{"id":61184,"date":"2025-09-11T11:35:01","date_gmt":"2025-09-11T14:35:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61184"},"modified":"2025-09-11T11:35:01","modified_gmt":"2025-09-11T14:35:01","slug":"arsenal-de-marinha-do-rio-de-janeiro-262-anos-de-tradicao-e-novos-rumos-na-construcao-naval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/arsenal-de-marinha-do-rio-de-janeiro-262-anos-de-tradicao-e-novos-rumos-na-construcao-naval\/","title":{"rendered":"Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro: 262 anos de tradi\u00e7\u00e3o e novos rumos na constru\u00e7\u00e3o naval"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-align-justify\">O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) carrega em sua hist\u00f3ria mais de dois s\u00e9culos e meio de tradi\u00e7\u00e3o e relev\u00e2ncia para a constru\u00e7\u00e3o naval militar do Brasil. Fundado em 29 de dezembro de 1763, a institui\u00e7\u00e3o foi inicialmente instalada no sop\u00e9 do Mosteiro de S\u00e3o Bento, com a miss\u00e3o de construir e reparar navios da Marinha de Portugal.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Com uma trajet\u00f3ria marcada por inova\u00e7\u00f5es e conquistas, o AMRJ n\u00e3o se limita ao passado. Sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas da Defesa Nacional permitiu que o estaleiro mantivesse relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica ao longo dos anos. Hoje, a Organiza\u00e7\u00e3o Militar vive um novo ciclo, retomando a constru\u00e7\u00e3o naval militar com projetos modernos que refor\u00e7am a presen\u00e7a da Marinha do Brasil (MB) em \u00e1guas jurisdicionais e ampliam a prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Azul.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Segundo o Diretor do AMRJ, o Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Mauro Nicoloso Bonotto, a produ\u00e7\u00e3o paralela dos Navios-Patrulha (NPa) \u201cMangaratiba\u201d e \u201cMiramar\u201d simboliza a retomada da tradi\u00e7\u00e3o construtiva e da capacidade do Arsenal de Marinha.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Do Arsenal da Corte ao AMRJ<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">Ao longo de sua hist\u00f3ria, o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro passou por diferentes denomina\u00e7\u00f5es e momentos de transforma\u00e7\u00e3o. Com a Independ\u00eancia, em 1822, passou a ser denominado Arsenal de Marinha da Corte, at\u00e9 a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, quando recebeu oficialmente o nome de Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. O crescimento das demandas navais levou, em 1840, \u00e0 expans\u00e3o da infraestrutura, com a constru\u00e7\u00e3o de novas instala\u00e7\u00f5es na Ilha das Cobras, incluindo o primeiro dique seco.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">A consolida\u00e7\u00e3o definitiva na Ilha das Cobras ocorreu em 1938, quando a infraestrutura j\u00e1 superava a existente no continente, dando origem ao Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras. Durante alguns anos, os dois estaleiros funcionaram de forma simult\u00e2nea, at\u00e9 que, em 1948, apenas o da Ilha permaneceu ativo, adotando definitivamente a denomina\u00e7\u00e3o de Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, que se mant\u00e9m at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Ao longo de sua trajet\u00f3ria, o AMRJ consolidou-se como um polo de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia naval no Pa\u00eds. Desde a constru\u00e7\u00e3o da Nau \u201cS\u00e3o Sebasti\u00e3o\u201d, em 1763, o estaleiro foi respons\u00e1vel por marcos importantes, como a Corveta \u201cCampista\u201d (1824), o Cruzador \u201cTamandar\u00e9\u201d (1884) e o Monitor Fluvial \u201cParna\u00edba\u201d (1936), este \u00faltimo em plena atividade at\u00e9 hoje. J\u00e1 nas d\u00e9cadas seguintes, destacou-se na produ\u00e7\u00e3o de Navios-Patrulha Costeiros, Navios de Assist\u00eancia Hospitalar e Corvetas da Classe Inha\u00fama, consolidando a capacidade nacional de projetar e construir meios complexos.