ganhar modernidade no Brasil porque est\u00e1 deixando de ser vista apenas como um item operacional e tratado como parte central da efici\u00eancia log\u00edstica e da seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o. Segundo ele, para atender \u00e0 necessidade de ampliar o uso de portos e hidrovias, n\u00e3o basta divulgar canais ou arrastar trechos cr\u00edticos. \u201c\u00c9 preciso garantir que a navega\u00e7\u00e3o ocorra com seguran\u00e7a, previsibilidade e monitoramento cont\u00ednuo\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele ressalta ainda que o mercado est\u00e1 ficando mais sofisticado e que, se antes a quest\u00e3o se concentrava em obras ou equipamentos adequados, agora envolve cada vez mais modelos permanentes de opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, indicadores de desempenho, integra\u00e7\u00e3o com batimetria e monitoramento e uso de tecnologia para reduzir indisponibilidades e riscos. E, principalmente em trechos hidrovi\u00e1rios mais sens\u00edveis, remotos ou sujeitos a mudan\u00e7as frequentes de condi\u00e7\u00e3o naveg\u00e1vel, o desafio n\u00e3o \u00e9 apenas instalar a sinaliza\u00e7\u00e3o, mas mant\u00ea-la eficaz, com capacidade de resposta r\u00e1pida e atualiza\u00e7\u00e3o de dados e de forma eficaz entre os agentes envolvidos. \u201cO Brasil entrou em uma fase em que a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica deixa de ser um tema perif\u00e9rico e passa a ser tratada como infraestrutura cr\u00edtica de navega\u00e7\u00e3o\u201d, assegura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil tem registrado aumentos anuais de transfer\u00eancias portu\u00e1rias. 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