{"id":60935,"date":"2025-08-27T12:19:49","date_gmt":"2025-08-27T15:19:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60935"},"modified":"2025-08-27T12:19:49","modified_gmt":"2025-08-27T15:19:49","slug":"regras-da-imo-pressionaram-o-setor-maritimo-a-investir-em-tecnologias-e-infraestrutura-para-novos-combustiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/regras-da-imo-pressionaram-o-setor-maritimo-a-investir-em-tecnologias-e-infraestrutura-para-novos-combustiveis\/","title":{"rendered":"Regras da IMO pressionaram o setor mar\u00edtimo a investir em tecnologias e infraestrutura para novos combust\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p><span dir=\"auto\">A ind\u00fastria mar\u00edtima global est\u00e1 se preparando para uma transforma\u00e7\u00e3o de rumores \u00e0s emiss\u00f5es l\u00edquidas zero (Net-Zero) que vai impactar todo o setor nos pr\u00f3ximos 25 anos, desde a cadeia de suprimentos e modelos de neg\u00f3cios at\u00e9 navios, portos e for\u00e7a de trabalho a bordo. As novas regulamenta\u00e7\u00f5es aprovadas em abril deste ano na Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO) para zerar as emiss\u00f5es dos navios est\u00e3o previstas para serem cumpridas em outubro deste ano. Os apelos por investimentos em descarboniza\u00e7\u00e3o est\u00e3o se intensificando.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Regulamentos sozinhos n\u00e3o resolvem. Precisamos de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e de complemento alternativos (\u2026) e isso s\u00f3 pode acontecer de uma maneira: com investimento&#8221;, declarou o secret\u00e1rio-geral da IMO, Arsenio Dominguez&#8221;, em junho, durante f\u00f3rum sobre financiamento para a economia do mar, em M\u00f4naco.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Esse desenvolvimento passa por investimentos para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos em escala e volumes suficientes para substituir 350 milh\u00f5es de toneladas de combust\u00edveis f\u00f3sseis (\u00f3leo combust\u00edvel) queimados por navios todos os anos. Outro desafio \u00e9 modernizar a infraestrutura dos portos e as opera\u00e7\u00f5es de abastecimento de bunker para que possam ser oferecidas energia limpa e com seguran\u00e7a aos navios que atracam nos portos ao redor do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;\u00c9 uma transforma\u00e7\u00e3o completa do setor de navega\u00e7\u00e3o. Ser\u00e3o necess\u00e1rios ecossistemas para que isso aconte\u00e7a em conjunto. (&#8230;) Ser\u00e1 uma longa e dif\u00edcil jornada, mas queremos estar na lideran\u00e7a&#8221;, disse no evento a vice-presidente executiva de navega\u00e7\u00e3o e log\u00edstica da CMA CGM, Christine Cabau-Woehrel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">De acordo com o Conselho Mundial de Navega\u00e7\u00e3o (WSC), j\u00e1 existem, pelo menos, 200 linhas de longo curso com porta-cont\u00eaineres em opera\u00e7\u00e3o que podem trafegar pr\u00f3ximo do Net-Zero ou totalmente sem emiss\u00f5es l\u00edquidas, enquanto cerca de 80% de todas as novas encomendas de navios de cont\u00eaineres e embarca\u00e7\u00f5es de transporte de ve\u00edculos dever\u00e3o ter a mesma capacidade h\u00edbrida.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cO setor de transporte mar\u00edtimo regular j\u00e1 investiu US$ 150 bilh\u00f5es em descarboniza\u00e7\u00e3o. \u00c9 algo sem precedentes para o setor de transportes. (\u2026) Mas precisamos do fornecimento dos combust\u00edveis. (\u2026) \u00c9 uma tremenda oportunidade de investimento\u201d, acrescenta o presidente da WSC, Joe Kramek.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O novo conjunto de regulamenta\u00e7\u00f5es, chamado de \u201cIMO Net-Zero Framework\u201d, estabelece uma abordagem dupla: um padr\u00e3o global de combust\u00edvel que limita a intensidade de gases de efeito estufa (GEE) dos combust\u00edveis mar\u00edtimos e um pre\u00e7o definido para as emiss\u00f5es de GEE dos navios.