{"id":60769,"date":"2025-08-18T08:21:56","date_gmt":"2025-08-18T11:21:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60769"},"modified":"2025-08-18T08:21:56","modified_gmt":"2025-08-18T11:21:56","slug":"associacao-pede-rapidez-na-aprovacao-do-projeto-para-novo-terminal-de-cruzeiros-em-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/associacao-pede-rapidez-na-aprovacao-do-projeto-para-novo-terminal-de-cruzeiros-em-santos\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o pede rapidez na aprova\u00e7\u00e3o do projeto para novo terminal de cruzeiros em Santos"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Terminais de Cruzeiros (Aterc Brasil) divulgou, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (12), um comunicado em que pede que seja acelerada a tramita\u00e7\u00e3o do processo transfer\u00eancia do Terminal de Passageiros do Porto de Santos (SP), da regi\u00e3o de Outeirinhos para o Valongo, no Centro Hist\u00f3rico da cidade. Segundo a entidade, a mudan\u00e7a, cujo projeto est\u00e1 sendo analisado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), \u00e9 estrat\u00e9gica para modernizar a infraestrutura portu\u00e1ria e atender \u00e0 crescente demanda do setor no Brasil\u201d. No documento, a associa\u00e7\u00e3o lembra que a mudan\u00e7a, ap\u00f3s passar pelo \u00f3rg\u00e3o, ser\u00e1 encaminhada ao Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (MPor), que j\u00e1 se manifestou favor\u00e1vel, e que o prazo estimado para a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 de cinco anos.<\/p>\n<p>A Aterc Brasil alerta que a pr\u00f3xima temporada de cruzeiros, com previs\u00e3o de in\u00edcio em 26 outubro e fim em 19 de abril, ser\u00e1 impactada pela redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de navios de cruzeiro no Porto de Santos. Segundo a entidade, seis embarca\u00e7\u00f5es far\u00e3o 122 escalas regulares no complexo mar\u00edtimo em Outeirinhos, mas ser\u00e3o navios mais antigos e com menos capacidade de passageiros que os de temporadas anteriores.<\/p>\n<p>Ao pedir a acelera\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia do terminal de passageiros de Santos, a Aterc avalia que um dos principais entraves do setor de cruzeiros mar\u00edtimos no Brasil \u00e9 a falta de infraestrutura adequada, principalmente a falta de ber\u00e7os exclusivos para navios de passageiros, o que, segundo a entidade, compromete a seguran\u00e7a e a efici\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es. \u201cO armador enxerga o passageiro como um h\u00f3spede. E a experi\u00eancia da viagem come\u00e7a antes mesmo do embarque: com um acesso r\u00e1pido e f\u00e1cil ao terminal, um embarque organizado por meio de fingers e uma log\u00edstica eficiente dentro e fora da instala\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria\u201d, afirmou Jo\u00e3o Tomaz, diretor-executivo da Aterc Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com a associa\u00e7\u00e3o, o projeto proposto para o Valongo prev\u00ea para os passageiros uma experi\u00eancia de bem-estar, com concep\u00e7\u00e3o moderna, funcional e capaz de competir com os demais destinos mundiais. \u201cOs embarques ser\u00e3o realizados por meio de fingers, com segrega\u00e7\u00e3o de passageiros e abastecimento de navios. A estrutura contar\u00e1, tamb\u00e9m, com sal\u00e3o de imigra\u00e7\u00e3o, sal\u00e3o para desembarques internacionais e pr\u00e9dio de estacionamento fora da \u00e1rea operacional\u201d, explica no comunicado. No texto, a Aterc lembra ainda que a mudan\u00e7a de Outeirinhos para o Valongo foi pedida \u00e0 Concais, arrendat\u00e1ria do terminal, h\u00e1 quatro anos, quando foi apresentado projeto para que ele ocupe regi\u00e3o em frente ao Armaz\u00e9m 1 do porto santista, mas que a empresa ainda espera a autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A entidade acrescenta que a proposta para o Terminal do Valongo prev\u00ea capacidade para atraca\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de tr\u00eas navios em \u00e1rea abrigada, na regi\u00e3o interna do porto, e que, al\u00e9m das instala\u00e7\u00f5es para passageiros, a estrutura ter\u00e1 edif\u00edcio garagem e passarela de interliga\u00e7\u00e3o e de embarque. A Aterc destaca ainda a localiza\u00e7\u00e3o, pr\u00f3xima ao Parque Valongo e a poucos minutos do futuro Aeroporto Civil Metropolitano de Guaruj\u00e1, e que terminal se integrar\u00e1 ao Centro Hist\u00f3rico de Santos, \u201cimpulsionando o turismo e o com\u00e9rcio\u201d.