{"id":6121,"date":"2014-06-17T08:00:50","date_gmt":"2014-06-17T11:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6121"},"modified":"2014-06-16T10:03:50","modified_gmt":"2014-06-16T13:03:50","slug":"estaleiro-enseada-e-maior-obra-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estaleiro-enseada-e-maior-obra-na-bahia\/","title":{"rendered":"Estaleiro Enseada \u00e9 maior obra na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>Uma movimenta\u00e7\u00e3o intensa de pessoas, empresas e m\u00e1quinas agita a regi\u00e3o de Maragojipe, no Rec\u00f4ncavo Baiano, localizado na Ba\u00eda de Todos os Santos, a pouco menos de 200 quil\u00f4metros de Salvador. Cerca de 450 caminh\u00f5es, carretas e ca\u00e7ambas trafegam, di\u00e1ria e ininterruptamente, na BA-534, estrada que liga a BA-001, na Ilha de Itaparica, at\u00e9 Salinas da Margarida, transportando pedras, cimentos, tubula\u00e7\u00f5es e estruturas de ferro para o canteiro de obras do estaleiro Enseada, que est\u00e1 sendo constru\u00eddo por mais de quatro mil oper\u00e1rios, na ba\u00eda do Iguape, conflu\u00eancia dos rios Baetant\u00e3 e Paragua\u00e7u.<\/p>\n<p>Or\u00e7ado em R$ 2,6 bilh\u00f5es, \u00e9 o maior investimento privado atualmente em execu\u00e7\u00e3o no Estado da Bahia, informa Humberto Rangel, diretor de rela\u00e7\u00f5es institucionais da Enseada Ind\u00fastria Naval, formado pelas empresas Odebrecht, OAS, UTC e a Kawasaki Heavy Industries (KHI), do Jap\u00e3o. O principal financiamento vem do Fundo de Marinha Mercante, no valor de R$ 1 bilh\u00e3o, com um empr\u00e9stimo adicional, negociado este ano, de mais R$ 400 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Quando estiver em opera\u00e7\u00e3o plena, a partir de mar\u00e7o do ano que vem, produzir\u00e1 navios, sondas de perfura\u00e7\u00e3o e plataformas, processando at\u00e9 36 mil toneladas de a\u00e7o por ano. E proporcionar\u00e1 cerca de dez mil empregos diretos e indiretos. &#8220;Trata-se de um empreendimento que abre imenso leque de oportunidades em diferentes \u00e1reas de neg\u00f3cio&#8221;, destaca Rangel.<\/p>\n<p>Constru\u00eddo numa \u00e1rea de 1,8 milh\u00e3o de metros quadrados, dos quais 400 mil destinados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental, o estaleiro Enseada impacta, direta ou indiretamente, pelo menos 15 munic\u00edpios em seu entorno, tanto pela absor\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, como pela cria\u00e7\u00e3o de novos servi\u00e7os e de empresas. No pico de sua implanta\u00e7\u00e3o, em fevereiro deste ano, o canteiro de obras chegou a contar com quase seis mil trabalhadores, a maioria, moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a grande expectativa \u00e9 com os quatro mil postos de trabalho, diretos, de alta qualifica\u00e7\u00e3o, que o empreendimento vai gerar em sua fase de opera\u00e7\u00e3o. Afinal, a primeira incumb\u00eancia do estaleiro ser\u00e1 construir seis navios sondas, parte de uma encomenda de 29 barcos desse tipo feito pela Petrobras aos estaleiros brasileiros.<\/p>\n<p>Segundo Rangel, a constru\u00e7\u00e3o dos navios-sonda \u00e9 uma tarefa complexa, que envolve procedimentos e rotinas bem diferentes das que acontecem atualmente no canteiro de obras. &#8220;O esfor\u00e7o que est\u00e1 sendo feito agora \u00e9 de treinamento e de forma\u00e7\u00e3o de pessoas&#8221;, diz ele. A constru\u00e7\u00e3o do casco do primeiro navio-sonda, o Ondina, que ser\u00e1 entregue pelo Enseada em julho de 2016, est\u00e1 sendo feita no estaleiro da s\u00f3cia Kawasaki, especializada nesta tecnologia, em Sakaide, no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Para l\u00e1, foram enviadas duas turmas de engenheiros e t\u00e9cnicos brasileiros para ser treinados na tecnologia, e a constru\u00e7\u00e3o do casco do segundo navio-sonda da encomenda da Petrobras, o Pituba, previsto para ser entregue em maio de 2017, j\u00e1 ser\u00e1 realizada no estaleiro da Bahia. O treinamento no Jap\u00e3o faz parte de um pacote de transfer\u00eancia de tecnologia da Kawasaki, que representa um investimento de US$ 80 milh\u00f5es feito pelo Enseada Ind\u00fastria Naval.<\/p>\n<p>Outro grande benef\u00edcio \u00e9 o desenvolvimento de uma rede de fornecedores para atender \u00e0 demanda do estaleiro, especialmente na parte de engenharia, suprimento do projeto de sondas e pessoal qualificado. Desde fins do ano passado, a Enseada, em parceria com a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado da Bahia (Fieb) e Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), desenvolve um programa de sele\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o de empresas para ser fornecedoras das cadeias de \u00f3leo, g\u00e1s e naval. Pelo menos cem empresas passam, no momento, pelo processo de avalia\u00e7\u00e3o, devendo ser selecionadas cerca de 30.<\/p>\n<p>No canteiro de obras de Maragojipe, o ritmo de trabalho \u00e9 intenso. Em maio, 65% das edifica\u00e7\u00f5es do estaleiro j\u00e1 estavam conclu\u00eddas. A tarefa n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, segundo Andr\u00e9 Frias, engenheiro coordenador dos projetos de engenharia. S\u00e3o obras de grandes dimens\u00f5es.<\/p>\n<p>A Oficina de Estruturas, por exemplo, que vai transformar chapas e perfis met\u00e1licos em blocos utilizados na montagem dos navios, tem 74 mil metros quadrados de \u00e1rea e 40 metros de altura. \u00c9 a maior edifica\u00e7\u00e3o do estaleiro e fica pronta em junho. O Cais I, com \u00e1rea de 5,2 mil metros quadrados e capacidade para atracar embarca\u00e7\u00f5es de at\u00e9 210 metros de comprimento, recebeu em fevereiro a primeira parte do Goliath, um superguindaste de 150 metros, altura equivalente a um pr\u00e9dio de 50 andares, pesando sete mil toneladas e que pode i\u00e7ar cargas de 1,8 mil toneladas.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico\/Genilson Cezar | De Salvador<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma movimenta\u00e7\u00e3o intensa de pessoas, empresas e m\u00e1quinas agita a regi\u00e3o de Maragojipe, no Rec\u00f4ncavo Baiano, localizado na Ba\u00eda de Todos os Santos, a pouco&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3826,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-6121","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6121"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6122,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6121\/revisions\/6122"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3826"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}