{"id":60876,"date":"2025-08-25T10:44:06","date_gmt":"2025-08-25T13:44:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60876"},"modified":"2025-08-25T10:44:06","modified_gmt":"2025-08-25T13:44:06","slug":"marinha-prioriza-estaleiros-brasileiros-diz-diretor-na-navalshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/marinha-prioriza-estaleiros-brasileiros-diz-diretor-na-navalshore\/","title":{"rendered":"Marinha prioriza estaleiros brasileiros, diz diretor na Navalshore"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil vai dar prioridade a estaleiros brasileiros na constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es para seu programa de reaparelhamento, anunciou na \u00faltima quinta-feira (21) o vice-almirante Marcelo Silva Gomes, diretor de gest\u00e3o de programas da For\u00e7a, em palestra durante a Navalshore 2025. Na ocasi\u00e3o, o militar apresentou o plano de moderniza\u00e7\u00e3o da Esquadra, com destaque para as fragatas da Classe Tamandar\u00e9, que est\u00e3o sendo constru\u00eddas no TKMS Estaleiro Brasil, em Itaja\u00ed, em Santa Catarina.<\/p>\n<p>O oficial informou que uma das embarca\u00e7\u00f5es, a Fragata Tamandar\u00e9, j\u00e1 passou por testes de mar e est\u00e1 prestes a entrar em opera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m dela, a Fragata Jer\u00f4nimo de Albuquerque foi lan\u00e7ada em 8 de agosto e uma terceira j\u00e1 est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. Segundo o vice-almirante, o projeto inicial \u00e9 de constru\u00e7\u00e3o de quatro embarca\u00e7\u00f5es do tipo, que ser\u00e3o entregues at\u00e9 2029, mas h\u00e1 perspectiva de encomenda de mais quatro.<\/p>\n<p>O projeto de constru\u00e7\u00e3o das fragatas no Brasil, informou Gomes, em parceria com a Alemanha, foi inclu\u00eddo no Novo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (Novo PAC) do governo federal e representa investimento de R$ 4,8 bilh\u00f5es. Ele disse que, para execut\u00e1-lo, foram gerados 23 mil empregos e destacou que o empreendimento envolve ainda o desenvolvimento de tecnologia de ponta. \u201c\u00c9 a primeira vez no Brasil que tr\u00eas fragatas s\u00e3o constru\u00eddas ao mesmo tempo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do das fragatas, segundo o vice-almirante, a Marinha do Brasil tem em andamento projetos para a constru\u00e7\u00e3o do navio polar Almirante Saldanha, or\u00e7ado em R$ 750 milh\u00f5es e que vai gerar 15 mil empregos, 10 navios-patrulha, tamb\u00e9m com recursos do Novo PAC e investimento total de R$ 3,4 bilh\u00f5es, dois barcos de apoio log\u00edstico, por R$ 1,2 bilh\u00e3o, uma embarca\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o de aspirantes da For\u00e7a e treinamento de oficiais da marinha mercante, ao custo de R$ 150 milh\u00f5es, e dois navios hidrogr\u00e1ficos, por R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do volume de encomendas j\u00e1 planejadas, o vice-almirante Marcelo Silva Gomes disse que haver\u00e1, nos pr\u00f3ximos anos, necessidade de constru\u00e7\u00e3o no Brasil de mais embarca\u00e7\u00f5es militares, j\u00e1 que uma parte significativa da Esquadra \u00e9 de navios antigos que est\u00e3o perto do limite de seu tempo de uso. E, segundo ele, \u00e9 preciso investir para ter navios capazes de cumprir a miss\u00e3o da Marinha de defender a costa brasileira e a Amaz\u00f4nia Azul, \u00e1rea de 5,7 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, e os 60 mil quil\u00f4metros de rios do pa\u00eds. \u201cMuitos dos nossos navios est\u00e3o ultrapassados\u201d, informou o militar.<\/p>\n<p>Ele destacou a import\u00e2ncia do mar para o Brasil, lembrando que mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do pa\u00eds e 80% da de g\u00e1s s\u00e3o feitos a partir de instala\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas. Al\u00e9m disso, destacou que 95% do com\u00e9rcio exterior brasileiro \u00e9 realizado por via mar\u00edtima e que o pa\u00eds tem grande potencial ainda n\u00e3o explorado para desenvolver atividades de turismo e de pesca.<\/p>\n<p>Gomes explicou que reaparelhamento da Esquadra \u00e9 fundamental para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do vasto litoral brasileira e para a repress\u00e3o a atividades como pesca e pesquisas ilegais no mar territorial do pa\u00eds, al\u00e9m do combate a atos de pirataria e ao tr\u00e1fico de armas e de drogas. Ele destacou ainda a necessidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o para impedir a polui\u00e7\u00e3o ambiental e a possibilidade de a\u00e7\u00f5es terroristas.<\/p>\n<p>O vice-almirante anunciou ainda que, al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es, a Marinha investe na moderniza\u00e7\u00e3o do sistema de vigil\u00e2ncia por radares, com equipamento de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Um deles, para monitoramento da Amaz\u00f4nia Azul, tem capacidade de fiscaliza\u00e7\u00e3o em \u00e1rea de 100 milhas n\u00e1uticas, correspondente a mais de 160 mil quil\u00f4metros, e outro, que ser\u00e1 usado no monitoramento da margem equatorial, no Norte do pa\u00eds, ter\u00e1 alcance de 350 milhas, que representam mais de 560 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>O militar ressaltou ainda que todos esses investimento anunciados ainda s\u00e3o poucos diante da necessidade do Brasil, ainda mais quando se compara a for\u00e7a naval brasileira com a de outros pa\u00edses. \u201cO Brasil tem a nona maior economia do mundo, mas nossa For\u00e7a \u00e9 a vig\u00eancia quinta\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil vai dar prioridade a estaleiros brasileiros na constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es para seu programa de reaparelhamento, anunciou na \u00faltima quinta-feira (21) o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60877,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60876","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60876"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60876\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60878,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60876\/revisions\/60878"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}