{"id":62414,"date":"2025-11-25T10:53:57","date_gmt":"2025-11-25T13:53:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62414"},"modified":"2025-11-25T10:53:57","modified_gmt":"2025-11-25T13:53:57","slug":"com-133m-de-calado-tcp-espera-embarcar-ate-400-teus-adicionais-por-navio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/com-133m-de-calado-tcp-espera-embarcar-ate-400-teus-adicionais-por-navio\/","title":{"rendered":"Com 13,3m de calado, TCP espera embarcar at\u00e9 400 TEUs adicionais por navio"},"content":{"rendered":"<p>A TCP foi autorizada a operar com calado de at\u00e9 13,30 metros. De acordo com a empresa, que administra o Terminal de Cont\u00eaineres de Paranagu\u00e1 (PR), a amplia\u00e7\u00e3o permite transportar cerca de 400 TEUs adicionais de cont\u00eaineres cheios por embarca\u00e7\u00e3o. A atualiza\u00e7\u00e3o foi formalizada pela Portos do Paran\u00e1, por meio da portaria, e aprovada pela Marinha do Brasil e pela praticagem. O altera\u00e7\u00e3o contou com estudos de simula\u00e7\u00e3o contratados pela TCP, conduzidos em parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), a partir da conclus\u00e3o da \u00faltima campanha de derrocagem promovida pela autoridade portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os novos limites de calado foram definidos conforme o porte das embarca\u00e7\u00f5es e divididos em duas condi\u00e7\u00f5es operacionais: mar\u00e9 zero e mar\u00e9 positiva. Para navios de at\u00e9 300 metros de comprimento (LOA), o calado a mar\u00e9 zero passa de 12,80 para 13,00 metros, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cent\u00edmetros de mar\u00e9 positiva. J\u00e1 os navios de 336 a 366 metros mant\u00eam o limite de 12,80 metros em mar\u00e9 zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cent\u00edmetros de mar\u00e9 positiva e com o calado m\u00e1ximo de 13,30 metros quando a mar\u00e9 alcan\u00e7ar 50 cent\u00edmetros \u2014 n\u00edveis superiores aos praticados por terminais catarinenses, que operam com calados entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A TCP destacou j\u00e1 opera navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando recebeu o\u00a0<em>MSC Natasha XIII<\/em>, primeiro porta-cont\u00eaineres desse porte a atracar em um terminal brasileiro. Embarca\u00e7\u00f5es da mesma dimens\u00e3o passaram a escalar Paranagu\u00e1 desde ent\u00e3o, mas ainda n\u00e3o utilizavam sua capacidade plena devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de profundidade.<\/p>\n<p>Com o novo calado autorizado pela Portos do Paran\u00e1, esses navios devem escalar o terminal com regularidade e passar\u00e3o a deixar o terminal mais carregados, com melhor aproveitamento de lastro, carga e janela de mar\u00e9. \u201cQuanto maior o calado autorizado, mais carga o navio consegue transportar por viagem, gerando ganho direto de efici\u00eancia para armadores, importadores e exportadores, sem acr\u00e9scimo de custos operacionais\u201d, explicou Rafael Stein, superintendente institucional e jur\u00eddico da TCP.<\/p>\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o desses novos par\u00e2metros est\u00e1 sustentada pelos estudos t\u00e9cnicos conduzidos no Centro de Simula\u00e7\u00e3o e Treinamento em Manobras Mar\u00edtimas da Escola Polit\u00e9cnica da USP, que utilizou modelagem matem\u00e1tica avan\u00e7ada e simuladores de alta precis\u00e3o para testar cen\u00e1rios de atraca\u00e7\u00e3o e desatraca\u00e7\u00e3o em diversas condi\u00e7\u00f5es de vento, corrente e mar\u00e9, incluindo embarca\u00e7\u00f5es de at\u00e9 368 metros de LOA e 51 metros de boca. As simula\u00e7\u00f5es contaram com a participa\u00e7\u00e3o de equipes t\u00e9cnicas da TCP, Portos do Paran\u00e1, Marinha do Brasil e Sindicato dos Pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Os estudos tamb\u00e9m indicaram a necessidade da instala\u00e7\u00e3o de um sensor adicional nos mar\u00e9grafos utilizados para monitoramento das condi\u00e7\u00f5es de mar\u00e9, investimento que foi realizado em parceria entre a TCP e a Paranagu\u00e1 Pilots. Para a Portos do Paran\u00e1, essa medida refor\u00e7a