{"id":60954,"date":"2025-08-28T11:08:02","date_gmt":"2025-08-28T14:08:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60954"},"modified":"2025-08-28T11:08:12","modified_gmt":"2025-08-28T14:08:12","slug":"governo-federal-autoriza-estudos-tecnicos-para-reativacao-da-hidrovia-do-sao-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/governo-federal-autoriza-estudos-tecnicos-para-reativacao-da-hidrovia-do-sao-francisco\/","title":{"rendered":"Governo Federal autoriza estudos t\u00e9cnicos para reativa\u00e7\u00e3o da Hidrovia do S\u00e3o Francisco"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos autorizou, nesta ter\u00e7a-feira (26), a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) a iniciar estudos t\u00e9cnicos para a reativa\u00e7\u00e3o da Hidrovia do S\u00e3o Francisco. A medida foi oficializada por portaria assinada pelo ministro Silvio Costa Filho e publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU). De acordo com a normativa, os estudos v\u00e3o analisar aspectos operacionais, log\u00edsticos e regulat\u00f3rios, al\u00e9m de viabilizar a explora\u00e7\u00e3o privada da infraestrutura e a retomada sustent\u00e1vel da navega\u00e7\u00e3o no trecho hidrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de que j\u00e1 no primeiro ano de opera\u00e7\u00e3o comercial a movimenta\u00e7\u00e3o de cargas pelo rio alcance 5 milh\u00f5es de toneladas. O projeto prev\u00ea ainda a integra\u00e7\u00e3o da hidrovia com outros modais de transporte, como ferrovias e rodovias.<\/p>\n<p>Para o ministro Silvio Costa Filho, a retomada do projeto ser\u00e1 estrat\u00e9gica para o desenvolvimento da regi\u00e3o. \u201cA reativa\u00e7\u00e3o da Hidrovia do S\u00e3o Francisco vai fortalecer a economia local, promovendo um transporte mais eficiente, sustent\u00e1vel e integrado com outros modais.\u201d<\/p>\n<p>Com 1.371 quil\u00f4metros de extens\u00e3o naveg\u00e1veis entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), a hidrovia permitir\u00e1 o transporte de cargas do Centro-Sul ao Nordeste de forma mais econ\u00f4mica e sustent\u00e1vel. Um comboio hidrovi\u00e1rio pode substituir at\u00e9 1,2 mil caminh\u00f5es, reduzindo significativamente a emiss\u00e3o de CO\u2082 e o desgaste das rodovias. Al\u00e9m disso, o consumo energ\u00e9tico das embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 consideravelmente menor, tornando essa alternativa uma das mais eficientes e sustent\u00e1veis do mercado.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento regional<\/strong><\/p>\n<p>A Nova Hidrovia \u00e9 ainda um dos projetos log\u00edsticos mais importantes para o escoamento de cargas e o desenvolvimento regional do pa\u00eds. O trajeto inclui o transporte de diversos produtos por barca\u00e7as, com destaque para o gesso agr\u00edcola, utilizado como fertilizante e condicionador de solo, gipsita, drywall e calc\u00e1rio, que ser\u00e3o transportados de Petrolina (PE) at\u00e9 Pirapora (MG). A rota tem como principal ponto abastecer o Sudeste e a regi\u00e3o conhecida como MATOPIBA (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia), um importante polo agr\u00edcola do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, produtos como a\u00e7\u00facar e \u00f3leo ser\u00e3o enviados de Juazeiro para Pirapora, e contribuir\u00e3o para o abastecimento das mesmas regi\u00f5es. O sal, extra\u00eddo no Rio Grande do Norte, seguir\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a Remanso (BA), onde se encontrar\u00e1 com o S\u00e3o Francisco, continuando sua jornada at\u00e9 Pirapora, tamb\u00e9m rumo ao Sudeste.<\/p>\n<p>O caf\u00e9, por sua vez, far\u00e1 o trajeto inverso, partindo de Pirapora em dire\u00e7\u00e3o a Juazeiro e Petrolina para atender \u00e0 demanda do Nordeste. J\u00e1 o milho, soja, algod\u00e3o, adubo e outros insumos agr\u00edcolas ser\u00e3o transportados por via terrestre dos munic\u00edpios baianos de Barreiras e Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es at\u00e9 Ibotirama (BA) e seguir\u00e3o pela hidrovia at\u00e9 Juazeiro. A partir da\u00ed, poder\u00e3o ser escoados para o Porto de Aratu, em Salvador, por rodovia ou ferrovia.<\/p>\n<p><strong>Instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p>Para garantir a execu\u00e7\u00e3o da reativa\u00e7\u00e3o, o projeto foi dividido em tr\u00eas etapas, com foco na integra\u00e7\u00e3o intermodal, por rodovias e ferrovias, visando aumentar a efici\u00eancia log\u00edstica, promover a sustentabilidade e reduzir custos.<\/p>\n<p>A primeira etapa contempla interven\u00e7\u00f5es em um trecho de 604 km naveg\u00e1veis, entre Juazeiro e Petrolina, passando por Sobradinho (BA) e chegando a Ibotirama (BA). As cargas ser\u00e3o escoadas por rodovias at\u00e9 o Porto de Aratu-Candeias (BA). A segunda etapa abrange 172 km naveg\u00e1veis entre Ibotirama, Bom Jesus da Lapa e Cariac\u00e1 (BA), com conex\u00e3o ferrovi\u00e1ria aos portos de Ilh\u00e9us e Aratu-Candeias e a terceira amplia\u00e7\u00e3o da hidrovia em 670 km, ligando Bom Jesus da Lapa e Cariac\u00e1 a Pirapora (MG).<\/p>\n<p>Est\u00e3o previstas ainda a constru\u00e7\u00e3o de 17 Instala\u00e7\u00f5es Portu\u00e1rias P\u00fablicas de Pequeno Porte (IP4), que garantir\u00e3o o transporte de cargas e passageiros nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas. Destas, seis est\u00e3o em fase de projeto e 11 em planejamento. Os editais para os IP4 de Petrolina e Juazeiro devem ser lan\u00e7ados em setembro, com in\u00edcio das obras previsto para janeiro de 2026.<\/p>\n<p>Fonte: Informativo dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos autorizou, nesta ter\u00e7a-feira (26), a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) a iniciar estudos t\u00e9cnicos para a reativa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60957,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60958,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60954\/revisions\/60958"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}