{"id":64103,"date":"2026-02-26T07:58:00","date_gmt":"2026-02-26T10:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=64103"},"modified":"2026-02-26T07:58:00","modified_gmt":"2026-02-26T10:58:00","slug":"empresas-de-dragagem-avaliam-primeira-concessao-do-servico-em-porto-publico-e-projetam-novas-oportunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/empresas-de-dragagem-avaliam-primeira-concessao-do-servico-em-porto-publico-e-projetam-novas-oportunidades\/","title":{"rendered":"Empresas de dragagem avaliam primeira concess\u00e3o do servi\u00e7o em porto p\u00fablico e projetam novas oportunidades"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">O Brasil n\u00e3o tem horizonte de demanda firme por dragagem e servi\u00e7os associados. Al\u00e9m do aumento do fluxo do com\u00e9rcio exterior nos \u00faltimos anos, \u00e9 urgente a necessidade de aprofundamento e manuten\u00e7\u00e3o do calado para a recep\u00e7\u00e3o das classes atuais de navios em portos importantes do pa\u00eds. No Paran\u00e1, o setor experimentar\u00e1 a primeira concess\u00e3o de dragagem \u00e0 iniciativa privada, que deve ser replicada em outros portos p\u00fablicos. O pa\u00eds conta com a presen\u00e7a de algumas das maiores empresas de dragagem do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Grupos que possuem portf\u00f3lio de servi\u00e7os mar\u00edtimos e atividades offshore, num mercado que demanda a combina\u00e7\u00e3o de expertise t\u00e9cnica, frotas especializadas e excel\u00eancia operacional. As empresas brasileiras tamb\u00e9m est\u00e3o com boas perspectivas, tanto em portos quanto em hidrovias.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Deme possui contratos de longo prazo na Am\u00e9rica Latina e tem expectativa de ampliar de forma significativa a sua participa\u00e7\u00e3o no setor a partir desses contratos. O grupo enxerga o mercado brasileiro de dragagem como bastante consolidado, tendo campanhas de manuten\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica com um n\u00edvel razo\u00e1vel de previsibilidade. A empresa observa que a presen\u00e7a de grandes dragas tem se tornado cada vez mais perene, o que \u00e9 bastante positivo para o mercado portu\u00e1rio nacional.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor-executivo da Deme, Disney Neto, diz que os \u00faltimos anos foram muito produtivos em termos de novos investimentos em dragagem. Atualmente, a Deme est\u00e1 em andamento, ou em processo de prepara\u00e7\u00e3o, grandes processos no Porto de Santos (SP), Paranagu\u00e1 (PR), S\u00e3o Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS). \u201cEsses investimentos incentivam a realiza\u00e7\u00e3o de obras nos portos que atuam no mesmo ambiente concorrencial, de modo que esperamos a consolida\u00e7\u00e3o de outros projetos, em especial privados, que envolvam dragagem e infraestrutura\u201d, analisa Neto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ao longo de 2025, a Boskalis manteve uma atua\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima aos principais projetos e aos players estrat\u00e9gicos do mercado local, acompanhando de forma ativa o desenvolvimento das oportunidades no Brasil. No Uruguai, a Boskalis continua trabalhando no canal Mart\u00edn Garc\u00eda, parte do Rio da Prata, e, no Suriname, recentemente fez tamb\u00e9m a dragagem do rio Suriname.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor-geral da Boskalis do Brasil, Sebastiaan van Loenen, refor\u00e7a que a Boskalis manteve um relacionamento pr\u00f3ximo com os principais empreendedores privados, participando de forma proativa na oferta de solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e comerciais apresentadas ao desenvolvimento de seus projetos. No segmento p\u00fablico, a empresa dispon\u00edvel que a principal demanda para 2026 estar\u00e1 associada \u00e0 continuidade do programa de concess\u00f5es dos principais portos, consolidando oportunidades relevantes para projetos de maior escala e horizonte de longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O ano de 2025 confirmou a percep\u00e7\u00e3o de Jan De Nul do Brasil quanto \u00e0 continuidade e constante busca por servi\u00e7os relacionados \u00e0 infraestrutura mar\u00edtima no mercado brasileiro de dragagem. \u201cEntramos no per\u00edodo com projetos relevantes em curso, herdados de 2024, que foram conclu\u00eddos de forma exitosa e, ao longo do ano, observamos um n\u00edvel elevado e constante de demanda, tanto no setor p\u00fablico quanto no privado\u201d, resume o diretor comercial da Jan De Nul do Brasil, Ricardo Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele afirma que 2025 foi um ano de intensa atividade para o Jan De Nul no Brasil e confirma as expectativas tra\u00e7adas ao final de 2024, al\u00e9m de manter equipamentos operando de forma cont\u00ednua ao longo de toda a costa brasileira, refletindo um mercado ativo e com demandas diversificadas. \u201cAo longo do ano, conduzimos uma dezena de contratos de diferentes portas e naturezas, atendendo clientes do setor p\u00fablico e do setor privado\u201d, destaca Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Jan De Nul (JDN) considera que esse n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o demonstra a necessidade permanente de manuten\u00e7\u00e3o e aprofundamento dos acessos aquavi\u00e1rios e, por outro, uma crescente complexidade t\u00e9cnica dos projetos, que exige operadores com experi\u00eancia comprovada, frota adequada e capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o. Delfim ressalta que parte relevante dessa atividade esteve associada a contratos de maior dura\u00e7\u00e3o e maior previsibilidade operacional, o que representa um avan\u00e7o positivo para o setor e contribui para ganhos de efici\u00eancia e planejamento, tanto para os operadores quanto para os usu\u00e1rios dos portos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O ano passado foi particularmente intenso para a Van Oord no Brasil, com elevado n\u00edvel de emprego da frota em praticamente toda a costa brasileira. As perspectivas positivas do mercado s\u00e3o refletidas em uma combina\u00e7\u00e3o de contratos de manuten\u00e7\u00e3o recorrentes e projetos relevantes de aprofundamento. A empresa concluiu etapa relevante do contrato de restabelecimento da profundidade do canal do Porto do Rio Grande, um dos maiores contratos de dragagem em execu\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, com volume superior a 15 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. As obras tiveram in\u00edcio em 2025 e ser\u00e3o retomadas a partir de mar\u00e7o de 2026, ap\u00f3s uma janela ambiental, mantendo a Van Oord mobilizada no projeto ao longo deste ano.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No Norte, a Van Oord avan\u00e7ou com opera\u00e7\u00f5es em Juruti e S\u00e3o Lu\u00eds (MA), em projetos associados \u00e0 Alcoa. No Nordeste, a empresa permanece ativa no Porto de Suape (PE) e no TMIB (Terminal Mar\u00edtimo In\u00e1cio Barbosa), da VLI em Sergipe. No Sudeste, a empresa manteve ritmo robusto de trabalhos no Porto de Santos e no Porto do A\u00e7u, al\u00e9m de ter realizado no Esp\u00edrito Santo a primeira dragagem na VPorts ap\u00f3s a concess\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No Sul, a Van Oord segue respons\u00e1vel pela dragagem de manuten\u00e7\u00e3o nos portos de Paranagu\u00e1 (PR) e Itaja\u00ed (SC). \u201cEsse volume de atividades confirma tanto a resili\u00eancia da dragagem como servi\u00e7o essencial quanto \u00e0 maturidade do mercado brasileiro, que segue demandando solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, capacidade operacional e vis\u00e3o de longo prazo\u201d, analisa o diretor geral da Van Oord no Brasil, Erick Aeck.