{"id":64149,"date":"2026-03-02T10:36:51","date_gmt":"2026-03-02T13:36:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64149"},"modified":"2026-03-02T10:36:51","modified_gmt":"2026-03-02T13:36:51","slug":"america-do-sul-mantem-dominio-global-na-demanda-por-fpsos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/america-do-sul-mantem-dominio-global-na-demanda-por-fpsos\/","title":{"rendered":"Am\u00e9rica do Sul mant\u00e9m dom\u00ednio global na demanda por FPSOs"},"content":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica do Sul segue aquecida no mercado de FPSOs, com pelo menos 15 projetos at\u00e9 2030. O valor faz parte de uma base estimada da Rystad Energy, em que h\u00e1 36 projetos contratados ou esperando aval de 2021 a 2030. Ao todo, os compromissos de custos assumidos s\u00e3o de aproximadamente US$ 181 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo com um ambiente complicado desde 2024 (desafios de execu\u00e7\u00e3o por causa de incertezas e infla\u00e7\u00e3o, ocasionando atrasos e mudan\u00e7as nos projetos da Petrobras), os novos bids \u201csinalizam resili\u00eancia de mercado, com contratos de destaque que v\u00e3o do Brasil \u00e0 Guiana, Suriname e Ilhas Malvinas\u201d, destacou a consultoria na an\u00e1lise divulgada no dia 19.<\/p>\n<p>Dos 36 FPSOs, 21 j\u00e1 foram contratados, restando os 15 citados. Esses poss\u00edveis projetos poder\u00e3o ser menores na compara\u00e7\u00e3o com as unidades grandes vistas no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2020, refletindo press\u00f5es de otimiza\u00e7\u00e3o de custos enquanto mant\u00e9m a lideran\u00e7a da Am\u00e9rica do Sul na demanda global por FPSOs.<\/p>\n<p>A Rystad aponta alguns fatores para a situa\u00e7\u00e3o, e uma delas \u00e9 a complexidade t\u00e9cnica. A maior parcela da demanda de FPSOs est\u00e1 na Am\u00e9rica do Sul, que ao mesmo tempo \u00e9 a regi\u00e3o mais tecnicamente exigente. O pipeline de 36 projetos at\u00e9 2030 abrange unidades de capacidade ultra grande capazes de processar entre 180 mil bpd e 250 mil bpd.<\/p>\n<p>\u00c9 esse cen\u00e1rio que diferencia os FPSOs desta para outras regi\u00f5es. Na \u00c1frica Ocidental, por exemplo, as unidades t\u00eam capacidade de produ\u00e7\u00e3o entre 100 mil bpd e 150 mil bpd em \u00e1guas rasas e menos exig\u00eancias para processar g\u00e1s natural enquanto o mercado do Sudeste Asi\u00e1tico enfatiza desenvolvimentos de condensado de g\u00e1s em detrimento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de alta capacidade.<\/p>\n<p>Brasil e Guiana pavimentam sua import\u00e2ncia para o mercado<br \/>\nA pol\u00edtica de conte\u00fado local do Brasil, para a Rystad, \u00e9 algo a ser considerado na parte de execu\u00e7\u00e3o, uma vez que mesmo sendo ocorra transfer\u00eancias excedentes (Lei 15.075\/2024) e incentivos de royalties para projetos da Fase Zero (Decreto 12.362\/2025), a Petrobras tem solicitado cada vez mais exig\u00eancias locais de constru\u00e7\u00e3o, mesmo para projetos sem obriga\u00e7\u00f5es contratuais.<\/p>\n<p>A abordagem visa sustentar a capacidade de fabrica\u00e7\u00e3o brasileira enquanto apoia a possibilidade de aumentar o conte\u00fado local em projetos mais complexos, mas tamb\u00e9m adiciona incerteza de custos e cronograma, pontua a consultoria.<\/p>\n<p>A Rystad demonstra que o mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o traz flexibilidade, mas a implementa\u00e7\u00e3o continua complexa. Para projetos futuros \u2013 incluindo P-81 e P-87 (SEAP 1 e 2) e P-91 (B\u00fazios 12) \u2013 as negocia\u00e7\u00f5es de conte\u00fado local influenciar\u00e3o as abordagens de sele\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o dos contratados.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Guiana, a atividade da ExxonMobil no bloco Stabroek provoca estabilidade na regi\u00e3o, mantendo um contrato de FPSO por ano. O ritmo constante de decis\u00f5es de investimentos (FIDs) aprovados e concess\u00e3o de contratos proporciona aos empreiteiros uma visibilidade de v\u00e1rios anos e apoia o planejamento da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em outras \u00e1reas, a TotalEnergies est\u00e1 com o projeto no Bloco 58, no Suriname, com o FPSO Krabdagu do campo GranMorgu. O campo pode ser comparado a algum do pr\u00e9-sal brasileiro. A profundidade da \u00e1gua do projeto entre 600 e 800 metros e a necessidade de processamento de g\u00e1s de 500 milh\u00f5es de p\u00e9s c\u00fabicos por dia o posicionam como um an\u00e1logo t\u00e9cnico aos desenvolvimentos no Brasil.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, o FID da Navitas Petroleum, sediada em Israel, sobre a redistribui\u00e7\u00e3o do Aoka Mizu demonstra ativa\u00e7\u00e3o no mercado de fronteira nas Malvinas, embora a abordagem de convers\u00e3o reflita uma escala de campo menor em compara\u00e7\u00e3o com megaprojetos do Brasil e da Guiana.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m dos desafios macroecon\u00f4micos, os prazos de entrega de equipamentos para turbinas a g\u00e1s e compressores em toda a ind\u00fastria variaram de 12 a 60 meses, for\u00e7ando os operadores a avan\u00e7ar com a aquisi\u00e7\u00e3o de longo prazo antes dos FIDs. Embora os desafios persistam, a base de recursos da Am\u00e9rica do Sul, o compromisso dos operadores e as capacidades dos contratados garantem a lideran\u00e7a global cont\u00ednua do FPSO at\u00e9 o final desta d\u00e9cada\u201d, finalizou a Rystad Energy.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Brasil Energia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Am\u00e9rica do Sul segue aquecida no mercado de FPSOs, com pelo menos 15 projetos at\u00e9 2030. 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