{"id":64766,"date":"2026-04-06T10:31:09","date_gmt":"2026-04-06T13:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64766"},"modified":"2026-04-06T10:31:09","modified_gmt":"2026-04-06T13:31:09","slug":"sem-o-mar-o-brasil-seria-duramente-afetado-em-sua-economia-e-seguranca-alerta-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/sem-o-mar-o-brasil-seria-duramente-afetado-em-sua-economia-e-seguranca-alerta-especialista\/","title":{"rendered":"Sem o mar, o Brasil seria duramente afetado em sua economia e seguran\u00e7a, alerta especialista"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">Sem acesso ao mar, o Brasil enfrentaria limita\u00e7\u00f5es profundas em sua capacidade de crescer, se defender e se projetar internacionalmente. O oceano Atl\u00e2ntico n\u00e3o apenas conecta o Pa\u00eds ao mundo, como sustenta sua economia: cerca de 95% do com\u00e9rcio exterior brasileiro passa por rotas mar\u00edtimas, evidenciando a depend\u00eancia estrutural do ambiente mar\u00edtimo para o funcionamento do Estado e do mercado.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Essa dimens\u00e3o ganha ainda mais relev\u00e2ncia quando se observa a extens\u00e3o da chamada Amaz\u00f4nia Azul, que ultrapassa 5,7 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados sob jurisdi\u00e7\u00e3o brasileira. A \u00e1rea concentra recursos estrat\u00e9gicos, como petr\u00f3leo e g\u00e1s, al\u00e9m de biodiversidade e rotas essenciais para o fluxo de mercadorias e dados \u2014 incluindo cabos submarinos que sustentam comunica\u00e7\u00f5es globais. Trata-se de um espa\u00e7o que amplia o territ\u00f3rio nacional para al\u00e9m do continente e exige presen\u00e7a constante do Estado.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O aumento das tens\u00f5es internacionais e os impactos recentes sobre rotas mar\u00edtimas estrat\u00e9gicas refor\u00e7am a centralidade do mar nas disputas contempor\u00e2neas. Epis\u00f3dios que afetam pontos sens\u00edveis do com\u00e9rcio global, como o Estreito de Ormuz, demonstram como crises localizadas podem gerar efeitos sist\u00eamicos. Nesse contexto, discutir o papel do Brasil no Atl\u00e2ntico Sul e sua capacidade de proteger interesses mar\u00edtimos torna-se essencial.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para analisar esses desafios, a Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias conversou com o professor do departamento de estudos de guerra do King\u2019s College (Reino Unido), Dr. Vin\u00edcius de Carvalho. Confira!<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias (AgMN) \u2013 O que significa, na pr\u00e1tica, e do ponto de vista estrat\u00e9gico de soberania e economia, o acesso que o Brasil tem ao mar?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> Eu diria que todo pa\u00eds com acesso ao mar, em termos de soberania e economia, tem alguma facilidade para o com\u00e9rcio internacional e para o escoamento dos seus bens. Estamos falando de uma economia forte, prote\u00e7\u00e3o de riquezas e aquisi\u00e7\u00e3o de insumos. Em uma grande parte do mundo, o com\u00e9rcio internacional ainda \u00e9 feito pelo mar, ent\u00e3o esse acesso, principalmente na perspectiva do tamanho e dimens\u00e3o que o Brasil tem, \u00e9 importante no sentido de garantir que os canais econ\u00f4micos vindos do mar sejam sempre mantidos e fluentes para o Pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Em um cen\u00e1rio de guerra ou instabilidade global, qual seria o maior risco para um Pa\u00eds como o Brasil, que depende do oceano para 95% do com\u00e9rcio exterior?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> No cen\u00e1rio de guerra ou de instabilidade global, especialmente em que rotas mar\u00edtimas s\u00e3o diretamente afetadas, h\u00e1 um impacto muito grande para todos os pa\u00edses, globalmente, n\u00e3o apenas para um espec\u00edfico. O fato de ter um grande com\u00e9rcio internacional baseado ou dependente do mar, como \u00e9 o caso do Brasil, n\u00e3o \u00e9 exclusividade, boa parte do mundo o tem tamb\u00e9m, e qualquer grande conflito ou mesmo uma instabilidade grande \u00e9 amea\u00e7a para todo o com\u00e9rcio global. O Pa\u00eds seria duramente afetado.