{"id":65017,"date":"2026-04-22T10:46:43","date_gmt":"2026-04-22T13:46:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=65017"},"modified":"2026-04-22T10:46:43","modified_gmt":"2026-04-22T13:46:43","slug":"marinha-do-brasil-apoia-forca-tarefa-para-retomada-da-navegacao-comercial-na-nova-hidrovia-do-rio-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-do-brasil-apoia-forca-tarefa-para-retomada-da-navegacao-comercial-na-nova-hidrovia-do-rio-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Marinha do Brasil apoia for\u00e7a-tarefa para retomada da navega\u00e7\u00e3o comercial na nova hidrovia do Rio S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">Nas \u00e1guas do \u201cVelho Chico\u201d, a Marinha do Brasil (MB) se une a uma for\u00e7a-tarefa para retomar a navega\u00e7\u00e3o comercial em uma das mais importantes vias de desenvolvimento econ\u00f4mico, social, cultural e ambiental do Pa\u00eds. A miss\u00e3o explorat\u00f3ria partiu de Pirapora (MG), no dia 2 de abril, com cinco embarca\u00e7\u00f5es (a barca Cidade Pirapora, duas chatas, a draga Matrich\u00e3 e um rebocador), descendo o rio com destino a Juazeiro (BA), totalizando 1.371 quil\u00f4metros de extens\u00e3o da nova hidrovia. No dia 15 de abril, o comboio atracou pr\u00f3ximo \u00e0 barragem de Sobradinho, concluindo a primeira etapa da miss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A partir da autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio dos Portos e Aeroportos (MPor), a Companhia das Docas do Estado da Bahia \u2013 CODEBA, Autoridade Portu\u00e1ria Federal, elaborou o projeto da nova hidrovia do Rio S\u00e3o Francisco e organizou a documenta\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para transport\u00e1-las at\u00e9 Juazeiro, onde ser\u00e3o feitas as manuten\u00e7\u00f5es. O planejamento envolveu estudos t\u00e9cnicos, monitoramento cont\u00ednuo e an\u00e1lise das condi\u00e7\u00f5es naturais do rio que, nesta \u00e9poca do ano, apresenta condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de navega\u00e7\u00e3o devido \u00e0 cheia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Militares da MB da Delegacia Fluvial de Pirapora; Ag\u00eancia Fluvial de Bom Jesus da Lapa; Capitania Fluvial de Juazeiro e do Comando do 2\u00ba Distrito Naval (Com2\u00baDN) acompanham o comboio hist\u00f3rico garantindo a seguran\u00e7a dos equipamentos e das pessoas que conduzem a embarca\u00e7\u00e3o nessa primeira miss\u00e3o explorat\u00f3ria voltada \u00e0 retomada da navega\u00e7\u00e3o no \u201cVelho Chico\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O Assessor de Comunica\u00e7\u00e3o do Com2\u00baDN, Capit\u00e3o de Mar e Guerra (Quadro T\u00e9cnico) Fl\u00e1vio Almeida, foi agente fluvial de Juazeiro h\u00e1 20 anos (de 2004 a 2006), \u00e9poca em que a hidrovia funcionava a todo vapor. Ele conta que os comboios seguiam em dire\u00e7\u00e3o a Ibotirama (BA) buscando os gr\u00e3os do Oeste da Bahia, como soja, caro\u00e7o de algod\u00e3o e milho, que eram trazidos para a regi\u00e3o de Juazeiro e Petrolina. Da mesma forma, existiam outras embarca\u00e7\u00f5es comerciais que iam at\u00e9 Minas Gerais buscando v\u00edveres. A navega\u00e7\u00e3o funcionava plenamente e era uma alegria para a popula\u00e7\u00e3o dessas cidades, pois criava muitas oportunidades.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u201cEsse momento, al\u00e9m de hist\u00f3rico, \u00e9 importante e emocionante pois traz esperan\u00e7a para as pessoas que vivem aqui no Vale do S\u00e3o Francisco, gerando emprego, renda e oportunidades. \u00c9 bom estar aqui em nome da Marinha do Brasil contribuindo para o desenvolvimento do Vale do S\u00e3o Francisco, como n\u00f3s fazemos em todo o Brasil.