{"id":64255,"date":"2026-03-06T10:37:26","date_gmt":"2026-03-06T13:37:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64255"},"modified":"2026-03-06T10:37:26","modified_gmt":"2026-03-06T13:37:26","slug":"conflito-no-oriente-pode-elevar-exportacoes-de-combustivel-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/conflito-no-oriente-pode-elevar-exportacoes-de-combustivel-do-brasil\/","title":{"rendered":"Conflito no Oriente pode elevar exporta\u00e7\u00f5es de combust\u00edvel do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong>O agravamento das tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio pode trazer efeitos mistos para o com\u00e9rcio exterior brasileiro, com poss\u00edvel aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e impacto tempor\u00e1rio negativo nas vendas de alimentos.\u00a0<\/strong>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do diretor de Estat\u00edsticas e Estudos de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Mdic), Herlon Brand\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1680835&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1680835&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar\u00a0dados da balan\u00e7a comercial, Brand\u00e3o afirmou que\u00a0conflitos na regi\u00e3o\u00a0costumam pressionar o pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mercado internacional, o que tende a beneficiar o Brasil, que \u00e9 exportador l\u00edquido do produto.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO Brasil \u00e9 um exportador l\u00edquido de petr\u00f3leo e, na medida em que o pre\u00e7o do petr\u00f3leo suba, o saldo do com\u00e9rcio de combust\u00edveis tende a aumentar\u201d, disse o diretor do Mdic.<\/p><\/blockquote>\n<p>Por outro lado, Brand\u00e3o destacou que pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio s\u00e3o importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, a\u00e7\u00facar e produtos halal (produzidos conforme as normas isl\u00e2micas).<\/p>\n<p><strong>Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser tempor\u00e1rio. \u201cA demanda por alimentos nesses pa\u00edses n\u00e3o vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar\u201d, afirmou.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de milho t\u00eam como destino o Oriente M\u00e9dio. A participa\u00e7\u00e3o chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o a\u00e7\u00facar e 7% para a carne bovina.<\/p>\n<h2>Estados Unidos<\/h2>\n<p>Os n\u00fameros da balan\u00e7a comercial tamb\u00e9m mostram mudan\u00e7as importantes no com\u00e9rcio do Brasil com os principais parceiros.<\/p>\n<p><strong>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilh\u00f5es em fevereiro, queda de 20,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. As importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m recuaram, diminuindo 16,5% e totalizando US$ 2,788 bilh\u00f5es. Com isso, o saldo comercial com o pa\u00eds foi negativo em US$ 265 milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>Esta foi a s\u00e9tima queda consecutiva nas vendas ao mercado estadunidense, movimento associado \u00e0 sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros em meados de 2025. No fim de fevereiro, a Corte Suprema\u00a0dos Estados Unidos\u00a0derrubou a sobretaxa, mas as repercuss\u00f5es na balan\u00e7a comercial s\u00f3 devem aparecer nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<h2>China<\/h2>\n<p><strong>Em dire\u00e7\u00e3o oposta, as exporta\u00e7\u00f5es para a China registraram forte crescimento.\u00a0<\/strong>Em fevereiro, as vendas brasileiras ao pa\u00eds asi\u00e1tico somaram US$ 7,220 bilh\u00f5es, alta de 38,7% em compara\u00e7\u00e3o com os US$ 5,206 bilh\u00f5es registrados no mesmo m\u00eas de 2025.<\/p>\n<p>J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es vindas da China ca\u00edram 31,3% no per\u00edodo, totalizando US$ 5,494 bilh\u00f5es.<strong>\u00a0O resultado foi um super\u00e1vit de US$ 1,73 bilh\u00e3o na balan\u00e7a comercial com o pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Brand\u00e3o, um dos fatores que influenciaram os n\u00fameros de importa\u00e7\u00e3o foi a compra de uma plataforma de petr\u00f3leo no valor de cerca de US$ 2,5 bilh\u00f5es. O equipamento foi adquirido da Coreia do Sul, o que tamb\u00e9m impactou as estat\u00edsticas regionais de com\u00e9rcio.<\/p>\n<h2>Uni\u00e3o Europeia e Argentina<\/h2>\n<p><strong>As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a Uni\u00e3o Europeia cresceram 34,7% em fevereiro, alcan\u00e7ando US$ 4,232 bilh\u00f5es. As importa\u00e7\u00f5es do bloco recuaram 10,8%, para US$ 3,301 bilh\u00f5es, resultando em super\u00e1vit de US$ 931 milh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>No com\u00e9rcio com a Argentina, houve retra\u00e7\u00e3o tanto nas vendas quanto nas compras. As exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram 26,5%, somando US$ 1,057 bilh\u00e3o, enquanto as importa\u00e7\u00f5es recuaram 19,2%, para US$ 850 milh\u00f5es. Ainda assim, o Brasil registrou super\u00e1vit de US$ 207 milh\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o comercial com o pa\u00eds vizinho.<\/p>\n<p>China, Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia e Argentina est\u00e3o entre os principais parceiros comerciais do Brasil e influenciam diretamente o desempenho da balan\u00e7a comercial do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agravamento das tens\u00f5es no Oriente M\u00e9dio pode trazer efeitos mistos para o com\u00e9rcio exterior brasileiro, com poss\u00edvel aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis e impacto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":64256,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-64255","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64255","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64255"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64255\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64257,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64255\/revisions\/64257"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64255"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64255"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64255"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}