{"id":6299,"date":"2014-06-26T08:27:57","date_gmt":"2014-06-26T11:27:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6299"},"modified":"2014-06-24T21:45:53","modified_gmt":"2014-06-25T00:45:53","slug":"setor-naval-cresce-195-ao-ano-e-continua-a-atrair-investimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-naval-cresce-195-ao-ano-e-continua-a-atrair-investimentos\/","title":{"rendered":"Setor naval cresce 19,5% ao ano e continua a atrair investimentos"},"content":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval brasileira cresce 19,5% ao ano desde 2000 e os investimentos no setor j\u00e1 atingem cerca de R$ 149,5 bilh\u00f5es. Os dados integram os estudos do IPEA (Institudo de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada), comandados pelo coordenador de Infraestrutura Econ\u00f4mica, Carlos Campos Neto, e pelo t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa, Fabiano Pompermayer, que deram origem ao livro \u201cRessurgimento da Ind\u00fastria Naval no Brasil &#8211; 2000-2013\u201d. A publica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 lan\u00e7ada na Marintec South America &#8211; 11\u00aa Navalshore, principal evento do setor, que ocorre de 12 a 14 de agosto, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Abordando vis\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, institucionais e um panorama hist\u00f3rico da retomada da ind\u00fastria naval, a publica\u00e7\u00e3o tra\u00e7a um perfil dos principais players mundiais, traz compara\u00e7\u00f5es entre Cor\u00e9ia do Sul, China e Brasil quanto \u00e0 incid\u00eancia tribut\u00e1ria, al\u00e9m de destacar a competitividade nacional.<\/p>\n<p><strong>Evolu\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Retratado no estudo, o hist\u00f3rico da ind\u00fastria naval brasileira come\u00e7a nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Promissora e voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de navios para o com\u00e9rcio internacional, a ind\u00fastria contabilizava o segundo maior n\u00famero de embarca\u00e7\u00f5es e encomendas do mundo. Mas a crise econ\u00f4mica dos anos 80 teve reflexos diretos no setor naval. \u201cNo in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, o ent\u00e3o presidente Fernando Collor abre a ind\u00fastria naval para a concorr\u00eancia internacional, mas n\u00e3o est\u00e1vamos preparados para isso. Foi quase como decretar sua extin\u00e7\u00e3o\u201d, explica o pesquisador Campos Neto.<\/p>\n<p>Em 2000, as encomendas da Petrobras, que gradativamente priorizaram o conte\u00fado local, impactaram o setor e atra\u00edram investimentos. \u201cNa \u00e9poca t\u00ednhamos 1.900 empregados no setor naval e, hoje, caminhamos para 70 mil trabalhadores. Esse crescimento j\u00e1 demonstra a import\u00e2ncia que a ind\u00fastria naval e offshore passou a ter no mercado nacional\u201d, destaca Neto, que ainda aponta que este ressurgimento da se deu gra\u00e7as \u00e0 est\u00edmulos vinculados \u00e0 expans\u00e3o do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s e ao in\u00edcio da explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal, que aumentou a demanda e multiplicou estaleiros, em sua maioria especializados em embarca\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s plataformas.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es de futuro &#8211; De acordo com Carlos Campos Neto, os pr\u00f3ximos 30 anos s\u00e3o promissores para a ind\u00fastria naval brasileira. \u201cAinda h\u00e1 muito pr\u00e9-sal a ser descoberto e petr\u00f3leo a ser explorado em \u00e1guas profundas do nosso nordeste. Com as encomendas j\u00e1 colocadas at\u00e9 2020, os investimentos no setor devem ultrapassar os R$ 200 bilh\u00f5es\u201d, prev\u00ea.<\/p>\n<p>O pesquisador Carlos Campos Neto participa das confer\u00eancias da Marintec South America &#8211; 11\u00aa Navalshore no dia 14 de agosto. Em painel que debate a Infraestrutura Brasileira, Campos Neto apontar\u00e1 os fatores do ressurgimento da ind\u00fastria naval brasileira e analisar\u00e1 o setor de navipe\u00e7as no Brasil, a incid\u00eancia tribut\u00e1ria no setor naval e as expectativas de mercado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria naval brasileira cresce 19,5% ao ano desde 2000 e os investimentos no setor j\u00e1 atingem cerca de R$ 149,5 bilh\u00f5es. 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