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">As regulamenta\u00e7\u00f5es enviam um sinal claro de demanda para produtores de combust\u00edveis, enquanto recompensam as empresas de navega\u00e7\u00e3o que s\u00e3o pioneiras no sentido de assumir o risco de adotar primeiras solu\u00e7\u00f5es de baixa emiss\u00e3o ou emiss\u00e3o zero, bem como aquelas que est\u00e3o interessadas em compartilhar essas experi\u00eancias com os demais players.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O negociador chefe da \u00e1rea de Green Shipping do Minist\u00e9rio do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Sveinung Oftedal, acredita que \u00e9 poss\u00edvel chegar a um consenso para a ado\u00e7\u00e3o das emendas \u00e0s regras de descarboniza\u00e7\u00e3o que assentam na pauta da sess\u00e3o extraordin\u00e1ria do Comit\u00ea de Prote\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente Marinho da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (MEPC\/ES.2), em outubro. Ser\u00e1 o desdobramento do MEPC 83 que, em abril, aprovou uma minuta que estabelece uma estrutura para emiss\u00f5es l\u00edquidas zero (IMO Net-Zero Framework) e a cria\u00e7\u00e3o de um sistema global de precifica\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es no transporte mar\u00edtimo.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele avalia que muitas propostas v\u00eam sendo apresentadas em todo esse processo, o que faz parte das longas jornadas nesse tipo de discuss\u00e3o. &#8220;Em outubro, a ado\u00e7\u00e3o final foi desejada. Houve v\u00e1rias propostas chegando. Alguns desses proponentes s\u00e3o a favor de uma solu\u00e7\u00e3o. Outros podem aceitar uma solu\u00e7\u00e3o. \u00c9 assim em tudo, no in\u00edcio de um processo&#8221;, analisou Oftedal, que concedeu entrevista \u00e0 Portos e Navios no edif\u00edcio do minist\u00e9rio, em Oslo, na semana da 60\u00aa Nor-Shipping.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Oftedal, que coordenou grande parte das reuni\u00f5es nas sess\u00f5es da IMO este ano, observa que todos os proponentes tinham em comum a disposi\u00e7\u00e3o de chegar a um acordo, para atingir as ambi\u00e7\u00f5es da estrat\u00e9gia. Ele considera natural nas negocia\u00e7\u00f5es que cada um queira fazer valer sua proposta. \u201cComo presidente, penso que todas as propostas s\u00e3o construtivas e preciso mostrar que estamos apresentando uma solu\u00e7\u00e3o final\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Oftedal tem larga experi\u00eancia nos projetos clim\u00e1ticos ligados ao transporte mar\u00edtimo da IMO, que vem desde 1997, \u00e9poca em que foi adotado o anexo VI da Conven\u00e7\u00e3o sobre Preven\u00e7\u00e3o da Polui\u00e7\u00e3o do Ar por Navios (Marpol) que, desde ent\u00e3o, vem sendo ampliado para outras discuss\u00f5es. Ele considera que o acordo em 2017 para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias amplas para mitigar GEE, com a defini\u00e7\u00e3o em 2018, foi um ponto de virada para a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas, endere\u00e7ando tamb\u00e9m as emiss\u00f5es totais para o transporte mar\u00edtimo. O contexto desta transi\u00e7\u00e3o foi estabelecido por meio de resolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A estrutura &#8216;Net Zero&#8217; da IMO ser\u00e1 inclu\u00edda em um novo cap\u00edtulo 5 do Anexo VI da Conven\u00e7\u00e3o Internacional da Marpol (Preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o dos navios). Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da minuta, em abril de 2025, as emendas propostas ao Anexo VI da Marpol foram distribu\u00eddas entre os 176 estados-membros da IMO. A previs\u00e3o \u00e9 que as emendas sejam adotadas em outubro, durante a sess\u00e3o extraordin\u00e1ria do MEPC. A expectativa da IMO \u00e9 que, durante o MEPC 84, em 2026, ocorra a aprova\u00e7\u00e3o das diretrizes de implementa\u00e7\u00e3o planejadas para que entrem em vigor, em 2027, 16 meses ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Anexo VI tem atualmente 108 participantes que representam 97% da tonelagem da navega\u00e7\u00e3o mercante mundial, e j\u00e1 inclui requisitos obrigat\u00f3rios de efici\u00eancia energ\u00e9tica para navios. O objetivo \u00e9 alcan\u00e7ar as metas clim\u00e1ticas previstas em 2023 na Estrat\u00e9gia da IMO para redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa por navios, acelerar a introdu\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, tecnologias e fontes de energia com emiss\u00e3o zero ou pr\u00f3xima a zero de GEE e apoiar uma transi\u00e7\u00e3o justa e equitativa.