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Um dos maiores saltos tecnol\u00f3gicos ocorreu a partir de 1982, com o in\u00edcio do programa de constru\u00e7\u00e3o de submarinos. Fruto de uma parceria com a Alemanha, o projeto possibilitou a forma\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es de engenheiros e t\u00e9cnicos brasileiros e a transfer\u00eancia de conhecimento de tecnologias. O resultado foi a produ\u00e7\u00e3o, no pr\u00f3prio AMRJ, de tr\u00eas submarinos da Classe Tupi: \u201cTamoio\u201d, \u201cTimbira\u201d e \u201cTapaj\u00f3\u201d, al\u00e9m do \u201cTikuna\u201d, entregue \u00e0 Esquadra em 2006.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">Na mesma linha, o Arsenal construiu a Corveta \u201cBarroso\u201d, evolu\u00e7\u00e3o do projeto da Classe Inha\u00fama, incorporada \u00e0 Marinha em 2008 e considerada um marco da capacidade nacional em engenharia naval militar.<\/p>\n<h5 class=\"text-align-justify\">Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro divulga entregas previstas at\u00e9 2028<\/h5>\n<p class=\"text-align-justify\">O AMRJ iniciou o segundo semestre de 2025 com a entrega de duas Lanchas de Opera\u00e7\u00f5es Ribeirinhas (LOpRib) ao Ex\u00e9rcito Brasileiro. As duas unidades foram destinadas ao Comando Militar da Amaz\u00f4nia e ao Comando Militar do Oeste. A LOpRib \u00e9 uma embarca\u00e7\u00e3o moderna que alia blindagem e prote\u00e7\u00e3o bal\u00edstica \u00e0 alta mobilidade em \u00e1guas interiores.<\/p>\n<p>Em 2026, o Arsenal j\u00e1 tem em sua agenda a cerim\u00f4nia de batismo do Navio-Patrulha (NPa) \u201cMangaratiba\u201d e, no mesmo ano, o navio ser\u00e1 incorporado ao Setor Operativo da MB. O planejamento inclui tamb\u00e9m, para dezembro de 2028, a entrega do Navio-Patrulha \u201cMiramar\u201d. Essas constru\u00e7\u00f5es se devem \u00e0 inclus\u00e3o do Programa de Obten\u00e7\u00e3o de Navios-Patrulha (PRONAPA) no Novo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), que garantiu investimentos no processo construtivo e na infraestrutura de oficinas especializadas do AMRJ.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">As embarca\u00e7\u00f5es desse tipo t\u00eam um papel relevante e estrat\u00e9gico na prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia Azul. Os navios-patrulha garantem a seguran\u00e7a do tr\u00e1fego aquavi\u00e1rio, auxiliam na fiscaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas jurisdicionais e atuam no combate a crimes como contrabando, pesca ilegal e tr\u00e1fico de drogas. Al\u00e9m de contribuir para a gera\u00e7\u00e3o de empregos, eles tamb\u00e9m desempenham um papel vital em miss\u00f5es de busca e salvamento e no apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas isoladas.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">O Arsenal de Marinha tamb\u00e9m segue disponibilizando parte de seus servi\u00e7os para embarca\u00e7\u00f5es de uso comercial e atendendo \u00e0s demandas de manuten\u00e7\u00e3o de meios navais da MB, como foi o caso da primeira docagem do Navio-Aer\u00f3dromo Multiprop\u00f3sito (NAM) \u201cAtl\u00e2ntico\u201d no Pa\u00eds, desde sua incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0 MB. Durante o per\u00edodo de docagem no Dique \u201cAlmirante R\u00e9gis\u201d, iniciado em setembro de 2024 e conclu\u00eddo em mar\u00e7o de 2025, foram realizados diversos servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o, como parte do per\u00edodo de docagem de rotina do Capit\u00e2nia da Esquadra.<\/p>\n<p class=\"text-align-justify\">De acordo com o Diretor do AMRJ: \u201cA primeira docagem do NAM \u2018Atl\u00e2ntico\u2019 no Dique \u2018Almirante R\u00e9gis\u2019 foi uma manobra desafiadora, n\u00e3o somente pelas dimens\u00f5es do navio, mas pelo seu ineditismo no Brasil\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) carrega em sua hist\u00f3ria mais de dois s\u00e9culos e meio de tradi\u00e7\u00e3o e relev\u00e2ncia para a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":61185,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-61184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61186,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61184\/revisions\/61186"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}