{"id":61923,"date":"2025-10-23T12:16:27","date_gmt":"2025-10-23T15:16:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61923"},"modified":"2025-10-23T12:16:38","modified_gmt":"2025-10-23T15:16:38","slug":"61923","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/61923\/","title":{"rendered":"OPP tem 5 blocos no pr\u00e9-sal arrematados e R$ 104 milh\u00f5es em b\u00f4nus"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">Cinco empresas, em cons\u00f3rcio ou individualmente, arremataram cinco dos sete blocos do 3\u00ba Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), todos no pol\u00edgono do pr\u00e9-sal: Esmeralda e Ametista, na Bacia de Santos; e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na Bacia de Campos. Ao todo, oito empresas concorreram ao leil\u00e3o, realizado nesta quarta-feira (22) pela Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), no Rio de Janeiro. Duas das vencedoras \u2014 Karoon e Sinopec \u2014 s\u00e3o estreantes no regime de partilha no Brasil. A assinatura dos contratos est\u00e1 prevista para acontecer at\u00e9 29 de maio de 2026.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Petrobras foi um dos destaques, arrematando sozinha o bloco de Citrino, na Bacia de Campos, e o bloco de Jaspe, tamb\u00e9m em Campos, com 60% (operadora) de participa\u00e7\u00e3o no cons\u00f3rcio com a Equinor (40%). A empresa norueguesa tamb\u00e9m venceu sozinha o bloco de Itaimbezinho, na Bacia de Campos. J\u00e1 a Karoon arrematou 100% do bloco Esmeralda e o cons\u00f3rcio formado pela CNOOC Petroleum (70%\/operadora) e Sinopec (30%) ficou com o bloco Ametista, ambos na Bacia de Santos.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os b\u00f4nus de assinatura dos cinco blocos, que s\u00e3o fixos e determinados no edital da OPP, somaram R$ 103,7 milh\u00f5es. Os investimentos previstos na primeira fase dos contratos (fase de explora\u00e7\u00e3o) s\u00e3o de R$ 451,5 milh\u00f5es. De acordo com a ANP, o quantitativo atual de blocos explorat\u00f3rios no regime de partilha da produ\u00e7\u00e3o foi ampliado em 50%, passando de 10 para 15 blocos. Como resultado, a \u00e1rea explorat\u00f3ria da partilha tamb\u00e9m ser\u00e1 ampliada em cerca de 50%, passando para 24,8 mil km\u00b2.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A ANP avalia que, ap\u00f3s as recentes mudan\u00e7as no edital da OPP, o certo ficou mais atraente, tendo, pela primeira vez, empresas independentes inscritas, al\u00e9m das grandes petroleiras. Todos os blocos arrematados tiveram ofertas de excedente em \u00f3leo para a Uni\u00e3o maiores do que o m\u00ednimo do edital. O \u00e1gio m\u00e9dio do excedente em \u00f3leo foi de 91,20%. O maior \u00e1gio foi de 251,63%, no bloco de Citrino, vencido pela Petrobras.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Nenhum regime de partilha da produ\u00e7\u00e3o, parte do petr\u00f3leo e do g\u00e1s produzido pelas empresas \u00e9 designado \u00e0 Uni\u00e3o \u2013 o chamado \u201cpercentual do excedente em \u00f3leo\u201d. O percentual desse excedente que ir\u00e1 para a Uni\u00e3o \u00e9 oferecido pelos licitantes no leil\u00e3o, a partir do m\u00ednimo determinado em edital, e \u00e9 o seletivo para determinar os vencedores.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Itaimbezinho e Jaspe est\u00e3o localizados no pr\u00e9-sal da Bacia de Campos, onde a Equinor iniciou suas opera\u00e7\u00f5es no Brasil com o campo de Peregrino e onde desenvolve o projeto Raia. Itaimbezinho fica a cerca de 15 quil\u00f4metros de Raia, projeto com previs\u00e3o de entrada em opera\u00e7\u00e3o em 2028, capaz de escoar 16 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s natural por dia. De acordo com a Equinor, o volume ser\u00e1 equivalente a 15% da demanda nacional de g\u00e1s brasileira \u00e0 \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A empresa destacou que \u00e9 um novo marco que refor\u00e7a o compromisso com o Brasil, o que considera um pa\u00eds-chave no portf\u00f3lio internacional. \u201cEstamos adicionando novidades ao nosso portf\u00f3lio, ao mesmo tempo em que provamos que somos capazes de executar projetos complexos e de larga escala, como fizemos com Bacalhau na \u00faltima semana\u201d, afirmou a presidente da Equinor no Brasil, Ver\u00f4nica Coelho.