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 O senhor diria que o brasileiro tem consci\u00eancia da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da chamada \u201cAmaz\u00f4nia Azul\u201d? Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> A consci\u00eancia sobre a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da Amaz\u00f4nia Azul precisa ser olhada de uma perspectiva hist\u00f3rica. Se n\u00f3s lembrarmos de 20 anos atr\u00e1s, isso seria quase zero. Mas desde a cria\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cAmaz\u00f4nia Azul\u201d, desde o in\u00edcio de uma reflex\u00e3o maior sobre o papel do oceano para o Brasil, para a economia brasileira, e com o trabalho grande que a comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica da Marinha tem feito, essa consci\u00eancia vem se tornando cada vez mais evidente. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 importante olhar em perspectiva. Se n\u00f3s formos olhar nos \u00faltimos dez anos, tal conhecimento cresceu bastante. E se o trabalho continuar sendo feito na dimens\u00e3o e capacidade que tem sido, seguramente vai aumentar exponencialmente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Com rotas mar\u00edtimas interrompidas \u2014 como vemos hoje em regi\u00f5es como o Estreito de Ormuz \u2014 quais s\u00e3o os impactos imediatos para o Brasil?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> O Brasil tem reserva de petr\u00f3leo, \u00e9 um Pa\u00eds produtor em grande escala e, mesmo n\u00e3o necessitando tanto de importa\u00e7\u00f5es do tipo, sofre com a subida dos pre\u00e7os mundiais. Isso impactar\u00e1 o Pa\u00eds e o consumidor, no dia a dia do cidad\u00e3o comum. Esse \u00e9 um impacto de longo prazo, porque \u00e9 preciso considerar que uma interrup\u00e7\u00e3o no Estreito de Ormuz \u00e9 mais ou menos como se voc\u00ea fosse um atleta e, por alguma raz\u00e3o, acidente ou algo assim, tivesse que parar de correr hoje. E, mesmo que voc\u00ea consiga voltar da\u00ed a alguns dias, at\u00e9 ser o que era antes levar\u00e1 um tempo, exigindo fisioterapia, treinamento e outros cuidados. A mesma l\u00f3gica se aplica aqui: a reabertura do canal n\u00e3o representa um recondicionamento imediato da economia global com tranquilidade. Ou seja, o impacto \u00e9 enorme para o Brasil. Talvez n\u00e3o se sinta isso imediatamente, mas, em alguns meses, come\u00e7ar\u00e1 a ser percebido com mais intensidade.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 O Brasil est\u00e1 preparado para proteger suas riquezas no mar, como petr\u00f3leo da Margem Equatorial e recursos da Amaz\u00f4nia Azul?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> Ante a dimens\u00e3o da nossa Zona Econ\u00f4mica Exclusiva e a pujan\u00e7a da Amaz\u00f4nia Azul, \u00e9 ilus\u00e3o pensar que h\u00e1 como controlar e proteger cada cent\u00edmetro. Por isso, \u00e9 imprescind\u00edvel desenvolver mecanismos pr\u00f3prios (como o SisGAAz \u2013 Sistema de Gerenciamento da Amaz\u00f4nia Azul) e, de certa forma, mais meios capazes de permitir a prote\u00e7\u00e3o e a vigil\u00e2ncia dessas \u00e1reas. Nossas For\u00e7as Armadas, especialmente a Marinha, devem ter condi\u00e7\u00f5es de se modernizar continuamente para dar conta dessa \u00e1rea e manter coordena\u00e7\u00e3o com outros atores envolvidos na prote\u00e7\u00e3o dos recursos do mar. O objetivo \u00e9 que tanto a Margem Equatorial quanto os recursos da Amaz\u00f4nia Azul sejam devidamente protegidos e explorados de forma consciente, cuidadosa e n\u00e3o predat\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Qual \u00e9 o papel da Marinha do Brasil em um cen\u00e1rio de crise internacional que afete o Atl\u00e2ntico Sul?