{"id":6099,"date":"2014-06-16T08:07:43","date_gmt":"2014-06-16T11:07:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=6099"},"modified":"2014-06-13T22:09:48","modified_gmt":"2014-06-14T01:09:48","slug":"portos-e-hidrovias-da-europa-sao-exemplos-para-infraestrutura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/portos-e-hidrovias-da-europa-sao-exemplos-para-infraestrutura-brasileira\/","title":{"rendered":"Portos e hidrovias da Europa s\u00e3o exemplos para infraestrutura brasileira"},"content":{"rendered":"<p>A infraestrutura de transporte por hidrovias, canais e portos da Europa, desenvolvida desde o s\u00e9culo XIX, \u00e9 considerada a melhor do mundo e \u00e9 um bom exemplo para Mato Grosso e o Brasil. Foi o que constatou o diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria de Mato Grosso (Famato), Rog\u00e9rio Romanini, que participou da Miss\u00e3o T\u00e9cnica do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica, que passou por Holanda, Alemanha e B\u00e9lgica, visitando modais como o Porto de Rotterdam (Holanda), o Porto de Hamburgo (Alemanha), canais e eclusas na B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>O Porto de Rotterdam foi constru\u00eddo no s\u00e9culo XIX. \u00c9 o maior da Europa e at\u00e9 2004 foi considerado o mais movimentado do mundo, quando foi ultrapassado pelos portos de Singapura e Xangai, na China. Localizado no rio Nieuwe Maas, forma um delta com o Rio Reno quando desagua no Mar do Norte, levando diretamente ao centro do continente europeu. Cerca de 300 milh\u00f5es de toneladas de mercadorias s\u00e3o transportadas por ali anualmente. Rotterdam faz parte de 500 linhas de tr\u00e1fego de navios, que se conectam com cerca de outros mil portos ao redor do mundo. A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, o Porto de Santos, maior do Brasil, foi respons\u00e1vel por 48% do escoamento da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os de Mato Grosso neste ano at\u00e9 abril, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea). Este porto foi inaugurado em 1892 e em 2013 cerca de 114 milh\u00f5es de toneladas de produtos foram embarcados por l\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;O que notamos \u00e9 que estamos muitos anos atr\u00e1s dos europeus. Com uma engenharia eficiente, eles conseguiram realizar grandes obras de infraestrutura que ligam todo o continente de forma \u00e1gil. Algumas, como o Porto de Rotterdam, datam do s\u00e9culo XIX. No Brasil as obras necess\u00e1rias s\u00e3o ainda mais f\u00e1ceis de ser realizadas, pois temos in\u00fameros rios naveg\u00e1veis, onde a constru\u00e7\u00e3o de hidrovias pode ser feita, diferentemente da Europa. O que nos falta \u00e9 planejamento e vontade de fazer&#8221;, opina o diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Famato, Rog\u00e9rio Romanini.<\/p>\n<p>Atualmente, existem estudos para viabilizar oito hidrovias nas bacias brasileiras. Em Mato Grosso, os projetos s\u00e3o a hidrovia Teles Pires-Tapaj\u00f3s, Arinos-Juruena-Tapaj\u00f3s, Tocantins-Araguaia e a Paraguai-Paran\u00e1. Somente a hidrovia Juruena, via Juara, chegando at\u00e9 a Vila do Conde, no Par\u00e1, por exemplo, ir\u00e1 contribuir com uma economia anual de R$ 3,36 bilh\u00f5es para Mato Grosso, segundo dados do estudo Centro-Oeste Competitivo, divulgado em dezembro pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/p>\n<p><strong>Eclusas &#8211;<\/strong> Na B\u00e9lgica, o grupo visitou a Eclusa de Berendrecht, a maior do mundo e que d\u00e1 acesso \u00e0s docas da margem direita do Porto de Antu\u00e9rpia e foi constru\u00edda logo ap\u00f3s o t\u00e9rmino da 2\u00aa Guerra Mundial. A equipe tamb\u00e9m esteve no elevador de barcos Str\u00e9py-Thieu, localizado no Canal do Centro, tamb\u00e9m na B\u00e9lgica. A constru\u00e7\u00e3o come\u00e7ou e 1982 e terminou em 2002. J\u00e1 a Holanda tem a maior rede de vias naveg\u00e1veis da Europa. S\u00e3o cerca de seis mil km de rios e canais, que conseguem atingir praticamente todos os pontos do pa\u00eds. As eclusas mais movimentadas chegam a ter um tr\u00e1fego de 50 mil embarca\u00e7\u00f5es ao ano.<\/p>\n<p>&#8220;O que vimos l\u00e1 s\u00f3 refor\u00e7ou o que h\u00e1 tempos discutimos em Mato Grosso. As eclusas s\u00e3o important\u00edssimas para facilitar o transporte de gr\u00e3os via hidrovias. Nesta semana, a C\u00e2mara de Deputados aprovou o substitutivo ao Projeto de Lei (PL 5.335\/2009) que obriga a constru\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de eclusas junto \u00e0s barragens de usinas hidrel\u00e9tricas. Este \u00e9 um ponto que estamos cobrando h\u00e1 algum tempo e que ir\u00e1 viabilizar a navegabilidade pelos rios&#8221;, comenta Romanini.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Famato, Rog\u00e9rio Romanini, tamb\u00e9m participaram da Miss\u00e3o Log\u00edstica Europa membros da diretoria e delegados da Aprosoja-MT, o deputado federal pelo Paran\u00e1, Eduardo Sciarra, o coordenador de transportes aquavi\u00e1rios do Dnit-GO, Carlos Motta, representantes da Cargill e empres\u00e1rios do setor de log\u00edstica.<\/p>\n<p>Fonte: (MC)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infraestrutura de transporte por hidrovias, canais e portos da Europa, desenvolvida desde o s\u00e9culo XIX, \u00e9 considerada a melhor do mundo e \u00e9 um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":5570,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-6099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6100,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6099\/revisions\/6100"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5570"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}