{"id":64973,"date":"2026-04-17T15:15:44","date_gmt":"2026-04-17T18:15:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64973"},"modified":"2026-04-17T15:15:44","modified_gmt":"2026-04-17T18:15:44","slug":"h2v-e-uma-das-apostas-para-descarbonizar-navegacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/h2v-e-uma-das-apostas-para-descarbonizar-navegacao\/","title":{"rendered":"H2V \u00e9 uma das apostas para descarbonizar navega\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Produtores de combust\u00edveis e empresas dos mais variados setores iniciaram uma corrida para desenvolver e adotar combust\u00edveis alternativos para navega\u00e7\u00e3o, a fim de reduzir as emiss\u00f5es e aumentar a efici\u00eancia. Entre as apostas est\u00e1 o uso de hidrog\u00eanio verde, etanol, \u00f3leos vegetais, gorduras e at\u00e9 res\u00edduos, como \u00f3leo de cozinha usado, para substituir o tradicional \u00f3leo combust\u00edvel, o chamado bunker.<\/p>\n<p>O transporte mar\u00edtimo responde por cerca de 3% das emiss\u00f5es globais de gases do efeito estufa. A busca por novas solu\u00e7\u00f5es visa a atender \u00e0s metas definidas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO), que prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de pelo menos 20% das emiss\u00f5es totais at\u00e9 2030 e aponta para emiss\u00f5es l\u00edquidas zero por volta de 2050. Segundo Julia Touri\u00f1o, advogada da \u00e1rea ambiental do Kincaid Mendes Vianna Advogados, o acordo tende a impulsionar os projetos, pois cria previsibilidade para o mercado.<\/p>\n<p>\u201cA IMO transforma a descarboniza\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o em uma obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria progressiva, e n\u00e3o mais em mera agenda volunt\u00e1ria ou reputacional\u201d, diz a advogada. \u201cNovas frentes de financiamento, p\u00fablicas e privadas, se abrem para projetos ligados a combust\u00edveis de baixo carbono, infraestrutura portu\u00e1ria sustent\u00e1vel e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de frota\u201d.<\/p>\n<p>A Petrobras aposta no B24, que usa 24% de componentes renov\u00e1veis, como \u00f3leos vegetais, gorduras e res\u00edduos. A estatal est\u00e1 ampliando seu leque de projetos, com iniciativas para desenvolver combust\u00edvel mar\u00edtimo a partir de metanol e am\u00f4nia de baixo carbono, produzidos a partir do uso de hidrog\u00eanio e por meio da captura de carbono, por exemplo. A companhia tamb\u00e9m avalia o etanol.<\/p>\n<p>\u201cEstes projetos se valem da ampla disponibilidade de recursos renov\u00e1veis no Brasil para produzir combust\u00edveis com pegadas de carbono muito reduzidas, viabilizando a descarboniza\u00e7\u00e3o profunda do segmento\u201d, informa a companhia. Na Transpetro, subsidi\u00e1ria da estatal, foram mais de 4 mil toneladas de B24, o que evitou a emiss\u00e3o de aproximadamente 1,6 mil toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico, principal causador do efeito estufa.<\/p>\n<p>Segundo a Transpetro, os navios j\u00e1 est\u00e3o tecnicamente aptos a receber misturas de biocombust\u00edvel de at\u00e9 50%. \u201cO Brasil tem plenas condi\u00e7\u00f5es de liderar projetos de descarboniza\u00e7\u00e3o na navega\u00e7\u00e3o, especialmente pelo seu potencial na produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e no desenvolvimento de novas tecnologias\u201d, informou a subsidi\u00e1ria da estatal.<\/p>\n<p>A Vale concluiu acordo de afretamento para dois novos navios movidos a etanol, que ser\u00e3o entregues a partir de 2029 e ter\u00e3o potencial de reduzir em cerca de 90% as emiss\u00f5es de carbono, na compara\u00e7\u00e3o com o \u00f3leo combust\u00edvel pesado. Segundo a mineradora, ser\u00e1 a primeira vez na ind\u00fastria mar\u00edtima que o etanol ser\u00e1 adotado como combust\u00edvel principal em uma embarca\u00e7\u00e3o transoce\u00e2nica.