{"id":64907,"date":"2026-04-14T11:33:51","date_gmt":"2026-04-14T14:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64907"},"modified":"2026-04-14T11:33:51","modified_gmt":"2026-04-14T14:33:51","slug":"da-protecao-no-mar-ao-alto-rendimento-a-marinha-no-sailgp-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/da-protecao-no-mar-ao-alto-rendimento-a-marinha-no-sailgp-rio\/","title":{"rendered":"Da prote\u00e7\u00e3o no mar ao alto rendimento: a Marinha no SailGP Rio"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil (MB) marcou presen\u00e7a em um dos maiores espet\u00e1culos da vela mundial durante a etapa brasileira do SailGP, realizada na Ba\u00eda de Guanabara (RJ), nos dias 11 e 12 de abril. Conhecido como \u201cA F\u00f3rmula 1 dos mares\u201d, o evento passou pela primeira vez aqui na Am\u00e9rica do Sul e reuniu 13 das principais equipes internacionais da modalidade, que competiram a bordo dos catamar\u00e3s F50, em regatas de alta intensidade e forte componente tecnol\u00f3gico.Em meio aos principais velejadores do mundo, o Brasil contou com a participa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas atletas do Programa Ol\u00edmpico da Marinha (PROLIM), os Terceiros-Sargentos Mateus Ghannam Isaac, Breno Segabinazi Kneipp e Marina Mariutti Carioba Arndt, que levaram para as \u00e1guas cariocas n\u00e3o apenas talento e experi\u00eancia, mas tamb\u00e9m o orgulho de representar a For\u00e7a Naval em um dos circuitos mais exigentes do esporte.A equipe brasileira, formada por 10 atletas, foi liderada pela velejadora Martine Grael, bicampe\u00e3 nacional e campe\u00e3 mundial de vela, e terminou a competi\u00e7\u00e3o em 10\u00ba lugar. O grupo australiano venceu a etapa no Brasil.A chefe de equipe da vela da MB, Capit\u00e3o-Tenente Daniele Seda, destaca que a experi\u00eancia obtida supera os resultados da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A bordo do Navio-Veleiro \u201cCisne Branco\u201d, que prestou apoio ao evento, estavam outros atletas do PROLIM, al\u00e9m de autoridades e convidados. Entre eles, o Presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Vela, Daniel Azevedo, reiterou a import\u00e2ncia desse momento.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da parceria entre a vela nacional e a Marinha do Brasil. Estar a bordo do Cisne Branco acompanhando esse evento mundial reafirma a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e1utica que o Brasil tem com toda a hist\u00f3ria da vela. Trata-se de um momento extremamente importante que vai deixar um legado principalmente organizacional\u201d, conclui.<\/p>\n<h4>Trajet\u00f3ria consolidada no windsurf e novo desafio no SailGP<\/h4>\n<p>Com mais de duas d\u00e9cadas dedicadas \u00e0 vela, Mateus Isaac, de 32 anos, construiu uma carreira s\u00f3lida desde a inf\u00e2ncia, iniciada em Ilhabela (SP). Especialista em windsurf, o atleta se destacou em campeonatos nacionais e internacionais, com t\u00edtulos expressivos e participa\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica, consolidando-se como um dos principais nomes da modalidade no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A entrada no SailGP representou um inesperado desafio em sua trajet\u00f3ria, ao migrar das pranchas para os catamar\u00e3s de alta performance. \u201cVelejar no SailGP n\u00e3o era previsto, mas \u00e9 um sonho se tornando realidade. Estou muito grato pela oportunidade.\u201d<\/p>\n<p>Para o atleta, o momento \u00e9 especial pelo projeto e por competir em \u201ccasa\u201d: \u201cO SailGP \u00e9 o formato mais incr\u00edvel da vela. \u00c9 o \u00e1pice desse esporte porque conta com os melhores velejadores do mundo que est\u00e3o competindo nessa categoria. Fora que \u00e9 diferenciado disputar aqui. Mesmo eu n\u00e3o sendo do Rio de Janeiro, sou brasileiro e me sinto em casa. J\u00e1 faz tempo que esperamos por isso. \u00c9 um local muito desafiador de velejar, tem muitos efeitos de vento e correntes\u201d, revela.<\/p>\n<p>Atuando como <em>grinder <\/em>&#8211; fun\u00e7\u00e3o que exige for\u00e7a e precis\u00e3o -, Mateus passou a integrar um ambiente altamente tecnol\u00f3gico e din\u00e2mico, onde cada decis\u00e3o impacta diretamente no desempenho da equipe.