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Atualmente, a Van Oord mant\u00e9m sua opera\u00e7\u00e3o no Brasil com quatro dragas de alto desempenho, posicionadas para atender \u00e0 costa brasileira. S\u00e3o duas dragas de suc\u00e7\u00e3o autotransportadoras (hopper), cada uma com capacidade de cisterna de 18 mil m\u00b3, e duas dragas de inje\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, prontas para responder de forma eficiente \u00e0s demandas crescentes por servi\u00e7os de dragagem de manuten\u00e7\u00e3o e aprofundamento.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Am\u00e9rica Latina segue apresentando elevada atividade de dragagem, com outros equipamentos da frota da Van Oord empregados em projetos de grande porte. \u201cEssa presen\u00e7a regional, aliada \u00e0 nossa capacidade de mobilizar dragas adicionais a partir de mercados pr\u00f3ximos, garante flexibilidade operacional e rapidez de resposta, assegurando n\u00edveis elevados de confiabilidade e continuidade dos servi\u00e7os aos nossos clientes no Brasil\u201d, destaca Aeck.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A DTA Engenharia considera que o emprego das dragas cont\u00ednuo intenso na costa brasileira em 2025. \u201cTanto para obras portu\u00e1rias como para dragagens fluviais e na recupera\u00e7\u00e3o de praias com muitas obras em execu\u00e7\u00e3o e em fase de projeto, dado que a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos mares \u00e9 real e eficaz\u201d, aponta o presidente da DTA Engenharia, Jo\u00e3o Ac\u00e1cio Gomes de Oliveira Neto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele destaca que o DTA tem em seu portf\u00f3lio recente a readequa\u00e7\u00e3o do canal de acesso do Porto do Rio de Janeiro (RJ), que abrange a dragagem de aprofundamento do Cais da Gamboa e \u00c1rea Barra Grande, al\u00e9m da derrocagem e prepara\u00e7\u00e3o para aprofundamento do canal de navega\u00e7\u00e3o do Porto de Santos (SP) para 16 metros.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em 2025, a DTA entregou a primeira obra no Piau\u00ed, que envolveu o desassoreamento e constru\u00e7\u00e3o do cais e da retro\u00e1rea do Porto de Lu\u00eds Correia. A empresa tamb\u00e9m foi contratada para a dragagem de manuten\u00e7\u00e3o no trecho do Canal da Feitoria da hidrovia da Lagoa dos Patos, Rio Grande do Sul. Em outubro de 2024, o DTA iniciou uma dragagem de manuten\u00e7\u00e3o do trecho do Rio Amazonas entre Tabocal e Foz do Madeira, na regi\u00e3o Itacoatiara-Manaus.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">As expectativas da Dratec Engenharia confirmaram que a empresa conseguiu aumentar a carteira de obras de dragagem. \u201cAguardamos 2026 com bastante otimismo para dar cumprimento aos contratos de longo prazo vigentes e incorporando outros servi\u00e7os de dragagem\u201d, projeta o diretor da Dratec, Marcio Batalha.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em 2025, a Dratec contratou com a concess\u00e3o de \u00e1guas Igu\u00e1 a dragagem do Complexo Lagunar da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Essa obra vai comportar a dragagem de tr\u00eas milh\u00f5es de metros c\u00fabicos, a cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas \u00e1reas de manguezais para o plantio de 350 mil mudas e a cria\u00e7\u00e3o de uma extensa rede de canais para permitir o transporte hidrovi\u00e1rio de passageiros numa \u00e1rea extremamente adensada e com car\u00eancia de transportes p\u00fablicos. Tamb\u00e9m em 2025, a Dratec concluiu a dragagem do Porto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP) para a companhia docas local (CDSS) e, at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o, aguardava a libera\u00e7\u00e3o ambiental para concluir a dragagem de um trecho do cais do Porto do Rio de Janeiro para o PortosRio.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A empresa tamb\u00e9m citou a dragagem do terminal da Petrobras em Maca\u00e9 (RJ) e o derrocamento nos terminais da Transpetro nas Ilhas Redonda e Comprida, no Rio de Janeiro. Executou ainda a recupera\u00e7\u00e3o das praias de Pi\u00fama, no Esp\u00edrito Santo, e de Pi\u00e7arras, em Santa Catarina, al\u00e9m da dragagem com tratamento de rejeitos de bauxita em Barcarena (PA).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A principal novidade dessa atividade no \u00faltimo ano ficou por conta da concess\u00e3o in\u00e9dita do servi\u00e7o de dragagem \u00e0 iniciativa privada. No leil\u00e3o realizado em outubro de 2025, o Cons\u00f3rcio Canal Galheta Dragagem (CCGD), formado pela empresa brasileira FTSPar e pelas belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV superou a chinesa China Harbour Engineering Company (CHEC) Dragagem na disputa por viva-voz, na B3, em S\u00e3o Paulo (SP). O lance final para pagamento da outorga foi de R$ 276 milh\u00f5es, com oferta de desconto de 12,63% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarifas cobradas hoje dos navios que atracam no terminal paranaense.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ap\u00f3s vencer o primeiro leil\u00e3o de concess\u00e3o de dragagem, em cons\u00f3rcio com empresas do grupo Deme, a FTS Participa\u00e7\u00f5es prev\u00ea ganhos estruturantes, previsibilidade permanente de calado e largura de canal, o que considera o principal fator de competitividade do Complexo de Paranagu\u00e1 (PR). A empresa projeta mais seguran\u00e7a e efici\u00eancia para os terminais do grupo \u2014 o TOEX, o PAR 09, o Fortepar e o Porto Ponta do F\u00e9lix. O resultado do certo foi homologado pelo Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (MPor) no come\u00e7o de dezembro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O contrato inicial ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 25 anos, per\u00edodo no qual haver\u00e1 que fazer investimentos de R$ 1,2 bilh\u00e3o. Al\u00e9m de fazer a dragagem, o cons\u00f3rcio vai ampliar o calado do canal, de 13,5 metros para 15,5 metros, para permitir a passagem de embarques de porte maior do que as que atracam atualmente.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O CEO da FTSpar, Andr\u00e9 Maragliano, destaca que a dragagem representar\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de riscos de restri\u00e7\u00f5es operacionais e melhor planejamento comercial e log\u00edstico. Ele acrescenta que os benef\u00edcios para o porto incluem redu\u00e7\u00e3o de filas e do tempo de espera de navios, otimiza\u00e7\u00e3o do calado de opera\u00e7\u00e3o, permitindo navios mais cheios, menor custo log\u00edstico por tonelada, mais competitividade internacional e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es devido \u00e0 maior efici\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Com a previsibilidade de calado trazida pela concess\u00e3o e com o reposicionamento estrat\u00e9gico dos ativos do grupo, o FTS projeta um crescimento significativo. Para 2026, j\u00e1 ganhamos com expectativas de aumento de volumes, amplia\u00e7\u00e3o do mix de cargas, melhoria de margens operacionais e maior participa\u00e7\u00e3o de mercado, especialmente em Antonina, no PAR09 e na Fortepar&#8221;, projeta Maragliano.