a confiabilidade das informa\u00e7\u00f5es fornecidas aos pr\u00e1ticos, garantindo maior precis\u00e3o na defini\u00e7\u00e3o das janelas de atraca\u00e7\u00e3o e aumentando a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para Julio Verner, presidente do Sindicato dos Pr\u00e1ticos, o estudo e os investimentos recentes foram fundamentais para ampliar o calado operacional com seguran\u00e7a. &#8220;Essa evolu\u00e7\u00e3o assegura condi\u00e7\u00f5es ideais para opera\u00e7\u00f5es com embarca\u00e7\u00f5es de grande porte, reduz riscos em manobras complexas e consolida Paranagu\u00e1 como um porto preparado para atender \u00e0s exig\u00eancias da nova gera\u00e7\u00e3o de navios. \u00c9 um avan\u00e7o que alia tecnologia, planejamento e seguran\u00e7a\u201d, comentou Verner.<\/p>\n<p>Desde 2024, o calado operacional do canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros a mar\u00e9 zero ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o de aproximadamente 20 mil metros c\u00fabicos de rochas nas Pedras Palanganas. O material, fragmentado, foi doado a munic\u00edpios do litoral para obras p\u00fablicas. Todo o processo foi executado com medidas preventivas, mitigat\u00f3rias e monitoramentos peri\u00f3dicos da fauna, flora e qualidade da \u00e1gua. O diretor de opera\u00e7\u00f5es da Portos do Paran\u00e1, Gabriel Perdonsini Vieira, afirmou que um dos grandes diferenciais esse ano foi o aumento do nosso calado operacional. &#8220;Passamos a ter 13,3m para exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o de gran\u00e9is s\u00f3lidos e agora o aumento para 13,3m no segmento de cont\u00eaineres. Este \u00e9 um grande diferencial, pois traz mais competitividade e com certeza influencia nos excelentes resultados de movimenta\u00e7\u00e3o. Estamos aumentando o calado operacional para embarcar e receber mais cargas e atracar navios maiores, tornando assim o nosso complexo cada vez mais atrativo e mais competitivo&#8221;, ressaltou Vieira.<\/p>\n<p>Em outubro, foi realizado o leil\u00e3o de concess\u00e3o do canal, que prev\u00ea ampliar a profundidade para 15,5 metros nos cinco primeiros anos de contrato, al\u00e9m de modernizar a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica, executar novas dragagens, promover a\u00e7\u00f5es ambientais e aprimorar a infraestrutura aquavi\u00e1ria. O investimento estimado do Porto de Paranagu\u00e1 \u00e9 de R$ 1,23 bilh\u00e3o, acompanhado de uma redu\u00e7\u00e3o de 12,63% na taxa Inframar paga pelas embarca\u00e7\u00f5es, benef\u00edcio que depende do cumprimento das metas previstas no contrato.<\/p>\n<p>\u201cCom a futura amplia\u00e7\u00e3o do canal para 15,5 metros, Paranagu\u00e1 se posicionar\u00e1 entre os principais portos de \u00e1guas profundas da Am\u00e9rica do Sul. A autoriza\u00e7\u00e3o atual j\u00e1 gera ganhos imediatos e \u00e9 um passo decisivo para receber a nova gera\u00e7\u00e3o de porta-cont\u00eaineres que deve dominar as rotas globais nos pr\u00f3ximos anos\u201d, acrescentou Stein, da TCP. O terminal encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, segundo o estat\u00edstico aquavi\u00e1rio da Ag\u00eancia Nacaional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq).<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TCP foi autorizada a operar com calado de at\u00e9 13,30 metros. De acordo com a empresa, que administra o Terminal de Cont\u00eaineres de Paranagu\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":62415,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-62414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62414","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62414"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62414\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62416,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62414\/revisions\/62416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/62415"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62414"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62414"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62414"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}