{"id":60223,"date":"2025-07-14T06:00:54","date_gmt":"2025-07-14T09:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=60223"},"modified":"2025-07-13T23:04:15","modified_gmt":"2025-07-14T02:04:15","slug":"setor-produtivo-e-exportadores-reagem-a-tarifaco-de-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/setor-produtivo-e-exportadores-reagem-a-tarifaco-de-trump\/","title":{"rendered":"Setor produtivo e exportadores reagem a \u2018tarifa\u00e7o\u2019 de Trump"},"content":{"rendered":"<p>O aumento, a partir de 1\u00ba de agosto, para 50% das tarifas sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciado na \u00faltima quarta-feira (9) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, motivou a rea\u00e7\u00e3o imediata de setores produtivos e ligados ao com\u00e9rcio exterior brasileiro. Em nota divulgada ontem, a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) informou que acompanha com aten\u00e7\u00e3o a decis\u00e3o americana e disse que a medida foi unilateral n\u00e3o se justifica, pelo \u201chist\u00f3rico das rela\u00e7\u00f5es comerciais entre os dois pa\u00edses, que sempre se desenvolveram em clima de coopera\u00e7\u00e3o e de equil\u00edbrio, em estrita conformidade com os melhores princ\u00edpios do livre com\u00e9rcio internacional\u201d.<\/p>\n<p>No documento, a entidade afirma que o aumento das tarifas prejudica as economias dos dois pa\u00edses, causando danos a empresas e consumidores. E que \u201cqualquer an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es entre os Estados Unidos e o Brasil, seja no campo no com\u00e9rcio ou dos investimentos, ter\u00e1 sempre que concluir que essas rela\u00e7\u00f5es sempre serviram aos interesses dos dois pa\u00edses, n\u00e3o havendo nelas qualquer desequil\u00edbrio injusto ou indesej\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A CNA ressaltou que Estados Unidos e o Brasil, em 200 anos de rela\u00e7\u00f5es, sempre estiveram do mesmo lado e n\u00e3o h\u00e1 qualquer raz\u00e3o para que essa situa\u00e7\u00e3o se modifique. E que \u201cos produtores rurais brasileiros consideram que essas quest\u00f5es s\u00f3 podem ser resolvidas em benef\u00edcio comum por meio do di\u00e1logo incessante e sem condi\u00e7\u00f5es entre os governos e seus setores privados\u201d e que \u201ca economia e o com\u00e9rcio n\u00e3o podem ser injustamente afetados por quest\u00f5es de natureza pol\u00edtica\u201d. A confedera\u00e7\u00e3o acrescenta que ainda tem esperan\u00e7a de que os canais diplom\u00e1ticos sejam acionados e que a raz\u00e3o e o pragmatismo se imponham para benef\u00edcio de todos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m em nota divulgada ontem, a Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB) diz ter recebido \u201ccom indisfar\u00e7\u00e1veis surpresa e indigna\u00e7\u00e3o\u201d a not\u00edcia de aumento para 50% da tarifa de importa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. A AEB classifica as medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos como uma amea\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 aos exportadores, mas \u00e0 toda a economia do Brasil, ponderando que tem esperan\u00e7a de que o bom senso prevalecer\u00e1 e a taxa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 revertida.<\/p>\n<p>O presidente executivo da entidade, Jos\u00e9 Augusto de Castro, classificou a medida como pol\u00edtica e previu que haver\u00e1 grande impacto econ\u00f4mico. \u201c\u00c9 certamente uma das maiores taxa\u00e7\u00f5es a que um pa\u00eds j\u00e1 foi submetido na hist\u00f3ria do com\u00e9rcio internacional, s\u00f3 aplicada aos piores inimigos, o que nunca foi o caso do Brasil\u201d, afirmou. Segundo Castro, al\u00e9m das repercuss\u00f5es no com\u00e9rcio com os Estados Unidos, o an\u00fancio feito por Donald Trump pode criar imagem negativa do Brasil e gerar em importadores de outros pa\u00edses medo de fechar neg\u00f3cios com as empresas brasileiras por temer repres\u00e1lias do governo americano. \u201cAfinal, quem vai querer se indispor com o presidente Trump?\u201d, questionou.