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele conta que algumas melhorias j\u00e1 come\u00e7aram a ser percebidas nos primeiros meses, principalmente na organiza\u00e7\u00e3o operacional, no planejamento e no monitoramento cont\u00ednuo do canal. Entretanto, o impacto mais profundo ocorre ao longo do primeiro ano de concess\u00e3o, quando entram em vigor o novo regime de manuten\u00e7\u00e3o permanente, o calend\u00e1rio regular de dragagens, os indicadores de desempenho contratual e a gest\u00e3o integrada com a autoridade portu\u00e1ria e os terminais. O ganho de previsibilidade come\u00e7a cedo, mas o ciclo completo de efici\u00eancia \u00e9 consolidado entre seis meses e 12 meses ap\u00f3s o in\u00edcio efetivo da concess\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O cronograma \u00e9 dividido em tr\u00eas grandes etapas. A fase pr\u00e9-operacional, imediatamente ap\u00f3s assinatura, inclui estrutura\u00e7\u00e3o da sociedade de prop\u00f3sito espec\u00edfico (SPE), detalhamento t\u00e9cnico, mobiliza\u00e7\u00e3o de equipes e equipamentos e alinhamento operacional com a autoridade portu\u00e1ria. Depois, vem a fase inicial de estabiliza\u00e7\u00e3o do canal com dragagem de manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, regulariza\u00e7\u00e3o de cotas e o in\u00edcio do sistema de monitoramento ambiental e hidrogr\u00e1fico.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A terceira fase \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o permanente durante os 25 anos de concess\u00e3o. Nela existem os ciclos regulares de dragagem, relat\u00f3rios de desempenho, o atendimento \u00e0s metas do contrato e uma opera\u00e7\u00e3o baseada em indicadores certificados. \u201cEsse modelo garante que o canal se mantenha constantemente dentro das especifica\u00e7\u00f5es exigidas, eliminando o risco hist\u00f3rico de oscila\u00e7\u00f5es de profundidade\u201d, ressalta Maragliano.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para a Deme, o modelo de concess\u00e3o tende a ser uma solu\u00e7\u00e3o para os gargalos de dragagem nos portos p\u00fablicos brasileiros. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que grande parte desses portos j\u00e1 recolheu um valor de &#8216;Tabela I&#8217; que seria suficiente para cobrir os custos necess\u00e1rios para manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o dos canais de acesso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Deme acredita que o modelo de concess\u00e3o pode ajudar a alcan\u00e7ar previsibilidade, seguran\u00e7a jur\u00eddica e garantia de investimentos. \u201cAo apostar no modelo de concess\u00e3o, a premissa b\u00e1sica de basicamente manter a mesma estrutura tarif\u00e1ria no contrato de concess\u00e3o garante aos usu\u00e1rios um grande ganho de efici\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o de custos\u201d, analisa o diretor-executivo da Deme.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na avalia\u00e7\u00e3o da Boskalis, a implementa\u00e7\u00e3o do programa governamental de concess\u00f5es de dragagem em portos p\u00fablicos ampliou de forma significativa as oportunidades no mercado brasileiro, com a possibilidade de projetos de dragagem de maior escala e prazos de execu\u00e7\u00e3o mais longos. A leitura \u00e9 que esse novo cen\u00e1rio criou condi\u00e7\u00f5es adequadas para a participa\u00e7\u00e3o de empresas com forte capacidade t\u00e9cnica, experi\u00eancia internacional e acesso a equipamentos de grande porte, atributos os quais a Boskalis consideram alinhados ao posicionamento dela. A empresa tamb\u00e9m enxerga que, paralelamente, o mercado privado manteve demandas relevantes, predominantemente associadas a contratos de curto prazo e volumes mais reduzidos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Boskalis afirma que seguir\u00e1 envolvido na an\u00e1lise e no desenvolvimento das pr\u00f3ximas oportunidades de concess\u00f5es de servi\u00e7os de dragagem. Sob a \u00f3tica comercial, a empresa entende que esse modelo de contrata\u00e7\u00e3o representa um importante diferencial, ao permitir a perman\u00eancia dos equipamentos no pa\u00eds por per\u00edodos mais longos, fortalecendo o mercado local de dragagem. \u201cSomam-se a isso a maior previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica dos contratos, fatores que trazem benef\u00edcios para um ambiente mais est\u00e1vel e atrativos para investimentos de longo prazo\u201d, comenta van Loenen.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Van Oord tamb\u00e9m avalia de forma positiva a concess\u00e3o de servi\u00e7os de dragagem \u00e0 iniciativa privada, por entender que esse modelo representa uma evolu\u00e7\u00e3o relevante na forma de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o no Brasil. Para a empresa, contratos de longo prazo tendem a oferecer mais previsibilidade, permitindo investimentos em frota, tecnologia e planejamento operacional, al\u00e9m de favorecer uma gest\u00e3o mais eficiente dos riscos t\u00e9cnicos, ambientais e financeiros. Ao passo que, para o poder concedente, esse modelo contribui para maior confiabilidade dos n\u00edveis de servi\u00e7o, redu\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es emergenciais e melhor controle do desempenho ao longo do tempo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Ao mesmo tempo, \u00e9 fundamental que a modelagem das concess\u00f5es seja bem calibrada, com aloca\u00e7\u00e3o equilibrada de riscos, regras claras de reajuste e mecanismos que assegurem a seguran\u00e7a jur\u00eddica. Quando bem estruturada, a concess\u00e3o cria um ambiente mais atraente e competitivo, capaz de elevar o padr\u00e3o t\u00e9cnico da dragagem e fortalecer a efici\u00eancia do sistema portu\u00e1rio brasileiro no longo prazo&#8221;, sugere Aeck.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na vis\u00e3o do DTA, o governo fez bem em contratar dragagens de longo prazo sob a forma de concess\u00e3o para que as empresas possam comprar e investir em equipamentos novos e modernos. Para a empresa, esse modelo ainda precisa ser aperfei\u00e7oado para privilegiar a engenharia brasileira, exatamente como se faz em pa\u00edses desenvolvidos. &#8220;Infelizmente, o nosso pa\u00eds n\u00e3o protege as empresas brasileiras. Por outro lado, h\u00e1 que se contratar empresas independentes de dragagem sem v\u00ednculos com os terminais, dado o flagrante conflito de interesses \u2014 tema que, a nosso ver, precisa ser melhor equacionado&#8221;, alega Ac\u00e1cio.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na vis\u00e3o da Dratec, as concess\u00f5es para dragagem dos canais, bacias e ber\u00e7os dos grandes portos brasileiros podem se tornar um grande risco para a soberania do Brasil. \u201cConsiderando que as grandes empresas de dragagem s\u00e3o de origem estrangeira e que o mundo pode estar passando por grandes transforma\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podemos ficar dependentes de um setor respons\u00e1vel por 90% do com\u00e9rcio exterior do Brasil\u201d, alerta Batalha.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele v\u00ea Estados Unidos, China, R\u00fassia e \u00cdndia como mercados considerados fechados para a dragagem. Batalha ressalta que, nestes pa\u00edses, s\u00f3 operam dragas com bandeiras locais. Nos Estados Unidos, pela \u201cJones Act\u201d, de 1920, existe uma exig\u00eancia adicional de os equipamentos terem sido constru\u00eddos em estaleiros estadunidenses, favorecendo a ind\u00fastria naval local.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A concess\u00e3o do canal de acesso ao Porto de Paranagu\u00e1 delega a opera\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o da via aquavi\u00e1ria de acesso a um concession\u00e1rio privado. O modelo \u00e9 considerado rent\u00e1vel para todos os jogadores, al\u00e9m de mitigar o risco de interrup\u00e7\u00e3o da dragagem. Ele introduz uma gest\u00e3o de ciclo de vida dos ativos, permitindo que o investimento seja planejado com visibilidade de longo prazo \u2014 com redu\u00e7\u00e3o de mobiliza\u00e7\u00f5es, melhor aloca\u00e7\u00e3o de riscos e custos, e ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de engenharia de confiabilidade, manuten\u00e7\u00e3o preventiva e otimiza\u00e7\u00e3o do ciclo de capital e opera\u00e7\u00e3o. A expectativa \u00e9 que esse modelo reduza os lit\u00edgios recorrentes nos editais portu\u00e1rios e amplie a previsibilidade das obras, fortalecendo a capacidade dos portos brasileiros em receber navios de maior porte.