<\/p>\n<h4>Juventude, evolu\u00e7\u00e3o e foco no alto rendimento<\/h4>\n<p>Aos 25 anos, Breno Kneipp representa uma gera\u00e7\u00e3o mais jovem de velejadores que j\u00e1 chegam ao cen\u00e1rio internacional com experi\u00eancia e maturidade competitiva. Natural do Rio Grande do Sul, iniciou na vela aos sete anos e transformou a paix\u00e3o pelo esporte em profiss\u00e3o, conciliando a carreira com a forma\u00e7\u00e3o em engenharia mec\u00e2nica.<\/p>\n<p>No SailGP, ele destaca a import\u00e2ncia do trabalho coletivo e a relev\u00e2ncia da Marinha para a sua carreira:<\/p>\n<figure class=\"bg-light p-3 p-md-5 my-3 rounded\">\n<blockquote class=\"blockquote\"><p>A confian\u00e7a e a comunica\u00e7\u00e3o dentro da equipe fazem total diferen\u00e7a no resultado final, al\u00e9m disso, o PROLIM tem sido fundamental no suporte \u00e0 minha trajet\u00f3ria. E deixo meu agradecimento \u00e0 Marinha do Brasil pelo incentivo ao esporte e por apoiar o desenvolvimento da vela no Pa\u00eds.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p>Breno ainda traz duas curiosidades para quem n\u00e3o entende tanto do formato do esporte. \u201c\u00c9 como estar em um carro extremamente r\u00e1pido, s\u00f3 que na \u00e1gua. E outro ponto \u00e9 que as velas usadas no SailGP n\u00e3o s\u00e3o velas \u2018tradicionais\u2019 de tecido flex\u00edvel como nos veleiros comuns, os barcos F50 usam uma asa r\u00edgida (<em>wing sail<\/em>), que funciona praticamente como a asa de um avi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h4>Experi\u00eancia ol\u00edmpica e protagonismo feminino na vela<\/h4>\n<p>J\u00e1 Marina Arndt traz para o SailGP a bagagem de quem j\u00e1 trilha uma carreira ol\u00edmpica consolidada. Desde os primeiros passos na vela, ainda na inf\u00e2ncia, at\u00e9 os resultados expressivos na classe \u201cNacra 17\u201d, a atleta, de 24 anos, acumula conquistas importantes no cen\u00e1rio nacional e internacional.<\/p>\n<p>Marina iniciou na vela ainda na inf\u00e2ncia e, aos 13 anos, passou a se dedicar de forma mais intensa \u00e0 modalidade, consolidando sua trajet\u00f3ria no esporte. Filha de velejador ol\u00edmpico, construiu carreira no alto rendimento e destaca o apoio da MB como fundamental para sua evolu\u00e7\u00e3o profissional e continuidade nos treinamentos.<\/p>\n<p>No SailGP, ela encara o desafio de competir em embarca\u00e7\u00f5es de alt\u00edssima tecnologia, mas destaca o aprendizado constante ao lado de uma equipe experiente. \u201cA vela \u00e9 um esporte onde tudo pode acontecer. Tudo tem sido muito incr\u00edvel para mim, a come\u00e7ar pelo barco em si e depois trabalhar com uma equipe t\u00e3o dedicada e que tem um conhecimento t\u00e3o profundo de vela \u00e9 uma experi\u00eancia que me ensina todos os dias.\u201d<\/p>\n<h4>Capitania dos Portos fez a seguran\u00e7a acontecer<\/h4>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da etapa no Rio de Janeiro tamb\u00e9m contou com o apoio da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ), respons\u00e1vel por assegurar a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o durante todo o evento.<\/p>\n<p>De acordo com a Encarregada da Inspe\u00e7\u00e3o Naval, Capit\u00e3o-Tenente (Quadro T\u00e9cnico) Camilla Mar\u00e7al do Nascimento, \u201cforam estabelecidas \u00e1reas de restri\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fego aquavi\u00e1rio para garantir, principalmente, a integridade dos competidores e do p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o contou com cinco embarca\u00e7\u00f5es, duas motos aqu\u00e1ticas e 28 militares por dia, al\u00e9m do apoio de embarca\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o e inspetores navais atuando na fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil (MB) marcou presen\u00e7a em um dos maiores espet\u00e1culos da vela mundial durante a etapa brasileira do SailGP, realizada na Ba\u00eda de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":64908,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-64907","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64907"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64907\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64909,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64907\/revisions\/64909"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64908"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}