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o ressalta que, quando tr\u00eas navios de passageiros atracam ao mesmo tempo, o fluxo de pessoas em dire\u00e7\u00e3o ao terminal chega a 30 mil e que, para o transporte delas, s\u00e3o usados cerca de 360 \u00f4nibus, 150 vans e 5,5 mil autom\u00f3veis. Al\u00e9m disso, informa a entidade, que, para a opera\u00e7\u00e3o de abastecimento de suprimentos, s\u00e3o utilizados 42 caminh\u00f5es-ba\u00fa e outros 36 ve\u00edculos pesados, al\u00e9m de cinco carretas com cont\u00eaineres de 40 p\u00e9s.<\/p>\n<p>Segundo o diretor-executivo da Aterc Brasil, a opera\u00e7\u00e3o de cruzeiros no Porto de Santos \u00e9 uma das mais complexas do turismo brasileiro. \u201cEla exige log\u00edstica robusta e altamente coordenada, com centenas de \u00f4nibus, vans, autom\u00f3veis e caminh\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o, o que demonstra a urg\u00eancia de uma infraestrutura moderna e adequada para atender com efici\u00eancia e seguran\u00e7a a essa demanda crescente. Tudo isso sem impactar a cidade e sem criar transtornos para os moradores da regi\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Terminais de Cruzeiros informou tamb\u00e9m que TUPs da Baixada Santista apresentaram projetos de cruzeiros mar\u00edtimos, mas que, apesar de serem divulgados como instala\u00e7\u00f5es para passageiros, os empreendimentos t\u00eam como foco o mercado imobili\u00e1rio e o com\u00e9rcio em \u00e1reas densamente habitadas, que j\u00e1 enfrentam problemas de mobilidade urbana. \u201cAl\u00e9m de ignorar a complexa log\u00edstica envolvida em opera\u00e7\u00f5es de cruzeiros, as propostas trar\u00e3o severos impactos diretos \u00e0 rotina da popula\u00e7\u00e3o local e ao meio ambiente, tendo em vista o grande fluxo de pessoas em carros, \u00f4nibus e caminh\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o a regi\u00f5es residenciais\u201d, avalia a entidade.<\/p>\n<p>Tomaz classificou os projetos como de concep\u00e7\u00f5es antigas, que v\u00e3o na contram\u00e3o das pr\u00e1ticas adotadas pelas grandes armadoras internacionais, e lembrou que outros locais do Brasil j\u00e1 tiveram projetos similares, que nunca sa\u00edram do papel. \u201cS\u00e3o projetos que n\u00e3o consideram o fluxo intenso de ve\u00edculos e pessoas envolvidas nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, causando um grande impacto \u00e0 cidade. E ainda podem comprometer a fluidez da navega\u00e7\u00e3o em todo o porto, por estarem na entrada do canal\u201d, advertiu.<\/p>\n<p>A Aterc Brasil alerta, em seu comunicado, que \u201ca constru\u00e7\u00e3o de um terminal portu\u00e1rio de passageiros \u00e9 uma obra de grande porte e complexidade, com impacto direto na vida das pessoas, na economia da regi\u00e3o e at\u00e9 mesmo do pa\u00eds\u201d. Por isso, explica, \u201cos empreendimentos devem ser conduzidos com responsabilidade, transpar\u00eancia e por empresas com comprovada expertise no setor\u201d.<\/p>\n<p>A entidade ressalta ainda a import\u00e2ncia da rapidez na an\u00e1lise do projeto do Valongo, que classifica como \u201calternativa vi\u00e1vel, segura e moderna, j\u00e1 apoiada pela Prefeitura de Santos e amplamente debatida com os principais players do setor\u201d. E diz que a \u201cdemora nessa defini\u00e7\u00e3o pode trazer s\u00e9rias consequ\u00eancias para as pr\u00f3ximas temporadas de cruzeiros e comprometer o futuro do turismo mar\u00edtimo no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Terminais de Cruzeiros (Aterc Brasil) divulgou, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (12), um comunicado em que pede que seja acelerada a tramita\u00e7\u00e3o do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60770,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60769","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60769"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60769\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60771,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60769\/revisions\/60771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}