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O governo federal prev\u00ea realizar outras concess\u00f5es no mesmo modelo em 2026. Na vis\u00e3o da Leggio Consultoria, uma solu\u00e7\u00e3o tem impacto positivo, pois vai gerar mais efici\u00eancia na dragagem do acesso aos portos. A empresa que vence o leil\u00e3o paga uma outorga para usufruir do ativo, assume os riscos do neg\u00f3cio e fica respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o durante o per\u00edodo previsto, recebendo diretamente dos armadores. Deste modo, ambos adquirem mais previsibilidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 continuidade das opera\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Camila Affonso, s\u00f3cia da Leggio, aponta que, do ponto de vista dos participantes do leil\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um estudo detalhado, com as proje\u00e7\u00f5es de demanda, custos envolvidos e mapeamento de riscos. Esse trabalho serve para embasar o design da proposta adequada, considerando o modelo de neg\u00f3cio do prestador de servi\u00e7o e as caracter\u00edsticas espec\u00edficas do segmento portu\u00e1rio e do ativo em quest\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ela percebe o novo modelo que oferece oportunidades interessantes para o mercado, mas requer aten\u00e7\u00e3o na elabora\u00e7\u00e3o da proposta, sob o risco de comprometer a rentabilidade da opera\u00e7\u00e3o. Camila recomenda que as empresas contem com aux\u00edlio especializado e isento para realizar este estudo, pois o setor de infraestrutura tem particularidades que impactam as proje\u00e7\u00f5es, principalmente por serem contratos de longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Camila acredita que a concess\u00e3o da dragagem contribui para resolver um tema cr\u00edtico para a infraestrutura log\u00edstica do pa\u00eds. Ela considerou positiva a maneira como o leil\u00e3o se concretizou, com a participa\u00e7\u00e3o de empresas com hist\u00f3rico t\u00e9cnico na execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e experi\u00eancia no ambiente regional de Paranagu\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A consultora espera que, uma vez que outros leil\u00f5es neste modelo sejam bem sucedidos, haja uma declara\u00e7\u00e3o da forma de contrata\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o nos portos p\u00fablicos, podendo aumentar a disponibilidade das dragas e a participa\u00e7\u00e3o de empresas com esse perfil. H\u00e1 expectativa de replicar o modelo para os portos de Santos (SP), Rio Grande (RS) e Salvador (BA).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Existe um ambiente positivo dos investimentos sendo realizados e seguran\u00e7a maior porque existe operacionalidade da navega\u00e7\u00e3o do canal. Precisamos do aprofundamento, manter Paranagu\u00e1 num papel central na movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, exige navios mais profundos&#8221;, analisa Camila.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Um aspecto positivo \u00e9 a maior seguran\u00e7a de que as obras ser\u00e3o realizadas por iniciativa privada. A consultora observa, no entanto, que esta novidade \u00e9 um modelo de governa\u00e7\u00e3o mais complexo e acaba por se afastar do modelo tradicional, Landlord, adotado em portos de outras regi\u00f5es do planeta. \u201cN\u00e3o \u00e9 usual ter o &#8216;fatiamento&#8217; da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, que normalmente fazem t\u00e9cnicas na autoridade portu\u00e1ria\u201d, comenta Camila.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para o especialista, existe um contexto de aumento da complexidade da governan\u00e7a que ser\u00e1 preciso acompanhar, porque, eventualmente, pode gerar algum tipo de impacto que hoje n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever. Apesar de o leil\u00e3o ter sido conclu\u00eddo com redu\u00e7\u00e3o substantiva, em torno de 12% para o usu\u00e1rio final, ser\u00e1 preciso observar essa mudan\u00e7a no longo prazo. Ela acrescenta que a autoridade portu\u00e1ria perde acesso \u00e0 tarifa representativa de seu balan\u00e7o, que poder\u00e1 ter que ser reequilibrada atrav\u00e9s de outras tarifas, sob o risco de recair como cobran\u00e7a sobre o usu\u00e1rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Al\u00e9m da dragagem, as empresas especializadas continuam a buscar a diversifica\u00e7\u00e3o de suas atua\u00e7\u00f5es no pa\u00eds, aproveitando a experi\u00eancia em outros servi\u00e7os, inclusive em outras regi\u00f5es do planeta. A Deme atua no mercado de infraestrutura, que abrange constru\u00e7\u00e3o de portos, aeroportos, ilhas artificiais e t\u00faneis submersos, incluindo atividades correlatas ao setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s, instala\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos offshore e remedia\u00e7\u00e3o ambiental.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Naturalmente em cada regi\u00e3o em que atuamos, o que inclui o Brasil, buscamos estar atentos a todas as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, buscando oportunidades de atua\u00e7\u00e3o. No Brasil, al\u00e9m das atividades de dragagem, acompanhamos com aten\u00e7\u00e3o os potenciais desdobramentos da ind\u00fastria offshore, assim como potenciais investimentos na Margem Equatorial&#8221;, comenta Neto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Com origem nos Pa\u00edses Baixos e mais de 115 anos de hist\u00f3ria, a Boskalis atua na cria\u00e7\u00e3o de novos horizontes para seus stakeholders, atendendo aos mercados de portos, energia offshore, infraestrutura mar\u00edtima e infraestrutura terrestre em todo o mundo. Loenen diz que, apesar de uma empresa ser reconhecida no Brasil por sua atua\u00e7\u00e3o em dragagem, outras divis\u00f5es do grupo Royal Boskalis tamb\u00e9m acumulam lucros expressivos em \u00e1guas nacionais, com destaque para a Smit Salvage e a Offshore Marine Services.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele diz que a Boskalis compreende a relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica do mercado offshore como um todo e, desde a apresenta\u00e7\u00e3o de seu escrit\u00f3rio no Brasil, mant\u00e9m como eixo central o atendimento a diferentes segmentos desse mercado, refletindo a amplitude de suas solu\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas. O grupo destaca os servi\u00e7os de salvamento, transporte de plataformas no contexto de descomissionamento e apoio offshore, refor\u00e7ando o posicionamento comercial da Boskalis como um parceiro integrado para projetos de elevada complexidade.