{"id":62437,"date":"2025-11-26T11:20:43","date_gmt":"2025-11-26T14:20:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62437"},"modified":"2025-11-26T11:20:43","modified_gmt":"2025-11-26T14:20:43","slug":"marinha-firma-cooperacao-sobre-regulacao-nuclear-naval-com-autoridade-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-firma-cooperacao-sobre-regulacao-nuclear-naval-com-autoridade-argentina\/","title":{"rendered":"Marinha firma coopera\u00e7\u00e3o sobre regula\u00e7\u00e3o nuclear naval com autoridade argentina"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">A Marinha do Brasil (MB) firmou, nesta ter\u00e7a-feira (25), o primeiro memorando internacional de sua hist\u00f3ria no campo da regula\u00e7\u00e3o nuclear naval, formalizando uma parceria com a Autoridade Reguladora Nuclear da Rep\u00fablica Argentina (ARN).<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O documento, oficializado durante a \u00faltima reuni\u00e3o do Comit\u00ea Permanente de Pol\u00edtica Nuclear entre os Pa\u00edses, estabelece as bases para interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica voltada ao uso pac\u00edfico da energia nuclear nos cen\u00e1rios mar\u00edtimo e fluvial.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O objetivo central do memorando \u00e9 criar um marco de atua\u00e7\u00e3o conjunta, permitindo que os dois \u00f3rg\u00e3os reguladores ampliem o entendimento m\u00fatuo sobre seus sistemas de licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o; fortale\u00e7am a prote\u00e7\u00e3o radiol\u00f3gica; e aprimorem pr\u00e1ticas de seguran\u00e7a nuclear em suas respectivas \u00e1reas de compet\u00eancia. Prev\u00ea, ainda, a elabora\u00e7\u00e3o de planos de trabalho espec\u00edficos que detalhar\u00e3o projetos, obriga\u00e7\u00f5es das partes, prazos e formas de execu\u00e7\u00e3o. As atividades ser\u00e3o acompanhadas por representantes designados por ambas as Institui\u00e7\u00f5es, com reuni\u00f5es peri\u00f3dicas para avalia\u00e7\u00e3o dos futuros trabalhos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Para o Secret\u00e1rio Naval de Seguran\u00e7a Nuclear e Qualidade, Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, o acordo representa um marco para o fortalecimento da regula\u00e7\u00e3o nuclear naval na regi\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"bg-light p-3 p-md-5 my-3 rounded\">\n<blockquote class=\"blockquote\"><p>\u201cO processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, ora vivenciado, nos orienta \u00e0 busca de trabalho conjunto para a evolu\u00e7\u00e3o da normatiza\u00e7\u00e3o nuclear e sua necess\u00e1ria harmoniza\u00e7\u00e3o, visando o emprego de reatores nucleares embarcados em n\u00edvel mundial e, especialmente, em nossas \u00e1guas jurisdicionais\u201d, disse o Almirante.<\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p class=\"text-align-justify\">O acordo refor\u00e7a a tradi\u00e7\u00e3o de mais de quatro d\u00e9cadas de coopera\u00e7\u00e3o entre Brasil e Argentina no campo nuclear, iniciada com o Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento e a Aplica\u00e7\u00e3o dos Usos Pac\u00edficos da Energia Nuclear, firmado em 17 de maio de 1980, e consolidada ao longo dos anos com novos instrumentos bilaterais.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">\u201cBrasil e Argentina j\u00e1 possuem uma s\u00f3lida trajet\u00f3ria de coopera\u00e7\u00e3o quanto ao uso pac\u00edfico da energia nuclear. Essa parceria contribuir\u00e1 significativamente para alcan\u00e7armos um novo patamar de colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre dois \u00f3rg\u00e3os reguladores de pa\u00edses vizinhos, ampliando ainda mais a seguran\u00e7a, a transpar\u00eancia e o alinhamento das pr\u00e1ticas regulat\u00f3rias no contexto mar\u00edtimo e fluvial\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Segundo o Primeiro Vice-Presidente do Diret\u00f3rio da ARN, Carlos Alberto Terrado, a coopera\u00e7\u00e3o entre os dois \u00f3rg\u00e3os reguladores representa um avan\u00e7o estrat\u00e9gico no acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do setor nuclear.<\/p>\n<figure class=\"bg-light p-3 p-md-5 my-3 rounded\">\n<blockquote class=\"blockquote\"><p>\u201cO renovado impulso da energia nuclear em n\u00edvel internacional volta a colocar em primeiro plano a responsabilidade dos organismos reguladores. Nesse cen\u00e1rio, a longa trajet\u00f3ria de coopera\u00e7\u00e3o entre Argentina e Brasil oferece uma base s\u00f3lida para fortalecer uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica comum e sustentar com clareza o compromisso compartilhado com o uso pac\u00edfico e seguro da energia nuclear\u201d, acredita Terrado.<\/p><\/blockquote>\n<\/figure>\n<p class=\"text-align-justify\">O Vice-Presidente do Diret\u00f3rio da ARN ressalta que a parceria representa um passo significativo para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do setor, principalmente em ambientes mar\u00edtimos e fluviais. \u201cOs avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos \u2014 em particular os pequenos reatores modulares (SMR) e os projetos de reatores embarcados ou instalados em plataformas flutuantes \u2014 abrem oportunidades importantes e trazem a necessidade de uma coordena\u00e7\u00e3o mais estreita. Harmonizar marcos regulat\u00f3rios, trocar experi\u00eancias e consolidar abordagens t\u00e9cnicas compat\u00edveis torna-se essencial para garantir previsibilidade, seguran\u00e7a e transpar\u00eancia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O acordo contribui para o aprimoramento das estruturas regulat\u00f3rias dos dois pa\u00edses, fortalece a capacidade de resposta conjunta a desafios comuns e refor\u00e7a o compromisso hist\u00f3rico de coopera\u00e7\u00e3o entre o Brasil e a Argentina com respeito \u00e0 n\u00e3o prolifera\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento seguro da energia nuclear.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil (MB) firmou, nesta ter\u00e7a-feira (25), o primeiro memorando internacional de sua hist\u00f3ria no campo da regula\u00e7\u00e3o nuclear naval, formalizando uma parceria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":62438,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-62437","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62437"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62437\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62439,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62437\/revisions\/62439"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62438"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}