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Oftedal destaca que a decis\u00e3o tomada em 2023, no sentido de rever a primeira estrat\u00e9gia de metas de descarboniza\u00e7\u00e3o, foi importante por ser formada um consenso e por estabelecer um per\u00edodo de cinco anos para esse processo. Ele menciona o engajamento do Brasil, entre outros pa\u00edses, nesse debate. &#8220;A ambi\u00e7\u00e3o Net Zero foi um marco para a IMO e temos v\u00e1rios checkpoints. Foram negocia\u00e7\u00f5es extensas, onde o Brasil foi um player muito ativo e muito construtivo. E foi \u00f3timo ver isso acontecer&#8221;, lembra. Segundo o presidente, foi interessante e \u00fatil trabalhar com o Brasil. \u201c\u00c9 bom que haja uma na\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina e um pa\u00eds europeu trabalhando juntos, porque assim podemos analisar isso de v\u00e1rios \u00e2ngulos\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para o chefe Noruegu\u00eas das negocia\u00e7\u00f5es junto com a IMO, a hora agora \u00e9 de encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que garanta uma transi\u00e7\u00e3o e que seja aceit\u00e1vel para todos os estados-membros. Ele afirma que o momento para a descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte mar\u00edtimo \u00e9 forte na \u00c1sia, na Europa, na Am\u00e9rica Latina, na \u00c1frica, assim como no grupo que inclui pequenas ilhas (Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento \u2013 SIDS).<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cInfelizmente, havia alguns membros relatando que n\u00e3o queriam vir juntos. O resultado do mundo foi claro e, agora, precisamos nos certificar que [o texto final] ser\u00e1 adotado em outubro. N\u00e3o \u00e9 sobre a \u00faltima reuni\u00e3o, \u00e9 sobre construir um processo onde voc\u00ea estabelece confian\u00e7a e onde voc\u00ea tem um plano e um prazo. Isso \u00e9 parte de nos fazer chegar [a um acordo]\u201d, conclui Oftedal.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele diz que a maioria dos estados-membros vem mantendo suas posi\u00e7\u00f5es. Pondera que as diretrizes da IMO preveem que os navios, independente da bandeira, devem seguir os requisitos onde quer que estejam no mundo. Quando navios com bandeiras estrangeiras chegam a um porto, a autoridade mar\u00edtima do pa\u00eds tem o direito de fiscalizar o cumprimento dos requisitos do pa\u00eds, assim como verificar os certificados. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel fazer mais inspe\u00e7\u00f5es e, at\u00e9 mesmo, aplicar avalia\u00e7\u00f5es. Esse sistema est\u00e1 pronto e funcionando muito bem&#8221;, pontua.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Os EUA fazem parte do Anexo VI da Marpol e, na pr\u00e1tica, os navios que arvoram a bandeira do pa\u00eds tamb\u00e9m precisam atender a esses requisitos quando atracarem em portos de outros pa\u00edses. &#8220;Qual ser\u00e1 a decis\u00e3o dos EUA em rela\u00e7\u00e3o a isso? N\u00e3o sabemos, claro. Mas espero que eles tamb\u00e9m percebam que o com\u00e9rcio \u00e9 importante, que o contexto internacional do trabalho mar\u00edtimo \u00e9 importante e que eles tenham uma carga chegando aos seus portos como antes. Isso n\u00e3o interromper\u00e1 o com\u00e9rcio. Espero que eles percebam isso e fa\u00e7am parte da comunidade internacional para que isso aconte\u00e7a&#8221;, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A plataforma Net-Zero da IMO trabalha em conjunto com medidas anteriores adotadas para aprimorar o projeto de navios com efici\u00eancia energ\u00e9tica, melhorias operacionais e classifica\u00e7\u00f5es de intensidade de carbono. Essas medidas ser\u00e3o revisadas a cada cinco anos, com limites de emiss\u00f5es mais rigorosos ao longo do tempo. O secret\u00e1rio-geral da IMO destaca que essas regulamenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o obrigat\u00f3rias e devem ser aplicadas a todos os navios de transporte mar\u00edtimo internacional, independentemente de suas bandeiras.