{"id":60315,"date":"2025-07-18T06:00:18","date_gmt":"2025-07-18T09:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60315"},"modified":"2025-07-17T23:07:47","modified_gmt":"2025-07-18T02:07:47","slug":"cientista-destaca-papel-da-marinha-na-preservacao-dos-oceanos-e-aponta-cop30-como-crucial-diante-de-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cientista-destaca-papel-da-marinha-na-preservacao-dos-oceanos-e-aponta-cop30-como-crucial-diante-de-crise-climatica\/","title":{"rendered":"Cientista destaca papel da Marinha na preserva\u00e7\u00e3o dos oceanos e aponta COP30 como crucial diante de crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>Considerado um dos cientistas brasileiros mais respeitados do cen\u00e1rio cient\u00edfico mundial, Carlos Nobre \u00e9 refer\u00eancia internacional nos estudos sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Com d\u00e9cadas dedicadas \u00e0 pesquisa e \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, tem sido uma das vozes mais ativas no alerta \u00e0 sociedade sobre os riscos do aquecimento global, em especial os impactos na Amaz\u00f4nia e nos oceanos. Recentemente, o tema foi abordado por Nobre em palestra promovida pelo Centro de Excel\u00eancia para o Mar Brasileiro (CEMBRA), dispon\u00edvel no canal do YouTube da Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias, Nobre refor\u00e7a a import\u00e2ncia dos oceanos na regula\u00e7\u00e3o do clima, alerta para os riscos do derretimento das geleiras e destaca o papel da Marinha e do Brasil na COP30 \u2014 confer\u00eancia do clima que pode ser decisiva para o futuro do planeta.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias: N\u00f3s sabemos que o mar \u00e9 um dos principais reguladores da temperatura do planeta. Qual a explica\u00e7\u00e3o para isso?<\/p>\n<p>Carlos Nobre: Os oceanos cobrem 71% da superf\u00edcie da Terra e as \u00e1guas s\u00e3o o principal meio de absor\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o solar \u2014 cerca de 90% da energia recebida \u00e9 retida pelos oceanos, o que ajuda a manter um equil\u00edbrio clim\u00e1tico essencial. Esse equil\u00edbrio depende, em grande parte, da capacidade dos oceanos de absorver tamb\u00e9m o calor gerado pelo efeito estufa que estamos intensificando. A radia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica absorvida pelos gases de efeito estufa \u00e9, em boa medida, transferida para os oceanos, que ret\u00eam grande parte desse calor. Se n\u00e3o fosse por essa reten\u00e7\u00e3o, a temperatura m\u00e9dia do planeta j\u00e1 teria aumentado muito mais.\u00a0<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias: Qual a consequ\u00eancia do derretimento das geleiras para o aumento do n\u00edvel do mar e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Carlos Nobre: Os mantos de gelo \u2014 principalmente na Groenl\u00e2ndia e na Ant\u00e1rtica \u2014 e tamb\u00e9m as geleiras, localizadas em montanhas muito altas, j\u00e1 v\u00eam derretendo, e s\u00e3o respons\u00e1veis por 50% do aumento do n\u00edvel do mar. Os outros 50% se explicam porque, ao aquecer, o oceano sofre uma dilata\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica: a densidade da \u00e1gua diminui, ela fica mais leve e se expande. O risco de acelera\u00e7\u00e3o no derretimento das geleiras est\u00e1 aumentando muito, j\u00e1 que a temperatura global j\u00e1 chegou a 1,5\u202f\u00b0C acima da m\u00e9dia, e se mant\u00e9m nesse patamar h\u00e1 quase dois anos. Por exemplo, no m\u00eas de maio, a Groenl\u00e2ndia registrou temperaturas 3\u202f\u00b0C acima da m\u00e9dia, o que acelerou em 17 vezes o ritmo de derretimento das geleiras.Se voltarmos cerca de 120 a 130 mil anos, no \u00faltimo per\u00edodo interglacial \u2014 quando a temperatura da Terra era semelhante \u00e0 de hoje \u2014, boa parte, quase todo o manto de gelo da Groenl\u00e2ndia j\u00e1 havia derretido, e o n\u00edvel do mar estava cerca de 6 metros mais alto. Portanto, h\u00e1 um risco real de acelera\u00e7\u00e3o. Mesmo que consigamos manter a