{"id":65180,"date":"2026-05-05T13:06:00","date_gmt":"2026-05-05T16:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=65180"},"modified":"2026-05-05T13:06:00","modified_gmt":"2026-05-05T16:06:00","slug":"em-meio-a-guerra-no-ira-brasil-bate-recorde-de-producao-de-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/em-meio-a-guerra-no-ira-brasil-bate-recorde-de-producao-de-petroleo\/","title":{"rendered":"Em meio \u00e0 guerra no Ir\u00e3, Brasil bate recorde de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em um cen\u00e1rio em que a oferta global de petr\u00f3leo enfrenta desafios causados pela\u00a0guerra no Ir\u00e3, o Brasil atingiu, em mar\u00e7o, recorde na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1688302&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1688302&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, que coincidiu com o primeiro m\u00eas da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel ao Ir\u00e3, o Brasil produziu 5,531 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia (boe\/d). O recorde anterior pertencia a fevereiro, com 5,304 milh\u00f5es de boe\/d.<\/p>\n<p>Boe \u00e9 uma unidade de medida que padroniza o volume de g\u00e1s natural e petr\u00f3leo, convertendo o g\u00e1s para o valor energ\u00e9tico equivalente a um barril de petr\u00f3leo bruto. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel somar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os\u00a0dados\u00a0sobre produ\u00e7\u00e3o foram divulgados nesta segunda-feira (4) pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), \u00f3rg\u00e3o regulador do setor, vinculado ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n<h2>Produ\u00e7\u00e3o separada<\/h2>\n<p><strong>Ao longo de mar\u00e7o, foram extra\u00eddos 4,247 milh\u00f5es barris por dia, o que representa acr\u00e9scimo de 4,6% na compara\u00e7\u00e3o com fevereiro e de 17,3% ante mar\u00e7o de 2025.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural foi de 204,11 milh\u00f5es\u00a0de metros c\u00fabicos por dia (m\u00b3\/d), expans\u00e3o de 3,3% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e de 23,3% ante mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>O boletim mensal da ANP revela que a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo cru e g\u00e1s no pr\u00e9-sal somou 4,421 milh\u00f5es de barris de \u00f3leo equivalente por dia. O volume tamb\u00e9m \u00e9 recorde, subindo 3,6% ante fevereiro e 19% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2025.<\/p>\n<p>O pr\u00e9-sal, po\u00e7os produtivos a cerca de 2 mil metros de profundidade da l\u00e2mina d&#8217;\u00e1gua, representa 79,9% da produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p><strong>O campo de B\u00fazios, na Bacia de Santos, litoral do Sudeste do pa\u00eds, \u00e9 o campe\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, com 886,43 mil barris por dia. O campo com maior produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural \u00e9 o Mero, tamb\u00e9m no pr\u00e9-sal de Santos, com 42,06 milh\u00f5es de m\u00b3\/d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os campos operados\u00a0pela Petrobras, seja sozinha ou em cons\u00f3rcio, produziram 88,23% de tudo o que foi extra\u00eddo no m\u00eas passado no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>A plataforma da Petrobras Almirante Tamandar\u00e9, em B\u00fazios, foi a estrutura que mais ajudou na extra\u00e7\u00e3o, com 186 mil barris de petr\u00f3leo por dia.<\/p>\n<h2>Refor\u00e7o em maio<\/h2>\n<p>Para o m\u00eas de maio, o Brasil conta com refor\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo cru e g\u00e1s natural. Na \u00faltima sexta-feira (1\u00ba) a Petrobras informou que iniciou a produ\u00e7\u00e3o da plataforma P-79, ancorada em B\u00fazios.<\/p>\n<p>O come\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o foi\u00a0antecipado em tr\u00eas meses. A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de \u00f3leo e de compress\u00e3o de g\u00e1s de 7,2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos (m\u00b3) di\u00e1rios.<\/p>\n<h2>Choque do petr\u00f3leo<\/h2>\n<p><strong>Ap\u00f3s o in\u00edcio da guerra no Oriente M\u00e9dio, a Petrobras tem buscado aumentar a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s no pa\u00eds, de forma a diminuir a depend\u00eancia do mercado externo.<\/strong><\/p>\n<p>Por causa do conflito, o transporte de \u00f3leo sofreu interrup\u00e7\u00f5es no Estreito de Ormuz, passagem mar\u00edtima no sul do Ir\u00e3 que liga os golfos P\u00e9rsico e de Om\u00e3. Por l\u00e1 passavam, antes da guerra, cerca de 20% da produ\u00e7\u00e3o mundial de petr\u00f3leo. O\u00a0bloqueio de Ormuz\u00a0tem sido uma das retalia\u00e7\u00f5es exercidas pelo Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Com menos \u00f3leo circulando pela cadeia de log\u00edstica, o pre\u00e7o do barril e dos derivados vivenciou uma escalada n\u00f3s \u00faltimos dois meses. No per\u00edodo, o barril do Brent (refer\u00eancia internacional) saltou de aproximadamente US$ 70 para US$ 114.<\/p>\n<p>Como o petr\u00f3leo \u00e9 uma\u00a0<em>commoditie<\/em>\u00a0\u2013 mercadoria negociada em pre\u00e7os internacionais \u2500, a escassez representa aumento de pre\u00e7o at\u00e9 em pa\u00edses produtores, como \u00e9 o caso do Brasil.<\/p>\n<p>O governo brasileiro tem\u00a0tomado iniciativas\u00a0para conter a escalada dos derivados de petr\u00f3leo. Entre as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o a isen\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de impostos e subs\u00eddio a produtores e importadores.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um cen\u00e1rio em que a oferta global de petr\u00f3leo enfrenta desafios causados pela\u00a0guerra no Ir\u00e3, o Brasil atingiu, em mar\u00e7o, recorde na produ\u00e7\u00e3o de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":65181,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-65180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65180"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65182,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65180\/revisions\/65182"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}