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Boskalis conta globalmente com uma frota ampla e vers\u00e1til composta por dragas de diferentes capacidades \u2014 dragas autotransportadoras de arrasto e de tra\u00e7\u00e3o, cortadoras, dragas mec\u00e2nicas e niveladores de fundo. Al\u00e9m das atividades de dragagem, a empresa oferece um extenso portf\u00f3lio offshore (incluindo embarca\u00e7\u00f5es semissubmers\u00edveis para transporte de cargas pesadas, embarca\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, AHTS (manuseio de \u00e2ncoras) e rebocadores oce\u00e2nicos, navios-guindaste, opera\u00e7\u00f5es de mergulho submarino e levantamento batim\u00e9trico mar\u00edtimo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Loenen destaca que a Boskalis possui presen\u00e7a significativa na constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos offshore, presta servi\u00e7os de longo prazo em terminais para instala\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo e g\u00e1s e \u00e9 uma empresa l\u00edder global em salvamento mar\u00edtimo, auxiliando embarques em situa\u00e7\u00e3o de risco. &#8220;Muitos desses servi\u00e7os tamb\u00e9m v\u00eam sendo prestados ao longo dos anos no Brasil. A empresa disp\u00f5e de infraestrutura f\u00edsica no Brasil e no exterior, al\u00e9m de equipes altamente especializadas para atender projetos em todo o pa\u00eds&#8221;, ressalta o diretor.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Van Oord se define como empresa de infraestrutura mar\u00edtima integrada, com atua\u00e7\u00e3o ao longo de todo o ciclo de vida de ativos costeiros, portu\u00e1rios e offshore. A estrutura conta com duas grandes unidades de neg\u00f3cios. Dredging &amp; Infra, al\u00e9m da dragagem de manuten\u00e7\u00e3o e aprofundamento, abrange obras portu\u00e1rias complexas, desenvolvimento de canais de acesso, prote\u00e7\u00e3o costeira, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas e solu\u00e7\u00f5es l\u00edquidas na natureza. Essas atividades permitem \u00e0 empresa participar de concess\u00f5es e contratos de longo prazo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A unidade Offshore Energy \u00e9 focada no desenvolvimento e na constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura para energia offshore, com destaque para a e\u00f3lica mar\u00edtima, mas tamb\u00e9m para solu\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, como funda\u00e7\u00f5es, cabos submarinos e infraestrutura associada. Al\u00e9m disso, a empresa tem a linha de neg\u00f3cios Ocean Health, que re\u00fane projetos ligados \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de ecossistemas marinhos, refor\u00e7o da resili\u00eancia dom\u00e9stica e solu\u00e7\u00f5es que oferecem infraestrutura com ganhos ambientais mensur\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Essa diversifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o representa um afastamento da dragagem, mas sim sua evolu\u00e7\u00e3o natural. A dragagem continua sendo um pilar central, agora integrada a solu\u00e7\u00f5es mais amplas, de longo prazo e alinhadas \u00e0s demandas atuais de sustentabilidade, efici\u00eancia e seguran\u00e7a jur\u00eddica dos projetos&#8221;, explica Aeck.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Batalha, da Dratec, ressalta que a empresa sempre atuosa de forma alterada desde a sua funda\u00e7\u00e3o, em 1983. Al\u00e9m da dragagem, o escopo da empresa abrange obras portu\u00e1rias, \u00f3leos e emiss\u00e1rios submarinos e diversas modalidades de obras hidr\u00e1ulicas e conten\u00e7\u00e3o de enchentes em \u00e1reas urbanas.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ac\u00e1cio frisa que a DTA tamb\u00e9m oferece outros servi\u00e7os, n\u00e3o se limitando \u00e0 dragagem. Ele destaca engenharia portu\u00e1ria e consultoria de projetos, estudos de previs\u00f5es t\u00e9cnicas, econ\u00f4micas e ambientais (EVTEA), licenciamento e consultoria ambiental, bem como recupera\u00e7\u00e3o de praias e obras mar\u00edtimas. Tamb\u00e9m est\u00e1 no escopo da empresa a derrocagem e remo\u00e7\u00e3o de afloramentos rochosos em canais e hidrovias, projeto e constru\u00e7\u00e3o de estruturas portu\u00e1rias, mar\u00edtimas, fluviais e dragagem ambiental.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O DTA vai executar as dragagens de aprofundamento do Porto de Natal (RN) e Porto de Recife (PE). Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto o in\u00edcio das obras de derrocagem de Pedral do Louren\u00e7o, no Rio Tocantins, que marcar\u00e1 um passo importante para o desenvolvimento do setor hidrovi\u00e1rio. Ac\u00e1cio diz que existem muitas oportunidades de servi\u00e7os de dragagem em rios e que a concess\u00e3o de hidrovias deve ser uma realidade.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Jan De Nul registrou uma demanda expressiva por servi\u00e7os de dragagem em vias internas no Brasil, especialmente no per\u00edodo entre 2022 e 2024. Nesse intervalo, houve alguns contratos privados de manuten\u00e7\u00e3o na Hidrovia do Rio Amazonas e a oportunidade de executar a dragagem de manuten\u00e7\u00e3o de aproximadamente 600 milhas da hidrovia do Rio Madeira, entre Porto Velho (RO) e Manicor\u00e9 (AM), com o uso de uma draga Hopper (TSHD). \u201cObservamos, de forma gradual e consistente, um crescimento da demanda por dragagem em vias interiores, impulsionado por fatores estruturais claros\u201d, conta Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Nos \u00faltimos anos, a Boskalis tem sido frequentemente consultada para o desenvolvimento de estudos e prospectos voltados \u00e0 dragagem de hidrovias e \u00e0 navega\u00e7\u00e3o interior. A empresa avalia essas oportunidades de forma estrat\u00e9gica, apoiadas em sua experi\u00eancia internacional nesse tipo de projeto, executado em diferentes mercados ao redor do mundo, o que fortalece sua capacidade de transfer\u00eancia de conhecimento e solu\u00e7\u00f5es consolidadas para o contexto brasileiro. A Boskalis est\u00e1 executando grandes projetos de dragagem de vias naveg\u00e1veis \u200b\u200bem diversos rios, como por exemplo a dragagem do Rio Weser, na Alemanha, e o projeto \u201cRoom for the Rivers\u201d, nos Pa\u00edses Baixos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Batalha diz que a Dratec vem participando de concorr\u00eancias p\u00fablicas e convites de empresas particulares para diversos portos e terminais na costa brasileira, e em hidrovias, sendo que nas vias internas sempre condicionadas \u00e0 libera\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a ambiental, que vem retardando projetos com a lentid\u00e3o desses processos. O diretor cita o desafio de executar no Rio de Janeiro uma obra de grande porte em uma regi\u00e3o altamente sens\u00edvel em termos ambientais com a presen\u00e7a de fauna e flora espec\u00edficas do bioma de restinga.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele explica que os equipamentos operam com monitoramento frequente de equipes multidisciplinares e de ag\u00eancias ambientais. \u201cAl\u00e9m da utiliza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas rigorosas de emiss\u00e3o de CO2, da utiliza\u00e7\u00e3o de diesel com baixo teor de enxofre, utilizamos de forma pioneira \u00f3leos hidr\u00e1ulicos biodegrad\u00e1veis, n\u00e3o impactando o meio aqu\u00e1tico em caso de eventual derramamento no mesmo\u201d, destaca Batalha.