temperatura em 1,5\u202f\u00b0C, o n\u00edvel do mar dever\u00e1 subir pelo menos 50 cent\u00edmetros. Caso o derretimento do manto de gelo da Groenl\u00e2ndia e tamb\u00e9m de parte do manto de gelo da Ant\u00e1rtica \u2014 especialmente da Ant\u00e1rtica Ocidental, ao sul do Oceano Atl\u00e2ntico \u2014 se acelere, esse aumento pode chegar a 1 metro.Se a temperatura continuar subindo e ultrapassar os 2\u202f\u00b0C, \u00e9 praticamente certo que ultrapassaremos 1 metro de eleva\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, podendo chegar a mais de 3 metros em 200 anos. Com a popula\u00e7\u00e3o mundial atual, um aumento de 1 metro no n\u00edvel do mar afetaria a vida de mais de 200 milh\u00f5es de pessoas que vivem em regi\u00f5es costeiras. Essas pessoas n\u00e3o poder\u00e3o mais permanecer onde est\u00e3o. Suas moradias, comunidades, estruturas industriais e comerciais ter\u00e3o que ser transferidas para outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias: Quais os desafios a enfrentar no contexto das emerg\u00eancias clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Carlos Nobre: N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a temperatura j\u00e1 chegou aos 1,5\u202f\u00b0C. A ci\u00eancia, ainda em 2022, previa que ela alcan\u00e7aria 1,3\u202f\u00b0C no segundo semestre de 2023, devido ao El Ni\u00f1o. Esse El Ni\u00f1o foi muito bem previsto \u2014 era um El Ni\u00f1o forte, como j\u00e1 se esperava \u2014 e, de fato, foi o terceiro mais intenso. Mas, de repente, em 2024, a temperatura alcan\u00e7ou 1,55\u202f\u00b0C, ou seja, 0,25\u202f\u00b0C acima do previsto, e esse n\u00edvel se manteve durante os quatro primeiros meses de 2025.Estamos, portanto, diante de uma emerg\u00eancia. Se a temperatura n\u00e3o cair, a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial divulgou na semana passada um estudo indicando 87% de probabilidade de atingirmos 1,5\u202f\u00b0C permanentemente at\u00e9 2030. Se isso acontecer, estaremos enfrentando um gigantesco desafio. Nunca, em toda a hist\u00f3ria das civiliza\u00e7\u00f5es \u2014 nos \u00faltimos 10 mil anos \u2014 a humanidade viveu uma crise ambiental e clim\u00e1tica como essa.Diante disso, h\u00e1 duas a\u00e7\u00f5es fundamentais. A primeira \u00e9 acelerar drasticamente a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es. Por exemplo: se a temperatura global atingir 1,5\u202f\u00b0C at\u00e9 2030, mas s\u00f3 zerarmos o saldo de emiss\u00f5es em 2050, ultrapassaremos os 2\u202f\u00b0C. Alguns estudos apontam que podemos chegar a 2,5\u202f\u00b0C. E isso seria uma trag\u00e9dia.Esse cen\u00e1rio representa um risco n\u00e3o s\u00f3 para a humanidade, mas para milh\u00f5es de esp\u00e9cies vivas \u2014 animais, plantas. Podemos provocar a sexta extin\u00e7\u00e3o em massa da vida no planeta, cuja origem remonta a 3,8 bilh\u00f5es de anos. \u00c9 um risco enorme.Por isso, precisamos zerar as emiss\u00f5es muito antes de 2050. Se atingirmos 1,5\u202f\u00b0C em 2030, ser\u00e1 necess\u00e1rio zerar at\u00e9, no m\u00e1ximo, 2040 para garantir que a temperatura n\u00e3o ultrapasse os 2\u202f\u00b0C. E mesmo depois disso, ser\u00e1 necess\u00e1rio continuar removendo g\u00e1s carb\u00f4nico da atmosfera para que possamos, quem sabe, chegar a 2100 com 1,5\u202f\u00b0C.Esse \u00e9 um desafio gigantesco \u2014 e, infelizmente, n\u00e3o estamos seguindo nessa dire\u00e7\u00e3o. O ano de 2024 registrou uma das maiores emiss\u00f5es da hist\u00f3ria do planeta. Por isso, \u00e9 urgente termos consci\u00eancia desse desafio e reduzirmos as emiss\u00f5es muito rapidamente.Al\u00e9m disso, n\u00f3s, os bilh\u00f5es de habitantes do planeta, estamos muito pouco preparados para os eventos extremos que j\u00e1 est\u00e3o ocorrendo: ondas de calor, secas, chuvas intensas, inc\u00eandios florestais \u2014 todos batendo recordes no mundo inteiro, justamente nos anos em que a temperatura atinge 1,5\u202f\u00b0C. Temos tamb\u00e9m, portanto, o enorme desafio de nos adaptarmos.Ondas de calor s\u00e3o hoje a principal causa de mortes associadas ao clima. E, diante disso, precisamos transformar profundamente o modo de vida de bilh\u00f5es de pessoas \u2014 especialmente os mais de 500 milh\u00f5es de idosos no mundo, crian\u00e7as muito pequenas, pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas \u2014 todos extremamente vulner\u00e1veis ao calor extremo.Portanto, esse \u00e9 um enorme desafio: n\u00e3o apenas zerar rapidamente o saldo de emiss\u00f5es dos gases de efeito estufa, mas tamb\u00e9m criar mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o em larga escala.