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Petrobras informou ao mercado que sua participa\u00e7\u00e3o no 3\u00ba ciclo da OPP est\u00e1 alinhada \u00e0 estrat\u00e9gia de longo prazo da companhia e que fortalece seu perfil de principal operadora de campos de petr\u00f3leo localizados em \u00e1guas ultraprofundas, potencializando a recomposi\u00e7\u00e3o de reservas para o futuro da companhia. \u201cA Petrobras atuou de forma seletiva no leil\u00e3o de forma para garantir a incorpora\u00e7\u00e3o de quase 2.300 km\u00b2 em seu portf\u00f3lio de \u00e1reas explorat\u00f3rias\u201d, afirmou a operadora em comunicado.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na avalia\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o arremate de blocos em mais de 70% mostra o interesse das empresas petrol\u00edferas continua firme para o pr\u00e9-sal brasileiro e sinaliza a manuten\u00e7\u00e3o de um ciclo de investimentos relevantes para o pa\u00eds. \u201cA forte competi\u00e7\u00e3o observada em alguns blocos e os percentuais expressivos de excedente em \u00f3leo oferecido para a Uni\u00e3o e de \u00e1gio, como o caso do bloco Citrino com mais de 250%, evidenciam a vis\u00e3o otimista das empresas quanto ao potencial das \u00e1reas\u201d, afirmou a gerente de Petr\u00f3leo, G\u00e1s, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Firjan tamb\u00e9m destacou a diversifica\u00e7\u00e3o de operadoras no regime de partilha do pr\u00e9-sal. A leitura \u00e9 que as movimenta\u00e7\u00f5es da Karoon e da CNOOC junto \u00e0 Sinopec, somadas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o de players consolidados como Petrobras e Equinor, refor\u00e7am a atratividade do pr\u00e9-sal para diferentes perfis de investidores, al\u00e9m de contribuir para a dinamiza\u00e7\u00e3o da cadeia de fornecedores.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A an\u00e1lise da federa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m celebra que a continuidade do calend\u00e1rio de licita\u00e7\u00f5es, refor\u00e7ada pelo sucesso deste ciclo e pela perspectiva de um quarto ciclo com um n\u00famero potencialmente maior de blocos, oferece previsibilidade para que a ind\u00fastria planeje seus investimentos a longo prazo. \u201cA manuten\u00e7\u00e3o das atividades explorat\u00f3rias \u00e9 passo fundamental para a reposi\u00e7\u00e3o de reservas, a seguran\u00e7a energ\u00e9tica nacional e o desenvolvimento econ\u00f4mico e social, consolidando o papel estrat\u00e9gico do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s para o Brasil e, em especial, para o Rio de Janeiro\u201d, refor\u00e7ou Karine.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ap\u00f3s o leil\u00e3o, a Shell Brasil declarou que a decis\u00e3o de n\u00e3o apresentar proposta no 3\u00ba ciclo da OPP refletiu a &#8216;abordagem disciplinada&#8217; da companhia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aloca\u00e7\u00e3o de capital e uma avalia\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica das oportunidades dispon\u00edveis nesta rodada. \u201cA Shell parabeniza os vencedores desta rodada e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustent\u00e1vel do setor de energia offshore do Brasil\u201d, manifestou em nota.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para o 4\u00ba Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, 18 blocos j\u00e1 foram aprovados pelo Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE). O Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) informou que solicitou a emiss\u00e3o dos pareceres ambientais do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA) para inclu\u00ed-los na OPP de 2026.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Revista Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco empresas, em cons\u00f3rcio ou individualmente, arremataram cinco dos sete blocos do 3\u00ba Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), todos no pol\u00edgono do pr\u00e9-sal:&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":61924,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-61923","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61923","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61923"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61923\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61926,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61923\/revisions\/61926"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61924"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61923"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61923"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61923"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}