{"id":61145,"date":"2025-09-09T10:12:28","date_gmt":"2025-09-09T13:12:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61145"},"modified":"2025-09-09T10:12:28","modified_gmt":"2025-09-09T13:12:28","slug":"ir-mudancas-devem-beneficiar-quem-recebe-ate-r-7-350-veja-quanto-cada-faixa-salarial-ganhara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/ir-mudancas-devem-beneficiar-quem-recebe-ate-r-7-350-veja-quanto-cada-faixa-salarial-ganhara\/","title":{"rendered":"IR: mudan\u00e7as devem beneficiar quem recebe at\u00e9 R$ 7.350; veja quanto cada faixa salarial ganhar\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Os trabalhadores com carteira assinada que ganham R$ 5 mil por m\u00eas ser\u00e3o os mais beneficiados pela mudan\u00e7a na cobran\u00e7a do Imposto de Renda que est\u00e1 sendo proposta pela equipe econ\u00f4mica, em an\u00e1lise no Congresso Nacional.<\/p>\n<p> De acordo com c\u00e1lculos do diretor tribut\u00e1rio da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, quem ganha R$ 5 mil por m\u00eas ter\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de imposto retido na fonte, ou seja, deixar\u00e1 de pagar mensalmente, cerca de R$ 313 de IR. Em um ano, a economia, considerando o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, ser\u00e1 de R$ 4.067.<\/p>\n<p>Pela proposta em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara, haver\u00e1 um desconto vari\u00e1vel para zerar o IR para rendas de at\u00e9 R$ 5 mil.<\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, o desconto vari\u00e1vel ser\u00e1 decrescente come\u00e7ando acima de R$ 5 mil e zerando em R$ 7 mil, proposta do governo; ou zerando em R$ 7,35 mil, pela proposta do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Quem ganha acima disso, n\u00e3o ser\u00e1 beneficiado.<\/p>\n<p>Lira disse que a altera\u00e7\u00e3o vai beneficiar 500 mil brasileiros e visa garantir a &#8220;neutralidade&#8221; da proposta. Para ter validade em 2026, a proposta tem de ser aprovada pelo Legislativo.<\/p>\n<p>Se aprovado o projeto, cerca de 10 milh\u00f5es de contribuintes deixariam de pagar IR em 2026, um ano eleitoral. Dos declarantes do Imposto de Renda, mais de 26 milh\u00f5es (65%) seriam isentos, estima o Minist\u00e9rio da Fazenda. Da popula\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds, 87% n\u00e3o pagariam IRPF.<\/p>\n<p><strong>Entenda o projeto<\/strong><br \/>\nEm mar\u00e7o, o governo federal prop\u00f4s ampliar a faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, a partir de 2026, de R$ 3.036 (dois sal\u00e1rios m\u00ednimos) para R$ 5 mil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ampliar a faixa de isen\u00e7\u00e3o, a equipe econ\u00f4mica tamb\u00e9m prop\u00f4s uma isen\u00e7\u00e3o parcial para valores entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por m\u00eas.<br \/>\nPara compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para rendimentos at\u00e9 R$ 5 mil mensais, o governo pretende taxar os super ricos, ou seja, aqueles com renda mensal superior a R$ 50 mil \u2014 o equivalente a R$ 600 mil por ano.<\/p>\n<p>O projeto do governo impede que cobran\u00e7a sobre dividendos de pessoa f\u00edsica e empresa supere 34% para empresas e 45% para financeiras.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Morador da cobertura&#8217;<\/strong><br \/>\nO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou no Congresso Nacional, em junho deste ano, que a proposta do governo visa melhorar a distribui\u00e7\u00e3o de renda no pa\u00eds.<\/p>\n<p> Por\u00e9m, de acordo com dados da PNAD do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), levantados pela LCA Consultores, somente 32% dos trabalhadores brasileiros, aqueles que ganham acima de dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (valor j\u00e1 isento pelas regras atuais), ser\u00e3o beneficiados pela proposta de ampliar a faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para R$ 5 mil.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o governo tributaria mais aqueles que est\u00e3o entre os 1% com maior renda de trabalho no pa\u00eds para dar dinheiro para uma parcela dos trabalhadores que tamb\u00e9m est\u00e3o no topo da pir\u00e2mide \u2014 entre os 32% de maior renda no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Analistas opinam<\/strong><br \/>\n Organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil reunidas em uma coaliz\u00e3o pela reforma tribut\u00e1ria, entre elas o Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (Inesc) e a Oxfam Brasil, defendem um sistema tribut\u00e1rio mais progressivo, justo e inclusivo, sens\u00edvel \u00e0s desigualdades econ\u00f4micas, que afetam especialmente mulheres e pessoas negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p> Nota t\u00e9cnica do economista do IPEA, S\u00e9rgio Gobetti, conclui que proposta do governo peca ao n\u00e3o impor uma taxa\u00e7\u00e3o maior sobre lucros e dividendos no pa\u00eds, algo adotado por todas as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas.<\/p>\n<p>A proposta do governo apenas inclui essa taxa\u00e7\u00e3o dentro do chamado imposto m\u00ednimo, com al\u00edquota reduzida (10%), e somente para quem ganha mais de R$ 600 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p>Com a taxa\u00e7\u00e3o de dividendos, algo proposto por Paulo Guedes, o ent\u00e3o ministro da Economia na gest\u00e3o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a arrecada\u00e7\u00e3o estimada pelo economista do IPEA poderia ser superior a R$ 100 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>De acordo com economistas, os recursos obtidos por meio da taxa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos poderiam ser utilizados para reduzir a elevada tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo no Brasil, incidente sobre a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, e melhorar a chamada &#8220;progressividade&#8221; do sistema \u2013 taxar mais quem \u00e9 mais rico. Outra sugest\u00e3o seria reduzir o IRPJ de empresas, que est\u00e1 acima da m\u00e9dia mundial.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhadores com carteira assinada que ganham R$ 5 mil por m\u00eas ser\u00e3o os mais beneficiados pela mudan\u00e7a na cobran\u00e7a do Imposto de Renda que&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":61146,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-61145","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61145","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61147,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61145\/revisions\/61147"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/61146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}