{"id":60606,"date":"2025-08-06T13:10:56","date_gmt":"2025-08-06T16:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60606"},"modified":"2025-08-06T13:10:56","modified_gmt":"2025-08-06T16:10:56","slug":"pesquisas-da-marinha-ampliam-conhecimento-cientifico-do-mar-e-cooperam-com-instituicoes-civis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pesquisas-da-marinha-ampliam-conhecimento-cientifico-do-mar-e-cooperam-com-instituicoes-civis\/","title":{"rendered":"Pesquisas da Marinha ampliam conhecimento cient\u00edfico do mar e cooperam com institui\u00e7\u00f5es civis"},"content":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o (DHN), mant\u00e9m uma s\u00e9rie de projetos cient\u00edficos voltados \u00e0 observa\u00e7\u00e3o, \u00e0 modelagem e ao monitoramento do ambiente marinho. As pesquisas t\u00eam aplica\u00e7\u00e3o direta na seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento de conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico sobre as condi\u00e7\u00f5es oce\u00e2nicas e meteorol\u00f3gicas da costa brasileira.<\/p>\n<p>Os estudos s\u00e3o conduzidos majoritariamente pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), organiza\u00e7\u00e3o subordinada \u00e0 DHN, que atua como c\u00e9lula de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Entre os temas priorizados, destacam-se a coleta de dados meteoceanogr\u00e1ficos, o uso de plataformas fixas e m\u00f3veis no mar, modelagem num\u00e9rica de tempo e clima com uso de supercomputadores e o gerenciamento de grandes volumes de dados oceanogr\u00e1ficos, batim\u00e9tricos e cartogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es geradas s\u00e3o utilizadas em produtos e servi\u00e7os voltados \u00e0 comunidade mar\u00edtima e cient\u00edfica e tamb\u00e9m ficam dispon\u00edveis ao p\u00fablico. Universidades e centros de pesquisa fazem uso frequente desses dados em teses, disserta\u00e7\u00f5es, estudos ambientais e projetos de Engenharia, Oceanografia, Meteorologia e ci\u00eancias afins.<\/p>\n<p>Para o pesquisador e meteorologista Paulo Nobre, a Marinha desempenha um papel central na continuidade desses estudos. Coordenador do projeto Rede de Boias Ancoradas para Previs\u00e3o e Pesquisa no Atl\u00e2ntico Tropical (PIRATA, na sigla em ingl\u00eas) no Brasil, pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE), ele ressalta a import\u00e2ncia da disponibiliza\u00e7\u00e3o dos navios da Marinha para a coloca\u00e7\u00e3o de boias oce\u00e2nicas que coletam dados meteoceanogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>O projeto PIRATA Brasil \u00e9 um dos que s\u00e3o acompanhados de perto pela Marinha, contando, ainda, com o apoio da Fran\u00e7a e dos Estados Unidos. Com pesquisas que acontecem h\u00e1 27 anos, o PIRATA prov\u00ea a mais completa base observacional de dados oce\u00e2nicos e meteorol\u00f3gicos sobre o Atl\u00e2ntico Tropical, alimentando centros mundiais de previs\u00e3o de tempo e clima do planeta, al\u00e9m de prever anomalias clim\u00e1ticas que afetam as atividades humanas em terra e mar.<\/p>\n<p>Atualmente, al\u00e9m do PIRATA, h\u00e1 outros projetos em desenvolvimento. Um deles \u00e9 a Rede de Modelagem e Observa\u00e7\u00e3o Oceanogr\u00e1fica (REMO), em parceria com a Petrobras, com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). O foco do projeto \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o de dados observacionais e de modelagem meteoceanogr\u00e1fica para a oceanografia operacional. Tamb\u00e9m est\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o o Programa Nacional de Boias (PNBOIA), respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de boias meteoceanogr\u00e1ficas em \u00e1guas brasileiras, coletando dados importantes para previs\u00e3o ambiental e clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>A Superintendente de Meteorologia e Oceanografia do CHM, Capit\u00e3o de Fragata (Quadro T\u00e9cnico) Gisele dos Santos Alves, refor\u00e7a o papel da DHN na produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas, hidrogr\u00e1ficas e do clima \u2012 fundamentais para a navega\u00e7\u00e3o. A atua\u00e7\u00e3o da Diretoria \u00e9 regulamentada por meio de leis e decretos presidenciais, al\u00e9m de envolver a coleta e o armazenamento de informa\u00e7\u00f5es. O apoio \u00e0 pesquisa cient\u00edfica tamb\u00e9m constitui um dos pilares.