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ac\u00e1cio destaca que a DTA desenvolveu dragas 100% el\u00e9tricas com telecomando e telemetria, operadas a dist\u00e2ncia, segundo ele, uma inova\u00e7\u00e3o destacada para o setor de dragagem e pioneira em n\u00edvel mundial. A DTA possui seis dragas de suc\u00e7\u00e3o e recalque de 8\u201d a 24\u201d; dragas mec\u00e2nicas com batel\u00f5es transportadores e seis dragas Hopper de mil m\u00b3 a 10,5 mil m\u00b3. Al\u00e9m disso, est\u00e1 em fase de aquisi\u00e7\u00e3o mais duas dragas Hopper novas de cinco mil m\u00b3 e oito mil m\u00b3, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor-executivo da Deme considera que as embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o os principais ativos do grupo e que as atividades de sustentabilidade relacionadas a elas s\u00e3o as que t\u00eam mais impacto em rela\u00e7\u00e3o a esse elemento. &#8220;A frota pr\u00f3pria da Deme j\u00e1 possui diversos ativos capacitados a operar com combust\u00edveis mais sustent\u00e1veis \u200b\u200bcomo GNL (g\u00e1s natural liquefeito), biocombust\u00edveis, dentre outros. Contudo, ainda existem restri\u00e7\u00f5es de suficientes no Brasil para que essas solu\u00e7\u00f5es sejam alcan\u00e7adas&#8221;, ressalta Neto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Loenen diz que a Boskalis est\u00e1 empenhada no desenvolvimento de projetos, solu\u00e7\u00f5es e equipamentos inovadores, com forte foco em desempenho ambiental e sustentabilidade. Nos \u00faltimos anos, o grupo implementou iniciativas e tecnologias inovadoras \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo de combust\u00edvel e das emiss\u00f5es da sua frota, alinhando a efici\u00eancia operacional \u00e0s crescentes exig\u00eancias ambientais do mercado.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Esse compromisso se reflete tanto nos investimentos em engenharia avan\u00e7ados quanto na ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas operacionais respons\u00e1veis, fortemente refor\u00e7adas pela cultura de seguran\u00e7a e sustentabilidade do programa Nina, que orienta todas as atividades da empresa. O diretor menciona que a mais recente draga autopropelida de grande capacidade do grupo, a Seaway, est\u00e1 sendo constru\u00edda com tecnologia que permite o uso de metanol verde como combust\u00edvel alternativo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Confira detalhes de que o projeto de projeto de embarque e propuls\u00e3o por az\u00edpodes tamb\u00e9m \u00e9 interessante para uma opera\u00e7\u00e3o mais eficiente em termos de consumo de combust\u00edvel. \u201cO conceito geral do projeto incorpora uma s\u00e9rie de inova\u00e7\u00f5es de engenharia que obteve ganhos de efici\u00eancia, resultando em uma redu\u00e7\u00e3o expressiva das emiss\u00f5es e refor\u00e7ando o posicionamento da Boskalis como parceira de refer\u00eancia em solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis \u200b\u200bpara projetos de dragagem e infraestrutura mar\u00edtima\u201d, destaca o executivo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Aeck diz que a Van Oord tem avan\u00e7ado de forma consistente na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de suas emiss\u00f5es, combinando inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, efici\u00eancia energ\u00e9tica e o uso de combust\u00edveis menos poluentes. Em 2025, chegou ao Brasil a draga Vox Alexia, embarca\u00e7\u00e3o preparada para operar com GNL e projetada para padr\u00f5es elevados de efici\u00eancia energ\u00e9tica e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Paralelamente, a empresa vem testando e ampliando o uso de combust\u00edveis renov\u00e1veis, al\u00e9m de implementar melhorias operacionais e tecnol\u00f3gicas em sua frota. A parceria com o Porto do A\u00e7u (RJ) permitiu \u00e0 Van Oord avan\u00e7ar em iniciativas relacionadas \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica em opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias. \u201cNossa participa\u00e7\u00e3o ativa na COP30 em 2025 refor\u00e7au esse posicionamento e contribuiu para gerar resultados pr\u00e1ticos, estimulando parcerias e projetos voltados \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o do setor mar\u00edtimo portu\u00e1rio\u201d, afirma Aeck.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Van Oord entende que a plena utiliza\u00e7\u00e3o do potencial de equipamentos modernos depende do desenvolvimento da cadeia de fornecimento de combust\u00edveis menos poluentes. \u201cInvestimentos em infraestrutura, escala e competitividade nesse setor s\u00e3o essenciais n\u00e3o apenas para viabilizar economicamente o uso de combust\u00edveis, mas tamb\u00e9m para acelerar a sua ado\u00e7\u00e3o e ampliar os benef\u00edcios ambientais para toda a ind\u00fastria\u201d, salienta Aeck.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A sustentabilidade e a redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental das opera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m fazem parte da estrat\u00e9gia de longo prazo de Jan De Nul, especialmente considerando a relev\u00e2ncia crescente do mercado de energias renov\u00e1veis \u200b\u200boffshore no portf\u00f3lio do grupo. Segundo Delfim, esse compromisso \u00e9 diretamente incorporado ao desenvolvimento da frota, dos equipamentos e \u00e0 forma de concep\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o dos projetos. O grupo assumiu o compromisso de reduzir suas pr\u00f3prias emiss\u00f5es de GEE em 40% at\u00e9 2035.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A JDN projeta internamente seus pr\u00f3prios navios e sistemas, a fim de integrar solu\u00e7\u00f5es de efici\u00eancia energ\u00e9tica, controle de emiss\u00f5es e desempenho operacional desde a fase conceitual dos projetos, e n\u00e3o apenas como adapta\u00e7\u00f5es posteriores. A partir dessa base, as iniciativas se estruturam em diferentes frentes complementares.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Uma parcela relevante da frota j\u00e1 opera com a tecnologia Ultra Low Emission (ULEv), desenvolvida internamente pelo pr\u00f3prio grupo. Esses sistemas permitem redu\u00e7\u00f5es substanciais nas emiss\u00f5es de \u00f3xidos de nitrog\u00eanio (NOx), material particulado e CO\u2082, al\u00e9m de ganhos consistentes de efici\u00eancia no consumo de combust\u00edvel. Essa tecnologia \u00e9 relevante para opera\u00e7\u00f5es de dragagem, que s\u00e3o intensivas em energia e exigem longos per\u00edodos de opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em termos globais, a atual frota de dragagem do grupo Jan De Nul \u00e9 composta por 29 dragas autotransportadoras de suc\u00e7\u00e3o e arrasto (Hoppers), 12 dragas de corte e tra\u00e7\u00e3o (Cutter Suction Dredgers), seis dragas retroescavadeiras (Backhoes), 17 batel\u00f5es de casco bipartido, cinco dragas de inje\u00e7\u00e3o de \u00e1gua (WID) e uma embarca\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 conten\u00e7\u00e3o de derramamentos de \u00f3leo e nivelamento do leito.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O grupo tamb\u00e9m disp\u00f5e de uma frota especializada composta por navios jack-up para instala\u00e7\u00e3o de turbinas e\u00f3licas (WTIVs), embarca\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o de rocha submarina, lan\u00e7amento de cabos e umbilicais, embarca\u00e7\u00f5es multiprop\u00f3sito, equipamentos de abertura de valas e navios de grande capacidade de i\u00e7amento (heavy lift). \u201cEssa combina\u00e7\u00e3o de ativos refor\u00e7a a capacidade do grupo de atua\u00e7\u00e3o de forma integrada nos diferentes segmentos mar\u00edtimos e offshore, no Brasil e na regi\u00e3o\u201d, enfatizou Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Entre os projetos t\u00e9cnicos interessados \u200b\u200be de alta relev\u00e2ncia operacional com atua\u00e7\u00e3o da JDN em 2025, Delfim cita a dragagem de aprofundamento do canal interno de Suape (PE). Essa obra \u00e9 considerada de alta complexidade em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas geol\u00f3gicas do material dragado, que solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas espec\u00edficas e a mobiliza\u00e7\u00e3o de uma das retroescavadeiras mais potentes atualmente em opera\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cA disponibilidade desse tipo de equipamento de grande porte e capacidade n\u00e3o \u00e9 comum no mercado regional, o que foi determinante para o atendimento \u00e0s exig\u00eancias t\u00e9cnicas do projeto e para o cumprimento dos prazos estabelecidos\u201d, explica Delfim. A JDN tamb\u00e9m esteve empenhada na dragagem de manuten\u00e7\u00e3o do Porto de Paranagu\u00e1 (PR), em um contrato de maior horizonte temporal, planejado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de servi\u00e7o e \u00e0 seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o em um dos principais corredores log\u00edsticos do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O \u00faltimo ano tamb\u00e9m marcou o in\u00edcio da dragagem de aprofundamento do canal de acesso externo ao Porto de S\u00e3o Francisco do Sul (SC). Delfim diz que se trata de um projeto pioneiro e de grande relev\u00e2ncia para o sistema portu\u00e1rio nacional, n\u00e3o apenas pelo volume envolvido, mas principalmente pelo conceito adotado. Nessa obra, o material arrastado do canal externo est\u00e1 sendo utilizado de forma ben\u00e9fica na recupera\u00e7\u00e3o da linha de costa do munic\u00edpio de Itapo\u00e1 (SC). O projeto contempla aproximadamente 12 milh\u00f5es de m\u00b3 dragados no canal e cerca de sete milh\u00f5es de m\u00b3 reaproveitados na restitui\u00e7\u00e3o da linha de costa, conciliando ganhos log\u00edsticos, ambientais e sociais em uma abordagem integrada.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Al\u00e9m desses contratos de maior porte, Delfim destaca a sequ\u00eancia de obras de dragagem de manuten\u00e7\u00e3o realizadas por Jan De Nul com a draga TSHD Ortelius. Em um intervalo de aproximadamente tr\u00eas meses, foram conduzidos quatro projetos distintos, em quatro estados diferentes, abrangendo desde o Esp\u00edrito Santo at\u00e9 o Par\u00e1. \u201cEssa campanha evidenciou a capacidade do grupo de mobilizar rapidamente equipamentos e equipes, oferecendo solu\u00e7\u00f5es eficientes mesmo em um cen\u00e1rio de log\u00edstica complexa e de m\u00faltiplos requisitos regulat\u00f3rios locais\u201d, ressalta.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor comercial da JDN no Brasil explica que esses contratos, firmados ao longo de 2025, se estendem para 2026, garantindo uma elevada ocupa\u00e7\u00e3o dos ativos da JDN e refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de projetos bem estruturados, com vis\u00e3o integrada entre infraestrutura portu\u00e1ria, meio ambiente e desenvolvimento regional.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Delfim conta que Jan De Nul acompanhou de forma muito pr\u00f3xima o processo de concess\u00e3o do canal de acesso ao Porto de Paranagu\u00e1 desde as suas fases iniciais, incluindo a participa\u00e7\u00e3o ativa na consulta p\u00fablica. A JDN considera um marco importante para o setor de infraestrutura aquavi\u00e1ria no Brasil, na medida em que inaugura um modelo de contrata\u00e7\u00e3o com foco em contratos de longo prazo, previsibilidade operacional e possibilidade de maior efici\u00eancia sist\u00eamica. \u201cEntendemos que se trata de um modelo funcional e sustent\u00e1vel, com potencial de gerar ganhos relevantes para o sistema portu\u00e1rio como um todo\u201d, comenta Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele pondera que a JDN v\u00ea que esse modelo ainda tem espa\u00e7o para evoluir, melhorando a distribui\u00e7\u00e3o de riscos entre poder concedente e concession\u00e1rio, de forma a refletir melhor as particularidades t\u00e9cnicas, operacionais e de capital intensivas \u00e0 dragagem. A leitura \u00e9 que um equil\u00edbrio adequado de riscos \u00e9 fundamental para atrair operadores experientes, estimular investimentos cont\u00ednuos em frota e tecnologia e garantir n\u00edveis de servi\u00e7o elevados ao longo de todo o per\u00edodo concedido.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A JDN tamb\u00e9m considera relevante que, nas pr\u00f3ximas concess\u00f5es planejadas, os crit\u00e9rios de qualifica\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o dos concorrentes sejam cada vez mais bem calibrados, privilegiando empresas e cons\u00f3rcios cuja atividade principal esteja diretamente relacionada \u00e0 dragagem e \u00e0 gest\u00e3o de infraestrutura aquavi\u00e1ria. \u201cEsse cuidado contribui para garantir que os concession\u00e1rios tenham efic\u00e1cia t\u00e9cnica, operacional e hist\u00f3rica comprovada no segmento\u201d, analisa Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele ressalta que, do ponto de vista do mercado e de boa governan\u00e7a, \u00e9 saud\u00e1vel que o poder concedente disponha de mecanismos que preservem uma ampla concorr\u00eancia ao longo do tempo, evitando contribui\u00e7\u00f5es excessivas de concess\u00f5es em um \u00fanico ente econ\u00f4mico, assim como de ente controlado, direta ou indiretamente, por Estados soberanos ou ag\u00eancias estatais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na avalia\u00e7\u00e3o da JDN, a ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios claros de independ\u00eancia decis\u00f3ria, transpar\u00eancia societ\u00e1ria e alinhamento de interesses contribui para a prote\u00e7\u00e3o de infraestruturas cr\u00edticas, para a seguran\u00e7a operacional de longo prazo e para a sustentabilidade econ\u00f4mica do sistema portu\u00e1rio e hidrovi\u00e1rio brasileiro. A empresa acredita que a pluralidade de operadores tende a fomentar a inova\u00e7\u00e3o, a efici\u00eancia e a resili\u00eancia ao setor.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os gargalos de acesso aos grandes portos brasileiros hoje prejudicam a recep\u00e7\u00e3o de porta-cont\u00eaineres mais modernos, adiando a renova\u00e7\u00e3o da frota e o uso de combust\u00edveis renov\u00e1veis \u200b\u200be menos emissores. O alerta \u00e9 do Centro de Navega\u00e7\u00e3o Transatl\u00e2ntica (Centronave), que cita a demora no avan\u00e7o da dragagem para aprofundamento e manuten\u00e7\u00e3o dos canais de acesso, assim como a falta de capacidade instalada nos terminais portu\u00e1rios que operam cont\u00eaineres no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cOs navios hoje que saem dos estaleiros, ou com emiss\u00e3o reduzida ou com emiss\u00e3o zero, s\u00e3o navios maiores e que n\u00e3o entraram em portos brasileiros por falta de infraestrutura, condenando a continuarmos usando uma frota mais velha e emissora de carbono\u201d, afirma o diretor-executivo da Centronave, Cl\u00e1udio Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele lembra que, apesar do adiamento da decis\u00e3o sobre a estrutura Net Zero da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtimo Internacional (IMO) para outubro de 2026, ser\u00e3o determinadas regras para eliminar as emiss\u00f5es do transporte mar\u00edtimo global at\u00e9 2050, com aplica\u00e7\u00e3o de sobretaxa para os armadores que n\u00e3o se enquadram nas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Loureiro acrescenta que esse atraso na renova\u00e7\u00e3o da frota ter\u00e1 impacto no pre\u00e7o dos produtos, que j\u00e1 est\u00e3o distantes dos grandes mercados consumidores e porque a movimenta\u00e7\u00e3o acaba sendo mais cara. &#8220;Alguns navios custam at\u00e9 US$ 100 mil para esperar tr\u00eas a quatro dias em Santos, consumindo combust\u00edvel f\u00f3ssil. Eles n\u00e3o poder\u00e3o ser trocados porque os portos n\u00e3o t\u00eam capacidade de recep\u00e7\u00e3o&#8221;, lamenta.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele menciona a falta de capacidade f\u00edsica em Santos (SP), que opera hoje com taxas de ocupa\u00e7\u00e3o acima de 90%, al\u00e9m do limite usual de efici\u00eancia de aproximadamente 65% preconizado pela Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O cen\u00e1rio, observa-se, \u00e9 de falta de ber\u00e7os, de armazenamento e de calado para navios de maior porte em rela\u00e7\u00e3o aos que escalam os portos do pa\u00eds atualmente.