{"id":62817,"date":"2025-12-08T11:06:33","date_gmt":"2025-12-08T14:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62817"},"modified":"2025-12-08T11:06:33","modified_gmt":"2025-12-08T14:06:33","slug":"instituto-criara-centro-especializado-em-energia-renovavel-no-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/instituto-criara-centro-especializado-em-energia-renovavel-no-oceano\/","title":{"rendered":"Instituto criar\u00e1 centro especializado em energia renov\u00e1vel no oceano"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oce\u00e2nicas (INPO) prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o do Centro Tem\u00e1tico de Energia Renov\u00e1vel no Oceano \u2013 Energia Azul. Por meio dele, ser\u00e3o desenvolvidas quatro tecnologias para produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel\u00a0<em>offshore<\/em>\u00a0(em alto-mar): convers\u00e3o de energia das ondas, correntes de mar\u00e9, gradiente t\u00e9rmico do oceano (OTEC) e produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio verde.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1671108&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1671108&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Para colocar o projeto em pr\u00e1tica, o instituto venceu, recentemente, um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de cerca de R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n<h2>Redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es<\/h2>\n<p><strong>Segundo o INPO, as solu\u00e7\u00f5es t\u00eam aplica\u00e7\u00e3o industrial e podem reduzir emiss\u00f5es em setores de dif\u00edcil abatimento, o que inclui plataformas de \u00f3leo e g\u00e1s, fertilizantes, siderurgia, transporte e cimento. As unidades flutuantes que hoje utilizam turbinas movidas a g\u00e1s natural, por exemplo, poder\u00e3o substituir parte da gera\u00e7\u00e3o por fontes limpas produzidas no oceano.<\/strong><\/p>\n<p>O diretor-geral do INPO, Segen Estefen, refor\u00e7a o potencial estrat\u00e9gico da iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cA disponibilidade de recursos renov\u00e1veis no oceano e a experi\u00eancia brasileira em atividades\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>s\u00e3o diferenciais importantes. Podemos transformar o oceano em um aliado estrat\u00e9gico na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, produzindo eletricidade, hidrog\u00eanio e \u00e1gua dessalinizada de forma sustent\u00e1vel\u201d, diz ele.<\/p>\n<h2>Bolsas para estudantes<\/h2>\n<p><strong>Do total investido, R$ 4,3 milh\u00f5es ser\u00e3o destinados a bolsas de pesquisa para estudantes de mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado em parceria com quatro universidades: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). A medida busca fortalecer a forma\u00e7\u00e3o de especialistas e expandir a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento em energias oce\u00e2nicas no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>Outra frente do projeto simula fisicamente a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio a partir de energia e\u00f3lica\u00a0<em>offshore<\/em>, utilizando \u00e1gua do mar dessalinizada para eletr\u00f3lise (convers\u00e3o de energia el\u00e9trica em energia qu\u00edmica).<\/p>\n<p>A tecnologia, segundo o INPO, busca resolver o problema da intermit\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica, permite armazenar energia sob a forma de hidrog\u00eanio e garante estabilidade ao sistema el\u00e9trico.<\/p>\n<p><strong>Hoje, cerca de 250\u00a0<em>gigawatts\u00a0<\/em>em projetos de e\u00f3lica\u00a0<em>offshore<\/em>\u00a0est\u00e3o em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). Se apenas 20% forem implantados, a matriz el\u00e9trica brasileira pode ganhar 50\u00a0<em>gigawatts<\/em>\u00a0adicionais &#8211; quase um quarto da capacidade nacional atual.<\/strong><\/p>\n<p>A turbina para aproveitamento de correntes de mar\u00e9 ser\u00e1 capaz de operar tanto no oceano quanto em rios de fluxo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>\u201cMesmo turbinas de pequeno porte podem alcan\u00e7ar alta capacidade instalada. Isso permite levar energia limpa e cont\u00ednua a comunidades isoladas, solucionando um problema hist\u00f3rico de acesso \u00e0 eletricidade\u201d, afirma Estefen.<\/p>\n<h2>Conversor de \u00e1guas<\/h2>\n<p>O projeto prev\u00ea ainda o desenvolvimento de quatro equipamentos: um conversor de ondas, um sistema Otec baseado em ciclo de Rankine com am\u00f4nia, um m\u00f3dulo de produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>e uma turbina de correntes de mar\u00e9.<\/p>\n<p>Cada tecnologia ser\u00e1 projetada, constru\u00edda e testada em ambiente laboratorial e operacional, resultando em projetos-piloto prontos para instala\u00e7\u00e3o no mar.<\/p>\n<p>Estefen disse, ainda, que o Centro de Energia Azul ser\u00e1 decisivo para elevar o n\u00edvel de maturidade tecnol\u00f3gica das solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs energias renov\u00e1veis\u00a0<em>offshore\u00a0<\/em>encontram-se atualmente em fase pr\u00e9-comercial, o que exige avan\u00e7os nos n\u00edveis de maturidade tecnol\u00f3gica (TRL). O Centro de Energia atuar\u00e1 justamente nesse est\u00e1gio intermedi\u00e1rio, viabilizando a prova de conceito e o detalhamento de projetos para aplica\u00e7\u00e3o em escala real. Ao final do projeto, para cada tecnologia est\u00e1 contemplada a entrega de respectivo projeto-piloto para instala\u00e7\u00e3o no mar, etapa que prepara o caminho para aplica\u00e7\u00f5es comerciais em larga escala\u201d, finaliza o diretor-geral.<\/p><\/blockquote>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto do Instituto Nacional de Pesquisas Oce\u00e2nicas (INPO) prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o do Centro Tem\u00e1tico de Energia Renov\u00e1vel no Oceano \u2013 Energia Azul. 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