{"id":62678,"date":"2025-12-03T11:29:33","date_gmt":"2025-12-03T14:29:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62678"},"modified":"2025-12-03T11:29:33","modified_gmt":"2025-12-03T14:29:33","slug":"mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/mais-de-86-milhoes-deixam-pobreza-brasil-tem-melhor-nivel-desde-2012\/","title":{"rendered":"Mais de 8,6 milh\u00f5es deixam pobreza; Brasil tem melhor n\u00edvel desde 2012"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioecon\u00f4mico fez a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na pobreza cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. \u00c9 o menor n\u00edvel j\u00e1 registrado desde 2012, quando come\u00e7a a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1670523&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1670523&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p><strong>Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milh\u00f5es de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse \u00e9 o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milh\u00f5es de brasileiros.<\/strong><\/p>\n<p>Os dados fazem parte do levantamento S\u00edntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).<\/p>\n<p><strong>Os indicadores\u00a0mostram o terceiro ano seguido com redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero e na propor\u00e7\u00e3o de pobres, marcando uma recupera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.<\/strong><\/p>\n<p>Confira o comportamento da pobreza no pa\u00eds:<\/p>\n<ul>\n<li>2012: 68,4 milh\u00f5es<\/li>\n<li>2019: 67,5 milh\u00f5es (\u00faltimo ano antes da pandemia)<\/li>\n<li>2020: 64,7 milh\u00f5es<\/li>\n<li>2021: 77 milh\u00f5es<\/li>\n<li>2022: 66,4 milh\u00f5es<\/li>\n<li>2023: 57,6 milh\u00f5es<\/li>\n<li>2024: 48,9 milh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Em 2012, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou\u00a0ao ponto mais alto da s\u00e9rie em 2021, com 36,8%.<\/strong>\u00a0Desde ent\u00e3o, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.<\/p>\n<h2>Trabalho e transfer\u00eancia de renda<\/h2>\n<p>O pesquisador do IBGE Andr\u00e9 Geraldo de Moraes Sim\u00f5es, respons\u00e1vel pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclos\u00e3o da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Aux\u00edlio Emergencial, pago pelo governo federal.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEsses benef\u00edcios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restri\u00e7\u00e3o de acesso pelo p\u00fablico, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, ent\u00e3o a pobreza subiu\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<p>Sim\u00f5es acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assist\u00eancias com valores maiores, fatores que permitiram o avan\u00e7o socioecon\u00f4mico.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benef\u00edcios de transfer\u00eancia de renda, principalmente o Bolsa Fam\u00edlia e o Aux\u00edlio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da popula\u00e7\u00e3o que recebia\u201d, assinala.<\/p><\/blockquote>\n<p>No segundo semestre de 2022, o programa Aux\u00edlio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de\u00a0Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<h2>Extrema pobreza<\/h2>\n<p>No \u00faltimo ano, o Brasil vivenciou tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de at\u00e9 US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.<\/p>\n<p>De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milh\u00f5es para 7,4 milh\u00f5es, ou seja, 1,9 milh\u00f5es de pessoas deixaram a condi\u00e7\u00e3o. Essa evolu\u00e7\u00e3o fez com que a propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor j\u00e1 registrada.<\/p>\n<p>Em 2012, quando come\u00e7ou a s\u00e9rie hist\u00f3rica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcan\u00e7ou 9% (18,9 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n<h2>Desigualdade regional<\/h2>\n<p>Os n\u00fameros do IBGE deixam clara\u00a0a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e\u00a0Nordeste superam a taxa nacional.<\/p>\n<h2>Pobreza<\/h2>\n<ul>\n<li>Nordeste: 39,4%<\/li>\n<li>Norte: 35,9%<\/li>\n<li>Brasil: 23,1%<\/li>\n<li>Sudeste: 15,6%<\/li>\n<li>Centro-Oeste: 15,4%<\/li>\n<li>Sul: 11,2%<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Extrema pobreza<\/h2>\n<ul>\n<li>Nordeste: 6,5%<\/li>\n<li>Norte: 4,6%<\/li>\n<li>Brasil: 3,5%<\/li>\n<li>Sudeste: 2,3%<\/li>\n<li>Centro-Oeste: 1,6%<\/li>\n<li>Sul: 1,5%<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>\u201cS\u00e3o as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis do pa\u00eds, isso acaba se refletindo tamb\u00e9m no\u00a0mercado de trabalho\u201d, diz\u00a0Andr\u00e9 Sim\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n<p>Outra desigualdade demonstrada \u00e9 a racial. Na popula\u00e7\u00e3o branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.<\/p>\n<p>Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na popula\u00e7\u00e3o parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.<\/p>\n<h2>Menor Gini desde 2012<\/h2>\n<p>A S\u00edntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado \u00cdndice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O \u00edndice vai de 0 a 1 &#8211;\u00a0quanto maior, pior a desigualdade.<\/p>\n<p>Em 2024, o \u00cdndice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da s\u00e9rie iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.<\/p>\n<p>Para medir o impacto de programas sociais na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, o IBGE apresentou um c\u00e1lculo do Gini caso n\u00e3o houvesse essa pol\u00edtica assistencial.<\/p>\n<p>O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se n\u00e3o existissem programas de transfer\u00eancia de renda, como Bolsa Fam\u00edlia e Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC &#8211; um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou \u00e0 pessoa com defici\u00eancia de qualquer idade).<\/p>\n<p>Outro exerc\u00edcio hipot\u00e9tico realizado pelos pesquisadores foi sobre a condi\u00e7\u00e3o de pessoas com 60 anos ou mais se n\u00e3o houvesse benef\u00edcios previdenci\u00e1rios<\/p>\n<p>A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. J\u00e1 a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.<\/p>\n<p>O levantamento mostra\u00a0tamb\u00e9m que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a propor\u00e7\u00e3o era de 6,7%.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de 8,6 milh\u00f5es de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. 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