<\/p>\n<p>\u201cEstes navios ser\u00e3o triple fuel [etanol, metanol e \u00f3leo pesado] e tamb\u00e9m ter\u00e3o op\u00e7\u00e3o de retrofit para GNL [g\u00e1s em estado l\u00edquido] e am\u00f4nia. Essa flexibilidade \u00e9 uma vantagem competitiva, al\u00e9m de promover a descarboniza\u00e7\u00e3o no setor mar\u00edtimo, diz avalia Rodrigo Bermelho, diretor de navega\u00e7\u00e3o da Vale.<\/p>\n<p>A Axia Energia (ex-Eletrobras) tamb\u00e9m mira o segmento. A companhia avalia a participa\u00e7\u00e3o em cons\u00f3rcios de projetos de plantas e hubs de hidrog\u00eanio verde e produ\u00e7\u00e3o de metanol e am\u00f4nia verde, com aplica\u00e7\u00e3o para o transporte mar\u00edtimo. Segundo Virg\u00ednia Fernandes, diretora de relacionamento com clientes da empresa, a atua\u00e7\u00e3o no setor aquavi\u00e1rio come\u00e7ou em 2025, com assinatura de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com a Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), voltado \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es em energia renov\u00e1vel, eletrifica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es em portos e terminais.<\/p>\n<p>\u201cAvaliamos atuar como produtora e fornecedora de hidrog\u00eanio verde\u201d, diz a diretora. Na avalia\u00e7\u00e3o de Fernandes, a ado\u00e7\u00e3o em larga escala do H2V e de seus derivados ainda enfrenta desafios t\u00e9cnicos, econ\u00f4micos e regulat\u00f3rios, como a necessidade de infraestrutura portu\u00e1ria dedicada para produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e abastecimento, custos elevados e escala.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Wilson Sons, operadora de log\u00edstica portu\u00e1ria e mar\u00edtima, aposta no biodiesel. Segundo Gustavo Machado, diretor da empresa, vem sendo utilizado \u00f3leo de cozinha na produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel desde mar\u00e7o de 2025. Para ele, a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es nas opera\u00e7\u00f5es chega a mais de 80%. \u201cA estrat\u00e9gia para avan\u00e7ar na descarboniza\u00e7\u00e3o \u00e9 testar alternativas de biocombust\u00edveis e avaliar o funcionamento e a performance dos motores principais das embarca\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de quantificar as redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es atingidas\u201d, afirma Machado.<\/p>\n<p>A Ocyan, que atua na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os para a ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s, desenvolveu, em parceria com outras empresas, uma t\u00e9cnica que usa hidrog\u00eanio para otimizar a combust\u00e3o em motores a diesel de grande porte. A meta \u00e9 reduzir as emiss\u00f5es e o consumo de combust\u00edvel em at\u00e9 10%. O projeto mira inicialmente plataformas de perfura\u00e7\u00e3o, mas a companhia avalia tamb\u00e9m adequ\u00e1-lo a embarca\u00e7\u00f5es de apoio e navega\u00e7\u00e3o e setores como minera\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o termel\u00e9trica e transporte rodovi\u00e1rio pesado.<\/p>\n<p>\u201cAs metas globais de descarboniza\u00e7\u00e3o ajudam a direcionar os esfor\u00e7os das empresas a investir em solu\u00e7\u00f5es que busquem a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es no transporte mar\u00edtimo e em outras ind\u00fastrias\u201d afirma Rodrigo Chamusca, gerente executivo de neg\u00f3cios digitais e tecnologias da Ocyan.<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores de combust\u00edveis e empresas dos mais variados setores iniciaram uma corrida para desenvolver e adotar combust\u00edveis alternativos para navega\u00e7\u00e3o, a fim de reduzir as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":64974,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-64973","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64973"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64973\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64975,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64973\/revisions\/64975"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}