{"id":62352,"date":"2025-11-19T13:01:36","date_gmt":"2025-11-19T16:01:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=62352"},"modified":"2025-11-19T13:01:36","modified_gmt":"2025-11-19T16:01:36","slug":"numero-de-trabalhadores-sindicalizados-no-brasil-aumenta-e-chega-a-91-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/numero-de-trabalhadores-sindicalizados-no-brasil-aumenta-e-chega-a-91-milhoes\/","title":{"rendered":"N\u00famero de trabalhadores sindicalizados no Brasil aumenta e chega a 9,1 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de trabalhadores sindicalizados no Brasil interrompeu ganhou um aumento 812 mil pessoas em 2024. Dessa forma, o percentual de sindicalizados chega a 8,9% dos 101,3 milh\u00f5es de trabalhadores ocupados.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1668586&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1668586&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Com o acr\u00e9scimo, o pa\u00eds registrou 9,1 milh\u00e3o de pessoas associadas a sindicatos de trabalhadores em 2024, avan\u00e7o de 9,8% em rela\u00e7\u00e3o a 2023, quando eram 8,3 milh\u00f5es. Mas o contingente ainda est\u00e1 bem abaixo dos 14,4 milh\u00f5es de 2012 \u2013 recuo de 36,8% em 12 anos.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 em\u00a0edi\u00e7\u00e3o especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>A pesquisa traz dados anuais desde 2012, com exce\u00e7\u00e3o de 2020 e 2021, por causa da pandemia de covid-19, que inviabilizou a coleta de dados. Em 2012, os sindicalizados representavam 16,1% dos ocupados.<\/p>\n<p><strong>Trajet\u00f3ria da propor\u00e7\u00e3o de sindicalizados<\/strong>:<\/p>\n<p>2012: 16,1%<\/p>\n<p>2013: 16,0%<\/p>\n<p>2014: 15,7%<\/p>\n<p>2015: 15,7%<\/p>\n<p>2016: 14,8%<\/p>\n<p>2017: 14,2%<\/p>\n<p>2018: 12,4%<\/p>\n<p>2019: 11,0%<\/p>\n<p>2022: 9,2%<\/p>\n<p>2023: 8,4%<\/p>\n<p>2024: 8,9%<\/p>\n<h2>Efeito reforma trabalhista<\/h2>\n<p>Ao comentar a trajet\u00f3ria de queda at\u00e9 2023, o analista da pesquisa, William Kratochwill, nota a rela\u00e7\u00e3o entre o ano de 2017, quando come\u00e7ou a ficar mais acentuada a queda no n\u00famero de sindicalizados e a reforma trabalhista, aprovada naquele ano.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cOs dados mostram uma correla\u00e7\u00e3o forte entre a\u00a0implanta\u00e7\u00e3o da lei\u00a0e a queda do percentual de pessoas sindicalizadas\u201d, aponta.<\/p><\/blockquote>\n<p>Uma das mudan\u00e7as provocadas pela reforma foi o\u00a0fim da contribui\u00e7\u00e3o sindical obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Sobre o aumento de 2023 para 2024, Kratochwill acredita em uma recupera\u00e7\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o dos trabalhadores sobre o papel dos sindicatos.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO n\u00famero de sindicalizados chegou a um valor muito baixo e, talvez, as pessoas estejam come\u00e7ando a verificar novamente a necessidade de se organizar, lutar pelos direitos dos trabalhadores, e isso se d\u00e1 muito por meio\u00a0do sindicato\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Mais velhos<\/h2>\n<p>Ao detalhar o saldo positivo de 812 mil sindicalizados entre filia\u00e7\u00f5es e desfilia\u00e7\u00f5es de 2024, o IBGE percebe que, de cada dez trabalhadores que se sindicalizaram, oito estavam na faixa et\u00e1ria a partir de 30 anos.<\/p>\n<p>No grupo de 40 a 49 anos de idade est\u00e3o 32% dos trabalhadores que se filiaram no ano passado.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cTalvez seja uma recupera\u00e7\u00e3o daquelas pessoas que um dia j\u00e1 tenham sido sindicalizadas e retornaram\u201d, sugere Kratochwill.<\/p><\/blockquote>\n<p>J\u00e1 o grupo de 14 a 19 anos representa apenas 0,7% do saldo de 812 mil sindicalizados. Outro dado que mostra menor presen\u00e7a dos jovens nos sindicatos \u00e9 que, enquanto a taxa nacional \u00e9 de 8,9% dos trabalhadores ligados aos sindicatos, na faixa de 14 a 19 anos \u00e9 de 1,6%. No grupo de 20 a 29 anos, de 5,1%.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 ainda uma grande renova\u00e7\u00e3o dos quadros de associa\u00e7\u00e3o a sindicato\u201d, destaca o analista.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Setores<\/h2>\n<p>O IBGE divide os trabalhadores em dez grupamentos de atividade e constatou que, de cada dez\u00a0sindicalizados, tr\u00eas (30,9%) atuam no grupamento administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Em seguida, figuram os grupamentos ind\u00fastria (16,4% dos sindicalizados) e informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e atividades financeiras, imobili\u00e1rias, profissionais e administrativas (13,3%).