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os transportadores de longo curso chamam a aten\u00e7\u00e3o para o d\u00e9ficit de infraestrutura portu\u00e1ria, principalmente no maior porto do pa\u00eds. H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, o Porto de Santos n\u00e3o recebe uma expans\u00e3o significativa de cais, assim como os portos brasileiros. A avalia\u00e7\u00e3o do Centronave \u00e9 que a procura cresceu, os navios aumentaram de tamanho, chegando a 366 metros, mas a infraestrutura estagnada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Centronave estima que o custo anual da inefici\u00eancia e dos navios parados em fila seja da ordem de R$ 1,6 bilh\u00e3o, deixando de exportar US$ 20,6 bilh\u00f5es anualmente por Santos devido ao d\u00e9ficit, prejudicando exportadores, importadores e, consequentemente, o consumidor brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para a JDN, o Brasil segue apresentando uma combina\u00e7\u00e3o singular de desafios operacionais, necessidade de aumento de calados, adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 frota de navios de maior porte e uma s\u00e9rie de entraves regulat\u00f3rios e administrativos, com foco especial nesses termos ao licenciamento ambiental e tribut\u00e1rios. A empresa entende que, nesse contexto, a dragagem permanece como um elemento estruturante da competitividade log\u00edstica do pa\u00eds, exigindo planejamento de m\u00e9dio e longo prazos, contratos mais robustos e elevada capacidade t\u00e9cnica por parte dos operadores.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Delfim avalia que, apesar da evolu\u00e7\u00e3o crescente do mercado e da evolu\u00e7\u00e3o dos marcos regulat\u00f3rios, ainda persistem incertezas de natureza jur\u00eddica e administrativa que impactam o ambiente de contrata\u00e7\u00e3o. Ele diz que, mesmo em processos licitat\u00f3rios limitados de forma objetiva e t\u00e9cnica consistente, por vezes concorrentes n\u00e3o exitosos recorrem a a\u00e7\u00f5es administrativas, regulat\u00f3rias ou judiciais como contesta\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o do resultado de determinados. \u201cNormalmente menos capacitados t\u00e9cnicos e muitas vezes mais por frustra\u00e7\u00e3o competitiva do que por fundamentos t\u00e9cnicos robustos.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor comercial considera que, embora na maioria dos casos possa prevalecer com atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, objetiva e imparcial dos \u00f3rg\u00e3os de controle e supervis\u00e3o, esses movimentos acabam gerando atrasos relevantes na implementa\u00e7\u00e3o dos contratos, uma vez que a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e9 obrigada a analisar cada uma dessas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Segundo Delfim, \u00e9 um fator que adiciona inefici\u00eancia ao sistema, sem que se perceba, na pr\u00e1tica, efeitos dissuas\u00f3rios ou consequ\u00eancias proporcionais para os agentes que recorrem sistematicamente a esse tipo de iniciativa. \u201cEsse cen\u00e1rio refor\u00e7a a import\u00e2ncia de processos cada vez mais claros, previs\u00edveis e t\u00e9cnicos bem fundamentados, bem como de mecanismos que contribuem para maior ceridade e seguran\u00e7a jur\u00eddica na execu\u00e7\u00e3o dos projetos\u201d, recomenda Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Olhando para 2026, a JDN observa um pipeline bastante relevante de oportunidades tanto no segmento p\u00fablico quanto no privado. No curto prazo, a empresa liderou a fase avan\u00e7ada de disputa de um contrato de dragagem de aprofundamento e manuten\u00e7\u00e3o no Porto de Santos. Recentemente, a JDN tamb\u00e9m assinou contrato para recupera\u00e7\u00e3o de parte da linha de costa de Navegantes.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Al\u00e9m dessas oportunidades j\u00e1 concretas, a JDN tem no radar uma s\u00e9rie de projetos potenciais distribu\u00eddos praticamente por toda a costa brasileira, bem como algumas iniciativas relacionadas ao interior que j\u00e1 se encontram em est\u00e1gio de desenvolvimento. Esse movimento reflete tanto a necessidade recorrente de manuten\u00e7\u00e3o dos acessos aquavi\u00e1rios quanto a busca por maior efici\u00eancia log\u00edstica em portos estrat\u00e9gicos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A JDN tamb\u00e9m est\u00e1 atenta \u00e0s concess\u00f5es de canais de acesso aos portos de Itaja\u00ed (SC), Rio Grande (RS) e Santos (SP), que j\u00e1 foram anunciadas pelo poder concedente como processos pr\u00f3ximos de publica\u00e7\u00e3o. A empresa v\u00ea essas iniciativas como estruturantes, com potencial de estabelecer novos referenciais para a gest\u00e3o de acessos aquavi\u00e1rios no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;O pr\u00f3ximo per\u00edodo ser\u00e1 marcado por um calend\u00e1rio pol\u00edtico mais intenso, o que tende a influenciar o ritmo de alguns processos licitat\u00f3rios. A nossa leitura \u00e9 que parte dessas concorr\u00eancias pode acabar se concentrando de forma mais acumulada no primeiro semestre de 2026. Ainda assim, o cen\u00e1rio geral permanece positivo, com uma carteira de projetos consistentes e perspectivas realizadas para empresas com capacidade t\u00e9cnica, operacional e financeira comprovadas&#8221;, pondera Delfim.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Van Oord enxerga 2026 como um ano promissor para a continuidade da elevada demanda por servi\u00e7os de dragagem no Brasil, tanto em portos p\u00fablicos quanto privados. Entre as principais oportunidades, a empresa aguarda como poss\u00edveis concess\u00f5es de acessos aquavi\u00e1rios do Porto de Itaja\u00ed e do Porto do Rio Grande, projetos estrat\u00e9gicos e de grande relev\u00e2ncia para o setor portu\u00e1rio nacional.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Al\u00e9m disso, a exemplo do que ocorreu em 2025, a Van Oord observa um crescimento consistente da procura por parte de grandes iniciativas privadas e parcerias p\u00fablico-privadas, especialmente ligadas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o de capacidade e aumento da efici\u00eancia da infraestrutura portu\u00e1ria. Esses investimentos, na percep\u00e7\u00e3o da empresa, s\u00e3o fundamentais para acompanhar o crescimento da entrega de cargas e preservar a competitividade dos portos brasileiros.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Van Oord avalia que o Sudeste e o Sul devem concentrar a maior parte da demanda, com destaque para os portos do Porto de Santos, Paranagu\u00e1, Itaja\u00ed e Porto do Rio Grande. Ao mesmo tempo, o Norte do pa\u00eds tamb\u00e9m apresenta um potencial relevante, impulsionado pelo desenvolvimento de novos corredores log\u00edsticos e pela intensifica\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es nos portos da Amaz\u00f4nia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cEsse conjunto de oportunidades, aliado ao avan\u00e7o dos modelos de concess\u00e3o e ao fortalecimento das parcerias entre os setores p\u00fablico e privado, refor\u00e7a a perspectiva de um mercado de dragagem din\u00e2mico e estruturado, consolidando o Brasil como um player estrat\u00e9gico no com\u00e9rcio mar\u00edtimo global\u201d, afirma Aeck.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Revista Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil n\u00e3o tem horizonte de demanda firme por dragagem e servi\u00e7os associados. 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