{"id":61151,"date":"2025-09-09T11:46:07","date_gmt":"2025-09-09T14:46:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61151"},"modified":"2025-09-09T11:46:07","modified_gmt":"2025-09-09T14:46:07","slug":"rota-maritima-mais-perigosa-do-mundo-fica-perto-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/rota-maritima-mais-perigosa-do-mundo-fica-perto-do-brasil\/","title":{"rendered":"Rota mar\u00edtima mais perigosa do mundo fica perto do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Passagem de Drake, no final de agosto, segundo o Centro Alem\u00e3o de Pesquisa em Geoci\u00eancias (GFZ). O tremor ocorreu a 10 quil\u00f4metros de profundidade, de acordo com o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos (USGS), mas n\u00e3o trouxe risco de tsunami.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio refor\u00e7a a fama da regi\u00e3o, localizada entre o extremo sul do Chile e a Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica, como uma das rotas mar\u00edtimas mais perigosas do mundo.<\/p>\n<p>Considerada o \u201cpesadelo dos navegadores\u201d, a Passagem de Drake \u00e9 marcada por tempestades violentas, ventos fortes e ondas de at\u00e9 20 metros, j\u00e1 registradas segundo a National Geographic. O fen\u00f4meno ocorre porque o Oceano Austral n\u00e3o possui barreiras naturais, permitindo que os ventos circulem livremente ao redor do planeta, gerando correntes intensas.<\/p>\n<p>A ocean\u00f3grafa Karen Heywood afirma que, em navios que cruzam o estreito, cada objeto precisa ser fixado com mantas adesivas, tamanha \u00e9 a for\u00e7a dos movimentos.<\/p>\n<p><strong>Papel crucial no clima da Terra<\/strong><br \/>\nApesar dos riscos, a regi\u00e3o tem enorme import\u00e2ncia ambiental. Sob as \u00e1guas da passagem flui a corrente circumpolar ant\u00e1rtica, a maior do planeta. Ela conecta o Atl\u00e2ntico, o Pac\u00edfico e o Oceano Austral, transportando calor, nutrientes e removendo cerca de 600 milh\u00f5es de toneladas de carbono por ano da atmosfera \u2014 o equivalente a um sexto das emiss\u00f5es humanas.<\/p>\n<p>Segundo o The New York Times, a abertura geol\u00f3gica do estreito h\u00e1 milh\u00f5es de anos isolou termicamente a Ant\u00e1rtica, transformando-a no continente gelado que conhecemos hoje.<\/p>\n<p><strong>Riqueza biol\u00f3gica e explora\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Passagem de Drake tamb\u00e9m \u00e9 vital para a cadeia alimentar marinha, sustentando desde o pl\u00e2ncton at\u00e9 baleias, focas e pinguins. Exploradores relatam que, ap\u00f3s dias de mar revolto, o encontro com golfinhos e aves polares na chegada \u00e0 Ant\u00e1rtica compensa os riscos da travessia.<\/p>\n<p>Batizada em homenagem ao cors\u00e1rio ingl\u00eas Francis Drake, a passagem foi cruzada pela primeira vez em 1616 pelo navegador holand\u00eas Willem Schouten. Desde ent\u00e3o, continua sendo ao mesmo tempo um s\u00edmbolo de desafio e fasc\u00edniopara navegadores e cientistas.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Passagem de Drake, no final de agosto, segundo o Centro Alem\u00e3o de Pesquisa em Geoci\u00eancias (GFZ). O tremor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":61152,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-61151","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61151"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61151\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61153,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61151\/revisions\/61153"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61152"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}