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A avalia\u00e7\u00e3o, segundo Dominguez, \u00e9 que haver\u00e1 um impacto no treinamento, com aproximadamente meio milh\u00e3o de mar\u00edtimos precisando de qualifica\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030. Al\u00e9m disso, as medidas de seguran\u00e7a precisar\u00e3o ser atualizadas de forma abrangente para garantir a utiliza\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis de forma segura e eficiente.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Dominguez apela para que a comunidade internacional se concentre em a\u00e7\u00f5es concretas e na implementa\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de compromissos globais j\u00e1 acordados. &#8220;\u00c9 hora de passarmos das declara\u00e7\u00f5es e compromissos para as a\u00e7\u00f5es. \u00c9 o que fizemos na IMO h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e o que vamos demonstrar novamente em outubro. E n\u00e3o vamos parar por a\u00ed&#8221;, ressaltou o secret\u00e1rio-geral da IMO. &#8220;A descarboniza\u00e7\u00e3o tem um custo. J\u00e1 gastamos dinheiro na polui\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u00c9 hora de todos investirmos em limp\u00e1-lo e torn\u00e1-lo sustent\u00e1vel para as futuras gera\u00e7\u00f5es&#8221;, refor\u00e7a Dominguez.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No Brasil, o rec\u00e9m-aprovado decreto 12.555\/2025, que regulamentou o programa BR do Mar, prev\u00ea incentivos de afretamento para empresas que utilizam navios &#8216;sustent\u00e1veis&#8217; na cabotagem brasileira. O Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (MPor) pretende publicar, nos pr\u00f3ximos meses, uma portaria para definir as caracter\u00edsticas dos navios sustent\u00e1veis, que dar\u00e3o condi\u00e7\u00f5es especiais \u00e0s empresas nas regras de tonelagem para o afretamento por interm\u00e9dio do programa de est\u00edmulo ao modal.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O secret\u00e1rio nacional de Hidrovias e Navega\u00e7\u00e3o (SNHN), Dino Antunes Batista, diz que o minist\u00e9rio pretende colocar a minuta das embarca\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis \u200b\u200bem consulta p\u00fablica em agosto e publicar uma portaria durante a COP30, em novembro, em Bel\u00e9m (PA). &#8220;J\u00e1 discutimos os elementos desta portaria com armadores, trabalhadores e usu\u00e1rios. Fizemos uma discuss\u00e3o ampla e esperamos que, em agosto, consigamos abrir consulta p\u00fablica sobre ela&#8221;, estima Batista.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Na avalia\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio, o decreto vai trazer mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e agregar \u00e0 sustentabilidade ambiental e social do setor de cabotagem. Ele destaca que a descarboniza\u00e7\u00e3o e a sustentabilidade s\u00e3o temas importantes no setor de navega\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o alinhados \u00e0s regras em discuss\u00e3o na IMO e que voltam \u00e0 pauta da ag\u00eancia da ONU em outubro. \u201cConseguimos trazer o elemento da sustentabilidade de forma interessante no decreto e talvez tenha sido esse elemento que serviu de aglutinador para nos apoiar muito nas discuss\u00f5es que tivemos com os diversos envolvidos\u201d, diz Batista.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Em rela\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis mar\u00edtimos, o MPor tem conversado com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME) e a Marinha do Brasil, que por meio de suas representa\u00e7\u00f5es junto \u00e0 IMO est\u00e1 \u00e0 frente das discuss\u00f5es internacionais sobre a descarboniza\u00e7\u00e3o do setor mar\u00edtimo. Batista conta que, provavelmente, o minist\u00e9rio n\u00e3o vai entrar em detalhes do combust\u00edvel na portaria de embarque sustent\u00e1vel porque ainda existe uma ampla discuss\u00e3o no mundo sobre esse assunto.