<\/p>\n<p>O diretor geral do Conselho de Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), Marcos Matos, disse que a entidade acompanha com muita aten\u00e7\u00e3o as discuss\u00f5es sobe as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, mas ressaltou que existe uma agenda positiva com a National Coffee Association, com membros dessa associa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do presidente Donald Trump, e que est\u00e1 esperan\u00e7oso em uma solu\u00e7\u00e3o que garanta uma condi\u00e7\u00e3o adequada para o com\u00e9rcio de caf\u00e9 do Brasil para os Estados Unidos. \u201cEstamos na esperan\u00e7a de que o bom senso prevale\u00e7a, porque sabemos que quem vai ser onerado \u00e9 o consumidor americano\u201d, disse.<\/p>\n<p>Matos explicou que os Estados Unidos s\u00e3o o maior consumidor de caf\u00e9 no mundo, com 24 milh\u00f5es de sacas por ano, que o Brasil \u00e9 o maior fornecedor para aquele pa\u00eds, respondendo por 30% desse total, e que as tarifas atuais est\u00e3o em 10%. Al\u00e9m disso, assegurou que o caf\u00e9 importado pelos americanos gera muita riqueza para eles, na industrializa\u00e7\u00e3o. \u201cPara cada um d\u00f3lar de caf\u00e9 importado, s\u00e3o gerados 43 d\u00f3lares na economia americana. S\u00e3o 2,2 milh\u00f5es de empregos e 343 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, correspondentes a 1,2% do PIB dos Estados Unidos\u201d, informou Matos.<\/p>\n<p>Segundo o diretor geral do Cecaf\u00e9, 76% dos americanos consomem caf\u00e9 e ser\u00e3o eles os mais prejudicados se as tarifas de 50% passarem a ser cobradas a partir de agosto, como anunciou Trump. \u201cTudo que gera impactos ao consumo \u00e9 ruim para o fluxo do com\u00e9rcio, para a ind\u00fastria e para o desenvolvimento dos pa\u00edses, produtores e consumidores\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Outra entidade que se manifestou em nota foi a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), que considerou que a medida acendeu um sinal de alerta para o equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es comerciais com o Brasil, atingindo diretamente o setor de rochas naturais brasileiros, que tem nos Estados Unidos seu principal destino e que para l\u00e1 foram, em 2024, 56,3% de exporta\u00e7\u00f5es do setor, gerando receita de 711 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o entende que, se for confirmada a nova al\u00edquota, o Brasil ficar\u00e1 em desvantagem frente a concorrentes, como It\u00e1lia, Turquia, \u00cdndia e China, que pagariam taxas menores. A eleva\u00e7\u00e3o das tarifas, segundo a Centrorochas, amea\u00e7a mais de 200 empresas exportadoras de rochas brasileiras e uma cadeia que gera cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Esp\u00edrito Santo (Findes) manifestou em nota preocupa\u00e7\u00e3o com aumento das tarifas cobradas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que classificou de \u201cmedida extremamente severa, tomada com base em interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios internos e que rompe com os princ\u00edpios fundamentais que regem o com\u00e9rcio internacional\u201d.<\/p>\n<p>No documento, o Findes afirma ainda que decis\u00f5es unilaterais \u201ccomprometem a previsibilidade das rela\u00e7\u00f5es comerciais, criam instabilidade nos mercados e colocam em risco cadeias produtivas inteiras, com reflexos diretos no emprego, na arrecada\u00e7\u00e3o e no crescimento econ\u00f4mico\u201d. Segundo a associa\u00e7\u00e3o, os setores mais prejudicados no Esp\u00edrito Santo seriam os de a\u00e7o, rochas ornamentais, papel e celulose, min\u00e9rio e caf\u00e9.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento, a partir de 1\u00ba de agosto, para 50% das tarifas sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciado na \u00faltima quarta-feira&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":60224,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-60223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60223","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60223"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60223\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60225,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60223\/revisions\/60225"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}