{"id":62975,"date":"2025-12-15T10:17:26","date_gmt":"2025-12-15T13:17:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62975"},"modified":"2025-12-15T10:17:26","modified_gmt":"2025-12-15T13:17:26","slug":"hidrovias-do-arco-norte-consolidam-se-como-eixo-estrategico-para-o-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/hidrovias-do-arco-norte-consolidam-se-como-eixo-estrategico-para-o-agronegocio\/","title":{"rendered":"Hidrovias do Arco Norte consolidam-se como eixo estrat\u00e9gico para o agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">A navega\u00e7\u00e3o fluvial na regi\u00e3o Norte deixou de ser apenas um meio de transporte local para se firmar como um componente central da log\u00edstica brasileira. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que os corredores hidrovi\u00e1rios do Arco Norte movimentaram\u00a0<strong>49,7 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>\u00a0de soja e milho no acumulado de janeiro a outubro de 2025.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Essa infraestrutura, que conecta as \u00e1reas produtoras do Centro-Oeste aos portos exportadores da Amaz\u00f4nia, transformou a geografia econ\u00f4mica do pa\u00eds. Segundo o Boletim Log\u00edstico da Conab, de novembro de 2025, os portos do Arco Norte responderam por 37,2% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de soja e por 41,3% das de milho nos dez primeiros meses do ano.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os n\u00fameros confirmam que a regi\u00e3o deixou de ser apenas complementar aos terminais do Sul e Sudeste para se tornar uma alternativa estrat\u00e9gica e, em muitos fluxos, a rota mais eficiente para o escoamento da safra.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o ministro de Portos e Aeroportos,\u00a0<strong>Silvio Costa Filho<\/strong>, trata-se de uma mudan\u00e7a estrutural para o pa\u00eds. \u201cOs n\u00fameros provam que o Arco Norte deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade consolidada. Quando vemos que mais de 40% do milho e mais de um ter\u00e7o da soja do pa\u00eds saem pelos nossos rios, estamos falando de efici\u00eancia e competitividade. Fortalecer essas hidrovias \u00e9 garantir que o produto brasileiro chegue mais r\u00e1pido e barato aos mercados internacionais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cO Arco Norte deixou de ser uma promessa para se tornar uma realidade consolidada\u201d\u00a0<em>Silvio Costa Filho<\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Integra\u00e7\u00e3o multimodal<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O funcionamento do Arco Norte baseia-se em um sistema multimodal robusto. As cargas chegam por rodovias e s\u00e3o transferidas para comboios de barca\u00e7as em polos estrat\u00e9gicos como Miritituba\/Itaituba (PA), Porto Velho (RO) e o novo polo em Caracara\u00ed (RR). De l\u00e1, seguem pelos rios Tapaj\u00f3s, Madeira e Amazonas at\u00e9 os portos exportadores em Itacoatiara (AM), Santar\u00e9m (PA) e Barcarena (PA).<\/p>\n<p>Essa integra\u00e7\u00e3o oferece vantagens decisivas para a competitividade nacional. Al\u00e9m de\u00a0<strong>reduzir a depend\u00eancia<\/strong>\u00a0hist\u00f3rica de longos trechos rodovi\u00e1rios em dire\u00e7\u00e3o ao Sul do pa\u00eds, a sa\u00edda pelo Norte\u00a0<strong>encurta o tempo<\/strong>\u00a0de transporte at\u00e9 mercados consumidores na Europa e na \u00c1sia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outro diferencial \u00e9 a efici\u00eancia das barca\u00e7as. O transporte fluvial pode ser at\u00e9 50% mais econ\u00f4mico em longas dist\u00e2ncias do que o transporte exclusivamente rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cPara que as hidrovias sejam capazes de movimentar milh\u00f5es de toneladas, como t\u00eam feito, precisamos de previsibilidade nos rios. Por isso, estamos focados em garantir a manuten\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da navegabilidade atrav\u00e9s de contratos de longo prazo, saindo da l\u00f3gica emergencial. Nosso trabalho \u00e9 assegurar que essa engrenagem multimodal funcione o ano todo, garantindo seguran\u00e7a para o escoamento da safra e sustentabilidade para a matriz de transportes\u201d, afirmou o secret\u00e1rio nacional de Hidrovias e Navega\u00e7\u00e3o,\u00a0<strong>Otto Burlier<\/strong>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Secretaria Nacional de Hidrovias tem atuado em tr\u00eas frentes principais: manuten\u00e7\u00e3o da navegabilidade, expans\u00e3o da infraestrutura e moderniza\u00e7\u00e3o da frota.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Investimentos e manuten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para garantir a previsibilidade das opera\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es emergenciais est\u00e3o sendo substitu\u00eddas por contratos plurianuais. Novos contratos para dragagem e sinaliza\u00e7\u00e3o nos rios Amazonas e Solim\u00f5es, por exemplo, somam mais de\u00a0<strong>R$ 370 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0ao longo de cinco anos.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o Fundo da Marinha Mercante tem impulsionado a renova\u00e7\u00e3o da frota log\u00edstica. Est\u00e3o em andamento projetos para a constru\u00e7\u00e3o de centenas de barca\u00e7as e dezenas de empurradores, muitos deles fabricados em estaleiros do Amazonas, gerando emprego e fortalecendo a ind\u00fastria naval regional.<\/p>\n<p>Fonte: Minist\u00e9rio dos Portos e Aeroportos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A navega\u00e7\u00e3o fluvial na regi\u00e3o Norte deixou de ser apenas um meio de transporte local para se firmar como um componente central da log\u00edstica brasileira&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":62976,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-62975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62975"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62977,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62975\/revisions\/62977"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}