<\/p>\n<p>Observando categoria a categoria, a pesquisa mostra que o grupamento administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais \u00e9 o que tem\u00a0maior parcela de sindicalizados (15,5%).<\/p>\n<p><strong>Confira a taxa de associa\u00e7\u00e3o por grupamento:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa, seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais: 15,5%<\/p>\n<p>&#8211; Agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura: 14,8%<\/p>\n<p>&#8211; Ind\u00fastria geral: 11,4%<\/p>\n<p>&#8211; Informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e atividades financeiras, imobili\u00e1rias, profissionais e administrativas: 9,6%<\/p>\n<p>&#8211; Transporte, armazenagem e correio: 8,3%<\/p>\n<p>&#8211; Com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas: 5,6%<\/p>\n<p>&#8211; Alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o: 4,2%<\/p>\n<p>&#8211; Constru\u00e7\u00e3o: 3,6%<\/p>\n<p>&#8211; Outros servi\u00e7os: 3,4%<\/p>\n<p>&#8211; Servi\u00e7os dom\u00e9sticos: 2,6%<\/p>\n<p>O pesquisador do IBGE lembra que o setor p\u00fablico sempre teve maior participa\u00e7\u00e3o na sindicaliza\u00e7\u00e3o. Dessa forma, ele acredita que \u201cquem entra para o setor p\u00fablico acaba tendo uma tend\u00eancia maior [de se sindicalizar]\u201d, diz.<\/p>\n<h2>Escolaridade<\/h2>\n<p>A Pnad mostra que entre os trabalhadores com n\u00edvel superior completo, a taxa chega a 14,2%, acima do patamar do pa\u00eds como um todo (8,9%).<\/p>\n<p>Entre os ocupados que t\u00eam ensino m\u00e9dio completo e superior incompleto, a taxa \u00e9 7,7%. Entre os com fundamental completo e m\u00e9dio incompleto, 5,7%.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O esclarecimento que se d\u00e1 por meio\u00a0do n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o pode favorecer movimentos no sindicalismo\u201d, avalia Kratochwill.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Tipo de contrato<\/h2>\n<p><strong>Os dados mostram que empregados no setor p\u00fablico t\u00eam taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 18,9% \u2500 mais que o dobro da m\u00e9dia nacional.<\/strong>\u00a0Em seguida aparecem os empregados com carteira assinada (11,2%). No grupo dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria, apenas 5,1% s\u00e3o filiados. Entre os sem carteira de trabalho assinada, a taxa \u00e9 de 3,8%.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAl\u00e9m de n\u00e3o ter todos os seus benef\u00edcios sociais, a seguran\u00e7a social, o trabalhador informal ainda carece de um meio de luta pelas melhorias do mercado de trabalho\u201d, constata Kratochwill.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Homens e mulheres<\/h2>\n<p>O IBGE aponta que, desde 2012, tem diminu\u00eddo a diferen\u00e7a entre homens e mulheres no universo sindical.<\/p>\n<p><strong>Em 2012, eles eram 61,3% do total\u00a0e elas, 38,7%. Doze anos depois, a rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de 57,6% homens e 42,4% mulheres.<\/strong><\/p>\n<p>Observando pela taxa de associa\u00e7\u00e3o, em 2012 a parcela de homens sindicalizados era 16,9%. A de mulheres, 14,9%. Ambas perderam for\u00e7a at\u00e9 2024, quando a dos homens ficou em 9,1%\u00a0e a das mulheres\u00a0em 8,7%.<\/p>\n<p>Isso representa que a diferen\u00e7a entre os dois sexos passou de 2 pontos percentuais para 0,4. Em 2022, a participa\u00e7\u00e3o entre elas (9,3%) chegou a superar a deles (9,1%).<\/p>\n<p>De acordo com William Kratochwill, no intervalo de 12 anos, as mulheres \u201clargaram\u201d menos a sindicaliza\u00e7\u00e3o e, agora, est\u00e3o acompanhando o aumento no n\u00famero de associados.<\/p>\n<h2>Cooperativismo<\/h2>\n<p>O levantamento revela que o pa\u00eds vivencia trajet\u00f3ria de queda no n\u00famero de empregadores ou trabalhadores por conta pr\u00f3pria associados a cooperativas, organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social em que as pessoas podem se agrupar de forma volunt\u00e1ria e buscar neg\u00f3cios mais democr\u00e1ticos e participativos.<\/p>\n<p>Em 2012 eram 1,5 milh\u00e3o de pessoas, o que representava 6,3% dos trabalhadores ocupados. Em 2024 esse contingente somava 1,3 milh\u00e3o (4,3% dos trabalhadores), o menor j\u00e1 registrado na s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de trabalhadores sindicalizados no Brasil interrompeu ganhou um aumento 812 mil pessoas em 2024. 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