{"id":61032,"date":"2025-09-02T13:18:45","date_gmt":"2025-09-02T16:18:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=61032"},"modified":"2025-09-02T13:18:45","modified_gmt":"2025-09-02T16:18:45","slug":"marinha-do-brasil-sedia-10a-conferencia-naval-interamericana-de-ciencia-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-do-brasil-sedia-10a-conferencia-naval-interamericana-de-ciencia-e-inovacao\/","title":{"rendered":"Marinha do Brasil sedia 10\u00aa Confer\u00eancia Naval Interamericana de Ci\u00eancia e Inova\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Rio de Janeiro foi palco, entre 25 e 28 de agosto, da 10\u00aa Confer\u00eancia Naval Interamericana Especializada em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CNIE-CT&#038;I). Organizado pela Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnol\u00f3gico da Marinha (DGDNTM), o encontro reuniu delega\u00e7\u00f5es de diversos pa\u00edses das Am\u00e9ricas para debater os avan\u00e7os da ci\u00eancia de dados aplicada \u00e0 defesa.<\/p>\n<p><strong>C5ISR e ci\u00eancia de dados na defesa naval<\/strong><br \/>\nO tema central do encontro foi o C5ISR, que engloba sistemas de comando, controle, comunica\u00e7\u00f5es, computa\u00e7\u00e3o, cibern\u00e9tica, intelig\u00eancia, vigil\u00e2ncia e reconhecimento. Essas capacidades s\u00e3o fundamentais para opera\u00e7\u00f5es navais modernas, garantindo maior integra\u00e7\u00e3o de sensores, prote\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica e capacidade de antecipar amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Durante a confer\u00eancia, especialistas destacaram a aplica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia de dados em ambientes complexos, como a Amaz\u00f4nia Azul, \u00e1rea de 5,7 milh\u00f5es de km\u00b2 de \u00e1guas jurisdicionais brasileiras. O uso integrado de informa\u00e7\u00f5es amplia a soberania nacional e fortalece a capacidade das Marinhas em neutralizar riscos antes que eles se concretizem.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas inclu\u00edram experi\u00eancias bem-sucedidas de diferentes pa\u00edses, abordando desde ciberseguran\u00e7a at\u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial em sistemas de defesa naval. O Brasil, como anfitri\u00e3o, refor\u00e7ou seu compromisso em investir na inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica como parte de sua estrat\u00e9gia de poder naval.<\/p>\n<p><strong>Coopera\u00e7\u00e3o internacional e interc\u00e2mbio de conhecimento<\/strong><br \/>\nA CNIE-CT&#038;I mostrou que os desafios da defesa mar\u00edtima ultrapassam fronteiras. Delega\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica do Norte, Central e do Sul compartilharam pr\u00e1ticas e projetos, buscando solu\u00e7\u00f5es conjuntas para amea\u00e7as comuns, como o crime organizado transnacional, a ciberpirataria e a prote\u00e7\u00e3o de rotas mar\u00edtimas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>Para o Vice-Almirante Alfredo Martins Muradas, assessor de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o da DGDNTM, a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior legado da confer\u00eancia: \u201cUma Marinha forte e soberana depende n\u00e3o apenas de meios navais, mas da integra\u00e7\u00e3o inteligente de informa\u00e7\u00f5es, sistemas e tecnologias estrat\u00e9gicas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O evento tamb\u00e9m fortaleceu v\u00ednculos acad\u00eamicos e diplom\u00e1ticos. A troca de experi\u00eancias entre militares, cientistas e engenheiros amplia a rede de colabora\u00e7\u00e3o internacional, preparando as For\u00e7as para responder a desafios cada vez mais sofisticados.<\/p>\n<p><strong>O Brasil no cen\u00e1rio da inova\u00e7\u00e3o em defesa<\/strong><br \/>\nAo sediar a 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia, o Brasil consolidou sua posi\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de defesa. A presen\u00e7a de representantes estrangeiros no Clube Naval Piraqu\u00ea e nas visitas t\u00e9cnicas ao Complexo Naval de Itagua\u00ed refor\u00e7ou a confian\u00e7a internacional no papel do pa\u00eds como articulador regional.<\/p>\n<p>Criada em 1959, a Confer\u00eancia Naval Interamericana (CNI) tem como prop\u00f3sito estreitar os la\u00e7os entre as Marinhas do continente. Sua vertente em ci\u00eancia e inova\u00e7\u00e3o, a CNIE-CT&#038;I, tornou-se espa\u00e7o permanente para debater tend\u00eancias e propor iniciativas conjuntas em seguran\u00e7a mar\u00edtima.<\/p>\n<p>O Contra-Almirante (Engenheiro Naval) Marcos Fricks Cavalcante, Diretor do CTMRJ, resumiu o impacto do encontro: \u201cDesafios como a ciberseguran\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o de sistemas cr\u00edticos n\u00e3o reconhecem fronteiras. Esta confer\u00eancia demonstra que s\u00f3 por meio da coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica poderemos enfrent\u00e1-los de forma eficaz\u201d.<\/p>\n<p>Com esta edi\u00e7\u00e3o, a Marinha do Brasil reafirma sua lideran\u00e7a no Atl\u00e2ntico Sul e fortalece o compromisso com a inova\u00e7\u00e3o como ferramenta estrat\u00e9gica para a defesa da soberania nacional e a seguran\u00e7a mar\u00edtima regional.<\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio de Janeiro foi palco, entre 25 e 28 de agosto, da 10\u00aa Confer\u00eancia Naval Interamericana Especializada em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CNIE-CT&#038;I). 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