&#8221;<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O apoio neste momento \u00e9 fundamental, pois a hidrovia est\u00e1 sem sinaliza\u00e7\u00e3o e balizamento, etapa que ser\u00e1 conclu\u00edda ap\u00f3s estudos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Navegando com a experi\u00eancia<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">Uma miss\u00e3o como essa envolve o esfor\u00e7o de todos. Cada pessoa da tripula\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental. Nesse caminho, as experi\u00eancias se unem. Reginaldo Santos, Comandante do Comboio, navega no S\u00e3o Francisco h\u00e1 mais de 40 anos e se considera um desbravador da nova era.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Unindo experi\u00eancias do conhecimento emp\u00edrico e das tecnologias de navega\u00e7\u00e3o, o olhar certeiro para a rota naveg\u00e1vel do Rio vem de muitos anos no tim\u00e3o. \u201c\u00c9 gratificante a Marinha ter nos acompanhado. Conhecer nossa lida do dia a dia e quando traz a modernidade junto, h\u00e1 o aprendizado e a possibilidade de mudan\u00e7a\u201d, disse Reginaldo.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Aprendizados e esperan\u00e7a<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">O Segundo-Sargento (Manobras e Reparos) Ricardo Luiz Rodrigues Gomes \u00e9 natural da Zona da Mata, em Pernambuco, e auxiliou a navega\u00e7\u00e3o com os conhecimentos t\u00e9cnicos. Para ele, o comboio trouxe li\u00e7\u00f5es de vida com conhecimento lento, manso, que os velhos historiadores do S\u00e3o Francisco mostravam a cada dia, a cada virada de tim\u00e3o.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Hidrovia estrat\u00e9gica<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">Fundamental para a integra\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do Brasil, a nova hidrovia vai permitir a retomada da navega\u00e7\u00e3o comercial desde Pirapora, em Minas Gerais (MG), at\u00e9 Juazeiro (BA) e Petrolina, em Pernambuco (PE). Esse tipo de opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre no \u201cVelho Chico\u201d desde 2012, em fun\u00e7\u00e3o do assoreamento de trechos desse rio essencial para a integra\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Segundo o MPor, o projeto foi dividido em tr\u00eas etapas em fun\u00e7\u00e3o de sua magnitude. Todas preveem integra\u00e7\u00e3o intermodal por rodovias e ferrovias, com o objetivo de aumentar a efici\u00eancia log\u00edstica, promover a sustentabilidade e reduzir custos. A expectativa \u00e9 de que cinco milh\u00f5es de toneladas de carga sejam transportadas no trecho j\u00e1 no primeiro ano de opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A retomada da navega\u00e7\u00e3o no Rio S\u00e3o Francisco representa um avan\u00e7o para a integra\u00e7\u00e3o regional e o desenvolvimento econ\u00f4mico. A opera\u00e7\u00e3o contribui para o fortalecimento da log\u00edstica, a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda e a amplia\u00e7\u00e3o das oportunidades para as comunidades\u00a0ribeirinhas.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Com a reativa\u00e7\u00e3o da hidrovia, o rio volta a desempenhar papel estrat\u00e9gico no transporte de cargas e na conex\u00e3o entre diferentes regi\u00f5es do Pa\u00eds, refor\u00e7ando sua import\u00e2ncia para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas \u00e1guas do \u201cVelho Chico\u201d, a Marinha do Brasil (MB) se une a uma for\u00e7a-tarefa para retomar a navega\u00e7\u00e3o comercial em uma das mais importantes&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":65018,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-65017","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65017","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65017"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65017\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65019,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65017\/revisions\/65019"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65018"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65017"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65017"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65017"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}