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele pondera que, apesar dos detalhes n\u00e3o especificados, os biocombust\u00edveis ter\u00e3o espa\u00e7o na norma. &#8220;J\u00e1 garantimos claramente que os biocombust\u00edveis, como o etanol, far\u00e3o parte da an\u00e1lise que vai entrar na portaria de embarca\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis. Ele \u00e9 um dos elementos que est\u00e3o sendo considerados&#8221;, revela Batista.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele acrescenta que o decreto do BR do Mar foi constru\u00eddo visando a sustentabilidade, tanto pelo lado ambiental, quanto pelo social, considerando as demandas da tripula\u00e7\u00e3o. \u201cEsses dois elementos s\u00e3o importantes, mas essa quest\u00e3o dos combust\u00edveis entra tamb\u00e9m na discuss\u00e3o\u201d, explica Batista.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O secret\u00e1rio, que tamb\u00e9m esteve presente na 60\u00aa Nor-Shipping, relata que a descarboniza\u00e7\u00e3o foi destaque na edi\u00e7\u00e3o do evento e que, no Brasil, o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou prioridade para embarca\u00e7\u00f5es que utilizam combust\u00edveis sustent\u00e1veis, inclusive os novos navios da Transpetro, cujos editais preveem o uso de insumos menos ecol\u00f3gicos do que os atuais. Batista acrescenta que a navega\u00e7\u00e3o interior tamb\u00e9m \u00e9 um segmento que est\u00e1 envolvido nessa discuss\u00e3o de sustentabilidade.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No final de julho, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e a Transpetro negociaram um acordo de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para a elabora\u00e7\u00e3o de estudo sobre as oportunidades de descarboniza\u00e7\u00e3o e de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para a reestrutura\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria naval. O trabalho buscar\u00e1 identificar oportunidades de fortalecimento do setor naval no pa\u00eds no contexto das a\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es geradas pelo transporte mar\u00edtimo e pela constru\u00e7\u00e3o naval.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O documento vai mapear a ind\u00fastria nacional, os mercados e as pol\u00edticas industriais internacionais voltadas para a ind\u00fastria naval. Al\u00e9m disso, far\u00e1 a identifica\u00e7\u00e3o de fatores produtivos e tecnol\u00f3gicos do setor frente \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o e \u00e0s quest\u00f5es geopol\u00edticas. Tamb\u00e9m ser\u00e3o observadas quest\u00f5es relativas \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura portu\u00e1ria e apresenta\u00e7\u00f5es proposi\u00e7\u00f5es para melhorias e sugest\u00f5es para novas pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A nova gera\u00e7\u00e3o de navios que transportam min\u00e9rio para a Vale, classe Guaibamax, tem previs\u00e3o de entregas para incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0 frota dedicada \u00e0 companhia para o per\u00edodo de 2027 a 2029. O pacote afretado pela mineradora tem um total de 10 Very Large Ore Carriers (VLCCs) que ser\u00e3o constru\u00eddos em estaleiro na China pelo armador que venceu uma concorr\u00eancia internacional. As embarca\u00e7\u00f5es ser\u00e3o 14% mais eficientes que a gera\u00e7\u00e3o atual, com at\u00e9 90% de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE, considerando o uso de metanol como combust\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Esses navios mineraleiros, com 325 mil toneladas de capacidade, poder\u00e3o atracar nos terminais portu\u00e1rios da Ilha da Gua\u00edba (RJ), Tubar\u00e3o (ES) e Ponta da Madeira (MA). O diretor de navega\u00e7\u00e3o da Vale, Rodrigo Bermelho, afirma que o pacote ter\u00e1 o &#8216;estado da arte&#8217; de tecnologias de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, aproveitando os avan\u00e7os de solu\u00e7\u00f5es j\u00e1 inovadoras e que v\u00eam sendo aprimoradas em outras embarca\u00e7\u00f5es da frota da companhia.