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> \u00c9 muito importante destacar que a Amaz\u00f4nia Azul \u00e9 a nossa casa. Ela n\u00e3o \u00e9 o quintal, mas sim a casa toda, pois tamb\u00e9m habitamos nesse oceano. Se um determinado conflito escalasse para o Atl\u00e2ntico Sul, as rotas comerciais \u2013 n\u00e3o s\u00f3 de petr\u00f3leo, mas dos 95% de nosso com\u00e9rcio exterior \u2013 ficariam literalmente congestionadas. Nesse cen\u00e1rio, ser\u00e1 necess\u00e1ria a presen\u00e7a, a dissuas\u00e3o e a atua\u00e7\u00e3o 24 horas por dia da Marinha do Brasil, com seus meios e militares. A Marinha do Brasil \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o com <em>expertise<\/em> para isso, seguramente.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Os cabos submarinos s\u00e3o hoje uma infraestrutura cr\u00edtica. O Brasil est\u00e1 vulner\u00e1vel a ataques ou sabotagens nesse campo?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> O mundo inteiro est\u00e1 bastante vulner\u00e1vel a sabotagem nesse campo. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel proteger completamente as vias desses cabos submarinos em todo o mundo. Por isso, \u00e9 importante ter uma no\u00e7\u00e3o clara n\u00e3o s\u00f3 da import\u00e2ncia de mant\u00ea-los, mas tamb\u00e9m de estar presente para dissuadir e proteger, especialmente na parte entre os cabos e o litoral \u2013 por onde chegam aos consumidores. H\u00e1 exemplos no Mar do Norte e no Mar B\u00e1ltico que representam demonstra\u00e7\u00f5es de que mesmo as Marinhas mais bem equipadas t\u00eam alguma dificuldade na prote\u00e7\u00e3o dessas infraestruturas cr\u00edticas.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 A fun\u00e7\u00e3o da Marinha como Autoridade Mar\u00edtima \u00e9 suficientemente compreendida pela sociedade brasileira? O que est\u00e1 em jogo nessa atribui\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> O termo Autoridade Mar\u00edtima significa uma Marinha com m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es \u2013 regulamentar atividades mercantes, promover e implementar a Lei de Seguran\u00e7a do Tr\u00e1fego Aquavi\u00e1rio, assegurar a salvaguarda da vida humana e a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o (n\u00e3o s\u00f3 no mar aberto, mas tamb\u00e9m nas vias interiores). N\u00e3o \u00e9 todo mundo que sabe disso, ent\u00e3o isso precisa ser mais divulgado e at\u00e9 mesmo respeitado, porque, ao estar ciente dessas atribui\u00e7\u00f5es, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 valoriza a For\u00e7a, mas tamb\u00e9m cobra as autoridades para que tenham um olhar de maior reconhecimento para ela.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Em um mundo mais conflituoso, o Atl\u00e2ntico Sul pode deixar de ser uma zona relativamente pac\u00edfica? O Brasil est\u00e1 pronto para essa mudan\u00e7a?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> A gente est\u00e1 supondo que o Atl\u00e2ntico Sul \u00e9 uma zona pac\u00edfica. Mas, se observarmos, por exemplo, o Golfo da Guin\u00e9, pode-se dizer o contr\u00e1rio, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pac\u00edfico assim. Se considerarmos tamb\u00e9m que h\u00e1, por exemplo, ilhas americanas e inglesas no Atl\u00e2ntico Sul, e que esses pa\u00edses possuem material nuclear, armas nucleares, e interesses na regi\u00e3o, verifica-se que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pac\u00edfico assim. Se a gente olhar que, por exemplo, a Argentina ainda reclama o direito de soberania sobre as Malvinas, ainda que n\u00e3o haja um conflito cin\u00e9tico agora, trata-se da mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ou seja, h\u00e1 uma declara\u00e7\u00e3o de que o Atl\u00e2ntico \u00e9 uma zona de paz, mas \u00e9 preciso n\u00e3o cair na ilus\u00e3o de que existem \u00e1reas pac\u00edficas e protegidas no mundo que nunca deixar\u00e3o de ser assim. Nesse sentido, \u00e9 crucial que o Brasil garanta o acesso ao mar para sua defesa, para manter suas linhas de comunica\u00e7\u00e3o com o restante do mundo e para assegurar a soberania do seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Qu\u00e3o importante \u00e9 monitorar e coibir adequadamente pesquisas cient\u00edficas clandestinas ou atividades n\u00e3o autorizadas em nossa \u00e1rea mar\u00edtima?