{"id":61513,"date":"2025-10-01T12:43:19","date_gmt":"2025-10-01T15:43:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61513"},"modified":"2025-10-01T12:43:19","modified_gmt":"2025-10-01T15:43:19","slug":"portonave-vence-o-premio-expressao-de-ecologia-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/portonave-vence-o-premio-expressao-de-ecologia-2025\/","title":{"rendered":"Portonave vence o Pr\u00eamio Express\u00e3o de Ecologia 2025"},"content":{"rendered":"<p>Certificado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do pa\u00eds no setor empresarial, o Pr\u00eamio Express\u00e3o de Ecologia atribuiu ao Terminal Portu\u00e1rio o t\u00edtulo de vencedor da 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o, na categoria \u201cConserva\u00e7\u00e3o da \u00c1gua\u201d, pelo projeto \u201cEconomia Circular: Gest\u00e3o Eficiente da \u00c1gua na Obra do Cais da Portonave\u201d.<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o foi entregue no Jurer\u00ea Beach Village, em Florian\u00f3polis, no \u00faltimo s\u00e1bado (27). Pelo Terminal, o trof\u00e9u foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Seguran\u00e7a Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.<\/p>\n<p>O consumo de \u00e1gua \u00e9 um dos grandes desafios na gest\u00e3o ambiental da obra de adequa\u00e7\u00e3o do cais. Por esse motivo, por iniciativa pr\u00f3pria, a Companhia implementou alternativas sustent\u00e1veis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A a\u00e7\u00e3o inclui a capta\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da chuva e o reuso das \u00e1guas residu\u00e1rias \u2014 provenientes da lavagem de equipamentos e caminh\u00f5es betoneira \u2014 para a umidifica\u00e7\u00e3o das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emiss\u00e3o de poeira.<\/p>\n<p>O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse per\u00edodo, al\u00e9m de economizar cerca de R$ 50 mil em \u00e1gua pot\u00e1vel, foram reaproveitados mais de 7,2 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milh\u00e3o de litros.<\/p>\n<p><strong>Desafios ambientais <\/strong><\/p>\n<p>Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilh\u00e3o, a obra do cais vai viabilizar a recep\u00e7\u00e3o de navios com at\u00e9 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave ter\u00e1 ganho de escalas, mais efici\u00eancia operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Al\u00e9m desses, a adequa\u00e7\u00e3o do cais envolve outros n\u00fameros expressivos. Um deles \u00e9 o volume total de concreto que ser\u00e1 empregado no refor\u00e7o do cais: 117 mil metros c\u00fabicos. Os processos de produ\u00e7\u00e3o e cura desse material exigem uma grande quantidade de \u00e1gua \u2014 entre 160 e 250 litros por metro c\u00fabico. Em um c\u00e1lculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milh\u00f5es de litros.<\/p>\n<p>Toda a \u00e1gua utilizada nesse processo \u00e9 proveniente do sistema p\u00fablico e de empresas privadas, que abastecem os reservat\u00f3rios da obra com caminh\u00f5es-pipa. Como parte das atividades de constru\u00e7\u00e3o, o canteiro de obras disp\u00f5e de uma usina misturadora, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pr\u00e9-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT), \u00e9 necess\u00e1rio o uso da \u00e1gua pot\u00e1vel para assegurar a qualidade do material.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da \u00e1gua utilizada nessa produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminh\u00f5es betoneira a fim de evitar o ac\u00famulo de res\u00edduos e preservar a funcionalidade dos materiais.<\/p>\n<p><strong>O sistema bate lastro como solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel <\/strong><\/p>\n<p>Para solucionar o problema do desperd\u00edcio de \u00e1gua, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da \u00e1gua para ser utilizada na lavagem de equipamentos e ve\u00edculos, conhecido como bate lastro. O sistema \u00e9 composto por uma rampa e seis tanques de decanta\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, para os quais os efluentes s\u00e3o direcionados. Nesses tanques, ocorre a separa\u00e7\u00e3o dos sedimentos: os s\u00f3lidos em suspens\u00e3o se acumulam no fundo, enquanto a \u00e1gua clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.<\/p>\n<p>Depois de tratada, a \u00e1gua \u00e9 bombeada para reservat\u00f3rios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instala\u00e7\u00f5es do canteiro de obras e na umidifica\u00e7\u00e3o das vias de circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos para evitar a dispers\u00e3o da poeira.<\/p>\n<p><strong>Compromisso que se estende al\u00e9m da obra <\/strong><\/p>\n<p>O reaproveitamento da \u00e1gua n\u00e3o se limita \u00e0 obra do cais. O Terminal Portu\u00e1rio tamb\u00e9m aplica pr\u00e1ticas permanentes voltadas \u00e0 gest\u00e3o eficiente dos recursos h\u00eddricos. Entre essas, est\u00e3o os sistemas de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no pr\u00e9dio administrativo e na c\u00e2mara frigor\u00edfica, Iceport. Cerca de 32% da \u00e1gua utilizada nas opera\u00e7\u00f5es da Iceport s\u00e3o provenientes da capta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas pluviais, principalmente destinadas \u00e0s torres de resfriamento.<\/p>\n<p>Fonte: Informativo dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certificado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do pa\u00eds no setor empresarial, o Pr\u00eamio Express\u00e3o de Ecologia atribuiu ao&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":61514,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-61513","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61513","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61513"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61515,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61513\/revisions\/61515"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}