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cFizemos um esfor\u00e7o, a partir do nosso projeto de pesquisa, de incorporar todas as tecnologias que deram resultados positivos, com vistas \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica e tamb\u00e9m a nossa estrat\u00e9gia de avan\u00e7o na utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos, nesse modelo de dar o primeiro passo, mas manter as op\u00e7\u00f5es abertas para uma mudan\u00e7a no futuro\u201d, disse Bermelho.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele acrescenta que a Vale faz mais de mil embarques por ano, exportando 300 milh\u00f5es de toneladas. \u201cEsses navios v\u00eam a adicionar uma camada de contratos de uma parte do transporte das 300 milh\u00f5es de toneladas\u201d, explica o diretor.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">No mesmo evento, o grupo CBO anunciou a assinatura de uma parceria com a Caterpillar\/MaK que visa a convers\u00e3o de motores para o uso de etanol em embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo. De acordo com a CBO, ser\u00e1 um projeto-piloto no Brasil, com a expectativa de que a solu\u00e7\u00e3o esteja pronta para operar com esse biocombust\u00edvel em 2026. A empresa enxerga uma s\u00e9rie de vantagens do etanol em compara\u00e7\u00e3o com outros combust\u00edveis, por exemplo, em termos de volume necess\u00e1rio para equival\u00eancia ao diesel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">\u201cEstamos orgulhosos e liberados com este projeto, que \u00e9 um grande processo. O financiamento dele est\u00e1 dispon\u00edvel. \u00c9 a primeira vez que o FMM [Fundo da Marinha Mercante] financia um projeto de energia do Brasil. (\u2026) Acreditamos que o etanol \u00e9 uma boa solu\u00e7\u00e3o\u201d, disse o diretor da CBO, Marcelo Jorge Martins.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O projeto recebeu prioridade de financiamento na 56\u00aa reuni\u00e3o do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), em setembro de 2024. Na ocasi\u00e3o, foi aprovada prioridade de R$ 47,3 milh\u00f5es para a CBO desenvolver um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D) a motor de combust\u00e3o a etanol, no estaleiro do grupo (Alian\u00e7a), no Rio de Janeiro. Os valores t\u00eam base de dados em janeiro de 2024.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Sotreq, representante da Caterpillar, ressalta que o desempenho do motor ser\u00e1 o mesmo de um motor a combust\u00e3o. &#8220;O grande ganho em utilizar o etanol como combust\u00edvel \u00e9 na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa. Substituir o diesel (combust\u00edveis f\u00f3sseis) pelo etanol produzido pela cana-de-a\u00e7\u00facar pode alcan\u00e7ar redu\u00e7\u00f5es de 80% a 90% do CO2eq&#8221;, estima o gerente de motores e desenvolvimento de mercado da Sotreq, Rodrigo Feria.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Sotreq est\u00e1 dispon\u00edvel para ser o primeiro embarque no mundo com esse tipo de solu\u00e7\u00e3o, que \u00e9 considerado inovador e de grande potencial. \u201c\u00c9 inovador pelo fato de se tratar de uma convers\u00e3o de um motor que foi concebido para operar apenas com diesel e agora ser\u00e1 capaz de operar com uma mistura de diesel e etanol\u201d, destaca Feria.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Um fornecedor acredita que o uso do etanol \u00e9 promissor para as empresas do setor que est\u00e3o comprometidas em reduzir o n\u00edvel de emiss\u00f5es de GEE e alinhadas com os compromissos da IMO, principalmente no Brasil, onde h\u00e1 uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o bastante desenvolvida e que ainda tem um potencial enorme a ser explorado. \u201cAcreditamos que o etanol ser\u00e1 um importante aliado das empresas no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o pelo seu teor sustent\u00e1vel e acessibilidade no Brasil\u201d, projeta o gerente da Sotreq, que tamb\u00e9m participou da feira.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O Centro Nacional de Navega\u00e7\u00e3o Transatl\u00e2ntica (Centronave), que re\u00fane 19 armadores de atua\u00e7\u00e3o mundial e que operam no transporte mar\u00edtimo de longo curso no Brasil, enxerga a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como uma jornada longa e complexa, com muitas tecnologias em estudo. Um dos desafios \u00e9 que, sem levar em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o das emiss\u00f5es, petr\u00f3leo e derivados s\u00e3o muito eficientes energeticamente falando.