<\/p>\n<p>A DHN conta com o Grupamento de Navios Hidroceanogr\u00e1ficos, que opera nove navios de pesquisa, incluindo o \u201cVital de Oliveira\u201d \u2014 considerado o mais completo do Pa\u00eds para esse fim \u2014 e dois navios polares que atuam na Ant\u00e1rtica: o \u201cAlmirante Maximiano\u201d e o \u201cAry Rongel\u201d. O trabalho tamb\u00e9m \u00e9 desenvolvido em parceria com institui\u00e7\u00f5es civis. Participam dos projetos \u00f3rg\u00e3os como Petrobras (CENPES), EMGEPRON, Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), al\u00e9m de universidades e centros de pesquisa, como INPE, IOUSP, FURG, UFRJ, UFBA, UFPE, UFSC e UERJ.<\/p>\n<p><strong>Navios de pesquisa<\/strong><br \/>\nA Marinha do Brasil mant\u00e9m uma frota especializada de navios hidroceanogr\u00e1ficos, conhecidos como \u201cnavios brancos\u201d, que operam al\u00e9m dos t\u00edpicos navios de combate. Essas embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o utilizadas pela Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o para realizar mapeamento de rotas, levantamentos hidrogr\u00e1ficos, monitoramento ambiental e produ\u00e7\u00e3o de cartas n\u00e1uticas essenciais \u00e0 seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o, tanto no oceano quanto em rios e na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Equipada com tecnologia avan\u00e7ada \u2014 como ecobat\u00edmetros multifeixe, sonares de varredura lateral e sistemas de posicionamento de alta precis\u00e3o \u2014 a frota funciona como um laborat\u00f3rio flutuante. Um exemplo \u00e9 o Navio de Pesquisa Hidroceanogr\u00e1fico \u201cVital de Oliveira\u201d, que em janeiro de 2025 localizou o \u00fanico navio de guerra brasileiro torpedeado e afundado durante a Segunda Guerra Mundial, demonstrando a capacidade de realizar descobertas cient\u00edficas relevantes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das finalidades acad\u00eamicas, os navios hidrogr\u00e1ficos desempenham outras fun\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o. Eles atuam no balizamento de canais, instala\u00e7\u00e3o de boias, suporte a salvamentos mar\u00edtimos, emiss\u00e3o de previs\u00f5es de mar\u00e9s e correntezas e apoio em opera\u00e7\u00f5es de reconhecimento ambiental para fins de defesa, inclusive em cen\u00e1rios de guerra de minas e de opera\u00e7\u00f5es anf\u00edbias. Essa versatilidade refor\u00e7a a soberania brasileira nas \u00e1guas da Amaz\u00f4nia Azul e na Ant\u00e1rtica, al\u00e9m de fomentar a forma\u00e7\u00e3o de novos profissionais nas \u00e1reas das ci\u00eancias do mar, necess\u00e1rios para a continuidade das pesquisas de alta qualidade sobre o oceano.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Marinha do Brasil, por meio da Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o (DHN), mant\u00e9m uma s\u00e9rie de projetos cient\u00edficos voltados \u00e0 observa\u00e7\u00e3o, \u00e0 modelagem e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60607,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60606","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60606","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60606"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60606\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60608,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60606\/revisions\/60608"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}