\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> H\u00e1 uma grande responsabilidade do Pa\u00eds, na Zona Econ\u00f4mica Exclusiva e na Amaz\u00f4nia Azul, de vigil\u00e2ncia e de certifica\u00e7\u00e3o de tudo o que ocorre tamb\u00e9m em termos de pesquisa. J\u00e1 houve v\u00e1rias tentativas de extrair ou patentear recursos em nossa regi\u00e3o. Por isso, o Brasil precisa assegurar, por meio de sua Defesa Naval, que n\u00e3o haja nessas por\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas quaisquer estudos, com\u00e9rcio ou atua\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada que causem viola\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania nacional ou aos nossos recursos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\"><strong>AgMN \u2013 Ilhas como S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo e Trindade s\u00e3o essenciais para a extens\u00e3o da nossa plataforma continental. Existe risco real de o Brasil perder influ\u00eancia ou controle sobre essas \u00e1reas no futuro? O que isso significaria estrategicamente?<\/strong><br \/>\n<strong>Prof. Vin\u00edcius:<\/strong> Estamos vivendo algo que n\u00e3o v\u00edamos h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo: pa\u00edses sugerindo tomar parte de territ\u00f3rios ou ilhas que pertencem a outras na\u00e7\u00f5es, diretamente violando o princ\u00edpio fundamental da soberania. Isso realmente \u00e9 preocupante, pois s\u00e3o pa\u00edses de grande porte militar que agem contra outros que n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 altura em termos robustos de defesa. Isso significa que devemos estar preparados para quaisquer cen\u00e1rios, seja para dissuadir ou combater. Em algum momento, alguma grande pot\u00eancia pode manifestar mais do que um interesse em alguma das ilhas oce\u00e2nicas brasileiras, o que deve gerar respostas brasileiras \u00e0 altura.<\/p>\n<figure><\/figure>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Inscri\u00e7\u00f5es abertas para simp\u00f3sio sobre seguran\u00e7a no Atl\u00e2ntico Sul<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">Diante desse cen\u00e1rio e da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do Atl\u00e2ntico Sul, a Marinha do Brasil realizar\u00e1, em 10 de abril, das 8h30 \u00e0s 12h, o 3\u00ba Simp\u00f3sio Mar\u00edtimo da Zona de Paz e Coopera\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Sul (ZOPACAS), com o tema \u201cZOPACAS \u2013 Fortalecendo a Coopera\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima e a Seguran\u00e7a no Atl\u00e2ntico Sul\u201d. O evento ser\u00e1 realizado em formato h\u00edbrido, com atividades presenciais na Escola Naval e transmiss\u00e3o ao vivo pela plataforma Zoom Webinar e pelo <strong>canal oficial da Marinha no YouTube<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O simp\u00f3sio ser\u00e1 um f\u00f3rum para debater o fortalecimento da ZOPACAS como mecanismo de promo\u00e7\u00e3o da paz, da seguran\u00e7a e da estabilidade no Atl\u00e2ntico Sul. Durante o evento, ser\u00e3o apresentados os subtemas \u201cDesenvolvimento da Consci\u00eancia Situacional Mar\u00edtima Integrada no Atl\u00e2ntico Sul\u201d e \u201cPlanejamento Espacial Marinho (PEM)\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">As inscri\u00e7\u00f5es est\u00e3o abertas e podem ser realizadas no site: <a href=\"www.marinha.mil.br\/simposiozopacas\">www.marinha.mil.br\/simposiozopacas<\/a>, onde est\u00e3o dispon\u00edveis informa\u00e7\u00f5es complementares sobre o evento.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem acesso ao mar, o Brasil enfrentaria limita\u00e7\u00f5es profundas em sua capacidade de crescer, se defender e se projetar internacionalmente. 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