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Acredito que, durante muito tempo, ainda existir\u00e3o navios movidos exclusivamente a combust\u00edveis f\u00f3sseis pagando sobretaxa para compensa\u00e7\u00e3o. Mas essa velocidade de transi\u00e7\u00e3o vai aumentar&#8221;, considera o diretor executivo da Centronave, Cl\u00e1udio Loureiro. Um conceito que deve evoluir, segundo ele, \u00e9 dos navios dual fuel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele classifica o per\u00edodo como interessante e de v\u00e1rias alternativas concomitantes, j\u00e1 que hoje ainda n\u00e3o existe uma tecnologia dominante. O diretor executivo da Centronave acredita que as tecnologias ainda avan\u00e7ar\u00e3o, permitindo que os navios se movam por mais de um combust\u00edvel. A leitura \u00e9 que existe uma frota que ainda durar\u00e1 20 anos. &#8220;Vai ter uma mistura e vai diminuir [essa quantidade de] navios movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis. Mas eles v\u00e3o continuar a existir, pagando uma taxa. \u00c9 uma transi\u00e7\u00e3o lenta&#8221;, projetou Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Outras apostas diminuem a emiss\u00e3o de carbono passam pela ado\u00e7\u00e3o de velas rotativas, limpeza de cascos de navios com rob\u00f4s, entre outras solu\u00e7\u00f5es. &#8220;Al\u00e9m da quest\u00e3o do combust\u00edvel, os armadores est\u00e3o buscando muitas solu\u00e7\u00f5es para diminuir o pr\u00f3prio consumo. Alguns est\u00e3o construindo navios movidos a metanol e por outro lado investindo na produ\u00e7\u00e3o de metanol verde. Os armadores est\u00e3o buscando sua solu\u00e7\u00e3o porque sabem que n\u00e3o vai cair do c\u00e9u&#8221;, analisa Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Se por um lado as novas solu\u00e7\u00f5es est\u00e3o em desenvolvimento, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o dos armadores com a disponibilidade de abastecimento de combust\u00edveis. O Centronave alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura para que os portos se preparem para os resultados do MEPC, que entrar\u00e3o em vigor em 2027.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O risco identificado \u00e9 que a car\u00eancia possa, no longo prazo, representar o encarecimento do transporte mar\u00edtimo brasileiro com o pagamento das taxas de emiss\u00e3o de carbono que ser\u00e3o estipuladas globalmente. \u201cProvavelmente, se n\u00e3o houver esse aprofundamento dos portos e capacidade de receber navios a combust\u00edveis alternativos, o com\u00e9rcio exterior brasileiro vai continuar sendo feito por navios movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis e pagando taxa\u201d, aponta Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Para a Centronave, o conceito de corredor verde est\u00e1 mais ligado ao transporte de cabotagem e merece ser aprofundado. Loureiro acredita que uma possibilidade seria montar, a princ\u00edpio, uma rede de abastecimento de etanol produzida no Brasil ao longo da costa para abastecer navios de cabotagem. Ele explica que \u00e9 mais dif\u00edcil para o longo curso porque o navio enfrentou um tr\u00e2nsito de 35 a 40 dias do Brasil at\u00e9 a China, por exemplo, sem falar de n\u00e3o poder ter essa estrutura de abastecimento com combust\u00edvel brasileiro no Extremo Oriente. O diretor executivo da Centronave lembra que a facilidade do etanol como combust\u00edvel alternativo foi uma brigada da delega\u00e7\u00e3o do Brasil na IMO.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Acho que \u00e9 poss\u00edvel esse corredor verde, mas para a cabotagem. Todos os armadores est\u00e3o buscando seus caminhos. N\u00e3o existe um combust\u00edvel obrigat\u00f3rio, um combust\u00edvel que tenha prefer\u00eancia. H\u00e1 um movimento hoje mais pr\u00f3ximo de abastecimento com g\u00e1s liquefeito de petr\u00f3leo, que \u00e9 combust\u00edvel f\u00f3ssil, mas j\u00e1 diminuiu em mais de 20% a emiss\u00e3o de CO2. J\u00e1 tem um ganho, porque se v\u00ea que o mundo n\u00e3o tem infraestrutura de combust\u00edvel. \u00c9 um combust\u00edvel de transi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Ele observa que continuam as encomendas de conteineiros movidos para a GNL, mas entende que haver\u00e1 uma transi\u00e7\u00e3o mais acelerada a partir de 2030 e 2040. &#8220;Dependendo do grau de matura\u00e7\u00e3o da estrutura de abastecimento, vai haver uma transi\u00e7\u00e3o nas encomendas. O problema \u00e9 que um navio dura 15 a 20 anos. Como vai se fazer?