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias: Como a Marinha do Brasil contribui para o uso sustent\u00e1vel dos oceanos?<\/p>\n<p>Carlos Nobre: Sem d\u00favida, a Marinha brasileira vem, h\u00e1 muitos anos, desenvolvendo pesquisas importantes, especialmente na \u00e1rea da oceanografia. E \u00e9 evidente que a Marinha deve continuar atenta \u00e0 quest\u00e3o de como o aquecimento global vem \u2014 e continuar\u00e1 \u2014 afetando os oceanos.Um exemplo muito relevante \u00e9 que, se a temperatura dos oceanos aumentar 1,5\u202f\u00b0C e chegar a 2\u202f\u00b0C, isso representa um risco enorme de extin\u00e7\u00e3o para praticamente todas as esp\u00e9cies de recifes de corais. Esses recifes n\u00e3o apenas absorvem muito carbono em seu entorno, mas tamb\u00e9m sustentam cerca de 25% de toda a biodiversidade oce\u00e2nica. O Brasil possui recifes de coral, principalmente na costa do Nordeste, e no ano passado, quando a temperatura bateu recordes na regi\u00e3o de Alagoas e Bahia, foi registrado um branqueamento severo desses recifes \u2014 um sinal claro do in\u00edcio de sua extin\u00e7\u00e3o.Portanto, \u00e9 fundamental que a Marinha continue monitorando de forma rigorosa o que est\u00e1 acontecendo no Oceano Atl\u00e2ntico, bem como em rela\u00e7\u00e3o a todas as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Em 2023 e 2024, por exemplo, os oceanos \u2014 que vinham removendo entre 23% e 24% de todo o g\u00e1s carb\u00f4nico lan\u00e7ado na atmosfera \u2014 reduziram essa capacidade de remo\u00e7\u00e3o, o que exige aten\u00e7\u00e3o redobrada.Al\u00e9m disso, a maior dissolu\u00e7\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico nos oceanos aumenta a acidez da \u00e1gua. Esse processo, se continuar se intensificando, representar\u00e1 uma amea\u00e7a ainda maior \u00e0 biodiversidade oce\u00e2nica.Por isso, \u00e9 extremamente positivo que as institui\u00e7\u00f5es da Marinha estejam engajadas nesse monitoramento constante, buscando formas de compreender e antecipar essas mudan\u00e7as, especialmente no Oceano Atl\u00e2ntico. A escala, no entanto, \u00e9 global.Um ponto cr\u00edtico, por exemplo, \u00e9 o enfraquecimento da circula\u00e7\u00e3o meridional de revolvimento do Atl\u00e2ntico. [A circula\u00e7\u00e3o meridional de revolvimento do Atl\u00e2ntico \u00e9 um sistema de correntes oce\u00e2nicas que transporta grandes volumes de \u00e1gua quente do Equador em dire\u00e7\u00e3o ao Polo Norte e devolve \u00e1guas frias ao sul, desempenhando papel essencial na regula\u00e7\u00e3o do clima global.]Seu enfraquecimento j\u00e1 vem contribuindo para o aumento das temperaturas no Atl\u00e2ntico tropical norte e induzindo secas em grandes \u00e1reas da Amaz\u00f4nia.H\u00e1 ainda o risco de atingirmos um \u201cponto de n\u00e3o retorno\u201d nessa circula\u00e7\u00e3o. Se isso ocorrer, pode haver mudan\u00e7as dr\u00e1sticas em todos os oceanos globais. Essa circula\u00e7\u00e3o transporta \u00e1guas frias do fundo do Atl\u00e2ntico at\u00e9 a Ant\u00e1rtica, ajudando a manter os blocos de gelo presos ao continente. Com o enfraquecimento desse sistema, menos \u00e1gua fria chega \u00e0 regi\u00e3o, o que j\u00e1 est\u00e1 provocando o desprendimento de grandes blocos de gelo \u2014 fen\u00f4meno que pode acelerar ainda mais o aumento do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias: Em sua opini\u00e3o, qual deve ser o papel do Brasil e, por extens\u00e3o, da Marinha na COP30, no sentido de assumir lideran\u00e7a internacional em temas como a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos, o uso sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia e o combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Carlos Nobre: Sem d\u00favida, a COP30 precisa ser a mais importante de todas as 30 COPs realizadas at\u00e9 agora. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o planeta nunca enfrentou uma emerg\u00eancia clim\u00e1tica t\u00e3o grave. Ainda que a temperatura j\u00e1 estivesse alta na COP28, em 2023, e ainda mais elevada na COP29, realizada no Azerbaij\u00e3o em 2024, n\u00e3o houve ali nenhuma grande mudan\u00e7a de rumo ou busca efetiva por solu\u00e7\u00f5es. Continuava-se dizendo: \u201cn\u00e3o vamos deixar a temperatura ultrapassar 1,5\u202f\u00b0C\u201d, mas, ao mesmo tempo, se falava em zerar o saldo de emiss\u00f5es s\u00f3 em 2050 \u2014 mesmo com o aquecimento global j\u00e1 atingindo os 1,5\u202f\u00b0C.Agora \u00e9 diferente. A COP30 carrega um enorme desafio: ser\u00e1 necess\u00e1rio zerar as emiss\u00f5es muito antes. O presidente Lula ressaltou em seu discurso final na reuni\u00e3o do G20, no Rio, em novembro do ano passado, que todos os pa\u00edses devem zerar as emiss\u00f5es at\u00e9 2040 \u2014 no m\u00e1ximo at\u00e9 2045, mas provavelmente antes disso. Esse \u00e9 um ponto central da COP30.O embaixador Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago tamb\u00e9m j\u00e1 declarou que a COP30 precisa enfrentar todos os desafios, inclusive o de promover uma transi\u00e7\u00e3o r\u00e1pida na redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es globais. Atualmente, cerca de 75% das emiss\u00f5es v\u00eam da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u2014 historicamente, esse n\u00famero j\u00e1 chegou a 80%. Por isso, \u00e9 urgente uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica muito acelerada, acompanhada de financiamento robusto.O embaixador Andr\u00e9 Corr\u00eaa do Lago, com raz\u00e3o, pretende retomar uma proposta que n\u00e3o avan\u00e7ou na COP29, no Azerbaij\u00e3o: um estudo apontou que, para viabilizar essa transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, ser\u00e1 necess\u00e1rio um aporte de aproximadamente 1,3 trilh\u00e3o de d\u00f3lares entre 2026 e 2035 \u2014 cerca de 800 bilh\u00f5es por ano destinados \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e outros 500 bilh\u00f5es anuais voltados para acelerar a adapta\u00e7\u00e3o e aumentar a resili\u00eancia de bilh\u00f5es de pessoas vulner\u00e1veis aos eventos extremos.Esse \u00e9 o grande desafio. E, sem d\u00favida, a COP30 tamb\u00e9m precisa incluir a prote\u00e7\u00e3o dos oceanos como tema central. Devem ser propostas a\u00e7\u00f5es concretas para impedir o cont\u00ednuo aumento da temperatura \u2014 como j\u00e1 mencionado, o aquecimento amea\u00e7a causar a extin\u00e7\u00e3o em massa de recifes de corais e diversos outros impactos graves em todos os oceanos globais.A COP30 ser\u00e1 realizada na foz do Rio Amazonas, \u00e0s margens do Oceano Atl\u00e2ntico \u2014 uma regi\u00e3o que vem registrando aquecimento recorde. Esse aumento da temperatura no Atl\u00e2ntico Norte, al\u00e9m do El Ni\u00f1o, foi um dos fatores mais relevantes na seca hist\u00f3rica que atingiu a Amaz\u00f4nia em 2023 e 2024. Estudos tamb\u00e9m mostraram que esse mesmo aquecimento contribuiu para o evento de chuva extrema que quebrou recordes em Val\u00eancia, na Espanha: a \u00e1gua evaporou em grandes volumes, subiu para a atmosfera, atravessou o continente africano e gerou aquela tempestade devastadora.Diante disso, a Marinha tem um papel importante: levar \u00e0 COP30 a urg\u00eancia de conter o aumento da temperatura e de proteger todos os oceanos.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerado um dos cientistas brasileiros mais respeitados do cen\u00e1rio cient\u00edfico mundial, Carlos Nobre \u00e9 refer\u00eancia internacional nos estudos sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica. 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