&#8221;, indaga Loureiro.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) vem trabalhando em conjunto com o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) e o Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos para que os portos tenham disponibilidade de combust\u00edveis mais limpos para os navios de cabotagem. O diretor executivo da Abac, Luis Fernando Resano, observa que vem se falando muito sobre corredores verdes com \u00f3tica de longo curso, mas que existem iniciativas por parte da cabotagem no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;Ainda n\u00e3o batizamos, mas estamos trabalhando em algo que diga que um trecho da costa \u00e9 coberto com navios operando na cabotagem com requisitos verdes. Basicamente, \u00e9 o que a gente considera abastecidos com biocombust\u00edveis, ou seja, combust\u00edveis sustent\u00e1veis&#8221;, revela Resano. Segundo ele, o etanol \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, talvez para o futuro, considerando o desenvolvimento do combust\u00edvel (B100) e a possibilidade de abastecimento na costa brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Entretanto, uma preocupa\u00e7\u00e3o das empresas de navega\u00e7\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao custo desse combust\u00edvel ser bem mais alto do que o bunker. \u201cPrecisamos combinar e tratar, seja com os produtores de combust\u00edvel, seja com o governo, uma maneira de isso n\u00e3o impactar qualidades na cabotagem, ou seja, que atraia cargas para a cabotagem, e n\u00e3o fa\u00e7a com que as cargas hoje na cabotagem migrat\u00f3ria para o rodovi\u00e1rio\u201d, ponderou Resano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">O diretor-presidente da Log-In, Marcio Arany, diz que a Abac tem apoiado e acompanhado de perto a delega\u00e7\u00e3o brasileira com estudos e discuss\u00e3o importantes relacionadas \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o na IMO, que estabelece os n\u00edveis de emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico ao longo do tempo. Ele observa que o Brasil, enquanto na\u00e7\u00e3o, precisar\u00e1 se posicionar porque existem quest\u00f5es relacionadas \u00e0 cadeia de fornecimento de combust\u00edvel.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">&#8220;\u00c9 um desafio porque o pa\u00eds \u00e9 visitado por navios do mundo inteiro. Ent\u00e3o, tem que estar em linha com corredores que est\u00e3o sendo desenhados no mundo nas rotas mundiais. Aqui na cabotagem precisamos definir um corredor verde ao longo da costa onde tenhamos capacidade de abastecer nossos navios com esses combust\u00edveis verdes&#8221;, sugere Arany.<\/span><\/p>\n<p><span dir=\"auto\">Fonte:\u00a0<\/span><span dir=\"auto\">Revista Portos e Navios<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ind\u00fastria mar\u00edtima global est\u00e1 se preparando para uma transforma\u00e7\u00e3o de rumores \u00e0s emiss\u00f5es l\u00edquidas zero (Net-Zero) que vai impactar todo o setor nos pr\u00f3ximos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60936,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60935","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60935","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60935"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60935\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60937,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60935\/revisions\/60937"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60935"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60935"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60935"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}